Mostrar mensagens com a etiqueta absolutamente inacreditável. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta absolutamente inacreditável. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A verdadeira "cereal killer"

Comprar cereais “Special K” é regra geral uma ciência simples: olha-se para as caixas de 350 g e para as de 700 e pensa-se em quem são os patos que compram os pacotes mais pequenos, porque são claramente desfavoráveis em termos de preço e aquilo gasta-se de carago de qualquer modo. Não é assim fácil enganar uma Abobrinha com essas coisas!

Acontece que o pessoal das grandes superfícies não dorme em serviço, como constatei na minha visita ao Jumbo de Gaia. Na figura mostro as várias opões que se me apresentaram (alguém por favor me diga que é normal fotografar etiquetas de preço num hiper-mercado!):

A – 2 caixas de 500 g a € 5.89
B – a mágica caixa de 700 g a € 4.19
C – A inocente caixinha de 375 g a € 1.98
D – A caixa especial de folheto, 500 g a € 2.89

O que é que pensa uma gaja (note-se que é a mesma que pensou em tirar fotografias às etiquetas... e tirou!)? Pensa em calcular o peso do artigo por quilograma! Duuuh! Fácil, não?

Assim, temos:

A – € 5.78 / kg de cereais
B – € 5.99 / kg de cereais
C – € 5.28 / kg de cereais
D – € 5.78 / kg de cereais

É óbvia a minha opção, não é? E a opção foi... a B! E nesta altura vocês pensam: claro que só fizeste as contas quando chegaste a casa e este post é uma pequena lição de economia doméstica, e a desonestidade das grandes superfícies? Não: eu saquei da calculadora “in situ” e fiz lá mesmo as contas, pelo que foi uma escola informada e realmente a publicidade às promoções não foi enganadora de todo. Então...???

É que abanei todos os pacotes e fiquei com uma cisma: fiquei convencida de que todos os mais baratos estavam esmagados ou meios humedecidos pelo som que faziam contra a caixa. Daí ter optado pela de 700 g. E estariam mesmo? Não sei! Mas uma mulher cismada é quase pior que uma mulher zangada! Mesmo porque uma situação pode evoluir para a outra com muita facilidade...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Prémio persistência

O prémio Persistência (também conhecido por "espera sentado, senão ainda ficas com varizes e isso é chato e inestético" vai para o PCP) desta semana vai para o PCP, que espera ser poder "quando o povo português quiser":

"O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, insistiu hoje numa "ruptura" com a "política de direita" do PS e afirmou que os comunistas serão poder "quando o povo português quiser", sem ficar "à espera de lugares oferecidos". " (no Expresso)



Não sei o que são lugares oferecidos, mas não vi referências a eleições, o que me preocupa ligeiramente. Mas não muito.

Ex-aequo com o PCP recebe o prémio o Sr. Duarte Pio, porque ontem disse no Público (não tenho a ligação) que "O PCP também é muito patriótico" quando perguntado sobre se a monarquia é o último reduto do patriotismo. Quando lhe perguntaram o que tinham os dois movimentos em comum, respondeu: "Um certo idealismo próprio de quem adere a movimentos políticos que não dão compensações, que não dão emprego. "


O Sr. Duarte Pio receberia ainda o prémio "caladinho é que tu fazias boa figura" por uma série de bacoradas que disse na entrevista, da qual destaco uns bocadinhos. Aviso já que foi difícil escolher, porque toda a entevista foi uma bacorada muito grande:

"O poder dos reis vem de Deus?

Há uma grande confusão histórica quanto a isso. Os reis protestantes que quiseram tornar-se chefes das igrejas dos seus países criaram a ideia de que o poder real é de direito divino. A doutrina católica é diferente: todo o poder tem origem em Deus, mas chega-nos através do povo, não é arbitrário. O povo é que delega no rei o poder. É por isso que em Portugal o rei só era rei depois de aclamado pelas cortes.

No seu caso, não foi aclamado.

Pois não. Mas considero que o chefe da Casa Real fora do seu cargo continua a ter as obrigações morais que teria se estivesse em funções."

