segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Natal é quando o Homem quiser
Não tive tempo este ano de escrever um post de Natal (um antes do Natal, isto é). Aliás, ando a escrever pouco e a dedicar pouco tempo ao blogue, por bons motivos, embora por outro lado tenha pena de não me sentar e escrever posts completamente marados, vindos das profundezas da minha imaginação. Como no ano passado, quando inventei a loucura do meu "casamento" com o meu querido Bacardi... a quantidade de gargalhadas que dei e provoquei com essa história! E estava em baixo de forma, a sofrer com o que não valia a pena (mesmo!).
Este ano aceitei que o Natal não é bom nem mau: é só um dia e uns trocos. E para mim um dia igual aos outros ou ainda menos especial porque reúne à mesa menos pessoas que outras ocasiões. E com menos prendas que no meu aniversário às vezes!
Por isso dedico este Natal a quem perdeu algo ou alguém. A quem queria estar perto dos que mais gosta e que não pode por um motivo ou outro. Penso em quem não está bem e com motivos para não estar bem e sentir, ao contrário de mim, que não queria que fosse Natal para não ser obrigado a parar, pensar nisso e comparar com os fantasmas de Natais passados, em que o mundo parecia girar na direcção certa e ao ritmo adequado.
Não se pode exactamente dizer "BOM NATAL" e esperar que seja um bálsamo que curará todas as feridas dessas (infelizmente demais) pessoas que estão a sofrer nesta altura... antes curasse! Mas para uma pessoa como eu, para quem os outros são importantes, significa só que estou aqui para o que puder ajudar. Ou só para ouvir. Ou só para estar, se isso for importante. A todos esses, Bom Natal. O do dia 25 e o dos outros dias, que curem o que dói e está mais visível nesse dia em particular. A todos os outros, a quem não dói nada, Bom Natal também, e que os seguintes se mantenham bons.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Lara Croft, maiores de 16 anos
- E vêm marcados maiores de 4 anos! É impressionante!
- Excepto a Lara Croft! Essa vem marcada maiores de 16! Não entendo!
- É por causa das - dá um jeitinho a aconchegar as mamas - "prateleiras".
- Pois, mas tu também tens "prateleiras".
- E então? É que eu... também sou para maiores de 16!
NOTA: Este ainda não é um "post, post", mas uma coisita que já estava meia escrita. É só a promessa de que o blogue não vai acabar. Mas estou com preguiça. Ou falta de vontade...
domingo, 21 de dezembro de 2008
Crise matrimonial
Contudo, este fim de semana pensei que o casamento estaria já ameaçado de morte. Por quê? Pela traição? Não, porque eu mesmo arranjei quem me "botasse" os cornos (no caso, um peixe a saltar de um aquário, também conhecida por menina das alianças ou pelo nick "Eu mesma") e estou a viver um platónico romance lésbico com a minha alma gémea que está na lua e escreve poesia (eu levo também gostar do CSI Las Vegas muito a sério).
Não, o pedido de casamento deu-se na sequência de um ódio de morte pelo Natal e vontade de chacinar pais natal com requintes de malvadez. Ora este fim de semana comecei a pensar que talvez até gostasse do Natal... ... e fiquei preocupada!
Comecei a pensar no que teria motivado aquele pensamento peregrino! Ora aqui a menina foi à baixa do Porto fazer compras e encontrar-se com uma amiga. E a baixa estava cheia de povo! A baixa do Porto parecia um enorme centro comercial, algo mais difuso e sem cobertura! Ora eu gosto de confusão! Gosto muito de confusão! De gente a passear de um lado para o outro, de carros (OK, dispenso a parte de arrancar os cabelos a arranjar onde estacionar), de miúdos e graúdos aos berros, de animação na cidade. As luzes de Natal não pareciam muito de Carnaval, o que é bom (diz que é a crise)! E por um momento pensei: ah, isto de Natal até é fixe!
Perigo! O meu casamento está em perigo! Antes de saltar para um casamento que pode ser um erro, comecei a pensar nas reais motivações para tal pensamento peregrino! Afinal, ainda estou a tempo para recuar sem ter que abandonar o noivo no altar (ou de ser abandonada no altar)!
