quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
As maravilhas de ter uma caixa de comentários aberta num semanário de referência
Para amenizar a seca do post anterior vou reproduzir as partes verdadeiramente educativas da caixa de comentários do blogue do Henrique Monteiro, a que fiz referência (não estão por ordem). E este post nem é o pior! Enjoy!
"Andrade, junta-te ao Marafuga! "
"Façam um concurso de atrasados mentais, e que ganhe o melhor 8 "
"AVANGER MOSCA VAREJA ,ACÉFALA, IMBECIL"
"Ah Caparica, ganda analfabruto !"
"Eu sou de direita"
"Não "xingues" ????És outro brasileiro maluco ?????"
"Bicho nojento das estrumeiras vê onde poisas."
"O problema é que um mosca vareja não conhece nenhuma pessoa, só conhece outras moscas das latrinas, e esse é o teu drama oh pobre alma penada. Vade Retro. Vê onde poisas mosca nojenta, imbecil. "
"Não sei o que é mais estúpido"
"Á habitual cretinice do Henrique Monteiro responde a igualmente habitual tolicie do marafado do costume ..."
"O que te mata é a estupidez"
"Que vida miserável terá tido esta marafada personagem para ficar assim, um facho azedo, frustrado e nojento ? Conta lá, Marafuga, o que é que te aconteceu ? "
"Sim, sim, e agora toma o teu comprimido"
Isto sim, são comentários! Opiniões! Literatura do mais fino trato! De fazer inveja a qualquer casa de banho pública! Ou isso ou o problema será mais profundo que só tabaco...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Eu gosto muito de derivas fascizantes, fascizóides e outras coisas que façam bem à saúde - parte 2
Encontro-me agora numa situação delicada: tenho coisas a mais para dizer e tenho que arranjar maneira de as dizer sem espantar a freguesia... mmm... what to do, what to do... já sei, vou optar pela estratégia do costume: vou dizer a primeira coisa que me vier à cabeça! Se sair merda, posso sempre dizer que aqui não se aprende nada!
Mentira: vou tentar sistematizar um pouco sem maçar os leitores (muito).
Vou pegar na conversa que tive com um menino (que pensei que era uma menina) no blogue do Henrique Monteiro e com o Henrique Monteiro, lui même. Já é aí a terceira vez que falo com ele acerca destas coisas do tabaco. Aprecio a calma dele e a fé no bicho homem e nas leis de mercado, mas não compro.
Por partes digeríveis (tão digerível como é um texto aqui do "je"):
1. A imposição do Adónis. Por muito que eu gostasse que se fabricassem Adónis em larga escala, mas com o detalhe e a qualidade de um producto manufacturado (oh, e que manufactura!), não creio que um ginásio ao preço da uva mijona e uma proibição de fumar (fascizóide ou não) alguma vez tenha tido esse efeito. Que pena!
2. A asseptia, essa bela localidade. Podia ir procurar o que significa asséptico, mas vocês têm mãozinhas e diccionários e aqui não se aprende nada. E depois, se fossem mesmo espertos, usavam as mãozinhas para manufacturar Adónis! Mmmm... perdi-me... onde é que eu ia? Ah, já sei! O post chama-se "contra um mundo asséptico". Ora um mundo asséptico é um mundo sem microorganismos.
Primeiro: sabe Deus a quantidade de amibas, bactérias e trolls que por aí andam! De 2 patas, de 4 rodas e mesmo unicelulares (embora obviamente sem mãos de jeito, se bem que a minha Biologia me recorde de uns pseudópodes, que eram uns pseudo-... não interessa). Não sei se é muito óbvio que eu às vezes me disperso um bocado! Onde é que eu ia? Ah! Ora fumar é uma maneira muito eficiente de matar muitos organismos de vários graus de complexidade celular, ou seja, fumar é uma forma (estranha) de asseptização, pelo que o post deveria apoiar a proibição de fumar. Também não sei se dá para ver, mas eu tenho uma lógica frequentemente um pouco estranha, para não dizer retorcida.
Agora a sério, vou reproduzir o que lhe respondi:
"O ar respirável não é um mundo asséptico: é um mundo onde eu posso escolher não fumar. É um mundo onde não se condena um trabalhador da restauração a doenças profissionais debilitantes e consequências na saúde a longo e curto prazo. QUalquer um defende os seus direitos laborais, porque não tem que se sujeitar a qualquer coisa para ganhar o pão; não vejo porque não se pode defender estes trabalhadores em particular.
