domingo, 27 de abril de 2008

O milagre da multiplicação do gasóleo

Na seca do post anterior expliquei em muitos mais caracteres do que os que eram estritamente necessários que fui a Braga e vim. Muitos quilómetros! Muito gasóleo.

Num post um pedaço mais curto expliquei que uma das coisas que NÃO me aconteceu nunca foi ficar sem gasóleo. Uma pessoa lógica pensaria que isto se deve a eu abastecer constantemente a minha viatura de gasóleo (o meu combustível de eleição e o alimento exclusivo do meu veículo automóvel). Mas eu tenho motivos para crer que não é nada disso e que a realidade é muito mais complexa. O que se passa é que (tcham, tcham...) o meu carro não precisa de combustível para andar!

Sim, eu sei que isto é uma afirmação que desafia a lógica. Mais: é irracional... mas perfeitamente adequado para este blogue! Outros poderão até adiantar a explicação que a Abobrinha se droga com algo estranho e que querem um bocadinho, mas a triste realidade é que a única droga que eu aceito é mesmo o café. Nem álcool eu bebo! Este disparate todo é mesmo natural sem gás!

O que se passa é que, pela segunda vez na minha carreira de condutora testei os limites do depósito da minha viatura. E ela não me deixou ficar mal! Quase todas as pessoas que conheço já ficaram numa ocasião ou noutra sem combustível, mas eu não. Isso pode ser interpretado mais que logicamente por eu ser cuidadosa na minha condução e manuseamento de veículos de tracção mecânica tripulados. O mesmo cuidado só me rendeu um acidente com culpa em toda a minha carreira, aí 2 anos depois de ter tirado carta (no final do longínquo ano de 1992); diga-se que quase tive vergonha de apresentar aquilo como prejuízo. Tive só mais um acidente sem culpa em que eu estava parada e os prejuízos (de novo) foram uma vergonha!

Mas eu insisto que nada disto se deve a explicações racionais: passa-se alguma coisa com o meu carro! Refira-se que tenho o hábito de conduzir até ao início da reserva e depois atestar o depósito, para que seja possível calcular consumos com rigor (os quilómetros que percorri desde que o depósito foi atestado foram-no com a quantidade de combustível que coloquei na vez seguintes que encostei à bomba). De atestado até à reserva normalmente vão 40 litros e nunca soube qual era a capacidade do depósito... e aí é que bate o ponto: é que nos últimos tempos tenho ido até quase aos limites do depósito e nunca fiquei a pé!

Quando vim de Braga notei que tive que atestar o depósito com 48 litros porque estupidamente ia ficando sem combustível... mas não fiquei! Uma pessoa mais normal que eu poderia dizer que o depósito cheio leva tipicamente 60 litros, o que implica que eu podia ainda dar mais umas voltas, mas eu estou desconfiada que se eu consumir mais de 60 litros de gasóleo a minha viatura continuará a rolar como se nada fosse. Eu estou desconfiada que o meu carrinho é auto-suficiente! Que só gasta gasóleo para não me fazer a desfeita, para não parecer mal agradecido!

Estou tentada a fazer a experiência, mas não quero duvidar da bondade do meu bichinho. Aliás, estou convencida que se um dia testar se de facto o meu carro anda a gasóleo ele de facto pára! Não por não ser capaz de andar sem gasóleo, mas como vingança por eu ter duvidado dele. E eu não duvido do meu carrinho, tadinho!

Além de tudo, este mundo é de invejosos e depois toda a gente ia querer o meu carro para estudar o fenómeno. Iam transformá-lo num espectáculo de feira, tratá-lo como uma aberração, fazer testes dolorosos na sua carrroceria, picar os pneus em sítios sensíveis... tudo pelo meu capricho de provar que ele anda sem gasóleo. Não, eu não farei isso ao meu lindo carrinho, que me leva a todo o lado sem reclamar e se porta muito bem. Apesar de cheirar neste momento intensamente a bananas, porque eu deixei lá uma durante uma semana, que esteve para ser almoço e jantar por várias vezes. É que eu às vezes também não preciso de combustível! Mas isso acontece com pouca frequência.

Mas o meu carro é diferente: é auto-suficiente!

5 comentários:

leandroribeiro disse...

Mais que interessar a este blog, é um assunto que interessaria muito ao debate ;)

t disse...

Correção ,na frase "funcona sem gás", leia-se "funciona a agua com gás".

Abobrinha disse...

Leandro

O que é dramático é que o meu blogue tem andado com tão pouca carga badalhocal que me começa a aborrecer e a não me interessar...

Também muito interessante é o meu conceito de estacionamento por fé: normalmente quando chego a qualquer sítio tenho fé de que vá vagar um lugar de estacionamento. Isso é o tipo de pensamento que me leva longe... às vezes literalmente!

Mas repara que as repercussões do que eu disse neste post são imensas: o Ludwig disse a dada altura em Braga que a fossilização lenta permitia que andássemos de automóvel porque se formou petróleo que permite fazer gasolina. Ora se de facto o meu automóvel não precisa de um nem de outro (bem, gasolina não convém mesmo!) isso tem consequências incríveis a nível de teoria da evolução, paleontologia e da Ciência em geral! Um drama! E tudo porque eu não tenho juízo!

Abobrinha disse...

T

... acho que se perdeu o comentário inicial que precisava da correcção...

Anónimo disse...

:P

tambem acontece comigo,