Concluí que realmente era a animação da cidade que me atraía. O facto de os pais terem coisitas para mostrar às crias, de terem que calcorrear os espaços tradicionais da cidade à procura de qualquer coisa baratinha para dar à sogra (não merece mais), umas meias para o filho da vizinha (para não gastar muito dinheiro, que a vida está cara!) e um pratinho nos chineses para a colega de trabalho (só para não dizer que não se dá nada). De apreciarem um dia de relativo bom tempo fora da cobertura de um centro comercial, como deviam fazer fora da época de Natal.
Fez-me pensar em ir à baixa ainda mais vezes. O frio e o Inverno não são desculpa, muito pelo contrário: o Porto é frequentemente cinzento de dia, mas à noite tem uma iluminação e uma dinâmica recente que lhe dá um carácter muito próprio. Mas mesmo de dia e mesmo cinzento, dá gosto calcorrear as ruas da baixa e tropeçar em pessoas que não se fecham em centros comerciais! E no Rui Reininho (mas isso é outra história).
Mesmo assim, considerei seriamente se o Natal não seria o motor de toda esta minha felicidade. Até que... vi pessoal com gorros de Pai Natal e vestidos de Pai Natal... ... e aí sorri e fui assaltada por pensamentos homicidas! Aí tive a certeza que este casamento estava certo! Mais ainda quando o meu noivo me deixou esta prendinha no meu tasco: matei o gajo várias vezes! Bacardi... o casamento mantém-se! Temos é que fazer os preparativos!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mas porque é que eu não tirei uma fotografia?
Pai Natal num banquinho (pensamentos homicidas...).
Criancinha de 3 anitos.
Fotógrafo profissional.
Grande máquina.
Grande cena: a criancinha aos berros, com o rostinho vermelho com lágrimas grossas a escorrerem, que queria sair! E os totós dos pais a insistir para tirar a porra da fotografia! Está bom de ver que esta criancinha vai odiar o Natal quando for grande!
E eu sem máquina fotográfica! A isto chama-se falta de sentido de oportunidade. Mas ri-me que nem uma perdida!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Estar pronta para assumir o nosso casamento é...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A pequena terrorista
Este ano não sei se me apetece estar a gastar energia nessa problemática quando poderia perfeitamente gastar esse tempo a discutir espremedores de citrinos e outros que virão (como um conceito inovador de robô de cozinha). Basicamente, este ano não me apetece estar a destilar veneno contra o Natal de maneira sistemática, preferindo ser mais positiva. Ou pelo menos mais esporádica. E pronto!
De qualquer forma, os meus sentimentos mantêm-se, pelo que há coisas que faço como segunda (ou primeira) natureza. Mas de forma mais dissimulada. Como, por exemplo, sabotar o pisca-pisca da árvore de Natal aqui do tasco, desligando-a "acidentalmente" sempre que posso e justificando com poupança de energia, com o facto de as luzes não sobressairem de dia ou como argumento que de noite ninguém vai estar a reparar. São estas as pequenas coisas que me fazem feliz. Pequenos gestos que não significam nada, mas às vezes significam qualquer coisa. Sim, eu sou reles às vezes, mas gosto de mim assim!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ao que isto chegou!
Mais estranho que isso, a amiga que mo mandou é... sikh! Fogo, querem ver que agora tenho que me lembrar do Diwali? Ainda por cima o calendário sikh não é igual ao nosso, por isso o dia flutua... e eu já sou alvoada que chegue com datas fixas!
Ao que isto chegou!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Ora porra, o Natal está aí outra vez à porta!
Este ano, para a minha própria sanidade mental, acho que vou fazer uma coisa que normalmente é contra os meus princípios: fingir! Fingir que não estou cada vez mais em pânico com o Natal e a solidão avassaladora que o acompanha e que não odeio o Natal com todas as minhas forças. É que assim como assim as pessoas ou não querem saber o que sinto ou querem saber mas não podem fazer nada acerca do assunto. E estar só é isso mesmo: estar completamente responsável por mim. Só eu. Dói, mas é assim mesmo. Já me devia ter habituado...
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Uma lista de coisas que detesto no Natal
1. Natal é tempo de família. Pode ser! Mas isso é só bom quando a família está "saudável". Aperceber-se que a família que se tem à mesa não é a que se queria (por excesso ou por defeito) pode ser extremamente deprimente e/ou angustiante e matar a pessoa por dentro às prestações por não caber no protótipo daquele ideal que se vende na televisão e nas lojas. Uma porra!
