domingo, 11 de novembro de 2007

Como eu saí de casa sem destino e acabei na Ribeira com um casal de meia-idade americano com um estilo de vida dink

Este sábado decidi celebrar a minha vesícula funcionante, o meu elixir da juventude (objecto de um post um dia destes), a minha não-gripe (dá assim um ar pós-moderno, não acham?), o preço do gasóleo e saí da porta fora com o firme intuito de não ter destino.


Vou ignorar para efeitos de simplicidade que mantive sempre em mente o sofrimento de um grande amigo por quem não posso fazer mais que desejar sorte e ouvi-lo se for o caso. Ignoro ainda o facto de não ter presenciado duas tragédias em dois dias consecutivos por uma questão de 2 minutos, dado que me cruzei com elas depois de terem acontecido e imediatamente antes de ter chegado socorro (o que, bem contado, deve dar exactamente 2 minutos). Mas isto é um post positivo.


Podia descrever-vos as emoções que senti durante esse saudável passeio (a butes), a melancolia, a declaração de amor à cidade do Porto, mas isso é um bocado seca! E eu tenho uma reputação a manter! Além disso, o Jorge Fiel já fez a declaração de amor à cidade do Porto muito melhor do que eu conseguiria, por isso leiam a dele e coloquem dúvidas se for o caso. Vou então cortar as partes seca e passo directamente às curiosas e/ou badalhocas. Omito também a parte em que é a segunda vez que escrevo esta merda porque o blogger achou por bem apagar o texto e as imagens... que tristeza!


Começamos pelo facto já conhecido que aqui o "je" tem um fetiche pelas línguas. Há doenças piores! Acho ainda a linguagem gestual super-sexy (por simplicidade vamos esquecer que resulta da necessidade de comunicar de pessoas que não são capazes de ouvir) porque envolve algum jeitinho com as mãos. O que é sempre bom e pode ser útil! A imagem mostra uma mensagem em linguagem gestual (com a vantagem que foi deixada obviamente por um extra-terrestre), uma em árabe (a sombra é a minha mão a segurar na máquina) e uma em português.


As três mensagens encontram-se no ou perto do Largo de S. Domingos, pelo que ignoro se a imagem da direita é a tradução das outras. Pode ter perdido em elegância, mas ganhou em eficiência!


Continuando no tema línguas, temos... ... ora bem... eu não sabia que isto entupia! Nem que também havia fogões envolvidos! É o que dá: há aí muita mulher incompetente e muito más línguas! Também ignorava que havia gases envolvidos (o que nos leva à anedota do 69). Como os portuenses e nortenhos em geral sempre foram muito empreendedores, para a problemática dos gases abriu outra casa em 1850. Ignoro se uma mana Salgado é frequentadora da casa para resolver sublimantes problemas (para quem não sabe, a sublimação é a passagem de uma substância do estado sólido ao estado gasosos. Não especifica o cheiro, que é propriedade da substância em si). Pode-se argumentar que também não interessa minimamente para o caso!

No largo S. Domingos ficamos ainda a saber que a Mona Lisa ou sorri por causa da qualidade da "bejeca" ou porque pode pintar com tintas adequadas a qualquer temperatura. E todos nós sabemos como a pintura de construção civil é sensual por nesta altura do campeonato (em que ainda por cima o Benfica deu uma cabazada de 6-1 ao Boavista; não vem a propósito, mas não é todos os dias!)! Pode também pôr-se a hipótese de ela estar a rir e não a sorrir. E nessa altura está a rir-se de haver palermas que perdem tempo a pensar porque é que ela sorri.
Quem não sorri muito é o Narigudo Sá Betudo, o ranhoso (literalmente) anfitrião da exposição "Que nojo" em Lisboa. Mesmo quando tenho para lhe mostrar o primo tripeiro que ele não conhecia da Casa Neves. O que é o máximo é que, mais nariz ou menos, eu conheço pessoas com aquele tipo de expressão. Don't we all??
Tenho ainda para mostrar-vos umas imagens de baixo valor badalhocal mas com muita beleza. Fizerm parte da minha caça a pormenores de grande beleza no Porto. Mas aviso já que os pormenores são muitos!


E nesta altura a questão: então... e o título? É parte daquela tendência de falar, falar e não dizer nenhum? Não! É parte da tendência de deixar o título para o fim (há pior: não ter o título nada que ver com o texto, mas eu não sou jornalista para fazer isso).