A lei está bem? A lei não devia existir por ser redundante com o bom senso total e absoluto, mas a falta de bom senso dos fumadores obrigou a esta "opressão", a esta fúria legislativa. Fumar em qualquer espaço fechado não é uma liberdade: é uma violação da liberdade dos não fumadores. E daqui não abdico e nem há argumento para isto!
[...]
Confundir a defesa da saúde com fascismo da boa forma é um disparate. Nada é absoluto e há ainda muito que fazer. Como impedir o tráfico de droga nas prisões, em vez de só promover a troca de seringas. Como educar pais para hábitos de alimentação saudável dos filhos, informando pais e filhos. E não me venham dizer que isto é fascismo: vejo crianças a levar (dadas pelos pais) alimentos altamente processados, cheios de sal e açucar (logo, deliciosos) porque estes querem dar o que é saboroso e fácil. Sabe quem educa um filho ou vê educar um filho (o meu caso) que "fácil" é uma palavra e um conceito muito estranho e que pode dar muito mau resultado.
O que a malta está habituada é ao regabofe e ao abuso. Abuso não é o mesmo que liberdade, mas há quem pense que assim é, para depois suspirar que nos países nordicos é que é, porque têm bom senso (o carago: são é condicionados a seguir regras e a concordar com elas porque fazem sentido).
Mas se é para a javardice, e nesta linha de ideias paternalistas do estado, defendo o levantamento da obrigatoriedade de uso do cinto de segurança em adultos: o estado não tem nada que me impedir de me matar! Se eu quero viver em risco e livre no banco do meu carro, a polícia não tem nada com isso."
Não se queixem: eu escrevi humor antes da seca! E já sabem onde é o livro de reclamações, por isso estejam à vontade!
3. Eu gosto muito de derivas fascizantes, fascizóides e outras coisas que façam bem à saúde (mmm... onde é que eu já li isto?)
O que é um fascismo? Sinceramente agora fiquei na dúvida. É como a mãe que dá o recado à filha que o noivo nutre por ela um amor platónico (antes da noite de núpcias). Pergunta a filha "mãe, o que é um amor platónico?", ao que esta responde "não sei, mas por via das dúvidas é melhor lavares o cú".
Onde é que eu ia? Que mania de me perder no que estou a dizer!
Lá está, o ponto é que eu não entendo o que tem esta lei de fascista! Vamos assumir que um fascismo é impor a vontade de uns sobre os outros (estou em crer que não é isso, mas vamos passar à frente, que eu não tenho a noite toda). Vou passar a outra citação aqui do "je":
"Eu repito: "Um dono de um restaurante ou café continua a ter o direito de deixar fumar. Desde que tenha e/ou crie para isso condições. Caramba, parece-me simples!
Vou fazer um desenho: sem as medidas previstas na lei não há condições para se poder fumar porque dá cabo da saúde das outras pessoas. Logo, deve acatar-se a lei!
Perceba uma coisa: o fascismo dos fumadores acabou! E é uma coisa boa! Habitue-se! Não foi substituido por um fascismo de não fumadores: foi substituído (à força) por regras de convivência que respeitam todos. O que forçosamente implica deslocar alguns para conviver de outro modo. Porque assim tem que ser."
4. Comentarei, até que os dedos me doam! Para grande desilusão dos preclaros leitores, não fui eu nem uma gaja a escrever isto: foi um gajo. Fora a clara badalhoquice da mente porca aqui da Abobrinha, é só para mostrar como a malta anda entretida com coisas de pouco interesse. E depois, se comenta é devido à nova lei: uma vez que tem a mão mais livre, pode comentar mais... ... OK, talvez haja virtudes no vício do tabaco!
5. Prémio eu gosto muito de batata frita. Aqui vou só transcrever o que escrevi:
"Caro Henrique Monteiro
Vamos ver o que disse no ponto 3: "No momento em que o Estado justificar que aqueles que seguem uma alimentação errada (ou não fazem desporto) gastam mais dinheiro ao SNS pode entender estar na sua competência legislar sobre o assunto. Ora esse é o perigo da porta que se abriu."