2. Natal é quando o homem quiser. Além de ser omisso em relação às mulheres, é uma grandecíssima treta: eu queria que não fosse nunca, mas essa não parece ser uma opção. Ou seja, além de tudo o Natal vem com pouco equipamento de série: uma má compra, sem garantia e com muitos quilómetros.
3. Natal é a celebração do nascimento de Jesus. Primeiro, celebra-se o nascimento e morte de Jesus quando se quer (e é mais conveniente no Verão, no quentinho). Depois, devia ser no dia zero de Janeiro do ano zero... pois... adiante! Depois, toda a gente sabe que o solestício de Inverno nem sequer é naquele dia (é no dia 21, não é?). O que me irrita ainda mais: porque não se festeja no solestício de Verão? Um espírito mais lógico diria: vai para o hemisfério sul. Ao que eu responderia: vai para o car*%#$o.
4. Não sei quem é o Pai Natal e este nunca me foi apresentado. Para mais considerações, ver a sequência de cartas que lhe enviei, especialmente esta última. Uma nota: ele não existe (ainda bem!).
5. O que é o espírito de Natal? Eu não sei! Pode ser a cachola com que fico, e cada ano pior e que me anda (contra a minha vontade) a tornar má companhia nestas alturas! E eu não sou, regra geral, má companhia (acho eu), pelo que qualquer evento que me torne má companhia é, à partida, um mau negócio. Já bastam as vezes em que me passo dos carretos só porque sim (eu não sou muito bem apertada do capacete).
6. A merda das prendas - parte 1. Eu tenho todo o gosto em dar coisas aos que me rodeiam. Das mais preciosas que tenho para dar é o meu tempo e a minha dedicação. De vez em quando também gosto de dar algo de valor comercial ou que me tenha saído das mãos e da minha imaginação. Posso é não ter tempo nem imaginação (ou dinheiro) para comprar alguma coisa nessa altura exacta!
7. A merda das prendas - parte 2. Se é para dar coisas por dar coisas não vale a pena. Prefiro que não me deem nada a darem-me uma merda que diz em epígrafe: "não tinhas valor comercial para mais que isto, por isso passei na loja dos 300 ou nos saldos da FNAC para te comprar esta porra. Aprecia se quiseres, mas se me deres uma merda dessas eu fico lixada e para o ano gramas com algo pior ainda". Felizmente não sou objecto de muitas prendas destas, mas também não as dou.
8. A alegria por decreto. Eu sou por norma uma pessoa alegre, mas esta quadra anda a pôr-me cada vez mais em baixo. Possivelmente por outra coisa que não sou: superficial! Sinto muito as coisas, com uma intensidade e sensibilidade que possivelmente não devia sentir. Ou que devia pôr na beirinha do prato de vez em quando para depois recuperar. Ou por outra, e vez em quando não me devia levar tão a sério e ser capaz de ser mais relaxada. É uma arte que ainda não domino e que tenho que dominar ou pôr-me na alheta nesta altura para não estragar o Natal a ninguém. A alternativa é ligar a quem sei que está mais carente nesta altura e partilhar uns momentos de absolutamente nada para abafar um pouco a solidão dessas mesmas pessoas.
9. Natal é solidariedade. Uma treta: não sobra dinheiro nem tempo nessa altura. Só para os totós da televisão que são pagos a peso de ouro para serem solidários e pouco mais.
10. A comida - parte 1. Eu não preciso de ajuda para engordar: preciso de ajuda para manter o peso e perder. Porque é que não se segue o exemplo dos muçulmanos e se faz um jejum sério nesta altura? Aí uns 3 dias, sem o forrobodó do comer depois do pôr do sol (olha, nesta altura é que dava jeito um Ramadão no Pólo Norte: era comer até cair para o lado!).
11. A comida - parte 2. O bacalhau está em extinção, os perús têm sentimentos e as pessoas têm colesterol excessivo. Querem um desenho ou isto já chega?
12. O bolo-rei. Quem é que disse que aquilo é de comer? Eu não estou convencida que aquilo não seja decoração!
13. As decorações de Natal. Ver posts anteriores.
14. Tudo pára. Quem pára fica ou com o vazio ou com o stress de não conseguir parar para cumprir com as suas obrigações natalícias. Quem não pára fica com a consciência pesada porque não consegue parar como toda a gente. Não parar nem sempre é uma opção, porque simplesmente toda a gente pára. E dependemos todos uns dos outros e... entramos em ciclo vicioso. Uma gaita!
