sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Às vezes aprende-se aqui qualquer coisa, mas...
Do lado esquerdo aqui do tasco tem uma aplicação do blogger que gera a cada carregamento de página um pedaço de conhecimento inútil. Eu já nem reparo no que lá está, de tão habituada que estou. Mas hoje reparei nisto:
"It is thought that the saying "pulling your leg" originated from the custom in the Middle Ages of hanging people in such a creative way that the victims often choked slowly and in agony. To put an end to their sufferings, pals or relatives of the suffocating victims would pull down hard on their legs in order to snap their necks."
Ora isto seria uma ideia interessante para castigar um homem que exerça violência doméstica, mas era mesmo real. Isto é para quem pensa que antigamente é que era bom... eeek!
AVISO: Continuo sem tempo para responder aos comentários, mas não está esquecido.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Credo!
Acho que vou ter que esfregar os olhos com mais força de manhã. Ou arranjar um par de tomates para coçar (ver aqui, questão 5). A ver se acordo!
domingo, 9 de novembro de 2008
O momento alto do meu fim de semana
Momentos de transição brusca, saltos quânticos, em que é claro que o tempo não anda para trás! Nem o conta-quilómetros! Momentos em que pensamos: tenho que ir à revisão, carago!
Isto porque o momento alto do meu fim semana foi ver e registar o conta-quilómetros da minha viatura a marcar 79 999 km... e depois mudar para 80 000!!! Mágico! Será hora de o trocar por dois de 40 000? Não creio! Mesmo porque não tenho (ahem) tempo de momento!
E isto é para quem ainda duvidasse que eu sou uma alma simples... e um bocado triste!Não haja dúvida que os acontecimentos recentes aqui descritos pela rama no blogue têm contribuído para que eu tenha feitos quilómetros e quilómetros. Aliás, devia mandar a conta de gasóleo a uma pessoa, mas pronto. Os momentos difíceis, está bom de ver, não são grande coisa para o ambiente! Mas aqui o "je" não tem acesso fácil a transportes públicos, por isso cada qual faz o melhor que pode com o que tem! E eu tenho gasóleo e não tenho medo de o usar!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Manga me
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Eu sabia que havia vantagens em ser benfiquista!
O meu pai não é um homem viajado, mas sabe umas coisas de geografia e tem sentido de orientação (é ainda um mistério para a medicina como é que teve uma filha capaz de se perder na sua própria casa, mas a genética tem dessas coisas). Quando lhe disse o destino da minha viagem, um sítio sem glamour e nem sequer grandemente conhecido do grande público, ele diz-me exactamente onde é e algumas das suas características!
Quando fiquei a olhar para ele com aquele ar de incrédula de quem ainda se consegue surpreender com o próprio pai, diz só com a maior das naturalidades: o Benfica uma vez jogou lá e ganhou. De onde se conclui que o meu pai nunca vai sofrer de Alzheimer e que o jogo já foi há muito tempo (o Benfica a ganhar????). Mas o melhor é que nem sequer é a primeira vez que ele me faz isto!
Suponho que melhor estava um amigo meu dos tempos da Faculdade que ia com os adeptos do Porto às cidades onde o clube jogava. Ficava-lhe baratíssimo e conheceu cidades bestiais. Mas ser benfiquista... é outra mística!
Lição de marketing na Abobrinha
Um vegetal com um blogue badalhoco (ultimamente nem por isso, mas não vamos desconversar) entra numa agência de viagens em Fevereiro (ou Abril? Nem me lembro!) e diz que quer ir a Cuba ou São Tomé e Príncipe ou assim qualquer coisa exótica em Setembro ou Outubro.
Qual é a melhor altura para lhe propor a viagem?
a) No dia a seguir à visita à agência de viagem, para ela saber que o pedido não foi esquecido, embora seja um disparate porque não se foi capaz de propor nada de jeito no dia da visita;
b) Pouco tempo depois (sei lá, um mês ou dois), para ela planear com antecedência as férias;
c) No dia 2 de Setembro, quando ela já tem férias marcadas noutro sítio e já começava a pensar que se tinham esquecido dela.
