Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Descobri a namorada do Bizarro recorrendo a técnicas avançadas de interrogatório!!!
Pois o Bizarro declarou num post anterior que se derretia por mulheres que sabem cantar e que as mulheres com o tempo deixam de sonhar com o Brad Pitt enquanto que os homens continuam a sonhar com Angelina Jolies. Quando lhe pedi para especificar o tipo de cantorias a que se referia, indicou-me vozes bastante agudas.
Foi aí que se fez luz. E descobri a namorada dele.
A Kiri Te Kanawa é linda, exótica e tem um senhor vozeirão. E é nova: tinha 30 anos a 6 de Março... de 1974! Dias antes de eu nascer. Aposto que não sonha com o Brad Pitt. Entre outras coisas porque o deve conhecer. Também conhece a Mariza, com quem fez um dueto um dia destes. A Mariza também é um bom partido e tem um vozeirão do caraças... mas canta fado... não se pode ser perfeita...
Acertei? Também podemos trocar de soprano... mas não sei se será boa ideia...
Diagnóstico simples do que é um homem bonzão
Porque é que eu não comprei um vestido com as costas quase todas à mostra e que me ficava o máximo???
Saldos... uma pequenina palavrinha... 5 letrinhas apenas e que fazem uma mulher feliz! E possivelmente quem me vir com o vestidinho...
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Qual a diferença entre um homossexual e um metrossexual?
Oxalá a distinção entre um gay e um metrossexual fosse sempre tão fácil. Mas normalmente o uso de maquilhagem é um bom indicador. Para nortenhos há outra vantagem: um sotaque lisboeta falso indica um gay, enquanto que um sotaque lisboeta verdadeiro indica (em princípio) um lisboeta. Perdoem-me os lisboetas, mas é mesmo assim! Qualquer nortenho sabe isto!
Ora o que é um homossexual? É um gajo que gosta de gajos e de cultivar o corpo para o engate. E de conversar com gajas acerca de roupa, acessórios, gajos e alças de soutien. Simples! No fundo é uma gaja com tomates... literalmente! E o jeito que dá ter um par de tomates para aguentar com certos preconceitos! Isso ou um par de tomates podres para atirar à cabeça de certas pessoas. Um homossexual pode ainda ser um homem que lava à mão, à máquina ou ainda efervescente e com "baking soda" (mas sem diccionário). Há ainda o tidessexual e o arielssexual, que a concorrência é boa e eu gosto.
E um metrossexual? Ouvi dizer que é qualquer coisa como um gajo que gosta de compras, marcas e de cuidar do corpo e da pele. Não estou a ver que implicações isso possa ter a nível da sexualidade de um gajo (a não ser que algum creme provoque impotência ou seja à base de viagra). Afinal, uma t-shirt depois de ter sido atirada para o chão num momento de paixão tanto vale se é da Dolce & Gabbana como da feira de Espinho. Espinho lembra-me outra coisa: comboiossexual! Se bem que os comboios mais pequeninos que lá passam parecem-me ser metro também. Espinho é um mundo!
Vamos ao nome: "metro" e "sexual". Será então um gajo que faz sexo no metro? Nota mental: tenho que experimentar um dia destes! Ouvi dizer que "metro" vem de qualquer coisa como urbano. Ou seja, um pastor não pode ser metrossexual. Aliás, em termos de sexo o melhor que tem a fazer é sodomizar carneiros. Ou fazer sexo em cima da palha... mmm... além de ser mais fofinho que o metro, a probabilidade de apanhar uma pulga ou carraça deve andar mais ou menos ela por ela! Começo a ver vantagens na ruralidade!
Poderá um metrosexual ser um tipo com um falo de 1 metro? Não creio! Mas reparem: 1 m = 5 x 20 cm. Ou seja, pode ser 5 gajos com falos de 20 cm a sexar todos juntos... muito "cumbíbio"!
