sexta-feira, 4 de abril de 2008

Como eu assisti a 5 homicídios à queima-roupa, tráfico de droga e abuso policial durante 30 minutos e me ri que nem uma perdida

Bem, isto é daquelas ocasiões em que tenho que desfazer o equívoco do título imediatemente, o que é uma pena.



O que se passa é que eu estou a falar do CSI Miami, que vi quando estava no ginásio. Como estava pouca gente (o que não é mau, atendendo à quantidade de não-assediáveis no meu ponto G), aproveitei para me inteirar da trama do CSI Miami. Não tem nada que saber: o Horatio e o Delko (mas alguém acha que ele tem cara de trolha?), devastados pela morte da choca da Marisol, que se andava a drogar com cannabis por causa de uma doença devastadora (não menos devastadora que as doses excessivas de lamechice que tinha com o Horatio) vão ao Brasil fazer não sei o quê. E nem interessa.


E a seguir acontece o seguinte:



- Morre não sei quem. Acho que era o irmão do Horatio, que ele pensava que já estava morto há mais tempo, por isso suponho que não fosse grave: de morto não passou e até acho que tinha sido enterrado... o que é verdadeiramente extraordinário, atendendo a que estava vivo! Mooooooontes de sangue, mas acho que o que o matou mesmo foi ter que aturar o chato do Horatio. Mensagem final: "take care of the boy"... pá, já vi tiradas menos originais. Não muitas, diga-se! Fosse eu argumentista do CSI Miami e escolheria como últimas palavras "sabes que não tens estilo nenhum e a tua cena obsessiva-compulsiva com tirar e pôr os óculos é irritante?". Eu sei que seria despedida, mas ao menos era em grande!


- Encontram o rapaz, porque a boazona da Yelina (mmmm... será fufa? Não interessa, isto era outra conversa) lhe deu um relógio com GPS. Palerma: tinha que lhe pôr era um chip subcutâneo. Ou, pela conversa, dois pares de estalos, porque o estafermo meteu-se com um traficante de droga e era correio dele. Não sei porquê, mas desconfio que nem os argumentistas do CSI.

- Ri-me que nem uma perdida quando o Horatio e o Delko enfrentam as favelas (o coração das favelas, a parte dominada pelos senhores da droga!) do Rio de Janeiro armados com atitude ("that's where we're going") e os Ray-Ban do Horatio. Lindo!

- O Horatio aborda um puto das favelas e fá-lo falar (em inglês!!!) e dar-lhe informações sobre o tipo da droga só porque pede com jeitinho! Por favor, um pouquinho de realismo!


- Não sei que volta aquilo deu porque mataram um tipo da droga num aeródromo com uma naifada. Tenho dificuldade em explicar a cena, mas é qualquer coisa como o Delko envolver-se numa luta à naifada (altamente coreografada e mesmo um pouco gay), depois chega o Horatio por trás e impede o Delko de matar o tipo, depois pergunta-lhe pelo rapaz (porque não pode matá-lo porque só ele sabe onde está o puto) e depois mata-o com uma naifada, o que era o que estava a tentar impedir em primeiro lugar. E tudo de fato! No Rio de Janeiro! E claro que encontram uma prova!


- Voltam a Miami, onde morre mais um monte de gente e se encontram provas ao virar de cada esquina.


- Não sei porquê, o puto encontra-se frente a frente com o traficante de droga (suponho que não o que morreu anteriormente, mas não juro), com a arma apontada e diz: "quero o meu pai". Não sei como é que o tipo lhe ia dar o pai naquelas condições, mesmo porque também tem uma arma apontada a ele. Algo ali não faz sentido, mas não tenho tempo para fazer uma lista.


- De novo, o Horatio chega ao pé do puto mesmo na hora H, devido a uma série de descobertas milagrosas e na hora certa. E chega por trás dele (outra vez? Mas que tendência!) e aponta a arma ao traficante. E a troca de palavras do costume "porque o tio não compreende", "quero o meu pai", "só se me deres o que vim buscar", "não faças isso porque é um caminho sem retorno". E só aí o puto sabe que o pai já está a fazer tijolo (nova teoria: morreu de desgosto de ter um filho e um irmão tão burros). E o Horatio dá um tiro ao traficante. Já podia ter feito aquilo no início do episódio e poupava-me um monte de dores de barriga e mau argumento.

- No fim, o Horatio diz à jeitosona da Yelina que ela tem família em Miami... se ele fosse em condições e não estivesse a ficar com corcunda e não sofresse de OCD com a merda dos óculos, acharia que ele estava a tentar saltar à espinha da moça. Mas pronto, cada qual é para o que dá!


Eu detesto o CSI Miami! Mas está visto que vozes de burro não chegam ao céu.

5 comentários:

Anónimo disse...

"serpentinha" , és cruel!!
até no ginásio.

Cebola disse...

Já somos dois, detesto o cabeça á banda.
Sim pior que o truque dos óculos é a merd.... da cabeça sempre de lado.
Salva-se a loira...salva-se a loira....

leprechaun disse...

Claro que também não sei do que estás a falar aqui, mas já li algo sobre esta série, quer dizer, sei que existe algo assim!

Não queres ir dizer nada no outro lado sobre as teorias da informação, uma mui interessante e inteligente discussão?!

A propósito, já contactei um bracarense, isto vai indo! A hipótese da ida ao tal debate continua a ser diminuta, mas pode aumentar um pouco caso haja alguma resposta satisfatória...

Would you really like to go?! E ao Suribashi ou Nakité também?! Bom, é interessante se eu lá for amanhã, posso olhar as caras doces e jovens... plus 30!... e imaginar!

Hummm... bem, não digo mais, já estou a revelar muitos trunfos! Mas isto até deve dar alguma coisa para o consultório sentimental, não está mal! ;)

As for me, Gnomes are so very easy to recognize... see?! :)*

Abobrinha disse...

Anónimo

EU não sou cruel: eu estou é sempre atenta. E sou cabeça no ar ao mesmo tempo, o que não deixa de ser extraordinário! E no ginásio estou mais relaxada (quando não estou simplesmente a tentar não morrer de exaustão).

Abobrinha disse...

Cebola

A cabeça de lado é deveras irritante. Como são as mãos na cintura e o menear do corpo. A voz cavernosa. A lamechice. O vestir de preto. O olhar pretensamente penetrante. O fazer promessas aos mais indefesos e comportar-se como um cowboy e não como um polícia. Não entendo como é este o CSI mais popular!

A loira é jeitosona e aquele sotaque do sul é muito sensual! A Natalia também não é má, mas a dada altura andava andava todos os dias com uma blusa laranja de seda e umas calças castanhas claras com a cintura demasiado subida... digo eu que aquilo já devia cheirar mal!