Você é um homem de visão. Mas neste caso viu longe demais: essa porta nem à vista está, quanto mais pensar em abri-la! O estado está a punir os fumadores com impostos (o tabaco deve ser baratíssimo sem impostos) para desencorajar os fumadores e eventualmente para fazer face a algumas despesas) e a proteger os não fumadores. Isto não é o mesmo que pôr taxas moderadoras mais altas para fumadores nem impedir o acesso a tratamentos para os mesmos. Se isso acontecer (e há-de concordar que está a milhas disso), então justifica-se todos os insultos que este assunto tem gerado e mais. E aí eu junto a minha voz aos demais!
O caso dos fritos, do exercício e de tantos outros tem que ser pedagógico: passar a informação é a obrigação do estado. Permanecer ignorante ou ignorar as evidências apesar de serem conhecidas é uma opção. Ninguém mexeu nestas verdades. Simplesmente impediu-se que quem não quer fumar o faça. E desde que haja condições de higiene e ventilação, pode-se fumar dentro de portas. Do mesmo modo que só quem cumpra determinados requisitos de higiene possa ter estabelecimentos de restauração. Senão fecha! Parece-me justo e não asséptico."
Há ainda o argumento dos saltos altos, mas isso fica para outra altura.
6. Fascistas são os construtores! Isto, claro, se ainda alguém estivesse a ler e se eu soubesse o que é ser fascista!
"[...] Ninguém negou direito a opção nenhuma: todos podem colocar espaços para fumadores, desde que criem condições. Mas as condições são muito exigentes!
Do mesmo modo, qualquer um tem a opção de comprar uma vivenda por 400 mil euros... mas quem é que a pode pagar? Fascistas estes indivíduos da imobiliária, não acha?
[...]
Onde eu tentei chegar com o exemplo da vivenda foi que pode ter-se as coisas... desde que haja condições de várias ordens. Por exemplo, monetárias. Não é sério (nem nunca foi) ter pessoas a fumar dentro de uma sala sem exaustão. O preço de uma secção de fumadores é uma exaustão em condições. A exaustão custa dinheiro. Ora se se pagar a exaustão, pode ter-se espaço para fumadores [...]. Sendo assim, todos estão felizes! Aliás, fumar custa dinheiro. Muito, para falar verdade, pelo que também não é para qualquer um. "
Ora bem, isto está a ficar um bocado seca e eu estou a espantar a freguesia. Acho que não justifica contar a piada do 69, mas ficam a saber que eu ainda tenho mais argumentos!
Façam favor de comentar... se entretanto não tiverem morrido de tédio... eu mesma estou assim meia enjoada deste comentário e fui eu que o escrevi! Mas... não me doem os dedos, se era isso que estavam a pensar... ...
Eu gosto muito de derivas fascizantes, fascizóides e outras coisas que façam bem à saúde - parte 1
Isto a propósito do tabaco, como não podia deixar de ser! Primeiro a declaração de interesses: eu odeio tabaco, detesto tabaco e não posso com tabaco. Só isso! Nunca experimentei fumar, acho um vício nojento. Também nunca experimentei fumar por lógica muito pura e muito simples: se toda a gente que experimenta fica viciada, ou é muito bom ou toda a gente é parva. Ora há muita gente parva, mas não a maioria dos fumadores que eu conheço, pelo que a lógica diz que eu deve ser bom e/ou viciante. E depois há outra parte, que até tenho vergonha de dizer: é que eu em pequenina era muito bem comportada. Só comecei a ficar refilona e atrevidota com a idade (na volta foi da exposição ao fumo passivo).
Os meus argumentos contra o tabaco:
1. Cheira mal. E cheira mal e acabou! Não há volta a dar! E faz tudo à volta cheirar mal, incluindo roupa, cabelos e pele (de fumadores e não fumadores). Já beijei fumadores. E, não sendo o mesmo que lamber um cinzeiro (imagino, porque também é um hábito que não abracei), não deixa de ser preferível um hálito fresco. Não é impeditivo, mas... não ajuda!
2. Dá cabo da saúde. Ora bem, eu não nego a ninguém o direito a dar cabo da sua saúde. Mas ao menos deixem-me a minha! Não sou santa nenhuma, mas o que faço para dar cabo da minha saúde não dá cabo da de ninguém.
