terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Apanhei mais um!

Apanhei isto no post anterior:

jorge disse... Realmente não se aprende nada nesta merda!.apesar da autora estar convencida do contrário ou não fosse ela uma pedante com a mania que é a maior....!!!!

15 de Janeiro de 2008 20:41

Aha!!! Mais um! Mais um troll! Apanhei! E é meu... ... e o que é que eu faço com esta merda? Aliás, trocado por merda isto ainda dá prejuízo! E este blogue segue uma lógica de mercado. Ora se eu não tenho lucro com o meu blogue, não vou permitir também prejuízo! Senão tenho que fechar o tasco! E parecendo que não, há quem aprecie as bacoradas que eu aqui vou deixando! E se manifeste!

Amigos leitores: manifestem-se! Digam-me o que lhes vai na alma! Só as partes boas, claro, que eu vou demonstrar que a caçadeira que está ao pé do livro de reclamações está carregada e faz estragos!

Ora o que é que eu faço a esta porcaria de comentário? Se deixo na beira da estrada ninguém lhe pega e depois ainda apanho uma multa por fazer lixo! E olhem que as multas ainda são pesadas! E eu tenho mais em que gastar o meu dinheiro! E não tenho por hábito poluir!

E isto cheira mal! Aliás, não cheira: é tão insípido que nem categoria para cheiro tem! Esteticamente também não passa de um poio: como insulto não vale um caraças. Um poio sem cheiro! Nem um insulto pornográfico (tipo "não vale um caralho") isto merece! Não tem substância, não tem textura, não tem cor. Isto não passa de um peido mesmo! E dos fraquinhos!

Pedante? Vou eu aceitar o adjectivo "pedante" de um troll que nem sequer um blogue tem para eu poder dizer mal ou bem? Que não me deixa um número de telefone para que eu lhe possa responder à letra? Aliás, cá para mim nem telefone tem: deve usar os telefones públicos, de tão miserável que é! Da rua, que é onde pertence. Se for uma gaja, deve andar mas é nas esquinas a ganhar a vida!

Para mais, Jorge é um nome comum demais. E de menos! Pensando bem, é um nome muito curioso! É o nome do meu Guru, um dos grandes responsáveis por este blogue sequer existir. Já tive um troll que se auto-intitulava "fiel amigo" (mmmm... algo me diz que não estaria a fazer-se ao bacalhau). O meu Guru, contudo, é bem versado na fina arte do insulto, por isso nunca faria tão fraca figura.

Já agora, vou usar uma expressão dele: pudera que este comentador de meia tijela não estar conservado em vinagre. Como um pickle!

Preclaro (alegado) Jorge: se não lhe agrada o blogue... desligue! Tenho a certeza que os Telletubies são muito educativos. Pode ser que ainda vá a tempo para aprender boas maneiras (mas duvido).

Se, contudo, estava só a pedir um pouco de atenção, teve-a. Mas recomendo que arranje um cãozinho para lhe dar atenção (de preferência um daqueles que se monta na perna). Ou um tamagoshi, mas não se desiluda muito quando ele morrer. Se quer outro tipo de atenção ainda vai a tempo de se rir, deixar de ser importante e tomar um copo. É que eu aqui tendo a não me levar muito a sério. E não tenho a mania que sou importante. Mas isso não é o mesmo que ter a mania que não sou importante. Há uma diferença subtil.

Nova sondagem

Chamo a atenção para o facto de a validade da sondagem ser (como de costume) nula. Mas que isso não vos impeça de votar! Isso nunca impediu ninguém de votar ou referendar, por isso não vejo em que é que vocês sejam mais que os outros.

Já agora, dá para votar em mais que uma opção ao mesmo tempo!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quem verdadeiramente é o parolo dos parolos segundo as contas da abobrinha

Atenção, antes de prosseguir tenho um anúncio a fazer: cacei mais um troll! E é meu, só meu!!! Não o partilho com mais ninguém!