E a resposta certa é... a resposta c!!! Claro! Mesmo assim já é uma melhoria em relação a outra totó que ficou de me dar informações a dada altura e ainda hoje continuo à espera. Sentada, que é para não fazer varizes!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Jesus ama-me!!!
Foi simpático da parte de Jesus ter-se lembrado de mim. Se bem que um bocadinho agarrado porque nem sequer gastou um selo! Há amigos que nem isso me fazem!Infelizmente as Finanças também me amam! Mas eu acho que é uma relação só de interesse, porque só se lembram de mim quando é para pagar! Se tivesse escolha preferia o Jesus e até lhe dava um computador para ele me poder mandar um e-mail de vez em quando.
sábado, 23 de agosto de 2008
Quando eu disse que aqui não se aprendia nada, era mesmo isso que eu queria dizer!
Algumas pequenas pérolas:
"A rat can squeeze through an opening no larger than a dime."
É inútil, mas podem sempre fazer piadas com uma rata e um buraco minúsculo.
"In Peking, during the Middle Ages, one took revenge against one’s enemies by placing finely chopped tiger whiskers in their food. The whisker barbs would get caught in the victim’s digestive tract and cause sores and infections. Not even the earliest forms of Pepto Bismal helped!"
Não há dúvida que os chineses são lixados! Com a falta de tigres suponho que isto tenha deixado de ser um problema.
"A snake is capable of eating an animal 4 times larger than the width of its own head. Most varieties of snake can go an entire year without eating a single morsel of food"
Beeeeeem! Terá isto sido a inspiração para o filme "garganta funda"? Há mais casos reportados de animais que não comem nada nem ninguém durante um ano ou mais, por isso essa parte não é muito relevante.
"Koalas and humans are the only animals with unique finger-prints. Koala prints cannot be distinguished from human fingerprints. Luckily, few koalas pursue a life of crime."
Se deixarem de comer folhas de eucalipto e passarem a comer comida que lhes permita ser mais activos já não digo nada! Ou achas que aquela bolsinha é só para carregar os bebés? Não creio! A natureza sabe o que faz!
"Some sharks swim in a figure eight when frightened"
Pergunta: e o que é que assusta um tubarão? O Steven Spielberg? Mas já sabem o que fazer em caso de ataque de turarão: viram-se para ele e fazem uma careta assustadora!
"Marine mammals such as dolphins and whales manage to sleep without drowning, because only half their brain sleeps, while the other half stays awake and handles the breathing and swimming chores. The two hemispheres of their brains work totally independently. For 8 hours, the entire brain is awake. The left side then sleeps for 8 hours. When it wakes up, the right side sleeps for 8 hours. Thus, the marine mammals get 8 hours of sleep without ever having to stop physically."
Conheço pessoas que fazem isto! Eu mesma de vez em quando tento!
Confessem: não se aprende aqui nada, mas às vezes é divertido!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Não há barcos para ninguém, não há barcos para ninguém!
O primeiro quis todas as mulheres que conseguisse f... ertilizar (era sensível à questão da quebra de natalidade). Morreu na mesma, mas morreu consoladinho. E a pele foi para fazer barcos.
O segundo quis toda a bebida que fosse capaz de emborcar. Morreu, mas de tal maneira mocado que a diferença que fez foi nenhuma porque nem deu conta. E a pele foi para fazer barcos.
O terceiro quis um garfo. Um garfo? Um garfo! Sim, um garfo. Quando lho deram desata a espetar-se e a dizer "não há barcos para ninguém, não há barcos para ninguém!".
Pois a LPN - Liga da Proteção da Natureza - diz a propósito da paralisação anunciada dos pescadores que "Parece-nos positiva a recusa anunciada do aumento dos subsídios aos combustíveis para alguns sectores, como as pescas, uma vez que desequilibram a balança em favor das técnicas de pesca que usam mais combustível”... mas que disparate!