15. A falta de produtividade. E não estou a falar de o patrão ter dado o dia de ontem de folga! Ora bem, o que é que eu fiz estes dias? Sábado e domingo não me lembro bem, mas houve uma componente de compras e eventos relacionados com o Natal. Ontem preparativos para o Natal. Hoje Natal. Digo eu que conseguia arranjar maneiras mais eficientes de passar 4 dias comigo mesma ou com a minha família, evitando todo este Carnaval e com menos calorias (e nem me estraguei muito)! Mas tem que ser, e o que tem que ser tem muita força (ou farsa?). Até ver, pelo menos!
16. As crianças. Eu amo os meus sobrinhos e isso não é negociável sequer. Eu adoro dar-lhes coisas, de preferência sem os estragar (embora tenha que reconhecer que estraguei a minha sobrinha de início, mas isso era coisa de tia novata, e o mesmo erro que toda a gente cometeu porque foi primeira sobrinha e primeira neta). Mas no meio da panafernália de coisas que lhes deram (porque tooooooooooooda a gente tinha que dar uma prendinha)... eles não se lembram de quem deu o quê. Além de que têm mais brinquedos do que aqueles com que conseguem brincar. Isto não é um "no meu tempo é que era bom" (mesmo porque não é verdade), mas é um disparate.
17. As mensagens. Se recebo mais uma mensagem a contar como não há presépio porque o menino Jesus foi entregue ao pai biológico, a vaca está louca e a Maria foi fazer testes de ADN e à Oprah testemunhar como se concebe sem pecado eu grito (mas fica a saber que as duas últimas patetices fui eu que inventei).
18. Só se lembrarem de mim nesta altura. Pessoas que eu tentei contactar repetidamente durante o ano e não me ligaram um caroço (literalmente: não me ligaram de volta!) e me mandaram mensagens de Natal, assim de cabeça conto 3. Aposto que se lhes ligar amanhã (ou se lhes tivesse respondido na hora) não me ligariam nenhum. Então porque é que me mandaram a porra da mensagem? Tinham avença com a rede de telemóveis? Parolos! Hipócritas! E isto para não falar de mensagens com belas palavras e significado nenhum. Natal é solidariedade? Não: é mesmo hipocrisia às vezes!
Por tudo isto um aniversário é mais pessoal, mais íntimo, mais familiar, mais autêntico e muito menos excessivo. Odeio esta época! Cada vez mais!
Por outro lado, uma das pessoas a quem eu liguei ontem (porque está completamente sozinho) defende que uma depressão leve de vez em quando é relativamente benévola. E tem a sua verdade: fez-me pensar numas coisas. Muita coisa boa vem de grandes alegrias, mas pequenas tristezas não radicais também têm as suas virtudes.
NOTA final: 4/5 do meu cérebro está de férias, portanto amanhã sou bem capaz de negar tudo isto ou simplesmente apagar o post. Mas deu-me ganas de o escrever. Por outro lado, dependendo de como acorde amanhã, sou capaz mas é de acrescentá-lo! Eu não ando muito certa!
Dois acrescentos ao que tinha dito já:
1. A gata que militava em casa dos meus pais foi morta por outro gato ontem à noite.
2. O Público noticia que um menino de 3 anos tipo Esmeralda menos a parte do sequestro foi retirado à família que o está a criar... na véspera de Natal para ser posto num CAT (centro de Acolhimento Temporário) durante a noite e com a mãe biológica durante o dia. Pensei que não tinha espírito de Natal, mas afinal ou a minha definição está mal ou eu sou muito boa pessoa. Isto há cada uma!
Eu desmascarei o Pai Natal
E aquela de distribuires prendas a todas as criancinhas... o Herr Krippmeister topou-te logo: é tudo outsourcing, em quebra flagrante do contrato (na volta não o leste porque já não consegues ler ao perto). E mesmo a dar colinhos já não aguentas! Atendendo ao que andas a fazer, nem é mau que assim seja: nunca se sabe onde é que isso andou! 

A tua faceta consumista é de todos conhecida, mas ainda tens outras mais sombrias. Não fosse o mau génio de um legume com uma forma fálica (que nem ela mesma sabia), e ninguém ficaria a saber das tuas vergonhas!







