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quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Porto na vanguarda da Cultura

Afinal era isto que andavam a fazer os putos do Carolina Michaelis! E a escola compreendeu? Não! (continua um dia destes)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Isto não faz parte do consultório sexual

Este post é mesmo para quem já fez a licenciatura, mestrado e doutoramento no consultório sexual (vulgo, já tem filhos, pelo que já sabe como as coisas funcionam), mas tem necessidade de formação contínua e de formação pedagógica e cívica.

Isto é muito grave! Os putos não são mais nem menos maldosos que nós quando éramos da mesma idade: simplesmente têm mais meios e menos noção das consequências. Cabe aos adultos educá-los para isso.

Ora leiam:

"Fala-se do caso à socapa, mas toda a gente parece estar a par. Mesmo assim, são poucos os que dão a cara para o confirmar. Há uma mãe que dá a cara ao PÚBLICO mas não dá o nome. Aceitamos: a filha tem dez anos e foi fotografada, nua, nos balneários da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos de Maceda, no concelho de Ovar.

Foi "uns dias antes do Natal" - no primeiro período deste ano lectivo. A filha, aluna do 5.º ano, tinha acabado de tomar banho depois de uma aula de Educação Física. "Uma colega tirou-lhe fotografias e as imagens passaram entre os telemóveis das outras alunas", recorda a mãe. Tudo indica que "uma funcionária" se apercebeu a tempo: o telemóvel da estudante que fotografou foi confiscado. E ela castigada: "Foi três dias para casa", acrescenta. A filha é que "nunca mais tomou banho na escola". "Eu não deixo", explica a mãe.

Há quem relate outros casos. Numa reunião da assembleia de escola da EB 2/3 de Maceda realizada na semana passada, a associação de pais levantou o problema. "Em finais de Janeiro, inícios de Fevereiro, foi reportado um caso também de fotografias nos balneários, com alunos nus, que terão sido publicadas depois num blogue", adianta ao PÚBLICO um elemento da associação de pais."

A quem se defende com coisas como "esta não percebe nada de educação", lembro que às vezes as pessoas estão tão embrenhadas no seu mundo próprio que é preciso um estímulo de fora para que seja possível analisar as coisas com a frieza de quem não caiu na rotina. Há quem tenha essa noção.

"Quem trabalha nas escolas já não se admira com estas práticas. "Isto para nós já é quase normal, embora admita que para a opinião pública seja surpreendente", comenta João Paulo Silva, que dá aulas de Matemática e pertence à direcção do Sindicato dos Professores do Norte. Tito de Morais, responsável pelo site Miúdos Seguros na Net (www.miudossegurosna.net), vai mais longe: "Já ouço isto há muito tempo, e fico com a sensação de que andamos todos distraídos quando nos chega aos ouvidos um caso destes e ainda ficamos admirados.

Tito de Morais recorda, aliás, o caso que lhe foi relatado por uma aluna numa das muitas sessões sobre segurança na Internet que vai fazer às escolas. "Contou-me que, quando as meninas estão a mudar de roupa nos balneários, há quem tire fotografias e depois ameace pô-las no Hi5 [uma rede social na Internet]". "

POR FAVOR assustem-se e façam alguma coisa sem receio de se dizer que estão a oprimir e mais não sei o quê! Ser adolescente é duro e não é nada que se deseje a ninguém. Mas oprimir certos comportamentos pode ser o melhor que se pode fazer por um espécime desses.

Agradeço desde já ao Público por ter a audácia de publicar isto, como agradeço ao Expresso por ter divulgado o vídeo do Carolina Michaelis (e ter sido processado pela DREN por isso). O pior cego é o que não vê o que está claramente à sua frente. A informação é para se procurar e para se usar, não para esconder atrás de uma porta blindada e discursos de boas vontades e boas intenções.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

... mas pelos vistos agora fui promovida a víbora!