O que é o oposto de um metrossexual? Será um ruralsexual? Ou um centímetro sexual? Ou então muito do que por aí vemos, que são gajos desleixados com o aspecto e a saúde e ainda por cima deitam defeitos à gajas: que são gordas, que são magras, que têm poucas mamas, que são mamas a mais.
Ou seja, a diferença fundamental entre homossexuais e metrossexuais é que parece haver demais dos primeiros e de menos dos segundos. E quem se lixa são as gajas!
Mulheres, exigam metrossexualidade dos vossos gajos. Aos que escaparam das garras do desleixo ou da homossexualidade. À cautela... escondam o estojo de maquilhagem! Sobretudo o lápis de sobrancelhas...
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Loucura ou talvez não
Um dos sintomas de sanidade mental é aperceber-se disso, rir-se e pensar noutra merda qualquer.
Parabéns!!!!

Domingo, 29 de Junho de 2008
O caixa de óculos
Pronto: está dito, está dito! Hoje fui à praia a horas em que estava cheia de parolos. Ou seja, estava no meu elemento! Bem, para falar verdade, fui um pouco depois das 5 da tarde, quando a maioria dos parolos já tinham debandado porque já estava a ficar para o frescote, por isso acho que a carga parolal seria menor. De qualquer modo já é tarde: eu já sou parola para além do ponto de recuperação, pelo que mais vale assumir-me. Sair do armário, por assim dizer.
O certo é que parece-me que não estava a ser inteiramente justa quando disse que não sou uma mulher de praia. Há anos e anos que não vou à praia para o bronze (nem sei dizer há quantos), mas a verdade é que é daquelas coisas que é como andar de bicicleta: há gestos não se esquecem e são segunda natureza. Gestos como estender a toalha e desapertar o bikini quando se está deitada de barriga para baixo para não ficar com a marca.
Afinal eu tinha umas certas saudades de ir para a praia, mas por um motivo ou outro andei anos sem lá pôr os cotos. Não é o mesmo que dizer que faria férias de lagosta (vira para cima, vira para baixo, põe creme, repete o processo 200 vezes num dia durante 15 dias até morrer de tédio), mas lá que me soube bem este momento de parolice, soube. Tenho que experimentar o início do dia também, porque o fim do dia soube-me pela vida.
Fui ainda tomar banho no mar. Cabelo e tudo. O que teve como efeito secundário toda a gente que entrou no mar num raio de 1 km ter ficado com protecção solar 50+ da Avène. É que quando eu espalho protector solar não é com a mão: é com uma espátula, porque eu coloco MONTES, que depois fica a boiar na água como o azeite na sopa.
Dito isto, vamos ao que interessa: observações. À la Abobrinha!
A minha barriga, assim que se viu exposta ao sol começou aos gritos. Não foi de fome. Quando lhe perguntei o que é que ela queria, e assim que conseguiu recuperar do choque e falar disse-me "óculos de sol!!! Óculos de sol, por caridade!!!". Tadinha, pois se eu há tantos anos não a expunha ao sol directo é normal. Não costumo trazer comigo óculos de sol para a barriga, mas tinha algo melhor: protector solar. Resmas dele, factor de protecção 50+ da Avène! E ela acalmou e acabou por gostar (digo eu).
Observei a fauna e flora locais. Incrivelmente havia outro vegetal ainda mais pálida que eu. E também era uma palidez falsa, porque as pernas estavam transparentes, mas os braços estavam com uma corzinha (não muita, mas um bocadinho). E estava a apanhar banhos de sol de calças de ganga. Simplesmente as calças estavam arregaçadas. Gaja que é gaja sabe o que isto quer dizer: está com o período e não gosta de tampões. É assim tão simples e descomplicado.
Barrigas várias, mais peludas e menos e pernas com graus de celulite vários. O costume! A paisagem é tão interessante e desinteressante com o pessoal vestido ou quase nú. E vi uma moça a fazer top-less, o que me lembrou como eu sou velha, porque me lembro em pequenina de se falar de se seria ou não decente fazer top-less e se se poderia ou não fazê-lo em praias com grande público. É claro que não é decente! Mas não é indecente! E quem não quer, vira a cara para o lado. Deixem pessoas mais descomplexadas que eu estar à vontade, se fazem favor!
