domingo, 7 de dezembro de 2008

Três episódios de "Lipstick jungle"

Depois de um sábado animado o suficiente para três dias e um domingo de manhã mais calmo, gastei boa parte de domingo à tarde em televisão alheia (porque não tenho televisão) a ver três episódios da série "Lipstick jungle" seguidos no Fox Life. Não tenho acompanhado a série, mas segue-se bem de qualquer modo mesmo assim, entre outras coisas porque o argumento está muito bem feito.

Chamou-me a atenção a história da Nico, editora de uma revista de moda, mulher de poder (com o correspondente "killer instinct" e virtual par de tomates), quarentona, linda, casada e que deu um pulo na cerca com um rapazinho lindo de 25 anos. Não sei porquê (não vi o resto da série), mas parece-me que por falta de paixão no casamento.

A coisa tinha dado já várias voltas antes de chegar a este ponto, mas basicamente o rapazinho estava muito a fim da moça. Mesmo muito! A personagem Nico começa por dizer que quer estabelecer uma série de regras para a relação deles, como que não ligam para casa um do outro, não há prendas, não há compromisso, que em público agirão como estranhos.

Encoraja-o mesmo a sair com outra moça. Quando se encontram em público, ele segue as regras dela e ninguém (nem ela) se dá conta de que eles se andam a comer. Quando ele não lhe liga nessa noite, ela entra em parafuso e quebra a primeira regra: não aparecer sem avisar. Aparece sem avisar a casa dele, pensando que ele está com outra, mas esperando que não. E tem razão: ele só a espera a ela, só saiu com a outra porque ela o mandou! Nessa altura diz-lhe ela "eu achava que queria só uma relação baseada em sexo, mas agora não tenho tanto a certeza". Apagam as regras (literalmente: tinham-nas escrito num quadro) e vão fazer badalhoquices. Sem regras, com paixão, com afecto, com carinho, com entrega mútua (e não de um só lado).

Como em tudo, há sempre o acordar. O acordar é lindo, nesse e nos dias que se seguem e ela está agora apaixonada e acompanhada, uma vez que o marido realmente não lhe faz a "manutenção". Não só em termos de sexo, mas especialmente em termos de afectividade. Ela, a mulher com o insinto assassino necessário ao competitivo mundo dos negócios. Aqui saltou-me a ideia que me ocorreu a respeito deste post: ninguém se meta num esquema que não é capaz de acompanhar. E poucas mulheres são capazes de seguir um esquema destes, porque se envolvem. Claro que há mulheres e mulheres, há esquemas e esquemas. Mas com ou sem regras definidas, há esquemas marados demais para muita gente. Dito isto, há mais gente e que consegue seguir esquemas.

A história continua e as duas amigas dela descobrem o caso. São amigas do casal, pelo que saberem da traição lhes mete impressão. Julgam-na e uma delas tem uma saída moralista daquelas que dói tanto que um pedido de desculpa não é suficiente para apagar: "Ainda bem que não tens filhos! Que tipo de valores lhes transmitirias?". Mais tarde arrepende-se, mas... o que está dito está dito, não é? E as coisas não são só preto e branco. E a Nico está tão feliz com a relação que se nota ao ponto de lhe perguntarem porque anda ela com tão com aspecto (quando ela não fez nada que não ser mimar e ser mimada... e muito sexo!).

Mais tarde o marido tem um ataque cardíaco enquanto ela está com o amante. A culpa assalta-a: e se ele morria enquanto ela estava com o amante e porque ela não estava lá para o socorrer? No momento de aflição vira-se para ele e diz (e sente) "amo-te". E acaba com o amante, porque quer recuperar o casamento... e isto é depois de ter a quase confirmação que o marido a traiu também, possivelmente antes dela; mais: possivelmente foi essa traição que originou a dela, porque viu os sinais mas não os interpretou.

O argumento foi escrito por uma mulher e gostei porque é plausível. Agora digam-me lá se as mulheres não são bichos estranhos.


Só para não acabar em lamechice, refira-se que também houve tempo nos três episódios para uma ménage à trois...

NOTA: As fotos dos actores não são as melhores, mas foi o que encontrei. Mas digam lá se aquele menino não faz parar o trânsito? E a Nico... bem... linda!

37 comentários:

NI disse...

Tu ficaste pela Fox e eu pelo AXN.

Enquanto fazia limpezas ia deitando uns olhitos a 4 episódios das "Feiticeiras" e a 4 de "CSI Miami".
:-)

Abobrinha disse...

NI

As feiticeiras ao pé do CSI Miami é um banho de realidade! Pior: eu acho o Delko giro... para TROLHA!