OK, já que pediram muito eu partilho! No post "Isto é o que acontece a quem ameaça uma Abobrinha com mau feitio...", alguém pensou que o tratamento se dirigia só ao Herr Krippmeister. E escreveu:

Anónimo disse...

Abóborazinha, minha putazinha então tu eleges uma bichona encarnada como eu como a mais "pirosa".....xõ xõ xõ

vais ser expulsa da nossa claque de "bichonas encarnadas"!

teu, ZéCasteloBranco

Para já, quem escreveu isto pensa que eu sou mãe dele. E eu não tenho filhos dessa idade! Depois, eu não faço parte de claque nenhuma. A fazer, virar-me-ia para o Sporting: esses sim são causas perdidas! (Ai, que isto vai doer) Mas está explicado como é que o equipamento do Benfica virou a cor de rosa.

Mais ainda: o Zé Castelo Branco não ganhou a sondagem de mais pirosa. Para falar verdade, quem ganhou a sondagem de parolo mais parolo foi

(rufem os tambores)
A MICAS!!!! Pelo seu contributo para a parolice nacional, presente, passada e futura! E por ter tido tão pouca importância que só conseguiu 3 votos em 38 (e isso porque eu votei duas vezes nela e o ZumZumMataMoscas votou em toda a gente!).

Teve pouca importância, mas teve direito a um post! Dito isto, um dinossauro a peidar-se teve direito a um post, por isso como critério vale o que vale! Ou seja, não vale muito! É que aqui não se aprende nada! Eu não me canso de avisar, mas ninguém me ouve!

Eu ainda estive para votar mais 21 vezes na Micas, para dar cabo de qualquer legitimidade que tivesse esta sondagem, mas assim ia ter que o trabalho de escrever acerca do verdadeiro resultado... e isso dava muito trabalho! Assim como assim, eu escrevo o que me dá na real gana, por isso não interessa!

Em segundo lugar António de Oliveira Salazar! Não conseguiu o feito naquela parolice inqualificável dos Grandes Portugueses, mas foi "desonrrorosamente" destronado pela sua pupila. Mmmmm... pupila é uma palavra traiçoeira, não sei se repararam! Não interessa! Não sei quem foi António de Oliveira Salazar nem o que fez. Como o país também não parece saber ou esforçar-se por isso, não me vou sentir culpada. Para mim será sempre o tipo que ficou em 2º na competição dos parolos mais parolos de todos os tempos.

Em terceiro lugar temos João Pedro Pais. Sei quem é mas preferia não saber! Vamos ficar por aqui...

Em quarto temos a Abobrinha! Ninguém sabe quem é, mas também o interesse parece ser pouco! Nem uma votação para mais parola consegue ganhar! Será a Abobrinha uma extra-terrestre? Eu ia dizer uma inteligência extra-terrestre, mas o adjectivo parece ser substantivamente exagerado, por isso não vamos entrar por aí!

A Floribella/Luciana Abreu tem honras de quinto lugar. Por esta altura há crianças que não se lembram dela. As outras ainda não sairam da pedopsiquiatria.

E em último temos o José Castelo Branco, alma de outro mundo, que de vez em quando desce à Terra para nos assombrar. Em todos os sentido. A única coisa positiva que fez foi dar origem a um boneco na Contra-Informação e dar-me a conhecer que os homens conseguiam usar fio dental para mais coisas do que limpar os dentes. E isso eu viveria feliz sem que mo dissessem!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

E extinção é um lugar estranho

A quem estiver a pensar: sim, eu cismei com o "é um lugar estranho".

Quem perdeu 3 minutos da sua vida (e possivelmente mais uns a ler as porcarias que eu escrevo) a ver o filme que apresntei sabe porque é que os dinossauros se extinguiram: desfizeram-se, simplesmente! Se fumassem não seria nada disto (porque a avaliar pelo terceiro post fascizante, quem fuma não se peida).