Na verdade, fui desaguar à Ribeira a dada altura desta minha caminhada. Concretamente à casa do Infante (que eu tenho vergonha de dizer, nem sabia que existia). Lá encontrei o casal de americanos com quem conversei o resto da tarde toda acerca de política.


Eram uns queridos: professores reformados (ele de história das religiões, ela de inglês) e que deram umas quantas de voltas ao mundo. Eram ambos de ascendência 100% sueca e viviam numa pequena cidade (acho que) do Illinois (tive vergonha de perguntar, porque a isso seguia-se a constatação de que não sabia onde é o Illinois), onde os únicos estrangeiros que lá desaguavam eram os que eles levavam em programas de intercâmbio de professores e alunos.


Falamos, falamos, fomos para uma esplanada e continuamos na conversa até estar frio demais para se poder estar confortável. E até que uma amiga me ligou a arranjar programa (comprar uma rã, mas isso é outra história). Tiramos uma fotografia (por motivos óbvios não a reproduzo aqui) e trocamos e-mails. O endereço de e-mail deles é a coisa mais kitsch do mundo: um compósito do nome dele e dela! Eeeeeeeeeeeeeeek! Mas perdoa-se porque eles realmente são uma doçura! E ainda fizeram questão de abraçar um hábito muito português: despedir-se de mim com dois beijinhos.
Quando for aos Estados Unidos já tenho onde ficar durante 2 ou 3 semanas (foi o que eles disseram). Pode ser um bom ponto de passagem para Los Angeles, onde procurarei o estilo de vida "letra L" (nem por isso, mas não tenho falado de fufas). Pena não saber onde é a cidade deles!


Perguntei-lhes se eram conotados como esquerdistas. Bem, depois de sairem à rua com faixas anti-Bush e anti-guerra no Iraque, trazerem estrangeiros para uma cidade rural esquecida por Deus... qual era a dúvida?


Acresce que era a terceira vez deles em Portugal. Estiveram aqui em 75, mas disseram que não conseguiam encontrar um hotel em lado nenhum porque estavam todos ocupados. Pôs-se a hipótese de ser por causa de termos que receber o fluxo de refugiados absurdo que se seguiu à perda das colónias. Faz sentido ou é muito rebuscado?


Já agora, dink não tem nada que ver com coisas sinistras como swinging ou outros hábitos sexuais. Significa somente "Double Income, No Kids", que era precisamente o que eles tinham: trabalhavam os dois e não tinham filhos. E ela tinha uma mãe sueca de 90 anos, completamente para as curvas e com todo o aspecto de durar muito tempo sem precisar grandemente do seguro de saúde de que também falamos. Há pessoal assim! Claro que de vez em quando toda a gente tem uma mazelita por outra, mas vai passando!


Fiquei também supreendida com a revelação que me fizeram: antigamente os professores não tinham um currículo para seguir. Ou seja, o que ensinavam era ao seu próprio critério. A cena dos "guiões" do que se ensina era coisa recente. O que explica umas coisas. Se eu fosse cínica diria que quase podia jurar que cá, na prática, era o mesmo! Mas não vamos por aí!

E foi mais ou menos isto (as partes interessantes) para animar as hostes e a mim mesma e começar a semana com saúde e alegria... e muita estupidez natural! BOA SEMANA!

P.S: Não está esquecida e queca real, que ganhou ainda mais interesse face a desenvolvimentos políticos recentes nem a importância da nudez na arte. Simplesmente, não tenho tempo nem inspiração para fazer tudo de uma vez!

14 comentários:

antonio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
antonio disse...

Estou chocado e acho que vou deixar de comentar neste blog. Depois dos posts, com alguma qualidade intelectual e até algum bom gosto, temos este post tremendamente badalhoco e ofensivo!

Não discuto o gosto da autora por línguas, nem as piadas que consegue fazer sobre o 69, mas quando chegámos à rã (animal dotado de uma língua versátil) e ao que duas amigas podem fazer com ela… mão dá! Não consegui ler mais!

É badalhoquice a mais para mim!

Abobrinha disse...

António

Chama-lhe rã! Ficaste foi chateado por eu estar a falar com americanos! Preconceituoso! Ficas a saber que eram uma doçura de casal!

antonio disse...