Tenho ainda uma coisa a reclamar ao teu patrão: quando cheguei a casa dei por falta dos meus talheres de prata, de um alfinete de ouro, de 5 000 euros em dinheiro e algumas peças de lingerie provocante. Fiquei surpreendida, mas depois dei-me conta que os meus vizinhos se queixavam de coisas semelhantes. Ora depois desta fotografia chego à conclusão que não entras em casa das pessoas para deixar coisas: entras em casa das pessoas para as roubar! Em plena luz do dia, pela janela e não pela chaminé, onde todos estariam a contar contigo!

Mas quando quiseres aparece cá em casa.. mas avisa antes, que é para eu não estar! Não leves a mal, mas é preferível mantermos esta relação só por e-mail ou SMS... assim como assim a comunicação parte só do meu lado, por isso não vejo que diferença te faça. Para o ano só não te evito se não for mesmo capaz!
domingo, 23 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal - parte 9
Isto é mais um SMS que uma carta. É só para dizer que no dia de Natal... ... ... vou-te desmascarar! Vou dizer a toda a gente o que andas a fazer na noite de Natal, quando toda a gente pensa que andas a distribuir prendas! Nunca me enganaste!
Carta ao Pai Natal - parte 8
Agora que até já ganhamos uma certa familiaridade (apesar de não existires e saberes que eu sei que não existes)... sei lá, até acho que nos podemos considerar amigos, não achas? E os amigos às vezes tomam a liberdade de dizer pequenas ou grandes verdades porque são amigos precisamente. Claro que há sempre os que tomam a liberdade de nos pretender dar chá enquanto tomam chá connosco para depois nos dei”xá”rem sem tacto nenhum nem uma mentirinha piedosa sozinhas quando a expectiva era fazer um upgrade para um jantarinho e uma noite de gajas. Mas isso agora não interessa nada, que isto é conversa de gaja que de vez em quando se passa dos carretos e diz e faz coisas perfeitamente inconvenientes porque não bate bem da moleirinha. Nem sequer era disso que estávamos a falar... de que é que estávamos a falar mesmo? Ah, já sei.
Olha, rapaz, é assim... senta-te e respira fundo, que precisamos de conversar... estás gordo! Obviamente se graduasses esse cinto horrível ter-te-ias apercebido que o teu perímetro abdominal te candidata a doenças cardio-vasculares e falta de sexo crónicas. Mesmo não existindo devias aperceber-te disso! E dado o exemplo a todas as criancinhas que se sentam no teu colinho (indevidamente, mas voltaremos a esse assunto amanhã).

Na verdade há quem pense que não passas de um macaco num fato ridículo.

Se queres que te diga, não se deve insultar os macacos (sobretudo porque acho que isto é um orangotango, mas não tenho a certeza), mas essa não é a questão essencial: a questão essencial é que vivemos num mundo cão.
Num mundo que vive de aparências, que atribui uma importância desmedida ao aspecto físico e nenhuma à poesia desesperada de uma declaração de amor inflamada e tresloucada (possivelmente por bons motivos não se dá atenção a essas coisas) nem à generosidade de quem corre a noite toda a dar prendas. E entrar pela chaminé? Pois num total desrespeito pela figura do Pai Natal, as casas modernas ou não a têm ou não a limpam. No fundo, não és mais para a sociedade ocidental (e, como há duas cartas se viu) também oriental mais que um mísero... cãozinho de estimação, peludo, com um ar afável e um aspecto natalício!
Tens que te modernizar! Dar colinho a públicos mais diversificados e marginalizados da sociedade. Dá aquele aspecto sensível e ainda podes perfeitamente candidatar-te a ter uma gaja a tentar converter-te. E há quem leve muito a sério essa conversão.
Tem que entrar em forma, tornar-te mais apetecível. Nessa altura sentir-te-ás mais confortável sem roupa e em frente de uma objectiva. Uma barba tanto pode proteger uma identidade como esconder uma cara bonita. Se o objectivo é manter-te anónimo, podes puxar o chapéu para a frente do rosto. De qualquer modo, oculta a tua outra face, porque há aí muita mulher sensível.
Podes mesmo arranjar uns ajudantes e dar um passinho de dança de vez em quando. O mundo do espectáculo parece ser o teu elemento, e já tens um nome forte no mercado. Uma imagem mais sensual só te ajudava.
Sabes, o que eu queria mesmo para o Natal era um menino jeitoso, sensível aos apelos de uma Abóbora apaixonada e louca. Se encontrares um desses, manda embrulhar e deixa ao pé da minha lareira, está bem? Quanto abrir os meus presentes, hei-de estar a ouvir aquele famoso tema do Joe Cocker: you can leave your hat on. Nem que seja um barrete horroroso daqueles que tens sempre enfiado, está bem?
