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sexta-feira, 13 de março de 2009

Parascavedecatriafobia

A parascavedecatriafobia é:

1. Medo de ficar fechado numa cave;

2. Medo de saltar de para-quedas;

3. Medo de aranhas peludas;

4. Medo de gatos de duas patas peludos;

5. Fobia a lobisomens;

6. Reação alérgica violenta a blogues onde não se aprende nada;

7. Uma doença venérea rara;

8. Medo de passear em Sintra à noite em noites de lua cheia.

Espero que não seja a última, porque:

"Em noite de lua cheia, a proposta é, no mínimo, arrepiante. Sintra Fantasmagórica é o tema de uma caminhada nocturna a realizar, sexta-feira, 13!

Organizada pela Equinócio, esta caminhada pretende “desafiá-lo a superar possíveis superstições. Dia 13 de Março, o encontro é fantasmagórico!”, promete a entidade organizadora.

Limitada a 16 participantes, esta iniciativa tem partida marcada para as 21.00 horas, no Convento dos Capuchos, seguindo depois até à densa mata da serra de Sintra, onde a escuridão, cortada pelo luar, será o maior parceiro de caminhada.

Por caminhos esquecidos, vai ter a oportunidade de sentir o espírito romântico, místico e exótico da serra e provar a si mesmo que não sofre de parascavedecatriafobia (medo específico da sexta-feira 13).

“Traga uma pequena merenda, para retemperar o corpo e o espírito... o que nos espera pode ser muito mais do que imagina”, garante a organização que aconselha ainda a utilização de uma lanterna com pilhas novas, calçado confortável com sola aderente e grossa, e um agasalho para o proteger da humidade da serra de Sintra.

Esta actividade, acompanhada por guias, termina perto da meia-noite e custa 20 euros por pessoa.

Informações

210155139 ou 912222268"

Não é para quem quer, é para quem pode. E eu não posso porque estou muito longe. Damn! Se bem que a parte do romântico dispensava. A não se que me aparecece o Pepe Le Pew (não ia fazer grande diferença o cheiro: estou constipada). E pronto, já fica definido o que é a parasc... parascav... parescev... pari...fobia.

Ah, e triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

As lisboetas são umas oferecidas!!!

Eu sou uma mulher sensível! Sensível às palavras, aos sentimentos e extremamente sensível ao toque. Como toda a gente, suponho, mas eu falo por mim! Apesar de tudo, e ao contrário do que possa parecer, eu sou uma gaja recatada e tímida (OK, só recatada... um bocadinho!) e não ando por aí a pedir que me toquem, à vista de toda a gente.

Pois é isso precisamente que andam a pedir as lisboetas! Em plena entrada do metro andam uma série de lisboetas a pedir com a maior das latas “toque-me”! Em público, com a maior das naturalidades!

Não sei se é um bem pedido ou se será mais uma sugestão ou mesmo uma ordem. Sei que toquei numa na segunda-feira e introduzi-lhe com os dedos uma coisa numa racha. Como resultado, pediu-me dinheiro e deixou-me dar várias voltinhas. Por €3.70 tive aquela lisboeta ao meu serviço durante 24 horas e com muito convívio!

Pelo preço não foi mau! Há quem cobre fortunas por 1 hora ou só por uns minutos e até achei que para o serviço e o convívio estava um preço justo. Gostei e repeti na quarta-feira. Depois não foi que desgostasse mas não estava com estaleca para mais 24 horas (e não me apeteceu estar a entrar e sair de buracos) e passei a comprar só rapidinhas. Ou seja, a cada voltinha metia-lhe a coisa na racha e dinheiro só suficiente para uma vez.

Claro que a lisboeta de que estou a falar é a máquina de venda de bilhetes para o metro e carris, mas suponho que já lá tenham chegado e que a coisa é o bilhete recarregável Lisboa Viva... mas continuo a achar extraordinário tanto oferecimento!