Fiquei confusa: onde está Deus no meio disto? E de onde lhe chegou a aclamação do povo?

"Ser rei é a sua profissão?

Tive várias oportunidades de trabalho, mas não aceitei, porque, na minha condição, não poderia ser empregado de ninguém."

Ah! Boa! A condição é a de aclamado, por aclamar ou de emproado crónico com um sotaque estranho?

"Ofereceram-lhe empregos?

Sim, propuseram-me cargos de administrador em bancos (ainda bem que não aceitei, senão agora estaria preso). Não aceitei porque perderia a minha independência.

Ocuparia muito do seu tempo.

Não foi por causa disso, porque os administradores dos bancos não fazem nada. Mas, na minha posição, se eu trabalhasse numa empresa, como assalariado, as minhas opiniões estariam condicionadas, não teria credibilidade."

Eu sabia que a minha vocação era ser administradora de um banco e não fazer nada. Quando é que abre concurso? Já agora, gostava de saber qual era o banco. O Totta ou o Totó?

"A educação democrática em Portugal é muito fraca. As pessoas ainda não perceberam qual é o papel dos partidos e do Parlamento. Se houver uma crise grave, com fome, pilhagens, tudo isto vai por água abaixo. Basta que, por um acto terrorista, não recebamos petróleo, que por causa de greves, ou distúrbios, a importação de produtos alimentares seja suspensa. Somos completamente dependentes. Pode haver centenas de milhares de pessoas a manifestarem-se por uma intervenção totalitária dos militares, ou do Presidente."

Claro que se houver um Rei, basta ele aparecer à janela, acalma toda a gente e sacia a fome com um gesto.

E esta é gira:

"O Presidente americano é um rei?

Sim. Esteve mesmo para ser rei. E tem mais poder do que algum rei tem hoje em dia."

Ou seja, os EUA foram governados pelo Elvis!

Duarte, filho: és grande!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Jovem, precisas de 1500 euros?

No Expresso:

"Em Itália, os pais que baptizarem os filhos com os nomes de Benito ou Rachele estão aptos a receberem uma ajuda financeira no valor de 1500 euros."

Mas...

"A recompensa está a ser oferecida pelo Movimento Sociale-Fiamma Tricolore (MS-FT), partido de extrema-direita italiano."

Mmmmm...

"Para grande parte dos italianos, trata-se de uma clara alusão ao líder fascista Benito Mussolini e Rachele, a sua mulher. "

Agora que falas nisso, realmente tinha-me ocorrido!

"Curiosamente, o MS-FT nega qualquer conotação, alegando que a escolha dos nomes Benito e Rachele aconteceu porque foram considerados interessantes. "

Ah, bom! Então era coincidência! Se é assim, tudo bem! Benito é um nome giro? E Clara também? Por coincidência, Clara era o nome da amante do Benito (pura coincidência! Mais uma!)! E Eva e Adolf? Mas não tem nada que ver com o.. com o...

"A ideia nasceu, diz o partido, da necessidade de ajudar a combater os baixos índices de natalidade na região. Segundo os autores da iniciativa, o dinheiro servirá para os pais comprarem berços, roupa e comida para os bebés. "

Pois... ... ... OK... eu vou já ali e venho...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Linda-a-Pastora" é

1. Uma moça chamada Linda, que apascenta ovelhas no monte;

2. Uma expressão de código usada entre gays para se identificarem uns aos outros. Um pouco como "are you a friend of Dorothy?", mas em português;

3. Uma localidade nas Caldas da Raínha;

4. Um bar no Bairro Alto;

5. Um doce típico dos Açores;

6. O nome de código de uma operação policial que visa desmascarar uma rede complexa de facturação falsa;

7. A namorada do João Pedro Pais, que vai fazer um dueto com ele no próximo álbum.


Quem arrisca um prognóstico?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tempo para tudo

O tempo não cresce nas árvores. Não se compra, não se reproduz. Simplesmente passa. Uma vida tem (em média) 80 e tal anos, mas o tempo não é sequer passado de igual modo nesses 80 e tal anos. Cada idade tem as suas especificidades: não se vive a adolescência aos 50 e não se deve ser velho aos 20. Porque não deve ser assim.