Ou seja, todas as pessoas informadas deste blogue sabem porque é que os dinossauros se extinguiram. Um dos efeitos perniciosos de eu escrever em português é que nem toda a gente lê a Abobrinha (o que só prova que a diversidade linguística é uma coisa boa) e a informação não chega a toda a gente e depois escrevem disparates. Por exemplo, o Público informa que "George e Roberta Poinar [...] sugerem que os insectos possam ter tido um papel fundamental na transmissão de doenças e na destruição de fontes de alimentação levando ao desaparecimento definitivo dos dinossauros".

Já ouvi disparates piores. Não muitos, mas o número não é tudo! É o que dá andar a mexer na merda: "A pesquisa levada a cabo por George e Roberta Poinar encontrou vermes intestinais em excrementos fossilizados de dinossauros o que prova que insectos infectados possam ter disseminado doenças e provocado a devastação lenta e definitiva dos mesmos". Isto prova que morreram de caganeira, como indica o filme que eu mostrei!

O Público cita um paleontólogo português para refutar esta teoria: "Para Mário Cachão, paleontólogo especialista em dinossauros, todas as teorias que explicam apenas uma parte dos acontecimentos são menos interessantes. Apesar de os insectos nunca terem sido invocados como causa directa para a extinção dos dinossauros, Mário Cachão, ouvido pelo PÚBLICO, defende que “no momento em que se dá o desaparecimento dos dinossauros, há uma série de organismos, microscópicos e marinhos, que também se extinguem". "Deste modo, esta teoria torna-se incompleta não explicando a extinção de outros seres”, acrescenta".

Faz sentido, é lógico e tal, mas não reconhece a contribuição da Abobrinha para a descoberta da real e indiscutível causa da extinção dos dinossauros e outras espécies. Sabem que isto no meio académico é só invejas: este indivíduo não me cita nem ao meu trabalho porque sabe que eu sou mais esperta e sabedora que ele. Por isso é que a Ciência neste país não avança! É triste mas é assim!

Já agora, se querem mesmo aprender umas coisas de dinossauros, vão ver o blogue do Luís Azevedo Rodrigues. Na volta foi o ar puro das viagens que fez que lhe dá leveza na escrita. Não sei o que é, mas sei que gosto.

O misterioso ataque das galochas com desenhos

A propósito de derivas fascizantes e fascizóides (que eu achei uma ideia bestial), resolvi fazer uma limpeza nos maus hábitos que se instalaram na sociedade portuguesa e a corroem por dentro (menos blogar, senão corre-me mal: eu sou burra, mas nem tanto!).

Estou assim perfeitamente empenhada em acabar com tudo o que há de mau nesta sociedade, de modo perfeitamente democrático: o que eu não gostar é riscado do mapa! Parece-me bem, mas eu posso não ser a pessoa mais objectiva para julgar (mas eu também não pedi a opinião de ninguém a esse respeito). A quem argumentar que decidir democraticamente não é a mesma coisa que impor aquilo que eu acho que está certo eu respondo três coisas:

1. Dadas as definições de fascismo, totalitarismo, fundamentalismo e asseptia que se têm lido a propósito da lei do tabaco, esta definição de democracia parece-me perfeitamente aceitável (se bem que um pouco estranha, mas a democracia é um lugar estranho);

2. Se é democracia um experiente político de 19 anos (de idade, não de carreira!) herdar (e não, isto não é um delírio da Abobrinha: a política é um lugar estranho e isto é mesmo assim) um partido para potencialmente liderar um país que mal conhece (o filho da Benazir Bhuto), não vejo porque é que uma definição aleatória como a minha faz menos sentido;

3. Se mais alguém questionar a minha definição de democracia, podem acontecer coisas estranhas mas perfeitamente inócuas que convençam da minha razão (tipo uma cabeça de um cavalo no meio dos lençóis ou um gato morto à porta).

Suponho que estamos entendidos quanto ao conceito de democracia, portanto. Se não for o caso, está à vossa disposição o livro de reclamações.