Como se não bastasse, na Byblos uma máquina pedia que se lhe tocasse de graça! Mas aqui não toquei: preferi manipular os livros com os dedos, senti-los, cheirá-los. É que eu não cedo a tudo o que cheire a oferecimento! Afinal, não sou como muitos homens. Nem é bom nem é mau: sou assim e sou relativamente feliz deste modo!

domingo, 11 de novembro de 2007

Como eu saí de casa sem destino e acabei na Ribeira com um casal de meia-idade americano com um estilo de vida dink

Este sábado decidi celebrar a minha vesícula funcionante, o meu elixir da juventude (objecto de um post um dia destes), a minha não-gripe (dá assim um ar pós-moderno, não acham?), o preço do gasóleo e saí da porta fora com o firme intuito de não ter destino.


Vou ignorar para efeitos de simplicidade que mantive sempre em mente o sofrimento de um grande amigo por quem não posso fazer mais que desejar sorte e ouvi-lo se for o caso. Ignoro ainda o facto de não ter presenciado duas tragédias em dois dias consecutivos por uma questão de 2 minutos, dado que me cruzei com elas depois de terem acontecido e imediatamente antes de ter chegado socorro (o que, bem contado, deve dar exactamente 2 minutos). Mas isto é um post positivo.


Podia descrever-vos as emoções que senti durante esse saudável passeio (a butes), a melancolia, a declaração de amor à cidade do Porto, mas isso é um bocado seca! E eu tenho uma reputação a manter! Além disso, o Jorge Fiel já fez a declaração de amor à cidade do Porto muito melhor do que eu conseguiria, por isso leiam a dele e coloquem dúvidas se for o caso. Vou então cortar as partes seca e passo directamente às curiosas e/ou badalhocas. Omito também a parte em que é a segunda vez que escrevo esta merda porque o blogger achou por bem apagar o texto e as imagens... que tristeza!


Começamos pelo facto já conhecido que aqui o "je" tem um fetiche pelas línguas. Há doenças piores! Acho ainda a linguagem gestual super-sexy (por simplicidade vamos esquecer que resulta da necessidade de comunicar de pessoas que não são capazes de ouvir) porque envolve algum jeitinho com as mãos. O que é sempre bom e pode ser útil! A imagem mostra uma mensagem em linguagem gestual (com a vantagem que foi deixada obviamente por um extra-terrestre), uma em árabe (a sombra é a minha mão a segurar na máquina) e uma em português.


As três mensagens encontram-se no ou perto do Largo de S. Domingos, pelo que ignoro se a imagem da direita é a tradução das outras. Pode ter perdido em elegância, mas ganhou em eficiência!


Continuando no tema línguas, temos... ... ora bem... eu não sabia que isto entupia! Nem que também havia fogões envolvidos! É o que dá: há aí muita mulher incompetente e muito más línguas! Também ignorava que havia gases envolvidos (o que nos leva à anedota do 69). Como os portuenses e nortenhos em geral sempre foram muito empreendedores, para a problemática dos gases abriu outra casa em 1850. Ignoro se uma mana Salgado é frequentadora da casa para resolver sublimantes problemas (para quem não sabe, a sublimação é a passagem de uma substância do estado sólido ao estado gasosos. Não especifica o cheiro, que é propriedade da substância em si). Pode-se argumentar que também não interessa minimamente para o caso!

No largo S. Domingos ficamos ainda a saber que a Mona Lisa ou sorri por causa da qualidade da "bejeca" ou porque pode pintar com tintas adequadas a qualquer temperatura. E todos nós sabemos como a pintura de construção civil é sensual por nesta altura do campeonato (em que ainda por cima o Benfica deu uma cabazada de 6-1 ao Boavista; não vem a propósito, mas não é todos os dias!)! Pode também pôr-se a hipótese de ela estar a rir e não a sorrir. E nessa altura está a rir-se de haver palermas que perdem tempo a pensar porque é que ela sorri.
Quem não sorri muito é o Narigudo Sá Betudo, o ranhoso (literalmente) anfitrião da exposição "Que nojo" em Lisboa. Mesmo quando tenho para lhe mostrar o primo tripeiro que ele não conhecia da Casa Neves. O que é o máximo é que, mais nariz ou menos, eu conheço pessoas com aquele tipo de expressão. Don't we all??
Tenho ainda para mostrar-vos umas imagens de baixo valor badalhocal mas com muita beleza. Fizerm parte da minha caça a pormenores de grande beleza no Porto. Mas aviso já que os pormenores são muitos!