Um disparate nunca vem só e continuam: "A não subsidiação dos combustíveis para as pescas promove maior equidade no sector, com maior valorização do pescado na primeira venda. A tutela deve apostar em soluções alternativas, promovendo as pescarias artesanais que consomem menos combustíveis e que, ao mesmo tempo, produzem pescado de melhor qualidade e consequentemente maiores rendimentos".
Eu concordo! Há dados científicos inequívocos que apontam para elevadas emissões de CO2 por parte dos pescadores. É que os sacanas respiram mais que os outros! Mas que lata! Eu sou mesmo mais radical: dadas essas evidências, deviam ser eliminados os pescadores! O governos está a tomar medidas nesse sentido fazendo com que estes morram à fome ou emigrem para onde lhes paguem em condições.
O que não me parece bem é que não os matem em pelotão de fuzilamento ou por injeção letal: dava menos confusão e era um pedaço mais humano. E resolvia-se as coisas mais rápido, de modo que o pessoal do governo e oposição ficaria disponível para fazer coisas úteis como ir para Bruxelas bebericar chá com estrangeiros e fazer-se a altos cargos que "trazem prestígio ao país" (ainda não percebi o que é que isso quer dizer, mas deve ser genial).
Uma pessoa mais moderada diria que a LCN não está a defender a morte dos pescadores mas só a dizer que os pescadores devem pescar apenas com recurso a remos e redes do século XIV, mas eu não acredito que a LCN queira propor um disparate desses! São claramente pessoas com bom senso!
"Ainda sobre a escalada do preço dos combustíveis fósseis, a associação ecologista aconselha o Governo a aumentar o apoio aos passes sociais e aos bilhetes compatíveis entre vários meios de transporte, ao mesmo tempo que alerta para a necessidade de subsídio para a reconversão para formas de transporte com tecnologias mais eficientes". Isto é tudo muito bonito, mas é mesmo só para quem tem acesso a transportes públicos. Não é o meu caso: eu ando de carro porque não posso andar de outra maneira. Parecendo que não, nem todos vivem e trabalham em Lisboa e Porto. Para falar verdade, a maioria dos portugueses está nessa situação. Ainda não entendi se querem matar-nos também à fome e de isolamento ou se nos querem só sacar impostos para... para... para fazer cenas que beneficiem a população (não sei em quê).
Quando se abre a boca é preciso ver se é para dizer qualquer coisa de jeito ou se é só para sair CO2, vapor de água, perdigotos e aromas vários. A LPN faz um mau serviço ao dizer bacoradas destas: ambientalismo não é ir viver nú debaixo de um chaparro, comer bolotas e cagar na base da árvore para a alimentar. Ambientalismo é pressionar governos e populações para usar a muita tecnologia que temos à disposição para viver e produzir com qualidade, dignidade e respeito pelo ambiente. Porque não são mutuamente exclusivas, desde que se saiba como governar e viver. Eu tenho uma pegada de carbono monstruosa porque tem mesmo que ser. Seria diferente se tivesse mais meios, o que infelizmente não é o caso. Faço o que posso, mas sei que é pouco.
Contudo, há uma figura no jargão de emissões que é as trocas (ou comercialização, ou assim uma merda) de emissões: um amiguinho emite mais e paga a outro que polui menos a sua quota. Os mesmos dados que apontam para uma elevada emissão de CO2 dos pescadores também indica que membros da LPN têm emissões elevadíssimas. Proponho assim ao governo que mate os membros da LPN em vez dos pescadores. Os meus cálculos indicam que nem é preciso uma limpeza total: se optar só pelos que debitam disparates. E ainda fica com créditos!
Assim, em vez de gritar "Não há barcos para ninguém, não há barcos para ninguém!" podemos gritar com mais vantagem "Não há LPN para ninguém, não há LPN para ninguém!".
Haja paciência...
domingo, 18 de maio de 2008
Se tivesse uma mulher assim rifava-a!
A frase mais actual seria: se tivesse uma mulher assim punha-a no Ebay. Nessa altura o seu nome seria Paul Osborn e você seria de Blectchley (??????), Reino Unido. Podem ver a notícia aqui e aqui.