Abobrinha, nem me atrevi a chegar a essa parte! Nem quero imaginar!

O meu preconceito vai mesmo para actividades eróticas com animais de sangue frio...

Anónimo disse...

oi, como está... bem.. que bom.
gostei das fotos dos detalhes.

rds disse...

sensacional a foto das linguagens... copiei, sei que nuuunca irá se indispor comigo.

Abobrinha disse...

António

Antes de mais, acho que as rãs não são animais de sangue frio. Os americanos também não: eram um casal amoroso. Os americanos não mordem, sabias?

antonio disse...

Tenho provas cientificas que todos os bichos verdes são de sangue frio. (incluindo os que estás a pensar)

Quantos aos americanos, neste caso, temi mais por eles...

Abobrinha disse...

António

A rã era albina, para tua informação. Acho que estás a levar a badalhoquice um pouco longe demais.

Ou isso ou estás a mandar uma indirecta à falta de actividade do badalhocómetro. Se é isso, prometo que o próximo post será sobre a queca real e terá imagens explícitas e linguagem apropriada à pouca vergonha aflorada (ou desflorada, mas não creio que tenha sido esse o caso).

Espera só...

antonio disse...

Prontos: já vi, és do Sporting.

Joaninha disse...

António,

como é que o sporting vem cair aqui?

Abobrinha,

Foi soft mas giro o post. Gosto particularmente da foto das torneiras .

fico em pulgas para saber o que é isso da queca real, por isso despacha-te!

By the way, as rãs são animais de sangue frio, conhecidos por pecilotérmicos ;)

Abobrinha disse...

Joaninha

Olha lá, só porque eu gosto muito de ti isso não te dá o direito de vir dizer asneiras para o meu blogue! Olha agora pec... peci... pciló... coisos... isso parece-me muito estranho! E racista: a rã era albina, mas não é motivo para lhe chamar nomes!

Estou à espera de desenvolvimentos na queca real. Ainda não sei exactamente se alguém foi enrrrr... eeeeeeeeeee... depois vês! Mas vai ser muito badalhoco!

Nuno Coelho disse...

António,

Juntando os teus vários comentários, que reproduzo:

"O meu preconceito vai mesmo para actividades eróticas com animais de sangue frio..."

"Tenho provas cientificas que todos os bichos verdes são de sangue frio. (incluindo os que estás a pensar)"

"Prontos: já vi, és do Sporting."

Concluo que as minhas actividades eróticas, na qualidade inata de sportinguista, serão certamente censuradas pelo teu preconceito. Tudo bem, eu respeito essa posição, e prometo tentar doravante restringir ao mínimo esses objectáveis comportamentos (também podia mudar para o glorioso, mas não, mal por mal, a falta de sexo é melhor). De qualquer modo, se um dia encarnar noutro animal, escolherei, por exemplo, a girafa. Não é verde, nem de sangue frio, e tem uma língua interessantíssima.

Abobríssima,

"...umas imagens de baixo valor badalhocal mas com muita beleza."

De baixo valor badalhocal? Deves estar a brincar. Atão aquela mãozinha, na foto da direita, hein? Assim a modos que a agarrar a bola, hein? Com suavidade, mas firmeza! Hein, hein, hein?

Sim, eu sei, nem tudo no mundo tem um segundo sentido, de natureza erótica (veja-se, por exemplo, a Lili Caneças). Mas a maioria tem.

Obrigado pela tua visita. Ainda não li o post sobre a importância social do corno, mas não deixarei de o fazer. Estou certo que poderei aprender bastante sobre essa bicuda questão, que chega a ser, para alguns, uma verdadeira dor de cabeça.

Um abraço...

Abobrinha disse...

Nuno

Oh diabo! Então eu insinuei que se podia aprender alguma coisa sobre o corno no meu post? É um erro: aqui não se aprende nada!

Obrigada: foste o único a reparar no pormenor badalhocal da mãozinha. Estás no bom caminho!

Estou perdida com a ligação entre o Sporting, os animais de sangue frio e as quecas (as reais e as outras). Pelo que entendi, alguém anda com falta de sexo. Isso é grave! Muito mais grave que a porra do campeonato (eu sou benfiquista, falo por experiência). Mas como não sei do que estou a falar...