3. Envelhece. Muito! De novo, cada qual toma conta da sua juventude, mas eu deixei de frequentar certos sítios porque o ambiente era demasiado pesado. O que nos leva ao argumento seguinte:
4. Liberdade de fumar o caralhinho: eu nunca tive a liberdade de não fumar! Ou por outra, até tive: se ficasse em casa ou na rua e evitasse a maioria dos sítios. Ou seja, se me tornasse um bicho do mato. Como sou um animal relativamente social, fazia gestão de danos e racionava a quantidade de horas que passava em ambientes de fumo (quando podia). Não sei porquê, os fumadores têm agora mais liberdade que eu e reclamam de medidas fascizoides e higienizantes. E o fascismo da liberdade? Mmm... que conceito estranho? Ora reformulemos: a tirania dos maus costumes! Ah! Parece-me melhor!
5. Não entendo o conceito de sentar-se num café horas a fio com um café à frente. Ai é essa gente que vai dar lucro a um estabelecimento? Diabo, é melhor fazer as contas outra vez! Quem quer mesmo um café, toma um café (e senta-se ou levanta-se conforme lhe dê na real gana). QUem quer um café e um cigarro, toma o café, vai lá fora matar o vício e volta a entra. Não entendo o drama: até faz exercício.
6. Parecendo que não, os trabalhadores têm direitos. Um tio meu trabalhou anos a fio numa repartição com chaminés a céu aberto (aka fumadores) ao lado e ganhou de presente uns pulmões todos lixados (com "f" grande). O que é injusto é que devia ter sido obrigado a pagar parte do fumo que consumiu: isto de borlas não está com nada. No final de 2007 era perfeitamente proibido fumar em repartições de finanças, bancos, correios, etc. Agora eu pergunto: em que é que um funcionário de um café ou restaurante é menos que um funcionário das Finanças, um bancário ou um carteiro? Ah, bem me parecia (por favor, não me contrariem nesta!)! Não me lixem: não há nada muito mais que se possa fazer além do que está na lei que proteja estes trabalhadores.
Se o vosso patrão vos obrigasse a trabalhar num ambiente tóxico, sem protecção, o que é que vocês fariam? Ou iam para tribunal ou mudavam de emprego. Mas nem todos somos esclarecidos nem temos assim possibilidade de mudar de ocupação. Repito: um funcionário de um café tem direito a ter condições de higiene e segurança no trabalho. Não é mais nem menos que vocês. Muito menos é vosso criado! O cliente não tem sempre razão!
7. Quem puxa de um cigarro de 3 em 3 minutos não pode estar a apreciá-lo. Simplesmente não pode! Eu adoro café, amo café. Mas não tomo mais porque a partir de um ponto deixo de o apreciar e passa a fazer-me mal. Para minha grande pena, não consigo tomar tantos como queria. De novo a diferença: o MEU café não incomoda mais ninguém. OK, não é completamente verdade: quando fico muito faladora incomoda quem não está preparado para tanta coisa... eu não disse que era perfeita! Nessa altura podem sempre ter uma saída real: porque no te callas? Fica bem em qualquer lado!
8. Os impostos sobre o tabaco não são indulgências para que os fumadores possam fazer o que lhes apetece com a consciência tranquila porque pagaram. Mais: com a nítida sensação que devem fazer mal porque foram roubados. Isto é a atitude de contrariar quem nos contraria, de desrespeito pelas normas, pelos prazos, por tudo quando é uma "ordem" em nome de uma abstrata liberdade. Esquecendo-se do mais elementar: a liberdade de uns acaba onde começa a liberdade do outro. No caso o que um fumador de mau feitio pensa é qualquer coisa como "anjinho, mariquinhas, sonso" e mais frequentemente "fascista".
E acho que já tenho suficiente para causar estrilho! Espero! Se repararam, eu escrevi parte 1: é que estou a contar voltar à carga! Não é a única deriva fascizante na moda e eu ainda vou javardar forte e feio!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Anal(ise) de um a(n)nu(s) real

Não, não vou mostrar o rabo de ninguém, porque não tenho imagens... pena! Mas também, que rabo real é que valeria a pena? Ora o do... o da... dos... ... ... bom, não interessa! Estamos a perder tempo e eu não estou a caminhar para mais nova.