Há prazos para tudo, mas mesmo assim parecem passar de modo diferente. Os tempos certos de fazer as coisas não dependem de quem os vê, mas da circunstância em si e de quem se tem do outro lado:

- Há um tempo para dizer "amo-te". É que ninguém espera para sempre (ninguém com juízo); há um tempo para dizer "desculpa" e normalmente é mais ou menos a quente. De outro modo pode soar a falso, a ter simplesmente esperado que a coisa passasse para não levar com nada enquanto queria dizer alguma coisa. Ou a nervos e consciência pesada. Não é claro qual das opções.

-Uma mulher só pode ter filhos até aos 40 e tal (ou menos) e sente cada dia passar até à menopausa (o dia do "nunca mais", do "esgotou-se o tempo"); um homem, em teoria pode ter filhos até morrer. Mas se os tiver a partir de uma determinada idade nem sequer vai ter muito tempo para os viver. E não tem menopausa.

- Há um tempo para ver se um amigo precisa de ajuda. Se for tarde demais, ele já não precisará, por um motivo ou outro. Há um tempo certo para sacudir um amigo que está a enterrar-se em sentimentos de pena de si mesmo. E defini-lo é complicado!

- Há um tempo certo para chorar uma relação desfeita, seja ela qual for. Prender-se tempo a mais ao que não foi é doentio e pode impedir-nos de viver. E impedir-nos de viver, dada a nossa finitude, é a pior das crueldades.

Há já meses escrevi neste post que se me tivesse metido pelo mar adentro em Junho demorariam a dar pela minha falta. É verdade! Para ser concreta, demorariam 12 horas, que era o tempo de eu ir trabalhar. Menos se me ligassem e eu não atendesse. Já estaria algures a fazer parte do grande oceano, mas haveria quem chorasse por mim, quem desse pela minha falta. Foi mais coisa menos coisa o que sucedeu a uma pessoa que me era muito próxima: desapareceu deste mundo, mas sabe que foi muito amado enquanto cá esteve. Sabia que o iam procurar, quando, e certificou-se com sucesso de que era tarde demais. Sinto a falta dele.

12 horas é muito tempo para se detectar a nossa falta? Depende! Para uma mãe ou pai de família o tempo certo seria aí 2-3 horas, ou seja, 4-6 vezes mais rápido que para mim. Quanto tempo é muito tempo para se sentir que alguém possa ter desaparecido? 1 semana? 1 mês? 2 meses? E... 8 meses?

Quando escrevi o post solitário/melancólico da praia estava já este senhor morto e bem morto. A cheirar mal! Já não pagava renda há um tempo. Depois desse post o homem continuou. Morto. Eu fui de férias e voltei. Voltei a ir de férias e a voltar de novo. Gastei toneladas de gasóleo e emiti os respectivos gases de escape para a atmosfera, contribuindo para intensificar o efeito de estufa, enquanto ele ia emitindo maus cheiros diversos. Morto. Ocorreu uma pequena revolução na minha vida e ele... continuou morto, como os mortos continuam depois de... mortos! Que é isso que fazem os mortos. E ninguém o procurou! Apesar de ele ter morrido em Março.

Na realidade, este homem de 57 anos (é mais novo que o meu pai!) só foi encontrado porque a administração de condomínio contactou um filho (!!!) que então se dirigiu ao prédio, rebentou a porta e viu que o pai estava. Morto. Muito morto.

Em 8 meses ninguém lhe ligou? Não é tempo a mais para se procurar um pai, um tio, um primo, um amigo? Mas que diabo se passou aqui?

Estranho como possa parecer este post, não é um post triste: 12 horas parece-me mais ou menos bem. E sei que me sentiriam a falta. A tal rede social e relacional que me sustenta e de que se falou há uns dias funcionaria. Por grande que possa parecer a tragédia da minha solidão por vezes, há que pôr as coisas em perspectiva.

