O que se passa é que eu estou a falar do CSI Miami, que vi quando estava no ginásio. Como estava pouca gente (o que não é mau, atendendo à quantidade de não-assediáveis no meu ponto G), aproveitei para me inteirar da trama do CSI Miami. Não tem nada que saber: o Horatio e o Delko (mas alguém acha que ele tem cara de trolha?), devastados pela morte da choca da Marisol, que se andava a drogar com cannabis por causa de uma doença devastadora (não menos devastadora que as doses excessivas de lamechice que tinha com o Horatio) vão ao Brasil fazer não sei o quê. E nem interessa.
E a seguir acontece o seguinte:
- Morre não sei quem. Acho que era o irmão do Horatio, que ele pensava que já estava morto há mais tempo, por isso suponho que não fosse grave: de morto não passou e até acho que tinha sido enterrado... o que é verdadeiramente extraordinário, atendendo a que estava vivo! Mooooooontes de sangue, mas acho que o que o matou mesmo foi ter que aturar o chato do Horatio. Mensagem final: "take care of the boy"... pá, já vi tiradas menos originais. Não muitas, diga-se! Fosse eu argumentista do CSI Miami e escolheria como últimas palavras "sabes que não tens estilo nenhum e a tua cena obsessiva-compulsiva com tirar e pôr os óculos é irritante?". Eu sei que seria despedida, mas ao menos era em grande!

- Encontram o rapaz, porque a boazona da Yelina (mmmm... será fufa? Não interessa, isto era outra conversa) lhe deu um relógio com GPS. Palerma: tinha que lhe pôr era um chip subcutâneo. Ou, pela conversa, dois pares de estalos, porque o estafermo meteu-se com um traficante de droga e era correio dele. Não sei porquê, mas desconfio que nem os argumentistas do CSI.
- Ri-me que nem uma perdida quando o Horatio e o Delko enfrentam as favelas (o coração das favelas, a parte dominada pelos senhores da droga!) do Rio de Janeiro armados com atitude ("that's where we're going") e os Ray-Ban do Horatio. Lindo!
- O Horatio aborda um puto das favelas e fá-lo falar (em inglês!!!) e dar-lhe informações sobre o tipo da droga só porque pede com jeitinho! Por favor, um pouquinho de realismo!
- Não sei que volta aquilo deu porque mataram um tipo da droga num aeródromo com uma naifada. Tenho dificuldade em explicar a cena, mas é qualquer coisa como o Delko envolver-se numa luta à naifada (altamente coreografada e mesmo um pouco gay), depois chega o Horatio por trás e impede o Delko de matar o tipo, depois pergunta-lhe pelo rapaz (porque não pode matá-lo porque só ele sabe onde está o puto) e depois mata-o com uma naifada, o que era o que estava a tentar impedir em primeiro lugar. E tudo de fato! No Rio de Janeiro! E claro que encontram uma prova!
- Voltam a Miami, onde morre mais um monte de gente e se encontram provas ao virar de cada esquina.
- Não sei porquê, o puto encontra-se frente a frente com o traficante de droga (suponho que não o que morreu anteriormente, mas não juro), com a arma apontada e diz: "quero o meu pai". Não sei como é que o tipo lhe ia dar o pai naquelas condições, mesmo porque também tem uma arma apontada a ele. Algo ali não faz sentido, mas não tenho tempo para fazer uma lista.
- De novo, o Horatio chega ao pé do puto mesmo na hora H, devido a uma série de descobertas milagrosas e na hora certa. E chega por trás dele (outra vez? Mas que tendência!) e aponta a arma ao traficante. E a troca de palavras do costume "porque o tio não compreende", "quero o meu pai", "só se me deres o que vim buscar", "não faças isso porque é um caminho sem retorno". E só aí o puto sabe que o pai já está a fazer tijolo (nova teoria: morreu de desgosto de ter um filho e um irmão tão burros). E o Horatio dá um tiro ao traficante. Já podia ter feito aquilo no início do episódio e poupava-me um monte de dores de barriga e mau argumento.
- No fim, o Horatio diz à jeitosona da Yelina que ela tem família em Miami... se ele fosse em condições e não estivesse a ficar com corcunda e não sofresse de OCD com a merda dos óculos, acharia que ele estava a tentar saltar à espinha da moça. Mas pronto, cada qual é para o que dá!
Eu detesto o CSI Miami! Mas está visto que vozes de burro não chegam ao céu.