Ora um dos meus orgãos de informação preferidos de momento é o el Jueves, que sai los miercoles (o que só seria relevante assumindo que eu sabia os dias da semana em espanhol, o que não é o caso).
O El Jueves é como que o sistema digestivo completo da informação: a informação entra e sai completamente digerida e processada ao máximo. Ou seja, depois de tudo processado só sai merda mesmo! Mas a cheirar bem! Os jornais normais são só estómagos, porque ainda deixam os alimentos de modo a poderem ser absorvidos de acordo com as necessidades.
Isto está muito escatológico. É bom não estarmos na Natureza, porque lá não há casas de banho... mas há carraças... eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeek!
Parece que 2007 foi o annus horribilis para o Juan Carlos de Espanha. E o El Jueves, que ainda parece apreciar menos a monarquia que eu (viverem numa pode ter a sua influência) não deixa a coisa por menos e zumbam no pobre do Juan Carlos sem dó nem piedade! Eu até acho alguma graça ao homem, mas sou anti-monárquica dos quatro costados, por isso tenho que me rir. Não necessariamente da pessoa, mas essencialmente da instituição. E quem é que quer ser uma instituição?
Tenho para mim que cada qual toma conta do seu annus, rei ou não. El Jueves, los Miercoles, sábados, domingos, dienstag, donnerstag, etc. Incluindo férias e dias santos (ateus incluídos, mas não estou a contar ter discussão neste ponto). Há guarda-costas, guarda-livros, guarda-rios, mas não há guarda-annus. Por alguma coisa é! Higiene e segurança no trabalho! Nem todos são como o Carlos de Inglaterra, que tem um criado para lhe limpar o rabo (ou seria para lhe pôr a pasta dos dentes na escova? Who cares!).
O El Jueves disponibiliza as primeiras páginas de cada uma das secções. Aqui tenho pena de não compreender espanhol (e de metade das piadas me passarem ao lado por falta de contexto), mas uma coisa é absurda: 47 usos para a monarquia??? Pá, nem no gozo! Que exagero!

Em contrapartida não sei o que pensar disto, mas é definitivamente real e vários annus horribilis!
Da solidariedade entre irmãos e como ouvir música sem som é uma opção viável e mesmo sensata
O Edu nasceu situação priveligiada: com duas irmãs loucas já cá fora, parece seguro assumir que é seguro sair para o mundo! Não deixa de ter a sua razão.
O Edu deve ter passado os 22 anos da sua curta existência a pensar: as minhas manas são boas todos os dias, várias vezes ao dia e gostava de as ver curtir uma com a outra um dia destes. Pode não ter pensado isso, mas certamente não investiu o seu tempo de modo construtivo. Há coisas construtivas em que se pode ocupar o tempo (fora escrever blogues). Por exemplo, aprender a ter uma dicção em condições, a cantar, tocar guitarra, sentido de moda ou a ir ao ginásio fazer qualquer coisinha para não se parecer um meio quilito com um furo nos beiços, aos quais não se consegue sequer fazer a barba.
Mas não: o Edu não fez nada disso! O Edu investiu todo o seu tempo a observar as irmãs. Ao que a mãe pensou: ai que Cruz! Não é bem uma Cruz, mas três: uma horrorosíssima trindade de um parolo sem talento e duas pretensas fufas com sentido de moda (alegadamente). Está bom de ver que no meio disto o cristo somos nós, que os temos que aturar.
As manas Cruz, perante a falta de jeito (e possivelmente de sussexo) do irmão decidiram fazer... isto:
Para o caso de eu não ser competente a colocar esta cena, procurem aqui.
A lista de pecados oficiais das manas Cruz:
1. Beijo lésbico
2. Beijo incestuoso
3. Passear-se de lingerie preta com um ar lascivo
4. Lamber a mão com ar lascivo (face ao que está acima, sabe-se lá onde é que aquilo andou!)
5. Chupar chupa-chupas e rodelas de limão (rodelas de limão????) com um ar lascivo
Os outros pecados, os não oficiais, assim de repente: óculos de massa pretos largos (não havia necessidade), dançarem mal de carago, estarem vestidas como as irmãzinhas da caridade. Tudo cenas perfeitamente escusada e que até nem deviam ser admissíveis num Estado de Direito! Como fumar em espaços fechados sem ventilação adequada para o exterior, mas com efeitos muito mais perniciosos e permanentes na mente de jovens cabecinhas impressionáveis.
