quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O misterioso ataque das galochas com desenhos

A propósito de derivas fascizantes e fascizóides (que eu achei uma ideia bestial), resolvi fazer uma limpeza nos maus hábitos que se instalaram na sociedade portuguesa e a corroem por dentro (menos blogar, senão corre-me mal: eu sou burra, mas nem tanto!).

Estou assim perfeitamente empenhada em acabar com tudo o que há de mau nesta sociedade, de modo perfeitamente democrático: o que eu não gostar é riscado do mapa! Parece-me bem, mas eu posso não ser a pessoa mais objectiva para julgar (mas eu também não pedi a opinião de ninguém a esse respeito). A quem argumentar que decidir democraticamente não é a mesma coisa que impor aquilo que eu acho que está certo eu respondo três coisas:

1. Dadas as definições de fascismo, totalitarismo, fundamentalismo e asseptia que se têm lido a propósito da lei do tabaco, esta definição de democracia parece-me perfeitamente aceitável (se bem que um pouco estranha, mas a democracia é um lugar estranho);

2. Se é democracia um experiente político de 19 anos (de idade, não de carreira!) herdar (e não, isto não é um delírio da Abobrinha: a política é um lugar estranho e isto é mesmo assim) um partido para potencialmente liderar um país que mal conhece (o filho da Benazir Bhuto), não vejo porque é que uma definição aleatória como a minha faz menos sentido;

3. Se mais alguém questionar a minha definição de democracia, podem acontecer coisas estranhas mas perfeitamente inócuas que convençam da minha razão (tipo uma cabeça de um cavalo no meio dos lençóis ou um gato morto à porta).

Suponho que estamos entendidos quanto ao conceito de democracia, portanto. Se não for o caso, está à vossa disposição o livro de reclamações.


O nosso amigo Bizarro já contribuiu para esta deriva totali.... democrática ao enunciar a lei do cuspe. A lei tem falhas, mas não interessa, porque pela sua capacidade técnica e elevado sentido cívico o Bizarro já foi eleito democraticamente (ou seja, porque eu quis) e pela sua capacidade técnica (e pelo milhão de euros que fez o favor de depositar na minha conta off-shore, totalmente destinado a obras de caridade: o meu bolso) como Ministro da Saúde do meu futuro governo democrático.

Mas não está sensível à problemática das galochas como acessório de moda: é gajo e é fumador, mas fora isso é boa pessoa.

As galochas são um instrumento de trabalho agrícola e de trabalhos pesados. Já são feias que cheguem como tal. Um par de galochas serve para ir para o meu da lama ou do estrume e para não ser picado pelas silvas mais do que a dose diária recomendada. Para o caso de haver dúvidas, cá está:

Lindo, não? Sexy mesmo: sexy como o homem da Michelin!

Ora ninguém disse que aquela merda era para as meninas urbanas usarem com qualquer tipo de roupa e mala e andar a passear no centro comercial. E por um bom motivo: é uma péssima ideia! Pior ainda que os crocs, mas com duas desvantagens em relação a eles: os crocs não fazem o pé cheirar mal e ao menos dão para esconder com umas calças mais compridotas! E o facto de nestes dias andar a chover calhaus (é que há muito calhau para aí) não é desculpa: gaja que é gaja ajeita-se de sandalinha e camisola de alças se for preciso. Mas galochas nunca!

Só para verem a dimensão da coisa, isto são galochas do pior. Mas estas custam 39.99 libras estrelinas neste site.
Agora sabem o preço destas? Não chegam lá: 175 dólares, aqui!


Seria de esperar que só estes preços e a piroseira fossem suficientes para causar revolta minimamente comparável com a causada pela lei do tabaco... mas não: um blogue até as promove como acessório de moda perfeitamente aceitável. Chamando-se o site "mini-saia", acho que será de concluir que a autora deveria ser autorizada a usar esse e outros acessórios de moda... por baixo de uma burka! Não por motivos religiosos, mas para puro e simples alívio da poluição visual. Reclamações quanto a esta decisão? (MiAAAAAAAAAAAAAU... Pum!!) Ah, bem me parecia!

Conclui-se ainda que há pessoas que fazem mal a si mesmas quando deixadas com a liberdade de decidir o que é a moda. O único remédio: democracia... à moda da Abobrinha (nesta altura sugiro a releitura do ponto 3 da definição de democracia, e já agora pedia a alguém que limpasse o sangue do gato, que eu já lavei as mãos e não as quero sujar de novo).

Se algo vos afligir, façam o favor de se queixar à vossa democrata preferida. Eu trato disso a bem. E quando não de a bem... tenho uma série de cavalos e gatos de reserva se for preciso... ...

5 comentários:

Gipsy Queen disse...

Aiiiii a falta que umas galochas destas fazem aqui à je pa andar aqui em cima da lama e da neve e do gelo e etc e tal! Mas pronto como eu sou teimosa que doi e como desde que vi estas coisas nas montras disse: "Nunca na vida vou andar com estas coisas..." recuso-me a voltar com a minha palavra atrás!

Joaninha disse...

São verdadeiramente horriveis, terriveis e um crime da moda ;)

Abobrinha disse...

Gipsi

Alto e pára o baile!

Antes que cometas um crime de moda (nem que seja em pensamento, que também é pecado), um esclarecimento: as galhochas não são quentes. Pior: depois de andar um tempo com os pés na água, ficas inevitavelmente com os pés frios! E mai'nada!

Se quiseres verdadeiramente ter os pés quentinhos e enxutos, compra botas de trekking. Em termos de moda há um par delas aceitáveis ou mesmo muito razoáveis. Procura em lojas de montanhismo. Se quiseres alguma coisa mais na moda, podes ir à Timberland, poe exemplo. Umas Doc Martens não recomendo (a não ser que tenham saído modelos novos), mas isto é a Abobrinha e não a mini-saia (graças a Deus e ao meu bom senso, que um blogue cor de rosa também não está com nada).

Para a próxima que consideres crimes lesa-moda, liga que o povo elucida-te (ou põe-te uma cabeça de cavalo entre os lençóis. Democraticamente).

Abobrinha disse...

Joaninha

Valha-nos os blogues: impedimos a Gipsy de cometer uma falha gravíssima. Se tiveres mais sugestões sapatais (ou botais) para ultrapassar o drama da lama, gelo e neve, por favor estás à vontade para as expor.

Joaninha disse...

Abobrinha e Gipsy minhas queridas amigas, sapatos é comigo mesmo, como bem sabem e estou sempre disponivel para ajudar nessa materia.
Por isso aqui vai.

Gipsy,

Botinhas aprés ski são as ideais. São quentinhas e impermeaveis e são mesmo feitas para esses climas mais agrestes. Mas têm um pequeno se não, maior parte delas são ENORMES!!! Ou seja não são muito esteticas se bem que são bastante melhores que as galochas foleiras.
Mas tens mais duas opções.
A bela da bota de coiro (hihihi coiro do bom) Forradas com lã por dentro. São impremeaveis qb e no coerte ingles há umas muito giras.
Outra opção, mais dificil de conseguir em termos esteticos mas muito eficaz são as botas de montar. Em borracha ou em pele. São forradas por dentro, por isso muito quentinhas e completamente impremeaveis. E se tiveres umas calças justas e um bela camisola de gola alta da mesma cor das botas, juntas-lhe um chapeu daqueles à ingles e uma parka e fica um look impecavel ;)

(Gipsy eu não sou futil, embora depois deste comentário possa parecer, ehehehe)