Eu tenho que protestar: então eu debito badalhoquices e ninguém me liga e agora falo de coisas sérias e estou com a caixa de comentários a abarrotar? Mau! Bem, mas este é um blogue que segue uma lógica de mercado, e de momento isto parece estar a vender. E se alguém compra, eu vendo (mas vou ver se ajavardo isto em breve, que assim não pode ser!)

Um anónimo deixou-me um miminho num post já antigote e que eu não queria deixar passar. Achei-o mais provocatório que o costume e excessivamente defensivo. Vou deixá-lo, junto com a minha reposta.

O comentário era este

"Que conheça profundamente o funcionamento da escola/professores, duvido?
Que tece considerações globalizadas, baseada em informações parcelares (a sua experiência e de próximos) parece-me óbvio. Fica-lhe mal, e é sinal de falta de rigor científico.
Que há muito de víbora nos seus dizeres também.
Nunca vi nenhum estagiário perder muitos quilos. Nervosos? Sim, como é lógico, quando estão em jogo centenas de quilómetros nas colocações posteriores.
QUe por vezes não há a relação ideal entre orientador/estagiário ? Sim, claro.
Que não há aluno que seja mais abusado pelo sistema que um aluno universitário, tb me parece óbvio. "

Anónimo

Não entendo e/ou discordo da quase totalidade do que escreve. Vamos por partes:

"Que conheça profundamente o funcionamento da escola/professores, duvido?"

É verdade, mas não preciso de conhecer tudo. Sei o resultado. Chega e sobra!

"Que tece considerações globalizadas, baseada em informações parcelares (a sua experiência e de próximos) parece-me óbvio. Fica-lhe mal, e é sinal de falta de rigor científico"

Duas coisas: e vou basear a minha experiência em quê? Em relatórios de eduqueses, que deram a porcaria que se sabe? Em coisas que tentaram esconder, como o ranking das escolas secundárias? Eu baseio as minhas opiniões no que observo e no bom senso, e não no encarneiramente atrás da opinião da moda. Todo o conhecimento é parcelar. Só me fica mal ser acéfala e acrítica. Quanto a ser pouco científica, também o é quem é pago para isso. Eu diria que o meu bom senso é mais metódico que os métodos que se criaram para alegadamente organizar a escola. Estes útimos vão frequentemente contra todo o senso.

"Que há muito de víbora nos seus dizeres também."

Dado o panorama do seu comentário, vou levar isso como um elogio.

"Nunca vi nenhum estagiário perder muitos quilos. Nervosos? Sim, como é lógico, quando estão em jogo centenas de quilómetros nas colocações posteriores."

Isto ganhou o prémio de provocação mais absurda do comentário. Só quem não sabe ler não se dei conta que me referi a casos particulares que me ocorreram. Calhou serem pessoas que emagreciam com o stress (comigo acontece o oposto). O que o preclaro não se deu conta é que me referia a um caso particular de uma somatização de um estado de stress extremo.

Trata-se de pessoas com cursos superiores quase terminados, que sabem trabalhar e que se desunharam em cadeiras muitíssimo mais difíceis mantendo a sanidade mental e mais ou menos o mesmo peso corporal.

Mas a provocação absurda nem é essa: a provocação absurda é comparar a situação de regras do jogo difusas que é o estágio pedagógico com uma situação que qualquer recém-licenciado normal (e não só) reconhece: deslocação em busca de onde há emprego. Eu não tenho culpa, nem o Estado que não haja lugares no ensino ao pé da porta de toda a gente. E é aberrante pessoas que sabem que não há vagas no ensino de determinada área insistirem em ir exercer "a sua vocação". Isto não convence ninguém!

"QUe por vezes não há a relação ideal entre orientador/estagiário ? Sim, claro."

