domingo, 11 de maio de 2008

Eu sou lésbica!

Hoje acordei a sentir-me muito John F. Kennedy. Presidente norte-americano até lhe passar uma coisinha má pela cabeça (no caso, uma bala), comeu muitas gajas inlcuindo (alegadamente a Marilyn Monroe) e pai de um homem lindíssimo mas que me parecia ter essencialmente areia na cabeça e obviamente não sabia voar (ou suicidou-se quando se apercebeu do ridículo que era chamar-se John John). Numa nota de interesse absolutamente nenhum, o O JFK é um dos raros personagens a dar o nome a um aeroporto e que não morreu de avião; em vez disso essa morte saltou uma geração. Mas isso agora não interessa nada.

O Joãozinho K foi a Berlim e botou faladura no dia 26 de Junho de 1963. Para quem é novo demais, Berlim já foi Berlim Oriental e Berlim Ocidental. Fui lá há uns 4-5 anos e ainda se notava muito a diferença, mas não sei se ainda é o caso. Berlim Ocidental era um marco de liberdade e yada yada yada, leiam na wikipédia que eu agora não estou para vos aturar. O que interessa é que o Joãozinho disse em Berlim “Ich bin ein Berliner” para dizer que apoiava os berlinenses na época da Guerra Fria (devia ter ido em Agosto: é cá uma tosta!). Dada a fama do homem, possivelmente apoioaria mais os berlinenses portadores e utilizadores de gaita de beiços que os de gaita de foles: era muito musical (deu música à Marilyn, pelo menos).






É nesse espírito que eu repito: eu sou lésbica! E... o que é que uma coisa tem que ver com a outra? A preclara Allanah lembrou-se de mim (mmmmm... niiiiiiiiice!) quando leu uma notícia sobre fufas (mmmmm... melhor ainda!). Concretamente sobre os habitantes de... Lesbos! Oh diabo! Pensei que ela se ia atirar a mim! Que peninha! Bem, a esperança...

E em apoio aos habitantes de Lesbos eu digo aos quatro ventos: eu sou lésbica!

A notícia reza que os habitantes da ilha de Lesbos (os lésbicos, portanto) se envolveram numa disputa (alguém tem que explorar o potencial desta palavra um dia destes!) com as fufas por causa do nome.

A origem do nome lésbica vem de uma poetisa, Safos, natural de Lesbos, como podem ler na wikipédia. Daí que também se designem as fufas por sáficas... o que não interessa rigorosamente nada: eu fiz a ligação à wikipédia para que vocês dessem de trombas com esta imagem. Imagem em que se prova que as lésbicas são extremamente religiosas: ajoelham-se e rezam com bastante regularidade. E depois ainda por aí más línguas a apregoar o ateísmo... francamente! O que o mundo precisa é de mais oração (ou de dar de trombas com... bem... com...). E verdadeiros artistas: o Édouard-Henry Avril é uma moca! Isto sim, é arte!


Os lésbicos estão chateados porque é embaraçoso ser chamado por uma preferência sexual. Tomando como universo de amostragem o meu blogue, digo eu que nenhum português se importaria de ser chamado lésbico. Mas o meu blogue só é frequentado por pessoas de mente porca, e não sei se isso é representativo do universo português (infelizmente). De onde se conclui que os lésbicos não merecem o nome que têm e o problema está ao contrário: as lésbicas é que têm que retirar o nome a quem o não merece. A mim podem-me chamar lésbica à vontade! Se for a Solange só exijo que ela me tente apalpar ou pelo menos olhe para mim ar de quem lhe está a apetecer, ainda que não seja verdade.

Voltando ao Joãzinho Kennedy, correu o mito urbano que ele se teria enganado e que “Ich bin ein Berliner” quereria dizer “eu sou uma bola de berlim” (não é bem isso, mas é um bolinho muito parecido com a nossa bola de berlim e possivelmente a origem é a mesma). Isso é uma ideia para os lésbicos: façam um bolinho tradicional da ilha e chamem-lhe um lésbico. Depois podem perder o tempo deles em coisas mais construtivas como processar um doce. E deixar as fufas em paz a fazer o que interessa: rezar (de trombas!) e arrastar mais mulheres para o “dark side”. Assim diminui a concorrência.