Mas o evento da tarde que me marcou mais foi obervar um casalito de aí 16 anitos. Reflecti sobre como a vida está difícil, como anda aí muita ladroagem e as maneiras que as pessoas arranjam para se defenderem. Ela tinha um bikini cor de rosa muito bonito e ele boxers azuis bebé. Ou seja, estava claramente identificado quem era o menino e a menina. Eles tinham muito fogo, muita paixão e algo de valioso que protegiam com muito afinco.
Beijavam-se, acariciavam-se, por certo trocavam juras de amor eterno (até que os cornos os separem). Mas o tempo todo a mocinha tinha firmemente entrelaçadas as pernas dela à volta da cintura do rapazinho (pensando bem, um niquinho mais abaixo). E eu fiquei a pensar porquê. Ocorreu-me que estivessem a chocar uns ovinhos. Faz sentido: a vida está cara e as pessoas têm que recorrer a expedientes engenhosos para poupar dinheiro. E não deixa de ser genial: no meio das pernas de ambos deveria haver condições de calor e humidade para nascerem uns pitos.... pintos! Desculpem, é que no norte diz-se às vezes pitos, mas vocês sabem que nós às vezes falamos um bocado mal. E pensando bem é mesmo traiçoeiro porque eu apercebi-me que no Brasil o pinto é o pénis de um homem e não é isso que eu estou a tentar dizer.
De qualquer modo seria um disparate pensar que fariam tal coisa porque seria muito pouco prático. A realidade era muito mais estranha e triste e eu só me apercebi do que era quando eles se levantaram: o moço tinha guardado a caixa dos óculos nos boxers e a moça estava a ajudá-lo a protegê-los. É que a vida está cara e uns óculos custam uma fortuna! E há por aí muito gatuno sem escrúpulos.
Fiquei com pena do rapazinho porque usar óculos é obviamente uma limitação: quando se levantaram para ir à água, só a mocinha é que foi. É claro que ele não podia, porque senão estragava tanto a caixa como os óculos. E, como eu disse, a vida está cara.
Quando eles foram embora pensei como sou afortunada: não só nunca ninguém me roubou os óculos como se roubasse ia tendo dinheiro para os substituir. Daí que não tenha necessidade de guardar os óculos como o rapazinho. O que é bom, porque senão daria a impressão de ter um pénis completamente erecto dentro do bikini, o que seria pouco apropriado, no mínimo.
Fui embora já sem este pensamento na ideia, com o corpo cheio de sal causa do banhinho(vantagens de não ter que guardar a caixa dos óculos no bikini). Estou ainda a apreciar a sensação da pele ligeiramente quente por ter sido beijada pelo sol já fraquinho do fim do dia e a massagem nos pés dos lindos seixos e da areia dura ao pé da água.
E uma última dedicatória para a Gipsy Queen, que parece estar a morrer de saudades aqui do burgo: pequena, a praia não foge e vai continuar aqui para quando voltares. Cheia de parolos, como manda a lei! E nessa altura vai saber-te melhor ainda. Beijinhos, moça e goza a Roménia enquanto podes!
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Fala puto, carago!
A história do meu pai serve para tentar perceber o que significa Mugatxoan.

Mugatxoquem??? Eu explico:
"Mugatxoan '08 apresenta-se como um projecto em trânsito –o acto de ir de um espaço a outro -, e como o lugar e o tempo em que isto sucede."
Começam a ver que isto é arte porque reune os seguintes critérios: não se entende, não faz sentido e faz um alarido muito grande à vota de coisas que são perfeitamente banais para dizer que é arte. Pois "o acto de ir de um espaço ao outro" é arte. E "o lugar e o tempo em que isto sucede" também. É brilhante! Eu, parola como sou, pensei que o primeiro seria deslocar-se (a pé, de carro, ao colinho de alguém) e o segundo onde e quando. Por isso é que eu tenho que trabalhar para comer enquanto há quem faça arte. Dito isto, comer é típico de parolo!