Podes ver aqui como eu "adoro" o CSI Miami... eek!

Eu mesma! disse...

AAdoro o lipstick jungle!

e acredita.... vais ficar viciada na série!

eu já estou a ficar :)

Eu mesma! disse...

e o rapaz faz parar o trânsito e cair a vinte cinco de abril... mas se reparares bem....

todos os homens da série foram escolhidos a dedo... até os carpinteiros....

que mãos! e que olhos!

Joaquim Simões disse...

O problema dessa gente é o de terem um reles espírito capitalista.
Eu, há muitos anos que sou um convicto cooperativista. É um sistema da mais profunda moralidade, verdeiramente humano, libertador do social-macaquismo do ponto de vista darwinista. Se excluirmos os Bonobos,claro,os primatas sábios...
Acho que um dia destes ainda volto para o Congo... Para os ensinar a fazer filmes.

Abobrinha disse...

Eu mesma!

Não vou ficar viciada na série porque não tenho acesso regular à televisão. Mas é uma sugestão para uma prenda de Natal que me queiras dar ;)

Pois realmente aquela gente tem muito bom aspecto... ...

Mas não fales em deitar a ponte abaixo: olha que o meu "noivo" estuda do lado de lá da ponte, carago!

Abobrinha disse...

Joaquim

Pode ser, mas lá que é tudo "beautiful people", isso é! E isso é que interessa!

Congo? Que Congo?

Eu mesma! disse...

pronto está bem...
por respeito a ti... vou manter a ponte em pé mais um poquinho de tempo!

Bacardi disse...

Abobrinha:

Saca séries da internet. Para além de veres quando queres e onde queres, tens o bónus de estar a cometer um crime. E todos nós sorrimos quando cometemos um crime pelo qual sabemos que nunca iremos pagar :P

Abobrinha e NI:

Dá para não falarem de gajos aqui no blog? É que gosto de ser participativo e meter o bedelho em todo o lado, mesmo onde não sou chamado. Se se metem a falar de gajos, fico sem oportunidade de intervir. E aquela senhora da série tem idade para ser minha mãe. Não dá mesmo para comentar. Abobrinha, começa a ver uma série chamada “The L Word”, e depois mete aqui um post sobre isso. Aí já posso (e quero muito muito muito) comentar. Assim não há condições…

GATA disse...

Para começar, "Lipstick Jungle" é da autora de "Sex and the City" mas -na minha opinião- é apenas uma exploração do filão...

O Kirby é engraçado mas prefiro o Joe, interpretado pelo Andrew McCarthy, ex 80's star, que se tornou num quarentão estiloso e charmoso!

Em relação às relações (passe o pleonasmo!), não sou casada, tenho uma relação 'independente' mas não 'liberal': ou seja, estamos juntos quando pudemos e queremos mas não andamos com outras pessoas. Porque, para mim, o respeito é muito importante.

Abobrinha disse...

Eu mesma

A ponte é precisa. Mais que não seja para tomar café. ;)

Abobrinha disse...

Bacardi

Letra L? Mmmm... tipo esta letra L? Ou esta?

E há mais! Muitas mais! Fufas foi durante um tempo quase o tema exclusivo deste blogue! Fiz cada post que nem eu mesma acredito que escrevi...

Abobrinha disse...

Bacardi

Só tenho dois problemas em sacar séries da net: não sei e mesmo que soubesse não creio que tenha largura de banda. Além disso, já que vou casar contigo, faz-te útil, não?

Em relação à moça poder ser tua mãe... mas não é! E desconfio que não te levava para casa e te dava de comer e lavava a roupa. Tem mais aspecto de espremer citrinos... com as mãos... ou com... outra coisa qualquer!

Isto lembra-me há uns 3 anos quando um rapazinho com menos 10 anos que eu andava a flirtar forte e feio comigo. Eu na altura virei-me para ele e disse: tivesse eu menos 10 anos e atirava-me a ti! E não atirei só porque ele ia ficar pouco tempo. Era lindo: indiano, exótico, provocador, maroto e com uma pele da cor de um chocolate muito razoável! Uma pena!

Mas lembra-te de uma coisa: as mulheres mais velhas... sabem mais uns truques! E aquela tem aspecto de saber ensinar umas coisas!

Abobrinha disse...

Gata

Eu pensei isso e é verdade. Mas a realidade é que a série parece-me estar bem feita (e os gajos são...). Sobretudo o argumento é plausível, muito bem construído e aborda problemas actuais das mulheres. Aliás, há uma série de séries (por assim dizer) que abordam problemas das mulheres. O que pode querer dizer que as mulheres têm muitos problemas. Não sei.

