quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A pedido de várias famílias - fufas, parte 1

Meus caros, este é o início ainda pouco auspicioso e parcamente ilustrado do que pretendo ser uma saga de posts acerca de lesbianismo. Fufas, para os amigos! Com isto aguço o apetite (ou afasto de vez os bloggers) para os seguintes... que serão bem mais interessantes e ricamente ilustrados!!! Ora cá vai!

1.Considerações teóricas sobre gajas que gostam de gajas – a génese do lesbianismo e seu enquadramento na sociedade

Está na moda citar a wikipédia. Mormente quando se tem preguiça ou falta de capacidade para procurar em fontes de jeito. Como é o caso, procurei “lesbianism” em “americano” (que é mais fixe) e reza o seguinte:

“A lesbian is a woman who is romantically and sexually attracted only to other women. Women who are attracted to both women and men are more often referred to as bisexual. An individual's self-identification might not correspond with her behaviour, and may be expressed with either, both, or neither of these words.”

Como se diz na minha terra: curto e grosso (além de se oferecer para definir woman, romantically, sexually e bisexual; pode dar jeito!). Como também se diz na minha terra: daaa, e o que é que isso interessa?

A mesma entrada (em http://en.wikipedia.org/wiki/Lesbian) tem uma série de outras cenas mais ou menos intelectualoides e ligações para as mesmas. Quem tiver pachorra que leia (mas ainda é mais chato que os meus comentários e tem mais caracteres)! Aviso já que no meio de muita palha há uma série de factos interessantes e fotos ou ligações para fotos interessantes. Acho que não tem badalhoquice, porque é tudo à volta de direitos das gajas e arte e o carago. E acho muito bem: quantas mais lésbicas houver, mais gajos ficam para mim!

Pela minha parte, o único motivo para ter colocado esta parte do post foi para... parecer inteligente! Assim tipo uma tese de mestrado em Sociologia ou História! Mas não tenham ilusões: este post, assim como os que se seguem não passa de um chorrilho de disparates, frivolidades e badalhoquices (ou mesmo combinações de um pouco de tudo isto e mais). Na melhor tradição da Abobora Pequenina. Pois eu quero lá saber da “génese do lesbianismo e seu enquadramento na sociedade”??? Quem é que quer mesmo saber senão alguns doutores da treta?? Daaaah!

2. As lesbianas e eu

Ora bem, este é uma secção 2 em 1: politicamente correcto (lesbianas em vez de fufas) e associando as fu... lesbianas a mim. Sendo os homens os totós que são, automaticamente ganho valor acrescentado porque há uma coisa com gajos e fantasias com fufas. Mas isso é outra parte do post, possivelmente à sociedade!

Como muita coisa que escrevo neste blogue, ou é um logro ou um exagero. Neste caso são os dois (ou "ambos os dois", para quem "preferir mais" essa versão)! A verdade é que conheço montes de homens gays (um ou dois são meus amigos), reconheço todos os gays menos os meus amigos (não sei porquê. Hei-de aprofundar esse assunto), mas que saiba não conheço uma única cidadã que não deve ser descriminada simplesmente por ter gostos sexuais diferentes do que a sociedade considera correctos. Para quem se perdeu no palavreado, estou a falar na mesma de fufas.

É que normalmente uma gaja pode dar a mão a outra gaja, beijar outra gaja com carinho, abraçar-se “uma à outra mutuamente”, ou mesmo dormir com outra gaja (meninos... respirem fundo e contem até 10: não quero responsabilidades em ataques cardíacos ou crises de asma simultâneos) que não é considerado estranho! E não é... a maior parte das vezes! O problema... são as outras vezes! E essas sim, são divertidas!

Só em Berlim, quando fui fazer um curso de alemão (olá Herr Krippmeister!!) é que se tornava óbvio a todos com pelo menos um olho minimamente funcional e meio neurónio que as meninas que se cruzavam connosco na rua de mão dada ou aos beijinhos... ora bem... era mais na óptica do utilizador (tecnologia digital e não só) que da teoria analítica do niilismo comportamental da sociedade fascizante dogmática e castrante dos comportamentos sexuais desviantes! Era óbvio para todos menos os que tinham realizado recentemente uma lobotomia, precisavam desesperadamente de óculos novos ou ainda que estavam muitíssimo distraídos. Nenhum dos casos foi o meu! Nem era preciso falar alemão (que era o meu caso. Acho que já disse que sou boa a línguas, e neste post torna-se particularmente relevante!)!