"Entre 9 de Junho e 20 de Julho, o Arteleku e a Fundação de Serralves vão apresentar as seguintes peças: The breast piece (Praticable), de Alice Chauchat; Ohne Worte, Extracto (Praticable), de Isabelle Schad; Performance, de Éric Duyckaerts; A long way back, de Sandra Cuesta; Shichimi Togarashi, de Juan Domínguez/ Amalia Fernández; Sono qui per l’amore, de Massimo Furlan e O decisivo na política…de Jorge Andrade."
O primeiro deve ser interessante, porque "breast piece" nos remete para mamas. Ora mamas é sempre bom e pode atrair público. Mais que uma bica de água filmada durante 1 minuto e projectada nas paredes do Museu de Serralves. "Ohne Worte" parece-me querer dizer qualquer coisa como "sem palavra" (mas acho que tem um erro de gramática, se bem que já não estou em condições de criticar). Atendendo a muita arte que por aí anda, parece-me razoável. O resto parece-me insípido. Gostava mais da minha instalação nos meus tempos de pintora de construção civil (eu avisei que era parola).
Estas palavrinhas estão aqui, no site de Serralves.
Continuo sem perceber o que é Mugatxoan, mas estas imagens podem ajudar. Ou não.

Lá está: o talento de uns é maior que o de outros e há quem ache que por dizer que um balão com umas palavras é arte, torna-se arte. Ou então a palavra "cabeça" na istalação do balão (ou essa é uma performance?) refere-se à tela acima.
"Mugatxoan é um projecto artístico criado pela Entrecuerpos – Mugatxoan Asociación Cultural, em 1998, construído a partir da ideia de espaço intermédio como lugar de circulação de códigos sendo, portanto, redefinido pelos movimentos contínuos e pelas deslocações a que está submetido."
E isto é suposto querer dizer que... ???
"O projecto centra-se nas manifestações artísticas dos discursos do corpo, cujo suporte é a imaterialidade, apresentando trabalhos que aparecem como a transformação de actos produzindo significados através de uma situação transitória."
Ah! Agora ficou muito mais claro... se bem que continuo sem entender! Eu sei que juízes praticam actos, mas não deve ser isso. A não ser que a cena de pugilato no tribunal de Santa Maria da Feira tenha sido uma performance.
"Em 2001, impôs-se a necessidade de se criarem novas relações que permitisse desenvolver projectos culturais reivindicativos de lugares singulares de experimentação, situação que motivou a parceria da Fundação de Serralves, no Porto."
Menos mal: agora entendi que qualquer coisa envolvia Serralves. Não sei é o que é um projecto cultural reivindicativo de lugares singulares de experimentação, mas cheira-me que me foram ao bolso e que eu gastaria aquele dinheiro a fazer coisas que valessem mais a pena e com menos peneiras.
Se esta gente falasse puto, estou em crer que se esclareceria de vez o que é Mugatxoan. Contudo, ao contrário dos camaradas de tropa do meu pai, eu não estou interessada em saber se estes nativos dizem seja o que for e muito menos se dizem mal de mim. Acho que estou a salvo de uma catanada destes tipos... a não ser que alguém entenda que isso seria uma performance gira e que simboliza o fluir do espaço para o tempo do pretérito perfeito do imaterial do sangue feito seiva no pescoço de um vegetal blogueiro. Nessa altura "Mugatxoan" seria um qualquer trocadilho com o nome Rober Mugabe... aí preocupo-me. De contrário, descobrir o que significa Mugatxoan tem a mesma importância que encontrar o Wally. Ou menos.
Só queria uma coisa: que um dia esta arte seja desmascarada como a fraude que é.
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
ASAE prepara-se para f...
Não entendo porque é que esta sex shop se chama contra-natura. Mais: esta sex shop não é uma sex shop! E porquê? Porque não existe sex shops em Portugal. Porquê? Não sei! Mas não existem. Senão ofendiam as pessoas de bem (o que quer que isso seja).