Quanto aos homens, gosto deles quase todos, sinceramente!

Isso das relações abertas não é comigo. E concordo: é falta de respeito, mas cada qual come do que gosta, sendo que acho que mulher nenhuma se devia meter num esquema desses porque dá merda!

Todas as relações são independentes no sentido em que toda a gente é livre para ir embora. Escrevi isso num post com a etiqueta "divórcio"... mas acho triste que se ache que se tenha que definir à partida exclusividade ou não. É que para mim isso não é nem nunca foi negociável. E pronto... acho triste que as pessoas estejam dispostas a dar tão pouco de si!

Blondewithaphd disse...

Nico ao poder!!!!!!!! Sou fanzérrima! (da Nico, claro, ah e da série também).

Bacardi disse...

Abobrinha:

Se não sabes sacar séries da net, e como bom esposo que sou, saco para ti. Nem faria sentido que, num casamento tão único como o nosso, fosse de outro modo. Aliás, eu nem sei cozinhar, nem espero que percas o teu tempo a ensinar-me. Conto contigo para tratares dessa divertidíssima tarefa que é passar horas em frente ao fogão e ter a comida pronta a horas ;)

Mas, de facto, as mulheres mais velhas terão certamente qualquer coisa para me ensinar. Nunca tive uma relação com alguém significativamente mais velho do que eu, mas não ponho de parte essa hipótese. Até era capaz de ser interessante…

Abobrinha disse...

Blonde

A Nico é um espectáculo! E lindona, como são as outras duas.

Achei ainda que ela nestes três episódios demonstrou uma força profissional ao mesmo tempo que uma força e fragilidade pessoais. O desassossego de uma mulher, os escrúpulos mas o pisar do risco na busca da felicidade. Complexa, como uma mulher normalment é.

E umas pernas, pá!!

Abobrinha disse...

Bacardi, meu maridinho

Podes deixar as séries a descarregar enquanto enquanto eu cozinho. Tenho a avisar-te que nesta altura os citrinos estão em alta... por causa das gripes, claro! Não estava a pensar em badalhoquices!

As mulheres não são mais velhas nem mais novas: são elas mesmas. Mas regra geral ganham em confiança com a idade (e sabem mais uns truques!). Mas não sei se reparaste... eu sou 11 anos mais velha que tu!

Agora que penso no assunto, tenho que escrever um post sobre as minhas últimas férias... envolve vários italianos e umas dinamarquesas aos beijos... e boas e más língua... oié!!! Mas vai demorar, porque tenho muito que contar. Na volta vai ter que ser em vários episódios, não decidi ainda.

Cristina disse...

Fico tão contente por o meu post ter sido associado à série 'Lipstick Jungle'.

Na série... não me lembro de um homem que diga que é feiinho. São todos um 'must', até o Kirby... falo eu que gosto de homens mais velhos.

Quanto às relações: estou envolvida numa 'amizade colorida' e talvez por isso, não lhe vá exigir o só estar comigo. Incomoda-me pensar que ande a 'quecar' por fora, mas não tenho o direito de exigir fidelidade em algo que não existe. Ele sabe a minha opinião sobre o assunto, eu conheço a opinião dele... e nada vai mudar, por enquanto!

Abobrinha disse...

Cristina

Mais velhos, mais novos; pretos, brancos; altos, baixos... morre tudo! Vejo beleza em tudo, garanto-te.

Linda, tu revê esse esquema da relação aberta. Pelo que falas nisso, é nítido que te incomoda. E mulher nenhuma merece sofrer nem sofrer a indignidade de estar numa situação que não deseja. Mas isso sou eu, e apoio-te seja no que for que decidas. Como se torna óbvio, eu estouro em certas situações e traição é uma delas. E para mim, andar a comer por fora é traição e não tem outro nome ("relação aberta" é chamar um nome bonito a uma coisa feia).

Bacardi disse...

Abobrinha, minha esposa doce e rica em vitamina C:

Estou a ver que tens sempre a resposta na ponta da língua. Isso agrada-me bastante, farto de “pois” e “sim” ando eu. E não, não sabia que tinhas mais 11 anos do que eu. O teu perfil não revela a tua idade.

O modo como a idade afecta as pessoas depende do modo como as pessoas se deixam afectar pela idade e pelas experiências que vivem. Ainda um dia destes reencontrei um amigo meu, que tem a minha idade (23) e não nos víamos desde que tínhamos 17. Fiquei bastante surpreendido ao ver que continua exactamente a mesma pessoa: um puto de 17 anos que só pensa em namorar, copos e charros. Por isso o facto de teres mais 11 anos do que eu não quer dizer nada. Aliás, pelo teu blog, já deu para ver que és uma pessoa bem mais descontraída e divertida do que muita gente da minha idade que conheço ;)

Ficamos a aguardar por esses posts sobre as tuas ultimas férias. Parece haver conteúdo interessante para ler ;)

Eu mesma! disse...

