quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Solidariedade, boa vontade e boa educação

Apanhando o telefone apesar de estar numa reunião porque estava a tocar há tempo a mais e não é boa prática pôr fregueses à espera.

"- Bom dia, minha senhora, estou a ligar-lhe de uma instituição de solidariedade social e queria pedir a atenção dos responsáveis da sua empresa para o nosso projecto. Costumam contribuir para instituições de solidariedade?

- Olhe, agora não posso estar a atender porque estou a trabalhar. Mas de qualquer modo, não costumamos dar para instituições de solidariedade social. - Leia-se: quer mesmo que eu chateie o patrão com uma mensagem tão vaga como essa?

- Ah! Mas olhe que eu também estou a trabalhar! Respeite quem está a trabalhar! - visivelmente irritada e debita mais umas coisas que não me interessam.

- Minha senhora, com licença que eu vou desligar. - ouço um "teteté, teteté" de refilanços vários do outro lado - Com licença."

E ouço o telefone a desligar antes de ter tempo (e eu fui rápida!) de pôr o dedo no descanso do telefone.

... olha, desligou-me o telefone na cara antes de eu ter tempo de educada e avisadamente desligar o telefone!

Cada qual dá o que pode e quer, quando quer. Ninguém é forçado a dar (ou porque não quer ou porque não pode) e muito menos levar com má educação de senhoras que exigem respeito porque estão a trabalhar, sobretudo quando esse trabalho parece ser correr a lista telefónica à cata de quem as ature. Essas é que precisavam de um par de tomates para coçar!

Quando tinha telefone fixo e estava muito tempo dentro de casa apanhava com 50 chamadas destas por mês, pelo que desenvolvi esta estratégia e transportei-a para o trabalho. A minha mãe faz o mesmo. Sinceramente, parece-me bem e não creio ser menos solidária por causa disso! Tem outra: só dou quando quero e quanto quero a quem conheço. Porque desconfio destas organizações! Chamem-me cínica, mas sou assim mesmo e sou feliz assim!

13 comentários:

Joaninha disse...

Que senhora tão simpatica! com um tratamento desses ficamos logo cheios de vontade de dar rios de dinheiro, não haja duvida.

beijos

Salto-Alto disse...

Bem! Essa instituição tem pessoas simpáticas e educadas a angariar fundos, sim senhora! E se também está a trabalhar sabe que não te compete a ti disponibilizar dinheiro da empresa! Enfim...
Beijinhos

Joaquim Simões disse...

"Quem dá aos pobres, empresta a Deus". E se a senhora fosse procuradora do Altíssimo? Vê lá se és mais cuidadosa, que ainda te tramas...

Blondewithaphd disse...

Bem, se me apanham com telefonemas destes quando estou em casa digo sempre que estou a calçar os sapatos para sair mesmo, mesmo naquele instante. Geralmente resulta!:)

ZumZumMataMoscas disse...

Aboborinha,

No seu caso, a melhor estratégia seria dizer-lhes que você também precisa de solidariedade e perguntar o que teria de fazer para receber a ajuda deles.
Afinal, você é pobre!! Nem televisão em casa tem!!!

Com um pouco de sorte pegava, davam-lhe um televisor e ainda vinha um gajo a casa pôr a TVcabo e, com ainda mais sorte, o técnico era muito melhor que o que lhe tratou do portátil.
Mais tarde, se voltassem a ligar a pedir a "limosna", você dizia-lhes: "Agora não posso falar que está a começar a novela", e desligava-lhes o telefone.

Abobrinha disse...

Joaninha

Mais que isso, pensei logo em recomendá-la para atendimento ao público aqui para o estaminé (o que dá dinheiro, não este)! Aliás, para gestora logo! Ou melhor, para "chefa"!

Abobrinha disse...

SAlto-Alto

Acho que isso era um salto demasiado grande na compreensão da senhora.

Ficas a saber que a minha mãe, quando está em casa e atende esses cromos, diz que fala a empregada e que "a senhora" ainda não veio. Quando lhe perguntam a que horas vem, diz logo que é muuuuuuuuuuuuito tarde, porque a patroa tem uma vida profissional muito complicada! De onde se conclui que a minha mãe também sabe mentir quando quer!

A melhor da minha mãe nem foi essa. Quando perguntaram com nome e apelido pelo meu pai, porque tinham uma oferta para ele, a minha mãe pergunta de repente se não tinham um para ela também! A menina do outro lado ficou sem saber o que dizer. E depois de a minha mãe dizer "ah pois, é que o meu nome não está na lista telefónica, é só o do meu marido!"... ficou verdadeiramente sem palavras! Eu mesma não sabia que a minha mãe era tão brava!

Abobrinha disse...

Joaquim

Pois... e é para pobres? Esse é que é o problema! Eu e Deus depois acertamos contas um dia destes... temos a eternidade... é muito tempo! E depois, há sempre a questão da metade da eternidade, mas não vamos entrar em pormenores!

Abobrinha disse...

Blonde

Cá para mim ainda és da minha família pela parte da minha mãe!

Abobrinha disse...

ZumZum

Olhe que dizer-lhes que não tinha televisão era mesmo capaz de os calar! E realmente... sou um bocado pobre!

A parte do técnico não sei, mas agora me lembro que uma vez um técnico do gás era o máximo!

Isso faz-me lembrar a história de um amigo meu que foi assaltado no Porto e começou a dizer que compreendia que ele viesse de um meio desfavorecido e mais não sei quê. E depois... começou a contar a história da vida dele ao assaltante. O fulano a dada altura quase teve pena dele, porque realmente a vida do meu amigo estava um bocadinho caótica na altura... mas levou-lhe o dinheiro na mesma! Amigos, amigos, negócios à parte!

Sadeek disse...

É preciso é que a menina seja feliz, pá...AHHAHAHA

Vai dar graveto à mulher que o natal tá a chegar pá.... e as compras são para se fazer antes...AHAHAHAH

BEIJOOOOOOOOOOOOOOO

Abobrinha disse...

Sadeek

Eu ODEIO o Natal! Mais um motivo para eu não dar nem um botão!

Os saldos a seguir ao Natal, contudo, já são outra história!

Sadeek disse...

Dio Mio...como pode alguém não gostar do Natal?!?! HEREGE pá...