O nosso amigo Bizarro já contribuiu para esta deriva totali.... democrática ao enunciar a lei do cuspe. A lei tem falhas, mas não interessa, porque pela sua capacidade técnica e elevado sentido cívico o Bizarro já foi eleito democraticamente (ou seja, porque eu quis) e pela sua capacidade técnica (e pelo milhão de euros que fez o favor de depositar na minha conta off-shore, totalmente destinado a obras de caridade: o meu bolso) como Ministro da Saúde do meu futuro governo democrático.

Mas não está sensível à problemática das galochas como acessório de moda: é gajo e é fumador, mas fora isso é boa pessoa.

As galochas são um instrumento de trabalho agrícola e de trabalhos pesados. Já são feias que cheguem como tal. Um par de galochas serve para ir para o meu da lama ou do estrume e para não ser picado pelas silvas mais do que a dose diária recomendada. Para o caso de haver dúvidas, cá está:

Lindo, não? Sexy mesmo: sexy como o homem da Michelin!

Ora ninguém disse que aquela merda era para as meninas urbanas usarem com qualquer tipo de roupa e mala e andar a passear no centro comercial. E por um bom motivo: é uma péssima ideia! Pior ainda que os crocs, mas com duas desvantagens em relação a eles: os crocs não fazem o pé cheirar mal e ao menos dão para esconder com umas calças mais compridotas! E o facto de nestes dias andar a chover calhaus (é que há muito calhau para aí) não é desculpa: gaja que é gaja ajeita-se de sandalinha e camisola de alças se for preciso. Mas galochas nunca!

Só para verem a dimensão da coisa, isto são galochas do pior. Mas estas custam 39.99 libras estrelinas neste site.
Agora sabem o preço destas? Não chegam lá: 175 dólares, aqui!


Seria de esperar que só estes preços e a piroseira fossem suficientes para causar revolta minimamente comparável com a causada pela lei do tabaco... mas não: um blogue até as promove como acessório de moda perfeitamente aceitável. Chamando-se o site "mini-saia", acho que será de concluir que a autora deveria ser autorizada a usar esse e outros acessórios de moda... por baixo de uma burka! Não por motivos religiosos, mas para puro e simples alívio da poluição visual. Reclamações quanto a esta decisão? (MiAAAAAAAAAAAAAU... Pum!!) Ah, bem me parecia!

Conclui-se ainda que há pessoas que fazem mal a si mesmas quando deixadas com a liberdade de decidir o que é a moda. O único remédio: democracia... à moda da Abobrinha (nesta altura sugiro a releitura do ponto 3 da definição de democracia, e já agora pedia a alguém que limpasse o sangue do gato, que eu já lavei as mãos e não as quero sujar de novo).

Se algo vos afligir, façam o favor de se queixar à vossa democrata preferida. Eu trato disso a bem. E quando não de a bem... tenho uma série de cavalos e gatos de reserva se for preciso... ...

Será este o verdadeiro rabo de Simone de Beauvoir? - Parte 2

De vez em quanto eu mesma me esqueço que este blogue segue uma lógica de mercado. Se queremos que os consumidores consumam, temos que lhes dar o que eles querem. E o que querem os consumidores da Abobrinha? OK, além de fufas: badalhoquices!
Eu volto a perguntar: Será este o verdadeiro rabo de Simone de Beauvoir?




Que disparate: este é o rabo da playmate do mês! Não é um rabo qualquer: tem uma identidade, tem um rosto associado (e mais umas coisas, e não sei se foi tratado em fotoshop).

E este? Será este o verdadeiro rabo de Simone de Beauvoir?




Qual deles? Alguns não têm uma identidade associada! Podem perfeitamente ser da Simone de Beauvoir!

Então e... Será este o verdadeiro rabo de Simone de Beauvoir?

O título recordou-me um outro (será este o verdadeiro rosto de Jesus Cristo?) que li há anos (nem sei se em inglês se em português e muito menos onde). Uns mongos tinham decidido escavar uma sepultura de um judeu do século I e encontraram lá dentro (supresa!) um judeu! Morto, o que foi uma surpresa ainda maior.

