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sábado, 31 de maio de 2008

Comprei cuecas do snoopy. E nem gosto do Snoopy!

Ontem fiz duas coisas que nunca pensei fazer na vida: comprar um botão que seja na H&M e comprar um "tit tube". Mas o que é que vocês querem: ficava-me bem!

Entrei na H&M como de tantas outras vezes, com a ilusão de que eventualmente poderia haver qualquer coisa para comprar lá. Já muitas vezes entrei e saí pelo mesmo caminho, convencida que as modelos e/ou os fotógrafos de moda deviam ser todos presos por publicidade enganosa: às vezes nem é a nossa figura que não é bem assim (o que é perfeitamente normal: somos todos diferentes), mas simplesmente a roupa que é tão fraquinha que não vale o esforço! Mas de algum modo fica bem nas fotografias.

Desta vez fui iludida por um vestido que vi na montra. Com o barulho das luzes ele até parecia giro, mas uma vez na mão parecia que se desintegraria se eu respirasse com muita força. Mas já que ali estava, comecei a ver roupa. Tive que fazer como o cão antes de se deitar a dormir: dar várias voltas antes de começar a encontrar qualquer coisa no meio daquilo que valesse a pena experimentar. É que parte daquilo é uns furos inferior à feira de Espinho! Muito fraquinho!

Vi o "tit tube" e peguei nele porque as cores eram o máximo. Já que ali estava, mais valia experimentar. E por € 6.90 não vai ninguém à falência! Experimentei e constatei que me ficava o máximo! Na volta o problema era dos "tit tubes" que eu tinha experimentado em Inglaterra. Ou de ter desgostado do nome na altura (ou das tits das bifas). Como sou uma exagerada, comprei dois!

Experimentei ainda uns calções que me ficaram o máximo e me fizeram decidir uma compra próxima: auto-bronzeador! É que se eu me aventuro na rua com aquilo, ainda arranjo a cegar alguém: tenho as pernas tão brancas, tão brancas que pior que isto só a neve ou a areia de uma praia tropical para reflectir a luz! Ainda arranjo a ser presa pela ASAE! O pior é que podem confiscar-me os calções, que ainda por cima me ficam bem!

Experimentei mais umas coisas que só tinha a intenção de experimentar e não comprar e dirigi-me à caixa. Foi aí que tive um reencontro com a minha infância: o Snoopy! Aliás, todos os trintões andam a ter encontros imediatos com a sua infância, mas isso fica para outra altura. Eu nem gostava por aí além do Snoopy, mas 5 pares de cuecas por € 9.90 é negócio! Se levasse 10 eram € 12.90, mas eu tenho um limite auto-imposto para o número de cuecas do Snoopy que aguento na minha gaveta de roupa interior e é de 5 (se não era, passa a ser). Estamos em plena crise dos cereais embora eu ande em dieta constato a necessidade de poupar em bens de primeira necessidade (gasóleo incluído, mas não consigo poupar grandemente). Como é óbvio, espero que nessas vossas mentes porcas se tenha feito uma ligação estranha entre cereais, vegetais, comestibilidade e o Snoopy. Se não fez, é porque o texto está mal escrito ou vocês andam a precisar de uns posts de fufas.

Saí da H&M €65 mais pobre. Não comprei nada de muito extraordinário, mas sou capaz de ter gasto pouco dinheiro em coisas pouco extraordinárias, enquanto noutra loja pagaria muito mais. Acho que vou lá voltar mais um par de vezes. Afinal, gaja que é gaja gosta de uma feirinha de vez em quando. Para a próxima acho que vou ver o departamento de roupa de ginástica, que parecia ter umas coisas engraçadas e acessíveis... que é para depois comprar coisas caras noutra lojas: não dou ponto sem nó!

O que leva uma trintona a dizer que comprou cuecas do Snoopy? Bem, digo porque posso! E porque ninguém sabe quem eu sou. E se descobrirem, eu digo que foi a Joaninha a culpada por ter publicado este post. Não me conformo: uma menina casada a escrever estas coisas!!

A segunda experiência mais perturbadora da minha noite de compras foi constatar a inutilidade de comprar umas sandálias muito giras que vi: tenho aí 3 pares que ainda mal usei este ano, por isso parece-me estourar dinheiro desnecessariamente comprar mais sapatos enquanto o tempo não se decide. Eu tenho uma teoria acerca disso, mas fica para mais tarde. No entanto a parte mais perturbadora das minhas compras nessa noite foi na Morgan, quando vi à venda um par de calças com os tomates a chegar aos joelhos... credo... os anos 80 estão de volta! E não é só o Snoopy!

Para quem verdadeiramente gosta do Snoopy e/ou quer voltar aos anos 80 (de preferência sem calças com os tomates nos joelhos) fica este site.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O drama pouco conhecido das etiquetas gigantes das cuecas

Porto, Rua Sá da Bandeira, dia 3 de Maio do ano da Graça de 2008. Fermosa e não segura (estava de saltos altos e a rua é bastante inclinada) descia a rua um vegetal com forma fálica na sua forma de duas patas e sem um computador à frente.

O incómodo dos sapatos altos e a atracção fatal por outros da mesma raça ou outra diferente levaram-me a espreitar para dentro da montra da Fly London. E lá estavam eles: diferentes e confortáveis. E lá estava ele: um naco de carne com duas patas, sentado a experimentar sapatos. Um homem seguro da sua sexualidade, que não se importa de estar de rabo para a rua porque não tem medo de ser enrrabado. Gosto de homens seguros, mesmo que sejam nacos de carne com uma gordurinha a mais e mesmo com um bocadinho de nervinho. Ou seja, que tenham qualquer coisinha para trincar (músculos firmes de preferência, mas não sou esquisita).