A solidão assusta-me, como assusta todos. Mas há que não se sentir completamente engolido por ela. Não vale a pena! Não é assim tão grave, embora por vezes possa senti-la muito intensamente!

Um destes dias tenho que ir de novo ao mar, molhar os pés de novo. E daí... é melhor não, porque senão sentem a minha falta passadas as tais 12 horas. Mas aí será para receberem um telefonema de uma voz de pneumonia a dizer que não dá para ir trabalhar durante no mínimo 1 mês! E 1 mês na cama é tempo a mais!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Uma explicação racional

No Expresso:

"Os motivos que levaram Margaret Bernstorff, 94 anos, a manter os cadáveres dos três irmãos em casa durante mais de vinte anos ainda não são conhecidos. A polícia já apurou que os três idosos morreram de causas naturais mas, embora esteja "lúcida", a "simpática senhora Bernstorff ainda não foi capaz de dar qualquer explicação racional" às autoridades para a sua atitude."

Alguém é capaz de adiantar uma explicação racional para uma coisa destas? Há uma explicação racional?

"Sobre os irmãos Bernstorff pouco se sabe: nenhum casou nem teve filhos, sempre viveram juntos, mudaram-se para aquela casa em Evanston nos anos 20 e por ali ficaram, com uma vida social praticamente nula. [...] Por isso mesmo, a atitude de Margaret com os cadáveres dos irmãos pode ser entendida como "normal", dizem os especialistas. "Quando não se tem um rede de suporte cai-se facilmente em situações irracionais de dependência como esta", explica Celie Berdes, professora de saúde em Chicago. "

Quê? É esta a explicação racional? Ainda por cima é normal? Eu não acho normal!

POrra, se a falta de vida social faz isto... ainda bem que eu gasto gasóleo para a ter! Entre outras coisas, cheira menos mal que um cadáver!

Nota mental: sair este fim de semana, esteja ou não melhor da garganta!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Eu sou racista!!!

Quem me acompanha há um tempo sabe duas coisas: 1. Quase nada do que eu escrevo é o que parece à primeira vista; e 2. Eu já exclamei num título "Eu sou lésbica!" (curiosamente por causa de uma gaja).

Desta vez a coisa é semi-séria, porque eu... sou de facto racista! Eu explico: toda a gente é racista (pretos, brancos, mulatos, amarelos, ...) e eu também. É nesse sentido o meu desabafo. Não sou menos racista que os outros, mas sou menos que muitos.

Sou racista porque sou capaz de escrever neste blogue ou dizer em frente a brancos que o Obama é preto... mas se tenho um preto/negro/africano à frente não consigo. E sou racista porque de facto não consigo encarar com naturalidade o facto de o Obama ter ganho as eleições: acho, de facto, extraordinário e sinto-me contente por essa conquista dos direitos cívicos. E não devia! Compenso com a consciência de saber que não gosto muito dele como pessoa, e não como símbolo de uma raça. O que... é fraco consolo! Porque me sinto racista na mesma!

Nestas coisas há que ser politicamente correcto. Uns chamam ao Obama negro. Outros afro-americano, um termo que me aborrece estupidamente, mas estranhamente se aplica bem ao Obama porque de facto ele é meio africano (pai queniano) e meio americano. O mesmo não é válido para mais preto nenhum americano tão americano como um branco porque... porque então é que é um branco americano? Eu digo que o Obama não é preto, mas meio branco, mas é mesmo só para disfarçar: porque quem olha para ele sabe que ele é... preto!!

Mas como sempre, a verdade vem da boca dos inocentes (ou desbocados?). E o Sílvio Berlusconi é que acertou em cheio: ele é belo e bronzeado! Daqui:

"De visita à Rússia, onde se encontrou com o chefe de Estado Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, considerou que as relações entre Moscovo e o Presidente eleito norte-americano têm tudo para dar certo, já que Barack Obama «é jovem, belo e também é bronzeado»."

E com esta calou-me!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Grande gala... grande galo!