Por uma "cheating, lying, adulterous slag of a wife" (há coisas que dispensam tradução e até fica pior) ofereceram-lhe £ 500 100... é dinheiro! Assumindo que isso são € 630 000 e não € 630... isso é muito mais que 17 anos de casamento com um jornal semanário de prestígio. Um bocadinho deprimente, se formos a pensar no assunto.
O que é que dariam por uma mulher séria e fiel? Fica-me a dúvida! Pensei que ter já um registo de livrete desvalorizaria a mercadoria, mas afinal parece que não.
O que me parece é que o tipo devia ter rifado era o cérebro dele com a indicação "como novo": assim como assim parece ter pouco uso. Alternativamente os cornos, mas aí parece-me que o argumento de venda seria fraco: cornos à muitos!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Size matters!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Para quem ainda duvidasse...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
O milagre da multiplicação do gasóleo
Num post um pedaço mais curto expliquei que uma das coisas que NÃO me aconteceu nunca foi ficar sem gasóleo. Uma pessoa lógica pensaria que isto se deve a eu abastecer constantemente a minha viatura de gasóleo (o meu combustível de eleição e o alimento exclusivo do meu veículo automóvel). Mas eu tenho motivos para crer que não é nada disso e que a realidade é muito mais complexa. O que se passa é que (tcham, tcham...) o meu carro não precisa de combustível para andar!
Sim, eu sei que isto é uma afirmação que desafia a lógica. Mais: é irracional... mas perfeitamente adequado para este blogue! Outros poderão até adiantar a explicação que a Abobrinha se droga com algo estranho e que querem um bocadinho, mas a triste realidade é que a única droga que eu aceito é mesmo o café. Nem álcool eu bebo! Este disparate todo é mesmo natural sem gás!
O que se passa é que, pela segunda vez na minha carreira de condutora testei os limites do depósito da minha viatura. E ela não me deixou ficar mal! Quase todas as pessoas que conheço já ficaram numa ocasião ou noutra sem combustível, mas eu não. Isso pode ser interpretado mais que logicamente por eu ser cuidadosa na minha condução e manuseamento de veículos de tracção mecânica tripulados. O mesmo cuidado só me rendeu um acidente com culpa em toda a minha carreira, aí 2 anos depois de ter tirado carta (no final do longínquo ano de 1992); diga-se que quase tive vergonha de apresentar aquilo como prejuízo. Tive só mais um acidente sem culpa em que eu estava parada e os prejuízos (de novo) foram uma vergonha!
Mas eu insisto que nada disto se deve a explicações racionais: passa-se alguma coisa com o meu carro! Refira-se que tenho o hábito de conduzir até ao início da reserva e depois atestar o depósito, para que seja possível calcular consumos com rigor (os quilómetros que percorri desde que o depósito foi atestado foram-no com a quantidade de combustível que coloquei na vez seguintes que encostei à bomba). De atestado até à reserva normalmente vão 40 litros e nunca soube qual era a capacidade do depósito... e aí é que bate o ponto: é que nos últimos tempos tenho ido até quase aos limites do depósito e nunca fiquei a pé!
Quando vim de Braga notei que tive que atestar o depósito com 48 litros porque estupidamente ia ficando sem combustível... mas não fiquei! Uma pessoa mais normal que eu poderia dizer que o depósito cheio leva tipicamente 60 litros, o que implica que eu podia ainda dar mais umas voltas, mas eu estou desconfiada que se eu consumir mais de 60 litros de gasóleo a minha viatura continuará a rolar como se nada fosse. Eu estou desconfiada que o meu carrinho é auto-suficiente! Que só gasta gasóleo para não me fazer a desfeita, para não parecer mal agradecido!
Estou tentada a fazer a experiência, mas não quero duvidar da bondade do meu bichinho. Aliás, estou convencida que se um dia testar se de facto o meu carro anda a gasóleo ele de facto pára! Não por não ser capaz de andar sem gasóleo, mas como vingança por eu ter duvidado dele. E eu não duvido do meu carrinho, tadinho!