E qual é o problema de ser chamado por uma preferência sexual? Se ainda fosse uma doença sexualmente transmissível ou uma disfunção eréctil ainda seria um problema, mas por uma preferência sexual tão fixe (eu não gritaria “eu sou uma clamídia”)? São mesmo parvos! Lá está, não são habitantes de Lesbos mas de ilha de Parvo, como os do Media Markt.

Voltando aos nomes, devia haver uma ilha chamada Príapo, mas na prática não pode ser: iria ser invadida por homems a pedir residência só para poderem ser chamados priapistas. Homens! Só pensam no pau (ou seja, têm todos o secreto desejo de ser porteiros). Mesmo quando um ataque de priapismo pode não só ser doloroso como, no limite, implicar a amputação do pénis! E nesta parte, em bom português, perderam muitos homens o tesão!

Num último remate, e para recuperar algum (ahem) entusiasmo (e porque tenho comissão em várias agências de viagem), Berlim está pejado de fufas! Ou seja, é caso para muita gente andar aí a dar uma de John F. Kennedy. A alguns a bala não seria mal pensado de todo.



Então em que é que eu me identifico com os habitantes de Lesbos exactamente? Não digam a ninguém, mas é em... absolutamente nada! Mais: acho que a cisma dos lésbicos com o nome não passa de uma... paneleirice (com todo o respeito aos homens homem-sexuais). Eu queria mesmo era um título chamativo! A ver se engano alguém. Por outro lado, se enganar alguém, esse alguém não me interessa porque é obviamente pouco inteligente... ... ora porra, eu sou cá uma complicada! Não admira porque é que ainda sou solteira! E sim, eu sei que esta última afirmação me vai trazer comentários indesejados, mas eu tenho tomates para eles! E quem pensar algo pejorativo relacionado com essa afirmaçao coisas não vale os tomates de um gato! Isto sim é selecção natural!


Já agora, uma opinião: isto foi badalhoco ou ainda tenho que descer mais o nível? Pela minha parte fiquei satisfeita com o texto! Coisa que ultimamente me tem acontecido poucas vezes.

11 comentários:

Krippmeister disse...

Num universo alternativo, o JFK foi a Hamburgo em vez de Berlim, e disse: Ich bin ein Hamburger!

Abobrinha disse...

Herr K

Bem visto. E ao contrário do que dizem as más línguas (e eu tenho mesmo que pôr a imagem), os hambugeres não são comida rápida... mas comem-se à mão...

rds disse...

bem historico e criativo e simulativo!
Complicada és.Não sei ao que leva, mas nada já é um bom lugar de início, para futura jornalista tens tino!

Allanah disse...

lolololololol, muito bom!! eu sabia que a noticia dos lesbicos te ia dar inspiraçao para qq coisa bem mais elaborada do que o meu post!!

Abobrinha disse...

RDS

Jornalista? EU? Credo! Eu não sou complicada: os outros é que são.

Abobrinha disse...

Allanah

O tema era delicioso! A figura que ainda não consegui colocar também, mas isso é outra história. Eu não sabia era por onde lhe pegar!

Também há quem pense que eu sou elaborada demais, mas isso são más línguas.

Anónimo disse...

Krippmeister
noutro universo alternativo essa frase traduz-se como "eu sou uma bola de Berlim".(oops, afinal é neste universo mesmo.)
Bjs Karin

Osvaldo Lucas disse...

Lésbica com tomates? Bem me parecia...

Abobrinha disse...

Karin

Olha, não sei: a minha professora de alemão disse que estava bem assim, no artigo da wikipédia também diz que sim... não sei! Nem quero saber!

EU SOU LÉSBICA!!! E isso não tem ambiguidade com doces!

Abobrinha disse...

Osvaldo

E grandes! E pelos vistos, assustadores!

Abobrinha disse...

Mmmmm... não ter ambiguidade com doces não tem implicações a nível de comestibilidade, atenção! Nada de confusões!