E nesta altura a questão: então... e o título? É parte daquela tendência de falar, falar e não dizer nenhum? Não! É parte da tendência de deixar o título para o fim (há pior: não ter o título nada que ver com o texto, mas eu não sou jornalista para fazer isso).


Na verdade, fui desaguar à Ribeira a dada altura desta minha caminhada. Concretamente à casa do Infante (que eu tenho vergonha de dizer, nem sabia que existia). Lá encontrei o casal de americanos com quem conversei o resto da tarde toda acerca de política.


Eram uns queridos: professores reformados (ele de história das religiões, ela de inglês) e que deram umas quantas de voltas ao mundo. Eram ambos de ascendência 100% sueca e viviam numa pequena cidade (acho que) do Illinois (tive vergonha de perguntar, porque a isso seguia-se a constatação de que não sabia onde é o Illinois), onde os únicos estrangeiros que lá desaguavam eram os que eles levavam em programas de intercâmbio de professores e alunos.


Falamos, falamos, fomos para uma esplanada e continuamos na conversa até estar frio demais para se poder estar confortável. E até que uma amiga me ligou a arranjar programa (comprar uma rã, mas isso é outra história). Tiramos uma fotografia (por motivos óbvios não a reproduzo aqui) e trocamos e-mails. O endereço de e-mail deles é a coisa mais kitsch do mundo: um compósito do nome dele e dela! Eeeeeeeeeeeeeeek! Mas perdoa-se porque eles realmente são uma doçura! E ainda fizeram questão de abraçar um hábito muito português: despedir-se de mim com dois beijinhos.
Quando for aos Estados Unidos já tenho onde ficar durante 2 ou 3 semanas (foi o que eles disseram). Pode ser um bom ponto de passagem para Los Angeles, onde procurarei o estilo de vida "letra L" (nem por isso, mas não tenho falado de fufas). Pena não saber onde é a cidade deles!


Perguntei-lhes se eram conotados como esquerdistas. Bem, depois de sairem à rua com faixas anti-Bush e anti-guerra no Iraque, trazerem estrangeiros para uma cidade rural esquecida por Deus... qual era a dúvida?


Acresce que era a terceira vez deles em Portugal. Estiveram aqui em 75, mas disseram que não conseguiam encontrar um hotel em lado nenhum porque estavam todos ocupados. Pôs-se a hipótese de ser por causa de termos que receber o fluxo de refugiados absurdo que se seguiu à perda das colónias. Faz sentido ou é muito rebuscado?


Já agora, dink não tem nada que ver com coisas sinistras como swinging ou outros hábitos sexuais. Significa somente "Double Income, No Kids", que era precisamente o que eles tinham: trabalhavam os dois e não tinham filhos. E ela tinha uma mãe sueca de 90 anos, completamente para as curvas e com todo o aspecto de durar muito tempo sem precisar grandemente do seguro de saúde de que também falamos. Há pessoal assim! Claro que de vez em quando toda a gente tem uma mazelita por outra, mas vai passando!


Fiquei também supreendida com a revelação que me fizeram: antigamente os professores não tinham um currículo para seguir. Ou seja, o que ensinavam era ao seu próprio critério. A cena dos "guiões" do que se ensina era coisa recente. O que explica umas coisas. Se eu fosse cínica diria que quase podia jurar que cá, na prática, era o mesmo! Mas não vamos por aí!

E foi mais ou menos isto (as partes interessantes) para animar as hostes e a mim mesma e começar a semana com saúde e alegria... e muita estupidez natural! BOA SEMANA!

P.S: Não está esquecida e queca real, que ganhou ainda mais interesse face a desenvolvimentos políticos recentes nem a importância da nudez na arte. Simplesmente, não tenho tempo nem inspiração para fazer tudo de uma vez!

sábado, 8 de setembro de 2007

A importância dos 20 cm

Estou envergonhada! Eu sou pequenina, mas nunca pensei que tivesse que dizer do meu objecto mais másculo e que tanto prazer me dá (e que já tem uma rodagem simpática): querido, faltam-te 20 cm!