Além de tudo, este mundo é de invejosos e depois toda a gente ia querer o meu carro para estudar o fenómeno. Iam transformá-lo num espectáculo de feira, tratá-lo como uma aberração, fazer testes dolorosos na sua carrroceria, picar os pneus em sítios sensíveis... tudo pelo meu capricho de provar que ele anda sem gasóleo. Não, eu não farei isso ao meu lindo carrinho, que me leva a todo o lado sem reclamar e se porta muito bem. Apesar de cheirar neste momento intensamente a bananas, porque eu deixei lá uma durante uma semana, que esteve para ser almoço e jantar por várias vezes. É que eu às vezes também não preciso de combustível! Mas isso acontece com pouca frequência.
Mas o meu carro é diferente: é auto-suficiente!
sábado, 26 de abril de 2008
Hoje começou oficialmente a Primavera
domingo, 13 de abril de 2008
A frase da semana...
"Eu tenho primos obesos, mas isso deve ser por comerem muito."
Olha que não: deve ser por outra coisa qualquer.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Como eu assisti a 5 homicídios à queima-roupa, tráfico de droga e abuso policial durante 30 minutos e me ri que nem uma perdida
O que se passa é que eu estou a falar do CSI Miami, que vi quando estava no ginásio. Como estava pouca gente (o que não é mau, atendendo à quantidade de não-assediáveis no meu ponto G), aproveitei para me inteirar da trama do CSI Miami. Não tem nada que saber: o Horatio e o Delko (mas alguém acha que ele tem cara de trolha?), devastados pela morte da choca da Marisol, que se andava a drogar com cannabis por causa de uma doença devastadora (não menos devastadora que as doses excessivas de lamechice que tinha com o Horatio) vão ao Brasil fazer não sei o quê. E nem interessa.
E a seguir acontece o seguinte:
- Morre não sei quem. Acho que era o irmão do Horatio, que ele pensava que já estava morto há mais tempo, por isso suponho que não fosse grave: de morto não passou e até acho que tinha sido enterrado... o que é verdadeiramente extraordinário, atendendo a que estava vivo! Mooooooontes de sangue, mas acho que o que o matou mesmo foi ter que aturar o chato do Horatio. Mensagem final: "take care of the boy"... pá, já vi tiradas menos originais. Não muitas, diga-se! Fosse eu argumentista do CSI Miami e escolheria como últimas palavras "sabes que não tens estilo nenhum e a tua cena obsessiva-compulsiva com tirar e pôr os óculos é irritante?". Eu sei que seria despedida, mas ao menos era em grande!

- Encontram o rapaz, porque a boazona da Yelina (mmmm... será fufa? Não interessa, isto era outra conversa) lhe deu um relógio com GPS. Palerma: tinha que lhe pôr era um chip subcutâneo. Ou, pela conversa, dois pares de estalos, porque o estafermo meteu-se com um traficante de droga e era correio dele. Não sei porquê, mas desconfio que nem os argumentistas do CSI.
- Ri-me que nem uma perdida quando o Horatio e o Delko enfrentam as favelas (o coração das favelas, a parte dominada pelos senhores da droga!) do Rio de Janeiro armados com atitude ("that's where we're going") e os Ray-Ban do Horatio. Lindo!
- O Horatio aborda um puto das favelas e fá-lo falar (em inglês!!!) e dar-lhe informações sobre o tipo da droga só porque pede com jeitinho! Por favor, um pouquinho de realismo!
- Não sei que volta aquilo deu porque mataram um tipo da droga num aeródromo com uma naifada. Tenho dificuldade em explicar a cena, mas é qualquer coisa como o Delko envolver-se numa luta à naifada (altamente coreografada e mesmo um pouco gay), depois chega o Horatio por trás e impede o Delko de matar o tipo, depois pergunta-lhe pelo rapaz (porque não pode matá-lo porque só ele sabe onde está o puto) e depois mata-o com uma naifada, o que era o que estava a tentar impedir em primeiro lugar. E tudo de fato! No Rio de Janeiro! E claro que encontram uma prova!