Vai daí continuaram na mesma linha de lógica e pensaram: os judeus são todos iguais (qualquer um sabe isso!); Jesus Cristo era judeu; este judeu era a cara chapada do Jesus Cristo. QED. Assim de repente e se me removerem 90% do cérebro, faz sentido e aceito tudo isto de bom grado!
E o que é que a cara do Cristo tem que ver com o cú da Simone? Bem, como todas as lógicas da Abobrinha, algo de muito estranho e retorcido!

Noticiou hoje o Público no caderno P2 que a Simone de Beauvoir faria 100 anos se fosse viva. A revista Nouvel Observateur celebrou o acontecimento com uma foto muito peculiar: a de uma mulher completamente nua, de saltos altos, com os braços erquidos a ajeitar o cabelo, de costas. E diz que aquele é o verdadeiro rabo da Simone Beauvoir. Feliz ou infelizmente, mais neurónio ou menos, não perdi 90% do meu cérebro. Mas desta vez nem é a veracidade da foto a única coisa em causa.

Antes de mais, um rabo é um rabo. Se não está associado a um rosto não passa disso mesmo. Por firme que possa parecer... é só um rabo. Mas se fosse "só" um rabo, as pessoas não o esconderiam para só o mostrar a quem entendessem. Penso eu de que.

Um rabo, fora o aspecto perfeitamente óbvio de servir para se sentar e servir de suporte e ajudar de algum modo a proceder a outros actos menos nobres mas essenciais à sobrevivência humana (cagar, por exemplo) é algo de muito íntimo na nossa sociedade. A nudez a mesma coisa, como um segredo que se quer secreto. O voyerismo da sociedade leva-nos a querer entrar na esfera íntima dos outros, precisamente por ser proibido, o que o torna interessante. O exibicionismo de muitos desinteressantes é possivelmente o desejo de se colar a quem é de facto interessante, fazendo da sua vida um desenrolar de intimismos (fingidos ou não).

Aqui é o ponto onde eu confesso não ser competente para comentar Simone Beauvoir. Mas estranhamente sinto-me em condições de opinar sobre o seu rabo. Não sei se o rabo do Nouvel Observateur é o da Simone Beauvoir (mas quase que juro que o judeu que referi não é a cara chapada do Cristo, baseado em estatística pura e simples), nem isso interessa para o caso.

Objectivamente, a fotografia mostra uma mulher elegante (de idade indeterminada), branca, cabelo comprido escuro (ou com uma peruca com essas características)... que pode ser qualquer uma. Não se vê o rosto! As palavras leva-as o vento, e disse uma criatura que aquele era o verdadeiro rabo de Simone Beauvoir. O que... não é possivelmente motivo para o publicar!

A críticas de machismo e instrumentalização da imagem da mulher, diz o Público que "Os responsáveis do Nouvel Obs responderam que Beauvoir sempre chocara e provocara, que o título de capa era justamente A escandalosa, logo a foto de nu encarnava a ideia de uma mulher liberta, de corpo e ideias". Até pode ser verdade, a Simone até podia ter gostado... mas ela não disse isso, pois não? Assim, escrito na pedra! Onde está a foto do Sartre nos mesmos preparos? Bem me parecia! Mais importante que isso: onde está a foto que sabemos objectivamente que Simone ou Sartre não se importariam de ver publicados e que os mostra expostos de uma forma que desafia as convenções? Parte são os livros (instantâneos deles mesmos, que expoem as suas ideias). Mas... é tudo!

Tudo isto para dizer muita coisa e não dizer o resto. No fundo, é repisar a ideia que não somos coisa pública, mas temos a nossa vida privada e íntima. O direito à imagem. O direito à reserva. O direito às nossas máscaras, sem que nos venham invadir. Fotografar nuas enquanto estamos de costas para depois mostrar a imagem sem ao menos pedir.