Seguro da sua sexualidade, experimentava sapatos. E foi aí que se desenrolou o drama: ao debruçar-se para calçar um sapato mais apertado ou mais trabalhoso eis que a vejo! Triunfante, livre! A etiqueta MONSTRUOSA das cuecas do naco de carne acena-me furiosamente! Não pensei mais em sapatos e passou-me a dor nos pés!

Como interpretar este acenar? Não será como o da criancinha (15 mesitos) que um dia destes muito de manhãzinha na rua me acenou o caminho todo, sorridente. A mãe nem notou porque a menina estava virada para trás e só nós as duas naquele minuto ou dois é que existíamos. Fez-me ganhar o dia! Este era um acenar diferente, sem dúvida.

Analisemos o cenário: peludo! Muito peludo! Um tufo de pêlo também me acenava! Isto era se havia dúvidas que o homem e o macaco são primos. Via-se do pedaço de rabo pertencente ao pedaço de carne mais do que está estabelecido nas normas ISO 69 de higiene e saúde rabal. Se a ASAE entrava no estabelecimento naquela hora íamos ter um problema.

Ocorreu-me que fosse um aceno de triunfo. Uma afirmação: EU SOU! Nem que "eu sou" seja uma etiqueta de cuecas claramente sobredimensionada, o que é importante é ser-se quem se é e assumi-lo perante o mundo! Não era sequer uma etiqueta anónima mas uma etiqueta saída do armário. No caso, da gaveta.

Seria o aceno só um cumprimento efusivo? Um cumprimento normalmente implica um rosto, o que não acontecia naquele caso. Dito isto, na falta de um rosto completo havia ali elementos de um rosto. No caso, bochechas: duas, para ser exacta (o único olho estava escondido). É então possível que o produto que se me apresentava (a etiqueta) fosse só um efusivo cumprimento. Sendo assim, trata-se de um produto de nicho: um cumprimentador de rectaguarda, para salvaguardar os casos em que o proprietário não consegue satisfazer as solicitações à frente e à rectaguarda. Ou seja, podia a desinibição ser afinal simplesmente uma tendência sexual que não me interessa (não na óptica do utilizador).

Podia ser um apelo à eutanásia: quem é que quer viver num sítio daqueles? Passar a vida a interrogar-se sobre quando é que o gajo vai mandar uma bujarda? Ir à máquina de lavar quando é suposto ser lavado à mão! A vida de uma etiqueta de cuecas é perfeitamente pouco compreendida pela Sociologia moderna, se forem bem a ver! Um drama académico!

É um mistério o acenar das etiquetas gigantes das cuecas!

Eu sou uma mulher de causas. E decidi abraçar a causa das etiquetas gigantes das cuecas (eventualmente também um ou outro pedaço de rabo correspondente que valha mais a pena). No fundo, resumidamente (pois...) este é o drama pouco conhecido das etiquetas gigantes das cuecas: para que servirão, se manifestamente nem para limpar o rabo são úteis? E sim, eu sei que acabei de criar uma ocasião excelente para uma piada acerca da possibilidade de eu ter um rabo grande (pelo menos para quem ainda não desistiu de ler!). Mas aviso já que tenho uma caçadeira apontada e não tenho medo de a usar.

Uma mente convencional dirá que uma etiqueta de roupa tem como função indicar a composição, origem, marca e instruções de lavagem. Um par de cuecas não passa de uma peça de roupa. Mas parece-me muito convencional para um peça com tanto potencial (quer vestido, a aconchegar o que deve, quer no meio do chão). Assim sendo, tenho as seguintes sugestões para futuras utilidades das etiquetas das cuecas:

1. Servir de caderninho de apontamentos. Nessa altura será eventualmente útil ter uma caneta por perto. Assim tipo um moleskine íntimo! Grande obras de literatura dali sairiam, não?!

2. Depois do E-book e do audio-book, o cueca-book. Isto seria particularmente útil para quem sofre de prisão de ventre, esse outro drama pouco conhecido! Em suma, uma merda!

3. Manual de instruções. Esta valência tem muito potencial! Não são os homens sempre a queixar-se que as mulheres não têm manual de instruções? Ora lá está: meninas, detalhem o modo de proceder! OK, isto é manifestamente um exagero (entraríamos no campo dos lençóis, e isto para cuequinha fio dental não dá). Assim sendo, coloquem só as instruções da vossa posição ou prática preferida... e renovem o stock de cuecas de vez em quando... depois de usarem e abusarem das outras... até ficarem beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem gastas! Oiéeeeeeeeeeeeeee!!

4. Kama Sutra. Isto é uma oportunidade para a indústria têxtil e um bom exemplo da cooperação entre a indústria e o Governo: o sussexo comercial faria o que as medidas governamentais não conseguem a nível de incentivos à natalidade.

E por aí adiante! Apelo a mais sugestões!

Já agora partilho convosco um detalhe que nunca revelei: o destino das etiquetas das minhas cuecas. É fácil: tesoura com elas!


E, meninos... ficam a saber que não é inteiramente mau ter receio que alguém vos ataque por trás. Sobretudo se tiverem calças com a cintura demasiado descida! Se forem primos de um macaco, então esperem até as luzes estarem mais baixas (ou até ela tirar os óculos ou lentes de contacto). Outra coisa: se quiserem construir parques infantis, prefiram o suor do corpo que vem do trabalho honesto e não cedam à tentação fácil da pornografia soft... pelo menos não antes de me enviarem umas provas para eu avaliar...