Diz que morreu hoje uma actriz portuguesa: a Milu. Parece que fez de Luisinha no Costa do Castelo... uaaaaaaaaaaaaaaaaau... e eu com isso?

Eu não sou de ignorar as pessoas, mas quando há pouco saí de uma casa que tem televisão (porque eu não tenho) estava a dar uma gala de homenagem à Milu? Digo eu: não é falta de gosto organizar uma rapidinha para homenagear a moça? Ou estavam com isto tudo preparado (cantos e danças incluídos), mesmo à espera de a moça morrer? Não me parece bem!

De qualquer modo, era toura... o que só pode querer dizer que era boa pessoa!

Fazer sentido

Não faço ideia porquê, mas lembrei-me de uma conversa que tive ainda na Faculdade, no Piolho (onde fiz algumas cadeiras, por assim dizer) com um pessoal. Cheguei a meio da conversa, estavam eles a rir à gargalhada.

Quando perguntei porquê disseram-me que tinham chegado à conclusão que a maioria dos ditados populares faziam mais sentido se partidos a meio, começados normalmente, emendados com "debaixo dos lençóis" e terminados com "no meio das pernas". Fiz uma cara feia... mas eles tinham razão! Ora vejam:

- Grão a grão enche a galinha o papo.
- Grão a grão debaixo dos lençóis, enche a galinha o papo no meio das pernas!

Então não?

- Que a tua alimentação seja o teu melhor remédio.
- Que a tua alimentação debaixo dos lençóis, seja o teu melhor remédio no meio das pernas.

Pois...

- Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
- Zangam-se as comadres debaixo dos lençóis, descobrem-se as verdades no meio das pernas.

Sem comentários!

- Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
- Água mole em pedra dura no meio dos lençóis, tanto bate até que fura no meio das pernas.

Uuuuuuuuuuuuuuuui!

- Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
- Mais vale um pássaro na mão debaixo dos lençóis, do que dois a voar no meio das pernas.

Grande verdade!

Faz TUDO sentido! Alguns ainda mais que os originais!

Ora experimentem! Como auxílio, recorri a este site.

domingo, 31 de agosto de 2008

"Está só a acabar de se vestir"

Isto é uma frase poderosíssima! Sobretudo quando é fornecido o contexto. Mas para isto ter mesmo piada vou dar-vos várias hipóteses e vocês é que têm que adivinhar onde é que eu ouvi isso!

1. Foi o que disse o empregado de mesa do bar de stip quando lhe pedi para convidar o stripper para se juntar a mim;

2. Estava numa ménage à trois e isto foi o que o nº 2 me disse do nº 3, porque tínhamos que ir às compras (olhem que ainda há saldos engraçados nesta altura!);

3. Foi o que disse a mocinha do restaurante quando eu e o restante grupo perguntamos se a comida demorava;

4. Foi o que me disse a vizinha quando eu lhe perguntei para falar com o marido para ele tirar o carro que estava a bloquear a minha garagem;

5. Foi o que disse o apresentador quando o espectáculo do Joaquin Cortés estava a demorar um bocadinho (sim, ontem o Joaquin Cortés actuou em Matosinhos);

6. Foi o que disse uma amiga minha para a empregada da loja quando eu estava a demorar muito tempo no provador.

And the winner is... ... ... opção 3! E sim, eu também não entendi o que é que uma coisa tinha que ver com a outra. O que não impediu que eu pensasse e uma das pessoas que estava comigo dissesse em voz alta "se tiver natas, não quero!".

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Piercing genital é uma coisa...

... agora isto é uma coisa inteiramente diferente!

"Duas jovens que foram detidas em Lisboa pela Polícia escondiam, na vagina, 1.500 euros e artigos de ouro e prata, revelou hoje o Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa. [...]

Após perseguição policial, foram detidas e encaminhadas para a esquadra, onde foram revistadas. Foi então que se constatou que as jovens tinham nas áreas genitais, embrulhados em plástico, vários artigos em ouro e prata, para além de 1.500 euros."