É esse o motivo porque não coloquei aqui a foto do alegado rabo da Simone de Beauvoir: não vou ser cúmplice da quebra da sua intimidade ou da intimidade da senhora a quem pertence o rabo na foto que o Nouvel Observateur publicou. Um rabo é só um rabo, mas é só isso e muito mais. É também uma identidade.

E por uma vez sem exemplo a Abobrinha ensinou uma coisa de jeito: marketing. Mmmm... pensando bem, é possível que algumas pessoas fiquem desiludidas com o fim das imagens e se tenham apercebido de que terão sido enganadas.

Repito então: Será este o verdadeiro rabo de Simone de Beauvoir? Bem, este ao menos é de guerra!

Acabei de perder 3 minutos da minha vida a ver isto

É uma porcaria, é reles, é... é muita coisa, mas fartei-me de rir! E põe o vício de fumar em perspectiva! Ou será que dá uma explicação para a extinção dos dinossauros?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Eu gosto muito de derivas fascizantes, fascizóides e outras coisas que façam bem à saúde - parte 3

Bem, estes posts do tabaco cumpriram o objectivo inicial que era animar a caixa de comentários e a audiência. Agora estão uma seca tão grande e cheiram tão mal que nem eu posso mais com eles! E não têm figuras! Bora javardar!

1. O tabaco e os saltos altos Ora qual é a relação entre os sapatos de salto alto e o tabaco? Eu diria que absolutamente nenhuma, mas isso era o que diziam da relação entre o verdadeiro rosto de Jesus Cristo e o rabo da Simone de Beauvoir! Homens e mulheres de pouca fé!

Os saltos altos podem ser um prazer (para quem usa e para quem olha) ou instrumentos letais. Ou para as costas e os joanetes ou para o sentido de moda e bom gosto. Claro que se pode passar a vida inteira a usar sapatos altos sem sofrer de nenhum desses males, mas há quem morra de ridículo. Ou mate. O mesmo é válido para o tabaco: tanto se pode viver uma vida longa de fumador e um dia acordar morto e de perfeita saúde, como se pode morrer jovem e cheio de problemas. Esta medida não retira liberdade a ninguém: quem quer pode consumir sapatos e usá-los em todo o lado (por enquanto).


Por isso eu defendo impostos mais elevados para os sapatos de salto alto: há que proteger a população dos potenciais perigos deste flagelo. As imagens seguintes não são para corações frágeis e são os equivalentes sapatais a pulmões pretos e impotência. É quase preciso ser um super-homem para usar sapatos altos.



2. O tabaco provoca nitidamente perdas de memória. Mentes perversas querem fazer pensar que a cidadã Sharon Stone gravou esta cena deliberadamente. A realidade é que ela se esquecer de vestir as cuecas! Porquê? Porque é loura? Não: porque fuma!



3. O tabaco é um excelente método de contracepção. Há más línguas que falam no cigarro pós-coito, mas isso é um mito urbano: consumido em vez do propriamente dito não há melhor para prevenir uma gravidez indesejada ou uma doença sexualmente transmissível. Se o hálito for suficientemente forte, as hipóteses de engatar alguém também diminuem abruptamente (pelo menos alguém com olfacto).

4. Um homem com um cigarro na mão é quase tão viril como um homem a comer uma banana sem observar os cuidados que já descrevi num outro post delirante: não há como negar que um cigarro tem um aspecto fálico... e expelir o fumo, o que é que vos faz lembrar? Ah! Bem me parecia! Pode ser um argumento para as mulheres fumarem, mas eu não gosto de mulheres nessa óptica, por isso é-me indiferente.

5. O tabaco causa impotência. Mas nem era preciso recorrer à Ciência: bastava ver a mensagem subliminar do cigarro... inicialmente firme e hirto... para passar a murcho e morto. Claro que depois dos pontos 3 e 4 já nem é muito relevante, pois não?