Estou a falar, naturalmente, do meu carro! A culpa até foi minha: não calculei bem a distância (mas sou mais ou menos competente a fazer manobras) e o sofá que comprei no IKEA ficava com o rabo de fora. 20 cm, para ser mais precisa! E eu sabia que devia ter posto barras de carga no bicho. Falhando tudo, ficava bem mais bonito e aerodinâmico!

Contabilidade de grávidas: 5. Algumas não juro que não fossem só gordas. Uma delas não teve o bebé ali mesmo não sei como: estava com um barrigão enorme e já a modos que para o descaído!

Ia contabilizar as crianças, mas às 20 parei. Para a próxima contabilizo os espanhois. É que, parecendo que não, a Galiza é já ali! Acho bem! Não podemos ser só base operacional da ETA! Portugal também é lojas de design!

Uma coisa é certa: respeito as grávidas que lá estavam por estarem grávidas... e por aguentarem o barrigão no meio daquela confusão! Bolas! Eu estava quase a parir a minha paciência e os meus pés!

Mas estou satisfeita com as minhas compras!!! Apesar da falta dos 20 cm. Já assegurei o meu carrinho que não foi culpa dele mas meu (o que temos que fazer para os homens não serem inseguros). Como prova, amanhã vamos ter uma conversinha: eu, ele, um balde com água e sabão... e um pano! Eu esfrego-lhe as costas e ele leva-me onde eu quero em segurança!

domingo, 26 de agosto de 2007

A minha rapidinha (que não o foi)

Ora bem, eu já sabia que as rapidinhas não eram a minha especialidade. Cheguei há pouco de Melgaço onde NÃO fiz rafting à noite. Era essa a rapidinha: uma coisa combinada à última. Agora vou pôr as figuras e depois insiro o texto. Assim podem apreciar o meu jeito ou falta dele para montar... imagens, claro!

Voltei. Ora cá vamos!

Eu apresentei a rapidinha no post do Herr Krippmeister sobre o Jack in the box. Rezava o seguinte:

"Pela minha parte reafirmo a minha falta de jeito pelas rapidinhas: basta ver a gaffe que dei no blogue do Ludwig porque estava a ver o vídeo e a fazer mais 50 coisas. Moral da história: não dei conta que era no gozo! Às vezes faço coisas destas!

Dito isto, acabei de acabar de dar uma rapidinha por € 40 (é capaz de ser necessário mais outro tanto). À confiança! Claro que ainda não vou dizer o que é, mas aviso já que para rapidinha vai-me durar o fim de semana inteiro. Mesmo as rapidinhas são relativas, como se pode ver.

(...) A rapidinha vai levar-me longe e deixar-me acordada até altas horas da matina e aos gritos muito possivelmente. É ainda possível (e altamente provável) que me deixe toda molhada. Pelo menos os cabelos!

Vou complementar a falta de peso de uns e o excesso de outros e vai ser importante que a protecção seja justinha e quentinha. Mas não apertada demais, senão nem dá prazer. Mas larga também não (apesar de ficar mais molhada, estranhamente).

Não sei como vai ser com os pés. Espero que não atrapalhe, mas acho que não posso ir de salto alto. Estranhamente isto vem na sequência de uma tampa que levei de uma outra rapidinha. Espero que não doa: é a minha primeira vez!Aposto que não adivinham o que é!"

Perspicaz como é, o Herr Krippmeister Adivinhou que era rafting noturno. Só houve um pequeno problema: eu e as rapidinhas não nos entendemos e o S. Pedro deve achar que eu estou a dever uns créditos a alguém!

Vai daí, mandou uma chuvada e trovoada e relampagos (devia ser interessante meia dúzia de melros pelo rio abaixo a atrair os relâmpagos). Como apagou os incêndios que vi pelo caminho não levo a mal: rafting há daqui a uma semana, ou duas ou três ou um ano. Mas uma floresta demora mais tempo a crescer!