- Voltam a Miami, onde morre mais um monte de gente e se encontram provas ao virar de cada esquina.
- Não sei porquê, o puto encontra-se frente a frente com o traficante de droga (suponho que não o que morreu anteriormente, mas não juro), com a arma apontada e diz: "quero o meu pai". Não sei como é que o tipo lhe ia dar o pai naquelas condições, mesmo porque também tem uma arma apontada a ele. Algo ali não faz sentido, mas não tenho tempo para fazer uma lista.
- De novo, o Horatio chega ao pé do puto mesmo na hora H, devido a uma série de descobertas milagrosas e na hora certa. E chega por trás dele (outra vez? Mas que tendência!) e aponta a arma ao traficante. E a troca de palavras do costume "porque o tio não compreende", "quero o meu pai", "só se me deres o que vim buscar", "não faças isso porque é um caminho sem retorno". E só aí o puto sabe que o pai já está a fazer tijolo (nova teoria: morreu de desgosto de ter um filho e um irmão tão burros). E o Horatio dá um tiro ao traficante. Já podia ter feito aquilo no início do episódio e poupava-me um monte de dores de barriga e mau argumento.
- No fim, o Horatio diz à jeitosona da Yelina que ela tem família em Miami... se ele fosse em condições e não estivesse a ficar com corcunda e não sofresse de OCD com a merda dos óculos, acharia que ele estava a tentar saltar à espinha da moça. Mas pronto, cada qual é para o que dá!
Eu detesto o CSI Miami! Mas está visto que vozes de burro não chegam ao céu.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Não havia necessidade!
"Já alguma vez sonhou gravar um dueto com um dos mais importantes nomes da música portuguesa? Já alguma vez se imaginou a cantar em estúdio com Pedro Abrunhosa?
Joana Morais, de 17 anos, sonhou e a RFM concretizou o seu sonho! Ela foi a grande vencedora do passatempo "Pontes entre nós" e o seu dueto com Pedro Abrunhosa vai ser editado em Abril na nova versão do último album do músico - LUZ.
Ouça esta nova versão de "Pontes entre nós" na RFM"
Por acaso pensei que este site teria a música, mas já a devem ter ouvido aí umas 100 vezes na RFM. Digo que que não havia necessidade: a música já era suficientemente feia!
A voz da moça não é má (pelo contrário), mas a música é que não faz favores a ninguém! E digo eu que "UOOOUOUOOOOOOOOOOOOOOOUÉEEEEEEEEEEEEE, pooooooooooooooooooontes entre nóoooooooooooooooooooooooooooos" não é ajuda!
Mas boa sorte à moça para se quiser ser cantora.
segunda-feira, 17 de março de 2008
A maneira mais segura de prever o tempo
A minha avó olhava para as núvens e já sabia se vinha chuva ou não nos próximos tempos. Tinha também uma série de ditos populares que iam acertando. Um deles era qualquer coisa como "quando a candelária ri, está o Inverno a vir", que era não sei o quê da Nossa Senhora das Candeias aqui perto (e ela riu-se com os dentes todos este ano).
Quando fazia windsurf consultava o windguru (que falhava 2/3 das vezes, mas não estou a ver em que é que isso é relevante).
A maneira mais segura, contudo, de saber que tempo fará é ligar para a Abobrinha de manhã e perguntar: diz lá o que vais vestir hoje! E não tem nada que ver com moda!
Se eu escolher vestir botas, calça de ganga e uma camisola grossa, vai estar quente e solarengo e eu vou assar.
Se a escolha recarir sobre sapatos de salto alto, calças, camisola decotada e um casaquinho por via das dúvidas, vai estar nublado, um pouco para o frio e eu vou bater o dente.