Nota mental: nunca tentar atropelar um polícia (não que tivesse intenção) e se o fizer não fugir dele! Mas que raio de revista policial é esta? Eu sei que há homens que conduzem como se tivessem o acelerador ligado à pila, mas não estou a ver o equivalente feminino!

Suponho que isto possa ser maneira de fazer batota para valer mais na cama! O mundo está cheio de gente desonesta e que leva questionários parvos na internet demasiado a sério!

"A PSP suspeita que os artigos recuperados tenham proveniência criminosa. Presentes a tribunal, o juiz determinou que as duas jovens se apresentem periodicamente na esquadra."

Naaah! Como isto anda tão cheio de ladroagem que até caixas multibanco em tribunais assaltam, elas resolveram esconder as joias lá mesmo! Está visto que estavam a salvo dos ladrões, mas não dos polícias!

Isto há cada uma!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

As aventuras da Abobrinha com a homeopatia – parte 1

Declaração de interesses: eu gosto da escrita da Palmira Silva e do blogue De Rerum Natura. Infelizmente não leio uma e outro com a regularidade que devia, mas também não posso fazer tudo o que é bom para mim. Gosto do facto de a Palmira ser uma pessoa inteligente e mulher ainda por cima.

Disse a Palmira:

“Simplesmente não consegui acreditar que alguém fosse capaz de debitar em apenas 8 minutos esta quantidade de dislates!“

E não, não foi a respeito do meu blogue (8 minutos não chegariam nem para a cova de um dente!) mas a respeito deste vídeo. Mas 8 minutos parece-me manifestamente pouco tempo para dislates. Ainda o outro dia em Braga ouvi mais e não reclamei (mmmm... não muito...)!



Só para acompanharem a beleza da coisa, aqui está a transcrição do vídeo.

“Como refere Ben Goldacre, esta coisa está simplesmente para além da paródia, é demasiado imbecil para ser verdade!”

Palmira, não é bem assim! Não negue à partida uma pseu... uma Ciência que não conhece! Eu aderi à homeopatia e estou satisfeita. Mas o problema não é a homeopatia mas os não crentes e mesmo os sabotadores! Em honra do vídeo que a Palmira Silva fez o favor de divulgar, vou iniciar uma série de posts que retratam a minha relação com a homeopatia.

Um dos dramas da humanidade e das mulheres em particular é o excesso de massa. Massa ou arroz do prato que passa directamente para as coxas e para o rabo. E insiste em nem sempre se instalar nas mamas, pelo que têm que ser complementadas com umas almofadinhas estrategicamente colocadas ou um soutien com mais preocupações técnicas que um submarino nuclear (e com uma carga bem mais letal!). Mas é bem-feito porque os homens merecem ser enganados com isto e pior.

Ora a doutora Werner tirou-me um grande peso da consciência ao dizer que a massa praticamente não existe mas tudo é energia! Citou Stephen Hawkins e Einstein (acho que Popper também ficaria bem, mas não sei bem porquê), por isso só pode ser verdade .

Pena que a minha balança não seja tão racional e não reflita essa perda de peso/massa que saiu da minha consciência, mas estou convencida que tenho que comprar uma balanca quântica: uma que “quântico” eu me pese me dê a massa que corresponde ao que eu penso e que é sempre de top model (ou menos!). É muito à frente! Não sei onde vai guardar o resto da massa, mas poderá ser nos saltos dos sapatos que terei que usar para ter tamanho para top model. Ora com saltos de 20 cm para chegar ao 1.80 m acho que ainda posso engordar um pedaço, que tenho espaço de sobra!

As meninas das lojas de roupa também não vão em cantigas quando digo que o 34 tinha obrigação de me servir perfeitamente e que a culpa é do fabricante que não arranja maneira de activamente redistribuir o estado energético do meu corpinho que não tem quase massa, porque se a massa do mundo e de todo o universo cabe numa bola de bowling eu não posso estar gorda nunca!