Começo o comentário às fotos pela base de sustentação: os pés. Mmmmm... atentendo a que conduzi 2 horas e pouco para cada lado, seria mais o rabo! Mas eu não vou mostrar fotos do meu rabo! Isso é um privilégio reservado a poucos (muito poucos e muito bem seleccionados). Adiante!

Dizia eu dos pés: lá fui eu de sandalinha! A sandalinha no rio Minho (salvo seja, que para entrar naquelas águas sem protecção era preciso ser suicida!). Estava um tempo lindíssimo e quente e eu já tinha "morenado" um pedaço no carro a caminho e estava a sentir-me transpirada, desconfortável e a precisar de um banhinho quente e uma roupinha lavada.

Mas... é preciso ter cuidado com o que se pede... porque de repente começou a chover! Mas quando eu digo "chover", é CHOVER MESMO!!! Adivinhem QUANDO é que começou a chover? Exactamente: no preciso momento em que saí do carro com as minhas cangalhas todas e sem guarda-chuva!

Parecia um dilúvio: pingas grossas, vento, agulheiras dos pinheiros a serem atirados contra mim... bem, lá tive o meu banho! Não era bem aquilo que eu tinha em mente, mas adiante! Fiquei encharcada!

Lá dentro, depois do check-in feito é que me ligaram a dizer que, por razões de segurança, a actividade tinha sido cancelada. Ora bolas!

Hoje tive que trocar das sandalinhas para as botifarras impermeáveis (isso com a camisola semi-pornográfica que mostrarei adiante fica uma combinação bestial!), como se pode ver ao fundo à esquerda. E mais tarde das botifarras para as sandalinhas porque ficou de novo muito quente! Vá lá entender isto!

Ficam a saber que eu ia para uma rapidinha, mas quem me visse poderia jurar que eu estava a preparar-me para um safari algures na África profunda. Ou para uma expedição de paleontologia na Patagónia (menos a parte do banho, bem entendido). Por isso, Luís, posso carregar as malas, mas fazê-las... é melhor não! Sobretudo porque me lembrei de tudo MENOS de uma porra de um guarda-chuva!

Faço notar que as garrafas de Alvarinho foram compradas lá, no solar do Alvarinho. Entendida como sou em vinhos (sei que têm água, etanol e são feitos da uva... a maioria deles, pelo menos), perguntei à senhora se me recomendava mais este ou aquele para levar para o meu pai. Resposta: "são todos bons!". Se há coisa que eu aprecio é um bom vendedor, mas não podia levar todos pelo que optei pelo que estava em promoção.

Já agora, a traseira daquele carro não é minha: é de um carro espanhol. O meu carro é mais giro, mas não tem paneleirices daquelas. Os bonequinhos são a indicação da casa de banho dos meninos e das meninas na pousada da Juventude.

A Pousada era muito boa, mas não dormi um carago! Não sei porquê, mas deve ter sido do colchão ou da trovoada. Para dar um toque de cor, apresento a minha camisola semi-pornográfica em patchwork. É muito gira e atraiu atenções que dispensava (a camisola ou o facto de ser usada por uma mulher sozinha).


No outro dia, fui ver Melgaço. Os nativos têm sentido de humor assim para o picante (ver concertina vs gaita) e uma torre muito máscula. Podia fazer uma piada com sentido fálico, mas não me apetece: a concertina chega!

É fácil fazer sorrir um melgacence: basta ter a rua limpa (e era o caso). Se tiverem problemas com montros, já sabem a quem ligar! Suponho que a sardanisca que posou para a minha maquininha vermelhinha não conta: é tão linda!

A camisola semi-pornográfica está só aqui para dar cor. E para lembrar que fiz tudo isto de botifarras e camisola de alcinha.


Descobri em Melgaço outro cliente das plantas do IKEA (estou com receio da minha se entusiasmar e começar a crescer, mas ela ainda está com um aspecto inofensivo). Apanhei ainda uma joaninha com o sarampo e com preocupações ecológicas (ver o saco de açúcar). Não dei conta de que o planeta estivesse assim a aquecer: reparei sim que o planeta estava a chover!