Olha, desculpa a seca, mas hoje estou a ter dificuldades em adormecer. A sorte é que segunda não trabalho, mas amanhã tenho uma pilha de roupa (mmmmm... a importância do "h"!) para passar a ferro e a casa para arrumar. Sim, as amiguinhas do chá deixaram-me sozinha que nem um cão abandonado, mas mesmo assim fui passear para o centro do Porto. O resto não te interessa saber (OK, comprei dois livros e não eram prenda para ninguém mas para mim mesma. É crime, por acaso?). Vi também a árvore de Natal do BCP e as iluminações de Natal. E montes de gente na rua, o que é bom mas pode ser solitário. Daí, quando a pessoa está em baixo, qualquer coisa serve para a deitar ainda mais para baixo. Inclusive a própria estupidez e falta de juízo (ou serão mesmo essas as causas principais?).
Mas estávamos a falar de ti: se não te pões em forma e não te modernizas, acho que estás condenado à extinção. Pelo menos assim o espero. Mas sabes que vozes de burro não chegam ao céu!
Com os melhores cumprimentos
Abobrinha
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal - parte 7
Tenho uma dúvida: as canções de Natal são todas parolas ou são só os parolos que as cantam? Não consigo decidir, mas doses maciças de RFM durante o dia mais música de centro comercial estão a pôr-me os nervos em franja. Eu sabia que devia ter despachado as compras em Novembro (e daí, talvez Setembro não tivesse sido pior). A possível excepção a esta regra é a "All I want for Christmas" da Maryah Carey, mas isso era se não tivesse aqueles sininhos horríveis. Baaaaaaaaaaaah!
Sinto-me inclinada para dizer que o Natal é uma época de parolice por definição! Senão repara nas imagens que te apresento. E aprende, que eu não duro sempre! Tu também não: como não existes, não tens propriamente prazo de validade! Às vezes é uma vantagem, estás a ver?
Olha, gajas de mini-saia, ar provocante e pernas de 3 metros não é receita automática para uma imagem sexy! Mesmo que algumas não tenha a certeza se é o look Mãe Natal, Capuchinho Vermelho ou Miss Esquina mais concorrida de monsanto (assegura o Herr Krippmeister que é zona de má fama, e possível origem de uma moça muito peculiar que anda sempre com a mão na massa).




O look avózinha púdica (se possível) ainda é pior! E aquele batom vermelho com um vestido tão castrador... sinceramente não entendi! E o colar de pérolas... ai o colar de pérolas!



No rol de queixas de parolices tenho ainda que acrescentar fitas horrorosas de hiper-mercado para colocar em árvores de Natal, bolas do mais kitsh possível e iluminações domésticas perfeitamente lamentáveis e escusadas. Isso para não mencionar a feira de vaidades na televisão de "galas" e "galos" com os mesmos do costume a fazerem as mesmas figuras tristes. Com o problema que com o passar da idade ficam cada vez mais chechés e teriam obrigação de ter juízo (e de chechés estou a falar de trintões a trintões vezes 2). Mas isso agora não interessa nada. Já agora, o Natal dos Hospitais ainda é vivo? Credo, não consigo pensar em melhor motivo para se ficar bom!
Claro que Natal não é só parolice, e junto com estas... coisas... há outras fantásticas como as iluminações de Natal do Porto e a árvore que está nos Aliados (não posso falar de mais nenhuma cidade por falta de conhecimento de causa). A minha primeira tentação foi dizer que a árvore era uma piroseira, mas isso foi antes de a ver! E antes de gostar dela já tinha visto a animação que trouxe à baixa (no dia em que a árvore foi acesa eu fui a única pessoa a passar por ela e não a ver). Só por isso já valeu a pena fazê-la. Além de que foi dos poucos casos em que grande coincidiu com grande coisa. Tenho que ir ao Porto à noite para apreciar as iluminações devidamente, mas isso só deve acontecer depois do Natal. Não contes com fotografias: o meu nick é Abobrinha, não é Allanah. Para tirar más fotografias é melhor estar quieta!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal - Parte 6
Hoje senti um amor e uma compreensão muito grandes pelo mundo (acho que foi de comer muitas bananas), pelo que te peço desculpa se tudo isto cheirar muito a lamechice. Mas é o que me vai na alma. Se é que as abóboras têm alma.