Bacardi...
desculpa dizer algo referente à idade mas espero que tu com 23 anos tb penses em namoros, saidas e borgas...

é com essa idade que se pensa essas coisas! Aproveita os 23 enquanto puderes...

quando começares a trabalhar... se tiveres objectivos de vida... muitas coisas mudam... mas os 23 ficam sempre!

Bacardi disse...

Eu mesma:

Compreendo onde queres chegar, e concordo contigo. Mas há uma grande diferença entre pensar nisso e só pensar nisso. Sim, tento manter um espírito jovem, aproveitar a vida e desfrutar estes anos. E tenho perfeita noção de que agora tenho possibilidade de fazer coisas que, quando tiver um emprego sério, deixarei de ter. A diferença é que também penso no amanha, no meu futuro. Não vivo apenas para o presente, para o “curtir a vida”.

E estás à vontade para fazer referência aos meus 23 anos. Pelos vistos, sou o puto do blog, e já estou habituado a ser o puto. A lista de amigos com quem estou regularmente que são mais novos do que eu é bem curta. Não que tenha nada contra pessoas mais novas, ou que faça algo por me dar apenas com pessoas mais velhas. Simplesmente, por algum motivo, acabo sempre por me sentir melhor com pessoas mais velhas, tenham elas 24 ou 34 anos.

Eu mesma! disse...

possivelmente porque já pensas no futuro e os teus colegas da tua idade ainda não pensam :)

mas acredita... há uma grande diferença entre ter 23 e ter 32 (como eu no meu caso).

Os objectivos de vida são muito diferentes. Não que isso seja algo mau... mas eu acho que é algo característico da idade mesmo.

Bacardi disse...

Sim, também, mas não é apenas isso. Vejo que, ao longo dos anos, os meus interesses mudaram, a minha perspectiva de quase tudo mudou. Eu olho para trás, para os meus 17 anos, e sei quem fui mas não me revejo nessa pessoa. Foi uma fase pela qual passei para chegar ao que sou hoje, e hoje sou uma fase pela qual passei para chegar até à pessoa que serei amanha. É um conceito que me é difícil explicar apenas por palavras, mas recuso-me a ficar preso a mim mesmo. Faço por ver os meus defeitos e corrigi-los, por explorar novos interesses, novas experiências de vida.

Isto já está é a ficar demasiado filosófico, e daqui a pouco a dona do tasco corre connosco daqui por tentativa de desrespeito à filosofia do blog. Afinal de contas, é suposto aqui não se aprender nada. É só uma questão paralela. Mas já agora, fica a questão: o que achas que mudou mais para ti, dos teus 23 até agora? Não me refiro a teres emprego e responsabilidades, mas sim em termos de ambições pessoais.

Abobrinha disse...

Bacardi

Lá está: quando o indiano se atirou a mim, ele tinha 21 e eu 31! Foi uma pena ele não ter ficado mais tempo!

O meu perfil não tem a minha idade porque não quis colocar a minha data de nascimento. Mas sou toura! Cuidado comigo.

Quanto ao que sou, sou mesmo muita coisa e o Abobrinha é só um lado de mim. E gosto deste lado! E tento não revelar demais de mim aqui, mas às vezes sai.

Em relação à tua idade, há mais gente da tua idade física. E pessoal com idade mental variável, algures entre os 12 e os 77. E esses são os que comentam!

Ter 17 anos aos 23 é naquela. Ter 15 anos aos 50 é mais chato. É a vida: cada qual desenvolve-se à velocidade que quer e aguenta. Mas deve passar-se pelas diversas idades, sem queimar muitas etapas.

Ninguém vive tudo, mas a bem do nosso desenvolvimento pessoal devemos tentar ter uma visão de todas as idades e de uma multiplicidade de experiências. Dentro do respeito por nós mesmos e pelos outros.

E isto é para quem pensou que havia preconceitos em estar filosófico demais!

Abobrinha disse...

Bacardi e Eu mesma

Da parte das mulheres a dada altura há uma ambição incontornável e que traduz em poucas palavra. A saber: tic, tac, tic, tac!

Bacardi disse...