É assim: eu adoro a minha irmã! Mas parte do contrato de adorar aquela miúda é... ser honesta! Ajudar, se for o caso! Se o Eduardo Cruz não tem jeito para cantar... deviam ter-lhe dito isso mesmo, antes de fazerem aquelas figuras. Isso sim, seria amor fraternal! E evitaria ser gozado por toda a gente!
E pronto, um dos discos pedidos do Herr Krippmeister: uma cena lésbica incestuosa. Ou, como disse a primeira pessoa com quem eu partilhei este vídeo: "strange impression: looks like lesbi action with impotent singers" (mantenho o original porque eu consigo imaginar quem o disse, o que lhe dá ainda mais a piada).
Este blogue segue uma lógica de mercado: apresenta o que é rentável! E as fufas rendem!
Eu quero um troll só para mim!

E ainda:
"Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Badalhoquice... mas não a que pensam": És intragável...! Arght!! Só a tiro! BAM! BAM! "
Vamos por partes:
3D... mmmm... um nick que pode ir longe!
Eu não tenho problema nenhum com o sexo feminino (nem com sexo nenhum, para dizer a verdade: muito pelo contrário). Eu gosto muito dos dois! Com as fufas não tenho problema nenhum. Muito pelo contrário: acho que devia haver mais! Muitas mais! Neste blogue têm uma importância muito específica: atrair a atenção dos meninos mulher-sexuais!
Não tenho nada contra os meninos homem-sexuais, mas acho uma perda de dois meninos, pelo que devia haver uma lei que só permitisse o acesso a esta inclinação sexual para homens desinteressantes e feios. Mas vozes de burro não chegam ao céu e a legislação não contempla as reais necessidades no cidadão! No caso, desta cidadã! E depois admiram-se que eu não acredite na justiça!
Em todo o caso, acho que já escrevi o suficiente acerca do assunto das mulheres-sexuais para clarificar que não há nada para aprender aqui sobre esse (nem sobre outro) assunto. Mas a malta diverte-se.
3D: volte sempre!
Anónimo. Vamos ver uma coisa: eu não sou intragável! Quem já teve o privilégio de me provar não se queixou (ou pelo menos não viveu para contar, mas não vamos desconversar, que a conversa está longa). A tiro acredito que a carne fique mais amaciada, mas um pouco desfeita. Ou seja, nem por isso mais tragável! E corre-se o risco de trincar um chumbo, o que pode dar cabo dos dentes. E depois, cagar um chumbo é chato! Pior ainda que ser ferrado por uma carraça!
E depois, se sou assim intragável, há uma opção interessante: não comer! Pôr na beirinha do prato! Há uma cruzinha no cimo do browser. Sabe para que é que serve? Para fechar a aplicação! É remédio santo! Mas voltamos ao mesmo: para saber se sou ou não tragável, há que me apanhar e deitar-me as mãos... e isso não é para qualquer um! Certamente não para quem não tem capacidade de encaixe!
Relaxe: tome um copo! A vida são dois dias, por isso ao menos vamos fazer dele um fim de semana!
Eu tenho 2 trolls! Eu tenho 2 trolls!!!
All I want for Christmas is you!
All I want for Christmas is you. Ora ela não diz quem é "you", pelo que isso pode ser levado para onde se quer. Há muitos "you" por aí. Uns mais "you" que outros, mas não vamos entrar em badalhoquices (mesmo porque eu mesma estou a ter dificuldades em ver como!).
A Christina Agilera tem todo o aspecto de conseguir o que quer e quem quer, só com um piscar de olhos. Conseguiu não seguir o caminho da Britney de piroseira e ter canções perfeitamente aceitáveis em qualquer casa de bom gosto... e um rabo muito aceitável! E olhos azuis e cabelo louro convincentes, mesmo não tendo sido equipada de série com estes. Mas a ela perdoa-se quase tudo.