Quem está agora a dar mau aspecto e a ser pouco científico? E pouco solidário! Eu, que nunca dei aulas, senti pena de colegas de Faculdade pelos maus tratos psicológicos que sofreram. E não foi falta de "relação ideal": foi pura e simples falta de humanidade. E esta falta de solidariedade estende-se a todas as situações em que há um elemento mais fraco na cadeia. Os professores só parecem ser solidários... quando se lhes vai ao bolso, quando lhes mexem nos direitos adquiridos e quando se trata de faltar como se não houvesse amanhã! Em todos os problemas de indisciplina com os alunos não são nem nunca foram. E depois eu é que sou uma víbora!

"Que não há aluno que seja mais abusado pelo sistema que um aluno universitário, tb me parece óbvio. "

Isto não me parece nada óbvio. Sendo verdade em alguns (muitos?) casos, não é generalizável nem é a norma. Cheguei mesmo a ver um mesmo um certo companheirismo entre alunos e professores, repeito mútuo. Não em todas as Faculdades, claro. E pareceu-me que (por exemplo) na FLUP (Faculdade de Letras da U. do Porto) com alguns professores e alguns cursos só seria possível lidar mesmo à bofetada! Mas eu não andei lá.



Deixo à vossa consideração esta troca de mimos. Só duas consideração finais:

1. Atacar-me de "ah, e tal, e tu não percebes nada de educação" parece-me o argumento de quem está centrado demais no seu próprio mundo. Mas eu tenho provas: a prova é que não foi permeável à minha visão do assunto. Que obviamente é parcelar e pouco científica. Mas é real! Não está escrita nos manuais, mas é real. Possivelmente por não estar escrita nos manuais é que é mais real: porque saiu de observação bruta e não foi amenizada por um qualquer discurso pedagogicamente lixiviante e minimizante.

2. Quanto ao carácter científico de muitos estudos de ciências de educação, parece que o método de alguns consistem em escrever a introdução teórica e as conclusões primeiro e a observação experimental depois. O real esforço estará em ajustar as observações às conclusões pré-existentes. (E estranhamente acho que já li isto em qualquer lado. Não sei é se fui eu a escrevê-lo!)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Potente! E politicamente incorrecto!

Bem, espero que não se torne hábito aqui a cabeça de Abóbora falar de coisas sérias, mas o preclaro Henrique Monteiro botou faladura e acertou mais que o costume (tenho as opiniões dele como geralmente equilibradas e de bom senso, mas desta vez excedeu-se, no bom sentido).

Leiam isto, porque vale a pena e é uma chapada na cara de quem só descarrega em cima dos professores (e torna-se óbvio que eu não sou meiga com eles).

E isso pede um outro post sobre o lado dos alunos... mau! Mais um post sério? Bem, vou tentar ajavardar e fazer um post humorístico mas com uma moral. Não sei se consigo! Parece que afinal o vídeo do Carolina Michaelis me despertou sentimentos. Na volta os certos: em vez de explodir, sorri com a constatação do óbvio e pensei com a cabeça fria.

domingo, 30 de março de 2008

Das víboras, dos professores e do rei no seu quintal

Este é mais um post que adiei escrever. Em parte porque a badalhoquice é ainda maior que a do costume, em parte por ser mais seguro meter a mão numa sala cheia de víboras que numa sala cheia de professores. Ao menos com a víboras eu sei ao que vou e mexem-se de maneira previsível. E são todas perigosas, enquanto que com os professores as coisas não são tão certas.

Considerei seriamente ilustrar este post com o vídeo do Carolina Michaelis. Não pela banalização das imagens, como mencionou no outro dia o Pacheco Pereira na “Quadratura do Círculo” mas por uma coisa ainda pior: as imagens não me chocaram nem sequer da primeira vez, pelo que repetir não faz sentido. Não me despertaram sentimento nenhum, o que me deixou preocupada.

Enquanto aluna do Secundário sempre achei que havia algo de profundamente errado com muitos professores: uma boa parte deles não percebia um boi do que estava a falar. Mas o respeitinho que tinha pelos professores, que os meus pais me incutiram e tinham também fizeram-me nunca levantar para dizer nada. Quando entrei para a Faculdade confirmei que muitos professores queriam era boa vida e vida de funcionário público, com baixas psiquiátricas de 2 em 2 meses, faltas automaticamente justificadsa, ADSE e 4 meses de férias. O que não tinha mal, desde que ensinassem, o que não era coisa que muitos tivessem capacidade.

