domingo, 2 de agosto de 2009

Maravilhas do cinema alternativo

Um filme com Isaach de Bankolé Tilda Swinton, Bill Murray e Gael Garcia Bernal... só podia ser bom, certo? E um filme alternativo sempre deve acrescentar qualquer coisa à nossa cultura geral!

... e seria de pensar que aos 35 anos eu já tivesse deixado de ser inocente. Mas não!

"Os limites do controlo", no original "the limits of control" estava descrito como "a história de um homem marginal, um solitário em viagem por Espanha. Sabemos que ele está prestes a terminar um trabalho ilícito, sabemos que ele tem um destino, nada mais. A sua viagem percorre Espanha, mas percorre essencialmente a sua consciência.

Com personagens sem nome, encarnadas por um leque invejável de actores (Isaach De Bankolé, Tilda Swinton, Bill Murray, John Hurt, Gael García Bernal, etc), este é um filme peculiar sobre os limites do controlo, mesmo para um profissional do crime."

Continua a parecer interessante? Desenganem-se! Eu conto já o filme, para o caso de alguém se sentir tentado!

Aliás, eu escrevo 90% dos diálogos já.

- Você não fala espanho, pois não?
- Dois cafés em chávenas separadas.
- O Universo não tem centro nem arestas.
- Os diamantes são os melhores amigos das mulheres.
- Quem se achar importante que visite o cemitério. Aí verá que o mundo é só um punhado de terra.

E resume-se mais ou menos a isto!

Ah, e tal, estás a exagerar!

... não, não estou mesmo! A sério! Resume-se praticamente a isto! E olhem que estou a falar de 116 minutos de filme.

O resto do filme é o Isaach com o seu rosto anguloso a alternar entre um fato azul, um outro cinzento e um outro ainda castanho. Todos com o mesmo corte e aparentemente do mesmo material. De certeza que teria algum significado artístico, mas eu não descortinei qual (possivelmente porque ia adormecendo a meio do filme). Fato com o qual dorme e faz um exercício matinal que eu não sabia o que era, mas sei agora que é fotossíntese. Mesmo quando a Paz de la Huerta (mas quem raio tem um nome destes?) dorme com ele vestida só com o equipamento de série com que vinha da barriga da mãe. Ou seja: nada! Bem, não exactamente nada: também usa óculos pretos de massa!

Então e quais eram os limites do controlo? Não sei. Possivelmente não adormecer com a seca do filme. E daí, na volta essa era a explicação para os dois cafés seguidos. E conto-vos também o fim do filme: ele mata o Bill Murray? E porquê? Não sei! Possivelmente por não ter gostado de qualquer coisa nos "Anjos de Charlie". E ficam a saber que uma guitarra dá imenso jeito para matar alguém: é só retirar-lhe uma corda e enforca-se um tipo na boa! Uma pancada com a guitarra também seria giro, mas suponho que fizesse mais barulho e dependesse da dureza dos cornos do visado.

Já há muito tempo que não ia ver um filme tão mau! O que não deixa de ser irónico, dado o título e conteúdo do meu último post...

11 comentários:

NI disse...

Tive mais sorte. Fui ver "A Proposta". E gostei. Pelo menos dei umas valentes gargalhadas e, como bónus, vi um gajo nu. Quer dizer, nu não direi porque a Sandra tapou..mas, enfim, deu para imaginar...

Chocolate disse...

Que raio de filme esse!!

Bjs

Ricardo disse...

"Quem se achar importante que visite o cemitério. Aí verá que o mundo é só um punhado de terra.
"

wowwwwww deixou-me a pensar esta... porra :/ porra........

fui

puf

Abobrinha disse...

Ni

Lá está: "a proposta" é um filme pipoqueiro, leve, previsível, mas faz rir. E tem um cidadão com excelente aspecto nos mesmos preparos que a Paz de la Huerta. Com a subida vantagem que não tem um nome parvo nem óculos de massa que lhe ficam mal.

Abobrinha disse...

Chocolate

Agora que te avisei já só descobres se quiseres e não tiveres amor a cerca de 5 euros. Se eu sei que foste ver o filme, estamos mal!

Abobrinha disse...

Ricardo

A versão popular deste dito é "o cemitério está cheio de gente que faz falta".

Agora vê se me consegues explicar a cena do Universo não ter centro nem arestas.

Escusas de me tentar explicar o filme, que não vale a pena! Nem eu consegui e eu até o vi!

Icon disse...

combinado! eu n vou ver isto...
rais parta o cinema alternativo... é sempre um tiro no escuro!

Lança disse...

namorei (acho que sim…) com uma actriz que fez um filme alternativo e até ganhou um prémio em Cannes.

grande cegada que foi... :D

Abobrinha disse...

Icon

Tenho visto grandes histórias em cinema alternativo (vê no tag "cinema").

... esta claramente foi um bocado ao lado!

Podes ver o filme à vontade! O que é, já vais avisado!

Abobrinha disse...

Lança

Pois, isso é tudo muito bonito, mas... sabes o que quer dizer a cena do Universo não ter centro nem arestas? Isso é que é verdadeiramente importante!

Um prémio? Bem... na volta era mais incompreensível que a média. O que me faz voltar a um filme alternativo que fui ver contra a vontade e saí agarrada à barriga a rir: o "Hollywood ending" do Woody Allen. E logo eu que odeio Woody Allen, mas tenho que reconhecer que o filme foi bestial.

Icon disse...

Não duvido abobrinha!
Também eu já vi excelentes filmes no chamado cinema alternativo... Mas também já me saíram grandes fiascos.
É como disse, um tiro no escuro!