E o que é que a Christina Agilera pediu para o Christmas? Uma pessoinha baixinha, essencialmente careca e assim para o cor-de-rosa ou cor de banana split! E não, não foi um Herr Krippmeister em ponto pequeno só para ela (se bem que estou convicta de que a falta de conhecimento do material poderá ter tido a sua influência!). A Christina pediu um bebé! E vai daí, comeu-o e ainda foi contar à Marie Claire! Carago, mas que barrigão! Só para esclarecer, a cor de banana split é se o criançolo nascer com icterícia, o que é perfeitamente normal. Depois ficam todos mais ou menos cor de rosa (e alguns mantêm essa característica até à idade adulta... ou mais ou menos adulta).

Mas fez-lhe um bocado de azia: "when I found out, I started shaking", disse ela à Maria Clara. Ou isso ou anda realmente na companhia da Britney e a meter para a veia o mesmo que ela! Ora isto podia dar um post de fufas, mas o objectivo era mesmo arranjar um pretexto para apresentar a fotografia da Christina Agilera grávida e tão gira (sempre foi, não vejo porque ia alterar com a gravidez). Para fufices basta as fotografias que apresentei das duas a beijarem a Madonna (versão múmia) na boca. Pouco convincente!
E acho a Christina perfeitamente capaz de cantar o "All I want for Christmas is you!" com a fantástica voz ondulante dela. Ah, fadista!
Já agora, não sei se isto entra como soutien de amamentação. Se não for para o rebento, o pai é capaz de não o querer deitar fora... ou deitar fora para substituir por um modelo de outro material... ... eze... mais natural!

E já agora, vão ver um outro post hilariante da Gipsy Queen. Loura é outra coisa!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Esta gente aprendia qualquer coisa se lesse a Abobrinha!


quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Isto é o que acontece a quem ameaça uma Abobrinha com mau feitio...

Redacção - A Natureza
A Natureza é muito bonita. Mas é preciso andar muitos quilómetros para chegar à Natureza. O que é um disparate, porque bastaria andar uns metros para lá chegar, mas o que há a uns quilómetros tem mais estatuto e mais organização e mais entretenimento. Ou seja, para ter uma actividade ambiental emiti muito CO2 (não fazer confusão com outro tipo de emissões de que falo abaixo) porque queimei muito gasóleo. Quer dizer, eu não: o meu carro! Mas eu não discuto com ele, porque se não o deixo queimar gasóleo ele teima em não me levar a lado nenhum. Olha: cada tolo com a sua mania!
A Natureza não tem casa de banho. Dito de outra maneira, a Natureza é uma casa de banho. Grande, mas sem assento nem papel higiénico. Os bichos de 4 patas que usam a Natureza não têm grandemente a noção de ir a um cantinho fazer o que a Natureza os manda ao fim de umas horas de digestão e prrrrrrrrrrr... cagam em qualquer lado, inclusive no meio do caminho! Daí que posso dizer que o meu fim de semana prolongado foi merdoso. Caso raro, disse isto no bom sentido!
A Natureza tem muitos animais: cães, pássaros, gatos, javalis, gatos domésticos e selvagens, cavalos e burros... de 4 patas e de 4 rodas. Uma pena não deixarem caçar os de 4 rodas quando à solta na Natureza: não estão em extinção de todo e infestam a Natureza e a estrada de rodados e da sua burrice e falta de respeito pelo que está. Os camelos de 4 rodas são essencialmente urbanos e ficam para outro post.
A Natureza faz doer as pernas e o rabo. Falo por experiência, depois de horas de caminho. Mas estou em relativa boa forma, o que muito me agrada. Podem fazer piadas sobre doer-me o rabo, mas recordo que ainda não tive tempo de ir mexer no aparato que faz guarda ao livro de reclamações.
A Natureza não tem ar condicionado. Ou por outra, até tem, mas alguém deixou as janelas todas abertas, o que dá um bocado cabo do efeito. Além de tudo, deixei instruções específicas para ter solzinho, mas o S. Pedro não me liga nenhum. Estou desconfiada que é de me ver a frequentar blogues de ateus empedrenidos (vamos assumir, por absurdo, que antes disso ele me ligava algum).
A Natureza pica. E muito! Estou com as pernas todas arranhadas de plantas várias. As mãos também têm umas mazelas.