Na realidade um dia destes uma das meninas das lojas sugeriu que como a energia não se cria nem se destrói mas se transforma, talvez eu devesse não transferir tanta energia na forma de alimentos (particularmente os mais calóricos) para o meu estado energético. Sugeriu ainda que eu transferisse energia do meu estado energético de não cabimento no 34 para uma máquina no ginásio! É parva a gaja! Deve estar a estudar Física ou outra porra qualquer inútil e não percebe que a homeopatia é uma Ciência superior e que explica todas as observações do mundo natural. E depois, o calórico não existe ou ela pensa que eu sou assim tão burra? Não juro que ela não estivesse a gozar com a minha cara, mas quero acreditar que não, senão estamos mal!

Na realidade fiquei grandemente impressionada com a homeopatia, pelo que voltarei a ela mais tarde para justificar outras coisas que não consigo justificar com aquilo a que mentes invejosas e de vistas curtas se chama Ciência. Porque a realidade é o que acreditamos. E se eu acredito que o meu carro anda sem gasóleo e vou longe com o estacionamento por fé, então não se torna difícil adivinhar que a homeopatia é adequada para mim!

Massa não, energia sempre! Homeopatia é o caminho!

quarta-feira, 26 de março de 2008

O estranho caso da relação entre o acordo ortográfico e a proposta de proibição dos pierçings

Os meus leitores devem estar habituados às estranhas relações que eu encontro entre as coisas. Há mesmo quem ache que eu não tenho mais que fazer (mas esses podem ir ver se está a chover, se não se importam!).

Desta vez sou capaz de ter ido longe demais! Pois não é que descobri a relação entre o acordo ortográfico e a proposta de proibição dos pierçings? Confusos? Confesso que também estou um bocadinho, mas isso é o meu estado natural e não é de todo preocupante.

Dizia o jornal “Público” um dia destes a propósito do projecto de lei do deputado do PS Renato Sampaio, que “médicos e “body pierçers [...] são unânimes: cada um deve ter o direito de decidir o que fazer com o seu corpo e esta prática não representa qualquer perigo de saúde pública”. Não é bem assim, mas vamos ler mais umas coisas:

“As zonas que poderão oferecer maiores problemas à colocação de um “pierçing” são as áreas mucosas, como a língua ou o nariz, onde a cicatrização poderá ser mais demorada.”

“O problema é que a maioria destas perfurações é feita por jovens que não têm uma higiene oral adequada levando à criação de bactérias e acumulação de cálcio o que se torna prejudicial. “Se a língua do cliente tiver demasiadas veias, vasos sanguíneos ou freios não podemos perfurá-los.”

Portanto, um grande problema parece ser a língua. Digo eu que já há más línguas que cheguem. Não é preciso juntar cálcio, bactérias e sangue à porcaria. Além de que juntar "perfurar" e "língua" na mesma frase... não me parece bem!

Mas o que é que isto tem que ver com o acordo ortográfico? Curiosamente só migrando mais para sul num bom pedaço de carne (aka corpo humano) é que se entende. Aliás, há muita coisa que só faz sentido no meio das pernas e este é um bom exemplo!

“O “Prince Albert”, nome pelo qual é conhecido no meio o “pierçing” genital masculino, é colocado na glande e sai pela uretra.”

Ha! Ha! Ha! Além de um nome parvo (que homem quer ter um “Prince Albert no meio das pernas?), digo eu que isto ainda faz falar mais fininho que um procedimento à Farinelli!

“O feminino, ou “pierçing clítoriano”, é feito, tal como o nome indica, no clítoris.”

Eeeeek! Até dói só de pensar!

“Normalmente cada pessoa faz entre um e três ‘pierçings’ genitais, mas também há quem tenha 100 e isso já não considero saudável” diz um body pierçer… obviamente que a minha noção de saudável e a dele diferem qualitativa e quantitativamente. Mas ele também não me perguntou a opinião!

