E onde é que há gajas nuas? Bem, fora debaixo dos duches de cada cidadã deste país (de preferência uns minutos todos os dias de manhã, pelo menos, que é para não cheirar mal), haverá gajas nuas num parque de campismo construído para esse efeito em Santiago do Cacém. Pronto, a informação já está dada!
Ah, um pormenor: é no III encontro Ibérico de Naturismo. Atenção, no III e não no XXX: são três inocentes pauzinhos erectos e não três lascivas cruzes indicando algum tipo de conteúdo mais obsceno (pelo menos até chegar à 30ª edição). Adoro a numeração romana, apesar de ser pouco prática de usar e para fazer contas, não ter zero e fazer com que LXIX não pareça uma posição sexual que exige algum grau de flexibilidade e muita habilidade.
Ficam sabendo que o naturismo nacional está em crise, apesar de o alegado aquecimento global (de que é prova o frio que se fez sentir no fim de Julho e início de Agosto) convidar ao uso de menos roupa. Ora "instroam-se" e leiam:
""Neste momento, o país encontra-se estagnado no que respeita ao naturismo. Não há ninguém em Portugal interessado em investir nesta prática, o que obriga os naturistas, portugueses e estrangeiros, a procurarem outras paragens", sintetizou hoje à agência Lusa Rui Martins, presidente da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN) ."
Isto é tudo muito bonito e tal, e nós até queremos economia e gajas e gajos nús. Mas isto é que é verdadeiramente importante:
"Somos muito procurados por naturistas que vêm dos países nórdicos, essencialmente, porque temos sol todo o ano. Se tivéssemos condições para os receber, muitos mais teríamos"
Ora depois da minha ida à Dinamarca, a ideia de ver deuses escandinavos a zanzar por aí sem roupa agrada-me! Portanto, por favor, incentivem a prática! Nem que tenham que fazer um peditório!
Uma que não precisa de incentivos à prática (o cachet que lhe pagaram para as fotos não conta) é a cidadã abaixo (aqui). No caso, a sôdona Clara Bruni . As últimas notícias são de que o objectivo próximo de tirar a roupa é mesmo para a prática da queca com fins reprodutivos. Eu não percebo nada disso porque sou uma mulher solteira, mas acho que seria de arranjar maneira de manter o Sarko vestido na feitura do eventual bebé: aquilo de cuecas e "ao natural" deve ser uma vergonha!
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Outra coisa a propósito do texto da reportagem do Expresso: uma pessoa sem roupa não está "despida de preconceitos". Está nua mesmo! Ou simplesmente despida! Imaginem um nudista ou uma modelo da Playboy racistas: nenhum está despido de preconceitos (racismo), mas só de roupa, não é? E roupa não é preconceito. Vá, chamem as coisas pelos nomes!






Ocorreu-me ainda que uma boa maneira de ter a certeza que ninguém vem comer do nosso prato (no caso das mulheres, o prato do dia é salsicha... ou alho...) é dizer mal do material! Que é mau na cama e absolutamente patético no sofá! Que não sabe fazer nada, que só o aturamos por pena e como estudo académico de mau sexo... com um bocado de sorte alguém acredita e temo-lo só para nós! É que a concorrência é lixada! E uma mulher nem sempre pode confiar nas amigas...




