segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Carta ao Pai Natal - parte 1

Querido Pai Natal

Espera aí! Querido o carago! Não quero essas proximidades! Vamos recomeçar, mas de um ponto de vista mais formal, que eu não te conheço de lado nenhum. E não sei se quero!

Caro Pai Natal (ah! Assim soa melhor)

Eu sei que nem acredito em ti nem nunca acreditei e imagino que nunca tenhas tido essa ilusão. E então porque é que te estou a escrever? Olha, duas explicações: sou meia louca e estou com a mania de falar sozinha. De qualquer modo, o que é que te interessa? Para quem não existe não te podes armar em muito esquisito! E o blogue é meu e eu escrevo o que me apetecer e a quem me apetecer. Existas ou não, isso não é relevante e não te dá direito a refilar! Seu mau feitio!

Dizia eu, antes de me interromper a mim mesma (se sou assim chata e implicante comigo, imagina com os outros!), que... ora bem... acho que não cheguei a começar! Bem, isso é também porque me interrompi de novo! Mas a culpa é tua! Maioritariamente porque não existes, por isso também é fácil deitar-te as culpas para cima. Imagino que te possa culpar pelo risco que fiz no carro quando saí no outro dia ainda meia a dormir da garagem... não? Pois é, as seguradoras não acreditam no Pai Natal... que pena! Estás a ver? Tanto prestígio com as crianças e tal, mas when the going gets tough e se chega a pagar o prejuízo aqui da cabeça de abóbora... zero: cada qual paga o seu!! E assim é que está bem: não há baldas para ninguém!

Bom, parece que as crianças te escrevem cartas a pedir coisas. Ora dentro de mim há sempre uma criança. Não, não estou grávida (nem aguentava estar sempre!): simplesmente a minha idade mental é altamente discutível em dias de lua cheia e temperaturas abaixo dos 15º C. E nas outras alturas todas também, mas não andes por aí a espalhar. Pensei (luxo raro, podes considerar-te sortudo) escrever-te. Apesar de comprovadamente não existires e nem uma companhia de seguros conseguires enganar, o que reduz imediatamente a tua utilidade em muito. Mesmo assim, decidi não te escrever uma carta mas dedicar-te vários posts no meu blogue. Estás a ver? Blogo, logo existo! Eu existo, tu não! E como é que eu sei isso? Não tens um blogue! Eu sou muito lógica! Louca, mas lógica!

O princípio é o mesmo: sei que a parte de acabar com a fome no mundo e a paz e não passa de boas intenções e que ninguém consegue garantir o semelhante, por isso vou logo descartar essa parte: o Natal está a chegar, por isso quero gastar o meu tempo em coisas mais exequíveis. Estás a ver que posso ser louca, mas sou muito prática!

Sendo assim, fica combinado o seguinte: daqui ao Natal tentarei dar pelo menos uma por dia! Alto aí, seu tarado! Não estou a falar de badalhoquices (ainda!): estou a dizer que todos os dias tentarei dar uma posta de pescada (aka disparate) a pedir-te qualquer coisa de mais razoável e exequível.

Combinado? Combinado o quê, seu totó? Tu não existes, o que é que podes combinar seja o que for? A tua safa é que há gente ainda mais burrinha e lunática que eu no mundo. Aliás, parece-me que é esse o motivo para a existência de muitas ideias peregrinas por aí!

Bem, uma vez que comprovadamente não tens voto na matéria e que eu preciso de um post novo, vou terminar por aqui mesmo.

Melhores cumprimentos e até breve.

Abobrinha

4 comentários:

Gipsy Queen disse...

Definitivamente há gente bem mais lunática que, em vez de trabalhar está aqui a ler esta fantástica carta, coerente, e que só pode fazer com que seja mto mais produtiva durante o dia de hoje...

Abobrinha disse...

Gipsy Queen

Aha! Afinal eu não estava louca e alguém me lia da Roménia! Bem... não estava completamente louca, pelo menos. Afinal o badalhocó... o sitemeter sempre é mais ou menos fiável.

Benvinda! As recomendações que fiz ao Manuel podem passar para ti: não se aprende nada e cuidado com o livro de reclamações. Que existe!

Isso da produtividade é relativo. Mas se faço com que alguém seja qualquer coisinha mais produtiva, fico feliz. E quero comissão!

OK, estava a brincar na comissão!

Volta sempre, que isto ainda vai abadalhocar mais até ao Natal, e sem recurso a aracnídeos (piada a comentários meus no blogue da Joaninha)!

arroz de lulas disse...

Pois é, cara Abóbora, e não é a única. Há uma comunidade de recém romenas (e para já só romenas) que acompanha, diariamente (até várias vezes ao dia, que de facto a Roménia não prima pela produtividade), todas as badalhoquices deste blog. Com satisfação!

Abobrinha disse...

Arroz de lulas

Todos os dias, várias vezes ao dia? Com várias gajas??? Ena! Isso é que é competência! E dizes tu que isso aí não é produtivo! Oh, carago, é só produção!

Bem, isto é muita responsabilidade! Entreter várias gajas todos os dias, várias vezes ao dia... é muita fruta!

Hoje não sei se consigo postar o que tinha pensado com o grau de badalhoquice necessária, mas vou tentar. E hei visitar os vossos blogues com aventuras do programa Contacto.

Não façam nada que eu não fizesse! (Não sei porque é que escrevi isto, porque até sou uma menina muito bem comportada. Foi só para manter o tom badalhocal da coisa: tenho uma reputação a manter!)