Na Faculdade convivi com pessoas que foram para o ensino. Coitaditos! Quando se chegava ao estágio pedagógico era um terror! Lembro-me particularmente de um miúdo, todo estiloso, todo cool... algures no segundo período o miúdo tremia que nem varas verdes e gaguejava! GAGUEJAVA!!! Não é normal! Quase invariavamente os meus coleguinhas perdiam peso (das ralações, não do trabalho que envolvia preparar aulas, porque trabalhar eles sabiam), andavam com olheiras e rezavam que aquela tortura acabasse! Não pelos orientadores da Faculdade, mas pelos da escolinha, que não tinham metade da competência científica deles, mas tinham um prazer sádico em torturar os “colegas”.

Os alunos jogavam esta charada porque estas eram as regras do jogo: torturar estagiários era desporto nacional. Alguns chegavam-se depois ao pé dos estagiários e diziam que gostavam mais das aulas deles do que das da “stora”, mas sabe como é... e eles sabiam como era. Engoliam sapos. E a dieta à base de sapos continuava nos mini-concursos, nos quadros de zona pedagógica até efectivarem. E mesmo assim, às vezes a coisa corria mal porque não eram “filhos de algo”. Mas as regras do jogo são estas. Sempre foram! Por estas e por outras nunca foi esse o meu jogo, e até me dava algum gozo ensinar.

Pior que isso, uma vez obtida uma certa estabilidade, e como ainda havia lugar para professores não profissionalizados na minha área (já não é o caso), já falavam de cima da burra para “os outros”, os que tinham habilitação suficiente (ou própria? Não me lembro), porque não sei quê e não tinham pedagogia e mais não sei quê. Esqueciam-se que, na minha área, os que iam dar aulas eram regra geral os que não eram suficientemente espertos para outras coisas. Se mais não fosse, a diferença nas notas seria o suficiente para o demonstrar. Mas há sempre alguém abaixo na cadeia alimentar, por isso dá-se umas bicadas a esses.

E fala-se em avaliação de professores. Pensei eu: isto deve ser bom! E segui o link que deu o Ludwig para o Ministério da Educação. E perdi logo a fé:

“A avaliação incide sobre duas dimensões do trabalho docente: (1) a avaliação centrada na qualidade científico-pedagógica do docente, realizada pelo coordenador do departamento curricular com base nas competências); (2) e um momento de avaliação, realizado pela direcção executiva, que avalia o cumprimento do serviço lectivo e não lectivo (assiduidade), a participação do docente na vida da escola (por exemplo, o exercício de cargos/funções pedagógicas), o progresso dos resultados escolares dos alunos e o contributo para a redução do abandono escolar, a formação contínua, a relação com a comunidade (em particular com os pais e os encarregados de educação), entre outros.

A avaliação faz-se no interior de cada escola. “

A palavra que me ocorre e a mais adequada à ocasião: f***-se! Então a avaliação vem de dentro, por gaitas burocráticas e quando nem se entende metade do que este parágrafo diz, por ser tão subjectivo? Nem li o resto! Para quê?

“P: Quem avalia os professores?
R: Os professores são avaliados nas suas escolas pela direcção executiva e pelos professores coordenadores de departamento curricular. “

Resumindo, toda a gente gosta de ser rei do seu quintal. E há um pequeno-grande ditador no coração da esmagadora maioria dos professores. Eu sei isto experimentalmente! Por isso não senti nada pela professora que foi humilhada pela aluna no Carolina Michaelis, não sabendo nada da senhora. E isto preocupa-me porque eu objectivamente não acho que ninguém mereça aquilo. Como ninguém merece ser humilhado ao ponto de começar a gaguejar junto de uma amiga quando o ano nem a meio vai. Nem de ver o seu peso reduzido a metade nem o rosto a uma única grande e preta olheira porque está em estágio pedagógico. Mas o que eu achei do que aconteceu no Carolina Michaelis é que é... normal! Como é normal toda a paz podre nas escolas e que já dura há tempo a mais.