Uma vista ainda do meu cartão de alberguista, que tirei pela primeira vez e que tenciono usar mais vezes: o que gasto a mais em gasóleo poupo em alojamento. E eu não sou muito exigente nas dormidas.


Por último, li o Público e não pude deixar de ler a parte da jovem, elegante, loira... que speak english e habla espanhol. Para quê??? Com a boca cheia não conseguirá dizer grande coisa!

Depois fez-se luz: no quilómetro 69 da A3 (eu juro que não inventei!!! Isto é verificável), sentido Norte-Sul aparece-me uma bela localidade, perto de Vila Verde. Ora aqui já há mais espaço de manobra (se bem que desconfio que será mais "ai, ai, ai", pelo que até podia falar uzebeque).

Também dá para ver que o tempo estava de novo a mudar. Mais para sul ainda desabou uma cortina de água bestial. E cheguei ao Porto com bom tempo... vá-se lá entender isto!



Só para não parecer mal, deixo uma foto do rio Minho, que tirei à despedida (estão a ver o tempo limpo?). Só para disfarçar a badalhoquice um bocadinho.

Quero voltar a esta zona, mas sem ser em rapidinha. De preferência também não sozinha: andava a precisar de estar sozinha e sem computador (mas não sem telefone), mas o pior é quando a pessoa se apercebe que os outros se aperceberam de que anda uma mulher sozinha "à solta".

Por exemplo, quando estava a tirar as fotos à joaninha e à minha camisola, estavam um velhotes a observar. Começou-se aquele jogo de olhar fixamente a ver se o homem baixa os olhos e me deixa continuar na minha vidinha, nas minhas fotos e no meu jornal. Até que ele pergunta com um sorriso desdentado e olhar maldoso: "quer que tire uma fotografia?". Ao que respondi na minha voz de macho (tenho uma dessas para estas ocasiões): "não, está tudo controlado". Mas o que me apetecia mesmo era fazê-lo engolir o resto dos dentes.

É triste mas é assim! Foi nessa altura que peguei no carro e vim embora.

domingo, 1 de julho de 2007

Novidades, disparates e livros - secção disparates

Boa noite meus lindos

Voltei de Lisboa, onde se estava bastante bem e quentinho, e deu para fazer umas comprinhas! Trouxe novidade, disparates e livros! Bem, novidades não trouxe. Ou por outra, trouxe, mas não é com vocês porque não me conhecem. Fiquemo-nos pelos disparates e livros. Tudo em fotos! E tenho também fotos da exposição da colecção Berardo. As verdadeiras obras de arte!

Os disparates são fotos que tirei de coisas que contadas não eram credíveis e seguem abaixo deste texto. Os livros são o meu equivalente da categoria do blogue do Pacheco Pereira (aka Abrupto) intitulada "bibliofilia - grandes capas".

Como temos a mesma inicial para o alter ego virtual, achei que também podia colar-me ao homem. Mas para ser original vou alterar para "um livro para cada ocasião - grandes títulos". Ou seja, estão a ver o Pacheco Pereira? Não tem nada a ver: é uma coisa completamente diferente.

As fotos dos livros foram tiradas essencialmente numa feira do livro (fiquei com os dedos todos sujos de pó!) em que estava à espera que me pusessem de lá para fora por estar a fotografar mas não comprar livros. Mas aquilo é boa gente. Ou o patrão não estava!

Os livros dividem-se essencialmente em 5 grandes categorias. A saber: badalhoquices, para o Guru, livro prático e título parvo. Depois há meia dúzia de categorias avulsas. As imagens vão ser colocadas irregularmente, conforme me der na moina, alternando possivelmente com as obras de arte da colecção Berardo. É que são muitos!!!

Seguem 3 disparates: um menu de um restaurante japonês, uma paragem de comboio com nome óbvio (estava a janela molhada, sorry) e um restaurante chinês onde não sei se entrarei um dia. Tanto pelo nome como pela quantidade de cagadelas de pássaro na placa!




Digam coisas!!!