E o acordo ortográfico? Ah, já me esquecia! Ora bem, o acordo ortográfico foi uma outra iniciativa a nível governamental para defender a lingua portuguesa. Não de cálcio, bactérias e sangramentos mas de… do… dos… … … mmm… de outra cena qualquer que assim de repente não me ocorre. Foi concluído o documento em 1800-e-troca-o-passo ou coisa que o valha e até agora… nicles! Se fosse ao ano, seria como os burros, mas nem isso! Mas 18 anos… pá, está na maioridade! Já pode tratar a professora por "tu" quando a agredir para lhe tirar o telemóvel!

O pierçing genital, ao contrário do que dizem dermatologistas e body pierçers não é um problema de saúde pública, mas um problema de língua portuguesa resolúvel facilmente ao abrigo de uma adenda ao acordo ortográfico: é que “público” tem um “l” a mais! Na realidade, o pierçing genital é um problema “púbico”. Se o instrumento tem muita rodagem, aí o “l” pode ser opcional (mas não convém).

Reparem mesmo na letra que se pode dispensar: o fálico “l”. Não podia ser o “b”? Não! Entre outras coisas porque não creio que exista a palavra “púlico”. Mas também porque a dispensar o “b” estar-se-ia a dispensar uma letra grávida. E isso não pode ser, porque é contra a lei geral do trabalho. A não ser que o “b” seja masculino, e nessa altura é mesmo só uma barriga de cerveja. Que, a julgar pelo afinco de alguns, dir-se-ia ser espécie protegida (embora não em vias de extinção).

A quem duvida que o problema seja de língua portuguesa, considere por um momento sexo oral num equipamento modificado por um pierçing… nem é bom pensar! Um pouco metálico, não? E se a língua também tiver um pierçing? E aquela porra não engata no outro? Mmmm… bem, aí podia ter as suas virtudes! Era definitivamente o fim das rapidinhas! Possivelmente o fim do sexo também, mas eu não disse que era capaz de resolver os problemas todos!

Fica por debater o problema das tatuagens, mas eu acho que já escrevi porcarias suficientes por hoje. Mesmo porque já debati o problema do pi-pi e da pi-linha noutro lado. Só tinha uma vantagem em relação ao pierçing genital: é que o pierçing genital exige a opinião de especialistas em ginecologia, enquanto que para a tatuagem é preciso a opinião de especialistas em problemas… cutâneos…


Já agora, um purista da língua portuguesa pode argumentar que eu escrevi mal pierçings, porque o “c” não leva cedilha (antes de “e” e de “i” não há necessidade e é erro). Dito isto, e dado o exposto anteriormente, se há sítio apropriado para meter um penduricalho pequenino e frouxo ao abrigo do novo acordo ortográfico parece-me mesmo ali! Vou por isso propor que “piercing” seja considerado erro e substituído com muito mais vantagem por “pierçing” numa segunda adenda ao acordo ortográfico! Vendo bem as coisas, foi o máximo de sentido que fiz até agora! E isto porque eu não propus que se considerasse o pierçing medicamente como uma prótese de um pintelho... ooops... acho que acabei de fazer isso mesmo!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mudei de ideias: afinal o cabelo é muito importante

No famoso (ou infame) post do Farinelli dizia eu que o cabelo não era assim tão importante. Ora bem, menti! É da maior importância, mas não como pensam. Como quase qualquer coisa na Abobrinha, isto vai dar uma volta de 180º (ou de 360: depois volta ao mesmo).

Ultimamente vocês sabem que eu ando assim um pouco para o sensível. Meia chorosa: chega-me a lágrima ao olho por tudo e por nada. Pois neste momento estou absolutamente lavada em lágrimas e nada do que vocês possam dizer ou fazer poderá fazer mais que causar mais lágrimas ainda e perda de razão! O sentimento é forte demais: estou completamente descontrolada e o meu corpo sacode-se violentamente em espasmos... de riso!!! Isto é tão mau que só pode ser verdade!!!



Aaaaaaaaaaaaaaaaai... doi-me a barriga de rir... há gente tão defeituosinha dos cornos! O que eles lucravam em ter posto questões ao consultório sentimental da Abobrinha!

NOTA: encontrei esta coisa à procura de material para posts de gajos... preparem-se porque isto vai correr mal!!

God bless the internet!