É ainda normal que nada aconteça a quem agrida deste modo professores novatos e professores mais maduros. Como é normal que Presidentes da Câmara de de clubes de futebol metam a mão na massa. É tudo normal!

O que não acho normal é que os professores achem tudo isto... normal e tenham deixado a coisa chegar a este ponto. À degradação de uma profissão digna. Ao ter que ensinar porcarias cientificamente vazias. A terem programas que vêm do Ministério cuja formulação não se entende por ser vazia de sentido e conteúdo e de mero português correcto! A terem livros de texto mediocres e cheios de erros (mas com muitos bonecos, cores e um papel brilhante). Há coisas que exigem um esforço enorme para ensinar. Não por serem difíceis, mas porque foram tão despidas do seu significado para não sobrecarregar os aluninhos, tadinhos, que se torna difícil explicar!

Não acho normal que os professores só tenham invadido Lisboa quando lhes foram ao bolso! Porque foi isto que aconteceu! Porque finalmente alguém disse “não é normal que todos os professores subam automaticamente na carreira”. Porque não é!

Mas esta avaliação é boa? Não! Mas eu aceito-a, por ser absolutamente consistente com todo o resto do processo educativo: uma fraude! Porque se ninguém reclamou antes, então merece este sistema de avaliação e ele é bom.

As escolas secundárias hoje são pequenos burgos com os seus fidalgos. Fidalgos no sentido muitas vezes literal de “filho de algo”. Este processo de avaliação só vai legitimar ainda mais o que já existe, com a diferença que vai ao bolso de alguns. Coerentemente, dos mais fracos. A única maneira de dominar esta gente (os filhos de algo) é com a avaliação vinda de cima, do ensino superior. Sim, do mesmo modo que um professor universitário é maioritariamente (e com razão) avaliado pelo seu mérito científico, devem os “storinhos” ser submetidos a uma avaliação de cima. Não de pares, mas nos mesmos moldes que eu fui avaliada em 1992: pelo ensino superior, de onde (em teoria) vem o conhecimento. Quem não tem medo desta avaliação deve concordar.

Não senti nada pela professora do Carolina Michaelis porque eu já sabia que isto era assim. Mas não se chega assim por geração espontânea. E não se invade Lisboa por isto, que já ocorre há muito, mas porque deixa de haver progressões automáticas na carreira, o que significa menos dinheiro no bolso.

Estou inquieta porque tenho sobrinhos no início da escola. Eu sei que eu, a minha irmã e o meu cunhado somos capazes de lhes fornecer desafios, mas não podemos substituir-nos aos professores. Simplesmente porque não é essa a profissão de nenhum de nós, e mesmo que fosse não seríamos capazes de cobrir todas as áreas e todos os anos lectivos. Nem que isso fosse possível, não há na escola o incentivo para mais que passar de ano. Não há incentivo para aprender, ser rigoroso e ambicioso: os padrões são demasiado baixos. Uma sociedade só funciona quando todos confiamos no papel que cabe aos outros. E eu não confio nos professores e em quem os tutuela. É grave quando um dos sectores mais fundamentais da sociedade me merece esta confiança e este respeito.

Por isso quando o Ludwig diz neste post “É dos pais a responsabilidade de lhes ensinar a dar valor à educação”, não sendo mentira, é muito pouco. Eu acrescentaria: é do Ministério e dos professores a responsabilidade de se fazerem respeitar e de dar mecanismos para isso mesmo. E dos pais, exigirem que os professores sejam avaliados, no sentido de exigir que se saiba se eles sabem o que estão a dizer e não por critérios burocráticos. E não só pelo abstracto "respeitinho".