Mas quando vemos políticos a meterem-se no assunto, temos logo a tendência a achar que mentem. Mesmo quando é uma mulher a assegurar-nos disso mesmo (se bem que esta tem um par de tomates virtual).

6. Agora um pouco de Ciência: o fumo pode ter um comportamento de gás ideal... mas não está sozinho! Ou por outra, as liberdades são relativas!



Será este o verdadeiro rabo de Simone Beauvoir?

O título recordou-me um outro (será este o verdadeiro rosto de Jesus Cristo?) que li há anos (nem sei se em inglês se em português e muito menos onde). Uns mongos tinham decidido escavar uma sepultura de um judeu do século I e encontraram lá dentro (supresa!) um judeu! Morto, o que foi uma surpresa ainda maior.

Vai daí continuaram na mesma linha de lógica e pensaram: os judeus são todos iguais (qualquer um sabe isso!); Jesus Cristo era judeu; este judeu era a cara chapada do Jesus Cristo. QED. Assim de repente e se me removerem 90% do cérebro, faz sentido e aceito tudo isto de bom grado!

E o que é que a cara do Cristo tem que ver com o cú da Simone? Bem, como todas as lógicas da Abobrinha, algo de muito estranho e retorcido!

Noticiou hoje o Público no caderno P2 que a Simone de Beauvoir faria 100 anos se fosse viva. A revista Nouvel Observateur celebrou o acontecimento com uma foto muito peculiar: a de uma mulher completamente nua, de saltos altos, com os braços erquidos a ajeitar o cabelo, de costas. E diz que aquele é o verdadeiro rabo da Simone Beauvoir. Feliz ou infelizmente, mais neurónio ou menos, não perdi 90% do meu cérebro. Mas desta vez nem é a veracidade da foto a única coisa em causa.

Antes de mais, um rabo é um rabo. Se não está associado a um rosto não passa disso mesmo. Por firme que possa parecer... é só um rabo. Mas se fosse "só" um rabo, as pessoas não o esconderiam para só o mostrar a quem entendessem. Penso eu de que.

Um rabo, fora o aspecto perfeitamente óbvio de servir para se sentar e servir de suporte e ajudar de algum modo a proceder a outros actos menos nobres mas essenciais à sobrevivência humana (cagar, por exemplo) é algo de muito íntimo na nossa sociedade. A nudez a mesma coisa, como um segredo que se quer secreto. O voyerismo da sociedade leva-nos a querer entrar na esfera íntima dos outros, precisamente por ser proibido, o que o torna interessante. O exibicionismo de muitos desinteressantes é possivelmente o desejo de se colar a quem é de facto interessante, fazendo da sua vida um desenrolar de intimismos (fingidos ou não).

Aqui é o ponto onde eu confesso não ser competente para comentar Simone Beauvoir. Mas estranhamente sinto-me em condições de opinar sobre o seu rabo. Não sei se o rabo do Nouvel Observateur é o da Simone Beauvoir (mas quase que juro que o judeu que referi não é a cara chapada do Cristo, baseado em estatística pura e simples), nem isso interessa para o caso.

Objectivamente, a fotografia mostra uma mulher elegante (de idade indeterminada), branca, cabelo comprido escuro (ou com uma peruca com essas características)... que pode ser qualquer uma. Não se vê o rosto! As palavras leva-as o vento, e disse uma criatura que aquele era o verdadeiro rabo de Simone Beauvoir. O que... não é possivelmente motivo para o publicar!

A críticas de machismo e instrumentalização da imagem da mulher, diz o Público que "Os responsáveis do Nouvel Obs responderam que Beauvoir sempre chocara e provocara, que o título de capa era justamente A escandalosa, logo a foto de nu encarnava a ideia de uma mulher liberta, de corpo e ideias". Até pode ser verdade, a Simone até podia ter gostado... mas ela não disse isso, pois não? Assim, escrito na pedra! Onde está a foto do Sartre nos mesmos preparos? Bem me parecia! Mais importante que isso: onde está a foto que sabemos objectivamente que Simone ou Sartre não se importariam de ver publicados e que os mostra expostos de uma forma que desafia as convenções? Parte são os livros (instantâneos deles mesmos, que expoem as suas ideias). Mas... é tudo!