Se a indumentária do dia consistir de sapatinhos, blusa de seda semi-transparente, calça fina e um casaquito não muito quente vai chover calhaus e estar frio. Os meus pés vão congelar várias vezes ao longo do dia, mas eu serei teimosa demais para ir a casa trocar de roupa e terei que trabalhar de casaco de fazenda vestido, o que dá ar de malandra (antes ter ar de malandra que ter frio!).
Portanto já sabem: quando eu vier trabalhar de calção curto e camisola de alcinha, preparem-se para um tornado ou mesmo o maior nevão da História! É certinho!
quarta-feira, 12 de março de 2008
Antes e depois dos blogues
O preclaro Laredo, preocupado com a minha senilidade escreveu:
"Arranja qualquer coisa de jeito para ocupares e espevitares o cérebro, não percas tempo com blogs, por exp"
Este post começou por ser um comentário a esta provocação, mas evoluiu e ganhou vida própria e importância para um post independente.
Os blogues que tenho na lista à esquerda e mesmo este (onde não se aprende nada!) são das coisas que mais me estimulam o cérebro. Sim, às vezes perco-me com eles, mas a maioria das vezes não é uma coisa má.
Tanto os mais "sérios" como os mais no gozo constituem uma rede social estendida que eu mesma criei, com mais ou menos intencionalidade. Como um café (lembram-se de eu ter falado no "Piolho"?) em que meto conversa seja com quem for e onde metem conversa comigo. Os blogues mudaram a minha vida e acho que para melhor. Não substituem de todo a "vida real", mas é tão real a interação que a nível de ideias que nestes blogues tenho com pessoal real como se estivéssemos a tomar um café e a conversar.
Cada resposta que dou, cada post que escrevo obriga-me a puxar pela cabeça, a pensar, a esforçar-me por ser original, por fazer sentido, por ser divertida, por ser séria, por pensar, por não pensar. Obriga-me a mostrar um pouco sem mostrar demais (sem mostrar nada que não queira tornar público, o que nem sempre consigo).
Obriga-me a ler, mas não me obriga a ser acrítica e concordar com ninguém. Ou a discordar só para fazer parte da maralha, que só está a bem a dizer... mal! Permite-me (mas não me obriga) participar de discussões.
Como balanço, posso dizer que os blogues mudaram a minha vida para melhor, precisamente por me permitirem exprimir. A minha vida inspira o blogue, mas o blogue inspira a minha vida.
A brincadeira começou com o blogue antigo do Jorge Fiel, o "roupa para lavar" no Expresso, que agora mudou de casa (para os blogues do sapo) e de nome (para "lavandaria") mas não mudou de interesse nem de talento do autor.
Como não há bela sem senão, a origem e a temática deste blogue implicaram que me escondesse desde início atrás de um nickname. Pensei várias vezes deixá-lo cair, mas nunca o fiz e vou descobrindo todos os dias porquê. Não acredito que seja capaz de manter o segredo para sempre, mas sei que as coisas mudarão quando a minha identidade cair, pois passarei a ter menos liberdade de expressão. Por muito moderna que seja a nossa sociedade, uma gaja não escreve coisas destas com total liberdade.
Aliás, como prova o meu post anterior, raramente uma gaja pode sequer existir com toda a liberdade: há sempre um gorduroso a tentar ter piada ou a sua sorte! Mas há piadas e piadas e eu sei mais que bem o que alguns homens devem pensar da Abobrinha. Alguns escrevem-no, mas eu vou chegando para as encomendas. E tentar a sorte é uma coisa, pensar que se domina as gajas é outra. Se/quando a minha identidade se descobrir, o desafio será diferente.
Dito isto, sempre fui de esticar os limites! E se não escrever sobre estas coisas, escrevo sobre outras: o mundo não se acaba nas badalhoquices... embora sem badalhoquices acabe mesmo! Não sei qual será o futuro deste blogue, ou se será mesmo só ser apagado. Mas as coisas nunca mais serão as mesmas e eu escreverei sempre!
Outra coisa que sou é um pouco espalhafatosa, por isso desconfio que quando a minha identidade cair, será com um grande estouro! A questão é não ser apanhada pela onda de choque.