Abobrinha


Não acredito em signos, destino, ou coisas equivalentes. Custa-me ver-me definido pela data em que nasci. Sou quem sou e aquilo em que me tornei. Como já disse, recuso-me a ficar parado em mim mesmo. E sim, acho que se deve tentar o tempo suficiente em cada uma das fases para a saber aproveitar devidamente e saber o que ela é. Mas, mais do que isso, devemos tentar transportar connosco o melhor de cada uma delas quando passamos para a seguinte. Sim é mau ter 15 anos aos 50. Mas ter um pouco de 15, 25, 35 e 45 e suficiente de 50 aos 50 pode ser o ideal.

Esse tic tac das mulheres também se aplica a ti? Olha que concordo com o nosso casamento, mas não quero gremlins para já :P

Abobrinha disse...

Bacardi

Essa é um pouco a minha abordagem à idade: não perder de vista o que sou, mas não perder a juventude.

Gremlins? Que gremlins? Pensei que isso era um pokemon!

Cristina disse...

Abobrinha, aceitei as 'condições'. Já sabia no que me estava a meter...

E no meu post houve alguém que disse: numa amizade não se pode exigir que A seja só amigo de B; e nesta minha 'amizade com direito a consumo' (adoro esta expressão!), não posso, nem quero exigir mais do que aquilo que ele me pode dar.

Se corro o risco de o perder? Sim, corro, mas não quero asfixiá-lo numa relação 'séria' que não deseja.

Também houve alguém que disse que muitas destas relações são muito mais sérias, do que aquelas que supostamente o deveriam ser.

Eu mesma! disse...

Bacardi...
a unica coisa que mudou dos meus 23 para os meus 32 anos foram os meus objectivos de vida...

sejam os pessoais sejam os profissinais.

Aos 23 imaginava a minha vida de uma forma muito diferente da que tenho agora... foi isto apenas o que mudou...

Abobrinha disse...

Cristina

Tu é que sabes...

Mas não mereces sofrer e isto obviamente está a fazer-te sofrer. Ninguém merece que sofras por ele. E tu estás a legitimar essa dor e podes arrepender-te mais tarde... e nessa altura será tarde demais.

Essa do "sufocar" sempre me meteu confusão, mas na volta isso sou eu.

Abobrinha disse...

Eu mesma

Pois: o "reality check" é lixado! E há duas maneiras de o encarar: aceitar ou não aceitar. Ver as coisas como falhanços ou como uma oportunidade diferente.

Enfim, paneleirices, porque temos um casamento para preparar!

Cristina disse...

Não estou a sofrer... é como levar uma injecção: não gosto de agulhas, e apesar de saber que não dói, é inevitável sentir-me incomodada.

E esta foi a comparação estúpida do dia! Depois, disto não consigo descer mais baixo :D

Bacardi disse...

Cristina:

Espero que não te importes que dê a minha opinião, mas sou opinante compulsivo :P

Acho que deves ter cuidado e saber bem quais os motivos que te levam a estar numa relação que, em parte, te magoa. Existem muitos possíveis, mas um deles é estares-te a afeiçoar demais a uma pessoa com a qual tens algo que não é certo. E se as coisas dão para o torto, vai ser mau para ti. Não me preocupo com a questão ou não da exclusividade. Tal como já disse, isso deve ser falado e acordado por ambas as partes. Não vejo “certo” ou “errado” na existência ou não de exclusividade. Isso depende do casal. Encaro mais esse factor como sintoma de te estares a meter em algo que te pode vir a magoar. Cuidado contigo ;)

Abobrinha disse...

Cristina

Estou 100% em sintonia com o meu marido. E tu mesma o disseste: incomoda-te. Para mim a comparação foi perfeita: tenho um medo irracional de agulhas, sei que não dói (e não dói), mas regra geral tenho quedas de tensão depois de tirar sangue ou receber vacinas.

Depois há uma coisa: podes estar a habituar o menino a fazer o que quer, sem compromissos. O que o pode levar a acomodar-se exactamente esse estado de coisas.

Ele vai ficar contigo até quê? Até descobrir (depois de andar aí a comer) que és a mulher da vida dele? E aí vai largar todas as outras e vir a correr para ti? Get real! E se/quando isso não acontecer, não vais sentir que há algo de profundamente errado contigo?

Desculpa a insistência no assunto, mas se há coisa que eu não suporto é ver uma mulher sofrer e/ou ser enganada (o que acaba por ir dar ao mesmo).

Eu mesma! disse...

Cristina...
confesso que apenas apanhei a conversa a meio mas concordo com o meu amante e com a esposa dele...

nenhum homem é importante o suficiente para nos fazer sofrer...
eu a mal aprendi isso...

existem homens pelos quais vale a pena chorar... sofrer nunca...
se nós não gostamos de nós... quem irá gostar?