Tudo isto para dizer muita coisa e não dizer o resto. No fundo, é repisar a ideia que não somos coisa pública, mas temos a nossa vida privada e íntima. O direito à imagem. O direito à reserva. O direito às nossas máscaras, sem que nos venham invadir. Fotografar nuas enquanto estamos de costas para depois mostrar a imagem sem ao menos pedir.

É esse o motivo porque não coloquei aqui a foto do alegado rabo da Simone de Beauvoir: não vou ser cúmplice da quebra da sua intimidade ou da intimidade da senhora a quem pertence o rabo na foto que o Nouvel Observateur publicou. Um rabo é só um rabo, mas é só isso e muito mais. É também uma identidade.

As tecnologias, as professoras, o motorista e a noiva dele

Esta série de posts está uma seca tão fenomenal que eu mesma ando aborrecida! E as audiências não perdoam! Por isso, bute do que realmente interessa: sexo! Uma rapidinha, no caso... bem, mais ou menos!

Noticiou o Expresso há um tempo um escândalo sexual na Argentina:

"Uma história no mínimo bizarra está a escandalizar a Argentina. Todos os dias na localidade rural com o sugestivo nome de Sítio do Desejo, o condutor do autocarro da escola local passava por Saladas, o povoado mais próximo, para recolher seis professoras. A distância até ao estabelecimento de ensino não ultrapassava os 15km, mas as mestras chegavam habitualmente atrasadas. O que ninguém desconfiava é que, no percurso de casa para o trabalho, as mulheres (quase todas casadas e com filhos) entretinham-se em orgias sexuais com o condutor, deixando-se fotografar."

Mmmm... o motorista podia ter poucos quilómetros, mas lá que tinha muita rodagem tinha! Ora 15/6 dá quase 4 km para cada (e em marcha lenta!)! Atendendo que o padrão são 20 cm (assim puxadinho), isto tem contornos de record do Guiness!

E depois, além de Sítio do Desejo, a localidade Saladas dá logo a conotação de "tomates", mas não deixa dúvidas quanto à natureza carnal (ou carnívora) dos actos envolvidos.

"O escândalo poderia não ter assumido proporções internacionais, ficando restrito às localidades de Saladas e Sítio do Desejo. Isso, porém, só teria sido possível se a noiva do motorista não se tivesse lembrado de procurar e difundir as fotografias através da sua página na Internet e dos telemóveis dos amigos. "

Não percebi: o único escândalo que vejo nisto é que eu não consigo encontrar a porra das fotografias em lado nenhum! Isto de ter um blogue com uma lógica de mercado não se compadece com estas paneleirices (salvo seja). Das duas uma: ou a noiva em vez de meter a boca no trombone a tivesse metido onde devia ou o tipo era de uma potência bestial e dava para 6!

Não sei se este post é contra ou a favor dos transportes públicos, mas é definitivamente anti-tabaco: se ele fumasse, tinha lá tempo para coisa e tal!

E para quem teoriza das não sei o quê e fascizóides e tal e coisa da esfera privada:

"Perante isso, o director educativo do Primeiro Grau, Luís António Daniel, admitiu que o Ministério argentino da Educação iniciou um processo sumário disciplinar contra as seis professoras. Especula-se, porém, que o acto administrativo não terá consequências drásticas, visto os factos terem ocorrido fora da escola."

Ora bem, não ocorreu na escola, mas lá que foi muita educação sexual foi! Ignoro se houve actos lesbianos envolvidos, mas não sei se em 15 km dava para aviar 6 de uma vez, por isso estou inclinada para pensar que sim.

Naturalmente que o motorista se eclipsou, que é para não passar do Sítio do Desejo para o céu dos pardais.