Sabes, Pai Natal, há gente que passa muita necessidade neste mundo. E não só fisicamente: há quem engula sapos vivos todos os dias e ainda assim sorria com todos os dentes que tem! Há empregos lixados! Com "f" grande!

E há verdadeiras víboras que estão sempre a morder-nos os calcanhares para onde quer que nos viremos.



Pensa ainda em quem sai de casa só com o que tem no corpo. Ou menos. E uma cadeira. Não é por mais nada: faz claramente mal às costas! Além de que a modelo claramente não pode pagar sessões de solário para apagar as marcas do bikini (e o fotógrafo não sabe mexer com o fotoshop para corrigir isso). A dimensão da miséria humana (e da falta de qualificações em design gráfico por uma certa e determinada franja de população) são gritantes! Como aqui não dá para gritar, ponho pontos de exclamação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sei que és muito sensível a estas questões, especialmente depois de as tuas renas se terem sindicalizado e reivindicado folga na noite de Natal (olha que raio de dia para pedirem folga!). Como o engarrafamento de ambientalistas nús nas montanhas, não sei como é que vais fazer snowboard. Fica a questão de como é que entregas prendas nos trópicos, mas isso agora não interessa nada: se queres que te resolva esse problema, paga-me (olha que na volta foi isso que chateou as renas).
Mas olha que acho que já achei os responsáveis pelo degelo! O que é mau para o planeta pode por vezes não ser catastrófico para os homens. E depois, o mundo aguenta com mais uns ambientalistas descongelados e com alergia à roupa.

Toda a gente precisa de um colinho de vez em quando. Seu maroto, isso estás tu fartinho de saber, e dás colinho a toda a gente. Já agora, foste tu que lhe deste esse chinelos horríveis? Pior que isso só mesmo os crocs! POrque é que ela está com o dedinho nos lábio? Esqueceste-te do telemóvel no bolso, foi?
Bem, cada qual dá o que pode e a mais não é obrigado! 
Desculpa de novo se te macei com as minhas divagações filosóficas. Dito isto, se não existes não vejo o inconveniente. Se existes e ainda me aturas, deves ser mesmo boa pessoa.Abobrinha
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal - parte 4
Hoje não tive tempo para fazer o post badalhocal que estou a planear, porque tive muito que fazer. Amanhã vai ser complicado porque além de prever mais trabalho ainda vou ter que ver quem é a senhora que vai dar a conferência em Serralves. Pá, isto está complicado. Eu sei que não existes, mas eu prometi-te uma por dia e não gosto de falhar.
Vai daí decidi contar-te os pontos altos do meu dia. Aqui vai disto:
1. Ouvir Aretha Franklin no carro de manhãzinha em altos berros acorda mais que café. Mesmo assim não me deu para me lembrar de telefonar a ninguém por causa da porra do portão encravado. Ou seja, tenho que aumentar a dose (de Aretha Franklin, que não vem mais café para esta mesa)
2. Vi um tipo que me deve dinheiro e a quem eu queria rebentar as trombas. Mas só o reconheci tarde demais, mas também cheguei à conclusão que não lhe podia rebentar as trombas, o que é uma grande chatice. Mesmo porque era exactamente isso que me apetecia.
3. Ouvi uma pessoa dizer PPD/PSD e a invocar o santo nome de Sá Carneiro ao vivo e a cores e não era o Santana Lopes. Nem queiras saber porquê nem quem (mormente porque não interessa ao menino Jesus nem à vaquinha do presépio).
4. Estive com uma jovenzinha de 50 anos ao frio a conversar de muita coisa. Como momento emblemático de uma conversa educativa e muito instrutiva defendia que para muitos homens um troço de couve pelo cú acima resolvia muita coisa. O mais giro é que se tivesse ouvido a conversa também concordavas. Isto no meio de muitas asneiras ditas a eito! Aliás, tenho passados estas últimas noites com mulheres muito caralhoeiras! Quer dizer, este “passar a noite” não é para ser levado literalmente. E se não tiras esse sorrisinho de “uaaaaaaaaaaaaaaaaaau! Fufas” da cara, tiro-to ao murro! Podes não existir, mas ficas sem os dentes na mesma.