A Natureza morde. Felizmente não tive oportunidade de comprovar experimentalmente esta faceta, mas lembrei-me do Herr Krippmeister (por todos os motivos errados) quando um aracnídeo me trepava pela perna acima. C'os diabos, não é que as carraças afinal são parecidas com o Pavilhão Atlântico?? Mais patinha, menos patinha (não contei, mas dizem-me que são 8, o que é manifestamente excessivo), era arredondada e sobretudo enormesca como o Pavilhão Atlântico!
Estou convencida que a carraça não dá para fazer concertos e outras cenas multi-usos, como o Pavilhão Atlântico, mas também não creio que o Pavilhão Atlântico dê para sacudir daquela maneira das minhas calças. O que é bom, porque sacudir uma coisa daquele tamanho não seria pêra doce e sabe-se lá onde iria parar. Se bem que estou convencida de que o Pavilhão Altântico não me ferraria, chuparia o meu sangue e me provocaria uma doença que potencialmente me causaria a morte. Ou seja, seria melhor que me trepasse um Pavilhão Atlântico para a perna. Sobretudo se não me esmagasse (se só estivesse em cima das calças de ganga e não da perna estou convencida de que não teria mal).
Claro que não sei como é que o Pavilhão Atlântico iria ter às minhas pernas ou mesmo às minhas calças, mas isso agora não interessa nada: o que interessa é que aquela carraça nojenta estava na Natureza e ficou na Natureza, onde pertence. Mas ainda me assombra os meus sonhos... que nojo!
A Natureza cheira às vezes mal e tem muita lama. Às vezes a mesma coisa, dependendo da composição da lama.
Na Natureza dá para fumar. Tem mais que 100 m2 e a exaustão dá nitidamente para o exterior. Em ambientes de interior já não dá para fumar, o que é bom. Mas não há regulamentos quanto ao hábito do flato (talvez para Janeiro de 2009). Que não é na maioria das vezes inodoro, como verifiquei experimentalmente (se bem que não tivesse significado estatístico, graças em parte a eu ter abandonado a experiência quando ainda era cedo ou ao facto de a refeição abundante ter feito estragos só na primeira hora de 2008).
Estou convencida de que alguns dos fumadores que frequentaram o mesmo espaço interior que eu se abandonavam ao pernicioso hábito do flato a coberto do cheiro do tabaco. Ora correu mal. Bem, ao menos não fui para a cama com o cabelo a cheirar a peido, enquanto que com o tabaco o aroma seria garantido! Mas também não identifiquei o dador (os dadores?) de tão aromática (yuuuuuuuuuuuuk!) manifestação sonora, dado que não o ostentavam propriamente nos dedos ou no... bem, noutro sítio qualquer horrível! O que nos leva (estranhamente) ao rei de Espanha, mas isso é para outro post! Na Natureza ao menos, flato e fumo dissipam-se com pouco prejuízo ambiental. E os peidos não provocam indêndios (acho eu!).
A Natureza tem sinal. Sim: tinha mais sinal na Natureza que na vilinha onde estive. E onde estive só tinha Optimus (daí a piada da Estância Optimus no blogue da Joaninha) e mesmo assim só onde lhe apetecia. Dado que o meu acesso à internet é por uma placa TMN, não faria sentido levar o computador.
Na Natureza são aceitáveis tracção às 2, às 3 e às 4. A tracção às 2 será a norma, às 3 uma emergência (orgulho-me de dizer que só a ela recorri numa emergência) e às 4 de uma falta de dignidade total (não apliquei esta experimentalmente)!
A Natureza dá banho. Não tem sabonete, gel de banho nem amaciador (e água quente nem pensar!), mas estranhamente o meu cabelo ficou mais brilhante depois de um passeio a sério! Acho que daqui se conclui que não sou ave de aviário mas de voo livre: a liberdade fica-me bem (apesar das carraças).
A Natureza não tem indicações. Deus abençoe o GPS! Não me interessa o que dizem os ateus! Mesmo porque o blogue é meu e quero cair nas boas graças do S. Pedro de novo.
A Natureza não tem contra-indicações. Está recomendada para todas as idades e admite vários níveis de preparação física. É muito boa e recomenda-se!
Ora bem, é tudo. Obrigada a quem rezou por mim durante a minha ausência. E obrigada pelas sugestões para 2008: serão todas levadas em consideração!