Sendo assim, confesso uma falha no meu currículo: não conheço ou não reconheço nenhuma fu... lesbiana e nunca uma me foi apresentada! Estou certa de que isto não me impedirá de aceder a nenhum emprego que eu queira MESMO ter, mas é um golpe para a minha auto-estima (muitas mulheres dizem que estou bonita, mas nenhuma que eu saiba que tenha dito isso como um gajo diria) e para a minha credibilidade quando digo que sou muito conhecedora de muitas realidades e comportamentos. Ou seja, sou mesmo uma campónia!

Só para não dizerem que ficaram a seco com este post (ver comentários acerca da ratazana mumificada), junto um piercing antes e depois de colocado, com motivos sexuais considerados desviantes e uma bandeira de arco-íris.

Aceita-se sugestões e sobretudo badalhoquices! Muitas badalhoquices!







Cenas dos próximos episódios:

- As fufas na arte

- brinquedos e acessórios

- fufas a sério e a brincar (não é o que estão a pensar, garanto)

- O Zézinho, as fufas e as outras

P.S: As diferentes secções eram para ser cor de rosa, mas como o blogue é essenciamente laranja e a bandeira dos gays é um arco-íris, achei que seria adequado. Dito isto, são mesmo paneleirices minhas! E não quero pôr o Herr Krippmeister nervoso com a minha falta de sentido estético! É um artista, carago!

9 comentários:

rds disse...

oi,
achei para vc presentear o tal site a um preclaro que de vez em quando atormenta!!
www.melissa.com.br

bjim sem fufagem!

Abobrinha disse...

Carago! Anda uma gaja a esforçar-se para escrever sobre fufas e só um miserável comentário????

rds disse...

calma lá..isso aí em baixo .. é demais!!!!!!!!!!!!!!!!
"era mais na óptica do utilizador (tecnologia digital e não só) que da teoria analítica do niilismo comportamental da sociedade fascizante dogmática e castrante dos comportamentos sexuais desviantes!"

Abobrinha disse...

Será pleonástico também???

Krippmeister disse...

Quero deixar aqui um agradecimento público à abobrinha por se ter debruçado (que bela imagem que me surgiu agora...) sobre a temática encantadora do fufianismo.

Há no entanto uma questão que me assombra constantemente nesta coisa das lésbicas. É óbvio que no imaginário masculino as cenas de lésbicas são sempre protagonizadas por mulheres lindíssimas (ou pela namorada e aquela amiga boazona). Mas no mundo real as fufas são todas halterofilistas filandesas de bigode. Pelo menos é a impressão que me dá.

Se calhar tenho que sair mais...

O que te parece abobrinha? Tu que agora te inteiraste das vicissitudes do lesbianismo.

Abobrinha disse...

Herr Krippmeister

Calma: tiveste um precoce (um comentário). Ainda falta muita coisa!!! E as ilustrações!

Mas foi bem lembrado: tinha-me esquecido de umas vizinhas minhas... e que vizinhas!!!! Afinal menti numa parte deste post!!! Hoje à noite debruço-me sobre este assunto!

Krippmeister disse...

E mais, as miudas andam sempre a queixar-se que os homens bonitos que conhecem são todos gay. Se é assim seria de esperar que as fufas também fosses lindas. Cadê elas? Cadê as muidas nas praias a fazerem experiências de auto descoberta umas com as outras?

Já agora fica a sugestão para um possível desenvolvimento do tema, igualmente parte intrínseca do imaginário masculino: Irmãs gémeas lésbicas. E se a mãe fôr enxuta também entra na rambóia...

Abobrinha disse...

Quer dizer, tanto me posso debruçar como estar noutra posição qualquer! Eu sou muito versátil (se bem que devia recomeçar o ioga por causa da flexibilidade) e sei uns truques (agora é que o teu irmão fica com os cabelos em pé!).

Krippmeister disse...

Ok, ok. Fala-me das vizinhas e depois fala-me das posições e dos truques.







E depois dá-me o número de telefone das vizinhas...
:-)