Seja como for, quando for a Lisboa (e se não ficar muito fora de mão), vou à Rua Nova da Trindade ver qual é o galho. Ou o pau.
Ora uma inspeção da ASAE a uma sex shop (perdão: a uma loja de venda de produtos de massagem e lúdicos, como brincadeiras para despedidas de solteiros)... quais serão os items a verificar?
1. Não está a mais de 300 m de locais de culto.
Resposta: Senhor inspector, local de culto só se for o estádio da Luz ou um centro comercial. Onde é que vê um a 300 m?
2. Os produtos podem ser perigosos porque funcionam a pilhas e elas podem babar.
Reposta: As pilhas sem "h" também babam e ninguém ainda se queixou. E as pilhas com "h" ao menos não fazem filhos nem transmitem doenças.
3. Os vídeos não são suficientemente porno.
Resposta: Pois é, senhor inspector, mas isto não é uma sex shop. Isto é uma casa de venda de produtos de massagem, lingerie exótica e brinquedos. Uma casa de respeito como as outras. Pagamos impostos, e passamos recibo, mas estranhamente toda a gente prefere pagar a dinheiro.
4. Então e ao menos um peep-show?
Resposta: Isso é noutro local de culto.
Eu por acaso tenho uma queixa de um produto que estava numa loja deste calibre numa perpendicular a Sá da Bandeira no Porto: tinha um fato de mulher de rede de corpo inteiro e estava rachado na... mmmm.... na volta não seria defeito... na volta aquela racha era de propósito... acho que vou ter que ir lá investigar de novo!
Sábado, 21 de Junho de 2008
Toda a noite...
Tentaste aproximar-te de novo, de novo sussurrante. Eu cobri a cabeça para não te deixar beijar-me. Mas foste persistente, conseguiste insinuar-te sorrateiramente por entre os lencóis e deste-me uma mordidela no pescoço. Chupaste-me o sangue porque isso é que te dá vida, seu tratante. E depois tenho eu que andar com uma marca, que todos sabem do que é, para que toda a gente saiba o que me andaste a fazer! Começo a achar que nesta nossa relação dou mais do que recebo, mas já sabes que um dia isto ainda vai acabar mal. Não digas que não te avisei!
Pensei que depois de teres o que querias me deixasses em paz. Eu, que sou uma amante exigente, não queria nada contigo e com a tua fixação pela minha pele quente, sonolenta e levemente transpirada pela noite de início de Verão. Eu só queria dormir, descansar, retemperar forças. Mesmo porque isto já dura há uns dias.
Mas tu és teimoso e insaciável. Várias vezes durante a noite me acordaste com as tuas palavrinhas meigas e o teu toque leve. Sabes que me chegaste a magoar? Tens a noção disso? Ah, pois não! A ti só te interessa o teu prazer. Eu que me coce! São todos iguais!
Mordeste-me o rosto, o pescoço, os braços. E isso porque me protegi de ti, senão sabe-se lá o que me terias feito. Dormes de dia, vives de noite, não trabalhas e ainda me chateias. E sabes perfeitamente que a tua paixão não é correspondida.
No outro dia acordei com dores pelo corpo e a cabeça pesada por me teres dado a noite toda. Eu já não estou para estas andanças! E de repente vi-te: estendido ao meu lado na cama, quase morto. Cheio de sangue! Do meu sangue! A tua fome tinha sido a tua perdição: procuraste um cantinho meu mais saboroso e eu rebolei-me para cima de ti esmagando-te. Não entendo: sempre soubeste que eu era um pedaço mais pesada que tu, com que imprudência te meteste à morte?
Ainda mexias um bocadinho. Com um sorriso assassino, estendi o dedo indicador e coloquei-o sobre o teu corpo com força. Não voltas a tocar-me, seu insecto repugnante. Adeus mosquito! Vai para a mosquita que te pariu! Não me voltas a ferrar!