O outro ponto alto foi quando tentou convencer dois sem abrigo que embora fosse melhor pedir que roubar, não era motivo para lhes dar dinheiro. E fê-lo a esbracejar mais do que eu, e é mais pequenina que eu ainda! Um deles a dada altura estava a passar-se porque queria dinheiro (primeiro 5 euros, depois 50 cêntimos, mas depois já queria 1, depois e e depois 3 euros. Se reparares, nos euros insistiu sempre em números primos). A dada altura o outro mandou-o calar e pediu desculpa que ele era maluco. Mas isto contado não tem piada: só visto mesmo! Teve imensa piada, mas agora estou com as mãos e os pés gelados, o que pode ter menos piada amanhã. Vamos a ver!
5. O Millenium BCP teve a lata de me dizer na primeira página do Público que faltam 19 dias para poupar nos impostos de 2007. A minha questão é: o que é que eles percebem de poupar? Aliás, o que é que eles percebem de dinheiro?
E de resto não se passou nada de interessante.
Olha, quero mudar a encomenda de cérebro suplente. Mesmo porque está visto que é difícil encontrar o da Paris Hilton. Quero o do Pedro Santana Lopes, porque também deve estar novo: disseram-me (agora tenho que me documentar) que ele levou uma cabazada do Sócrates em relação àquela cena das equivalências ao 9º ano à la minute. Não pode ser mérito do Sócrates, por lógica pura e simples: ninguém ganha um debate de educação por definição. Ou seja, a única explicação é que o Santana Lopes não usa o cérebro, pelo que o pode ceder aqui ao “je”. Quer dizer, a cabeça de cima não usa... a de baixo não estou interessada.
Já agora, não arranjas uma gaja que me saiba dizer uma loja onde há cosméticos da MAC? Isso é simples! Até um Pai Natal deve desenrascar uma coisa dessas! Claro que isto ser um blogue frequentado também por gajas pode dar o resultado pretendido sem a intervenção do Pai Natal. Mas decidi dar-te o benefício da dúvida. Vai-se a ver, um dia ainda te recomendo aos meus amigos por seres tão porreiraço e me escutares sem refilar.
Com os melhores cumprimentos
Abobrinha
P.S: Hoje não há fufas para ninguém
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal - parte 3
Este segundo post/carta (whatever, porque isso não interessa porque não existes e não mesmo) é uma rapidinha à base de imagens.
Hoje fiz uma nova amiga nem sei bem como, mas ela precisava de precisava de uma conversa e um apoiozinho porque uns meninos foram muito maus para ela. Eu mesma fiquei parva porque já tinha ouvido falar de casos assim, mas nunca ao vivo e a cores. Não te preocupes que não vou ligar o lamechómetro e falar da amizade e do apoio (se bem que a história do apoio vs carga rendeu algum peixe) e da solidariedade entre as mulheres (e não ponhas esse sorriso parvo que isto não tem nada que ver com fufas. Mais que não seja porque não existes, por isso não faz sentido). Vou ligar o badalhocómetro, mas ainda não em turbo. Isto ainda está só a aquecer, porque daqui ao Natal ainda falta um pedaço!
Daí que hoje não peço nada para mim. Hoje sinto-me justiceira! Hoje quero castigar os maus... e os bons! Mas de maneiras diferentes. Vamos lá ver!
Pai Natal, há meninos que não merecem prendas. Outros que merecem qualquer merda, por isso age em conformidade. Alivia-te! Aqui tenho pena de não existires, mas talvez se quiser com muita força se possa arranjar qualquer coisa.

Há meninos ainda que são marotos e têm que ser castigados se querem ter um presente.

Digo eu que o menino com o chicote também tem que ter uns quantos de pecados no lombo, porque eu não calçava aquela coisa nem que me pagassem. Nem falo no resto da figura, que isso é outra história inteiramente diferente.
Ser parola e vestir como uma parola também deverá ser severamente castigado.

Para isso, não será pior ideia chamar a polícia. A brigada paroleira.

A brigada de trânsito não faz bem parte deste rol de castigos, mas recomenda a segurança nos automóveis e promove o uso de dispositivos de seguraça activos e passivos. Não sei bem qual é o caso deste airbag, mas imagino que surjam umas teorias acerca do assunto. Ou isso ou um teclado por outro algures no mundo vai ser alagado por baba (se já não foi por esta altura). De qualquer modo, fica a sugestão aos fabricantes de automóveis. E aos de computadores: como fazer teclados à prova de baba.


