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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O escândalo!!!

Estive agora a ler isto no Expresso e fiquei escandalizada

"Para Sir
Elton John, Jesus Cristo talvez tenha sido homossexual. À revista Parade, Sir Elton, gay assumido, nem perde tempo a justificar: "Tentem ser gays pelo Médio Oriente. É complicado...". [...]

O cantor inglês teve tempo para falar do seu companheiro de vida David Furnish, com quem vive há dezasseis anos: "todos os Sábados correspondemo-nos por escrito, mesmo estando em continentes diferentes, apenas para confessar o quanto nos amamos!", concluiu."

Ah, ficaste escandalizada com as alegações de homossexualidade de Jesus?

Não: fiquei escandalizada ao verificar como o David Furnish está a ficar gordo (não presto atenção a como o Elton está a ficar feio porque já não é novidade)!!!! Porque é que eu haveria de ligar ao que o Elton John diz? Eu acho que nem ele mesmo presta atenção ao que lhe sai da boca! E só faz bem! O David é que ou presta atenção ao que mete à boca ou começa a fazer mais exercício!

... verdadeiramente escandaloso, rapaz!

domingo, 8 de março de 2009

Feel-good movie o c***!

Tive um dia destes mais uma prova de que um filme não é só o que o realizador, os actores e a restante panafernália de gente que o fez querem que seja: o filme é muito o que quem o vê sente. Tinham-me dito (e está anunciado) que o "Quem quer ser milionário" era um feel-good movie, que a pessoa saía de lá bem disposta... e eu saí de lá meia agoniada!

Recordo que já aqui afirmei que acho filmes com cabeças cortadas, motosserras, sangue a jorrar e outros que tais relaxantes. Mantenho o que disse. Vi também o "Trainspotting" como se estivesse drogada (coisa que nunca estive) e achei-o o máximo, embora friamente falando o filme seja perfeitamente horrível e retrate várias realidades horríveis, com uma banda sonora brilhante.

Mete-me impressão a maneira como o apresentador humilha o concorrente porque é o menino do chá do call centre (nem categoria nem cultura para assistente tem!). Na realidade ele é bem pior que isso: uma criatura que só está viva e íntegra por uma qualquer piada do Universo. Só pode, porque por lógica não é! Mas o que me desarmou profundamente foi a história de vida do protagonista, representativa da de um número inaceitável de seres humanos. Conflitos religiosos, ganância pura e simples, desrespeito pelo ser humano e pelo que ele tem de mais frágil: as crianças e as mulheres.

A cena em que uma criança é cega para conseguir mais esmolas fez-me controlar para não chorar (quando cheguei ao carro já não me aguentei) e marcou-me. Ver as crianças na lixeira, sujas, tratadas como objectos deu-me vontade de saltar para dentro do ecrã, pegar nelas, levá-las para casa e tomar conta delas (OK, sinto o mesmo quando vejo o Jude Law em filme, mas aí os instintos são diferentes... embora envolvam vagamente crianças... concretamente a sua fabricação por métodos naturais). Deu-me vontade de sorrir a alegria das crianças e a sua inacreditável capacidade de brincar e divertir-se e fazer asneiras que adulto nenhum teria imaginação para fazer. Mesmo no mais abjecto bairro de lata do mundo. Para crescerem cedo demais, quando no nosso mundinho há trintões ainda a jogar criquete na pista de aterragem de aviões e se esquecem de que têm que crescer e sentir felicidade nas responsabilidades que a idade traz consigo.

O filme está bem feito, de facto há ali a ascenção social e a força de toda uma nação de pobres que querem que um dos seus tenha sucesso, mas... a parte da história das crianças, por ser plausível, mexeu comigo! E a saída de tanto milhão de criaturas da miséria não é (como os milhões de rupias que levou para casa o protagonista Jamal) uma questão de destino: é algo por que tem que se lutar! Não só no próprio país, mas no mundo inteiro. E recordo o que disse o menino cego de voz de ouro (a mesma voz que o tramou em primeiro lugar): "Tu e eu somos iguais, mas tu tiveste sorte". E nós não somos diferentes de quem nasceu num bairro de lata em Bombaim (ou Mumbai, é a mesma coisa!): simplesmente nascemos no lado certo do mundo e com a pele mais clara.

Curiosamente o filme que seleccionaria como feel-good é... Milk! Objectivamente falando, mete-me nojo a realidade que retrata: tratar quem tem uma orientação sexual adulta mas desviante (OK, pode não ser a melhor palavra, mas para o caso não é grave) como pedófilo. E tratá-los como pedófilos só porque dá jeito para os retirar da vista e da vida de quem vive "como Deus quer": tendo filhos e um lar com duas pessoas de sexo diferente. Ou seja: treta da pior espécie, porque amor é amor, sexo é sexo e cada qual sabe do seu, desde que seja consensual e adulto. E homossexualidade e pedofilia não são filhos nem enteados.

E com tudo isto, porque é que me senti bem com o filme? Porque retrata algo a que não se volta. Não se volta porque uma maioria confortável de pessoas já não acha bem que se trate homossexuais daquela maneira. Não que se sintam confortáveis com a ideia (ouvi manifestações de nojo nas cenas íntimas no filme), mas isso não é o mesmo que ostracisar seres humanos como eles mesmos... mas que estranhamente se sentem sexualmente atraídos pelo mesmo sexo.

Saí do filme com a nítida sensação de ter ouvido muitos dos argumentos que ouvi dos fundamentalistas dos anos 70 em San Francisco, mas em português e de altas figuras da igreja católica (e não só) no nosso país. Mas por cada pessoa que os ouve, há um número confortável de pessoas (de tendências sexuais diversas) com vontade de os mandar para sítios pouco católicos. E que quando pressionada é capaz de fazer ver que semelhante descriminação é inaceitável.

Não digo, como é óbvio, que não se deva fazer leis contra criaturinhas como o James Franco poderem ser homem-sexuais! Tolerância é uma coisa, mas hoje é dia da mulher e isto é um homem em condições. Curiosamente é um menino de ascendência... portuguesa! E eu dizia-lhe a ascendência se o apanhasse a jeito! Já o Sean Penn pode virar quando quiser: é feio todos os dias, sempre foi e a idade não o melhorou nem um bocadinho!


Conclui-se facilmente que Deus tem um sentido de humor um pouco doentio quando fez esta criatura com a tendência sexual errada! Mas eu nunca tive ilusões de que o mundo fosse justo!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Badalhoquice... mas não a que pensam

Este post é uma rapidinha e é sobre homossexualidade. Mas é tudo menos superficial: um dia destes em Roma dois meninos de quem se diz coisas tão giras como que atracam de ré e pegam de empurrão (diabo, eu às vezes digo, mas é na brincadeira e ambientes seleccionados) tiveram uma ideia ou impulso: deram um beijo. No meio da rua. Em público.

O que aconteceu??? Foram presos! Vão a julgamento e arriscam-se a 2 anos de prisão. Lamento, mas não consigo encontrar a ligação para a notícia (ouvi há uma semana na televisão), pelo que posso estar a cometer incorrecções e mesmo tudo isto já ter acabado em águas de bacalhau.

Não se trata de um país de bárbaros nem fundamentalistas (ou trata?) mas da civilizadíssima Itália e da cosmopolita Roma! Ou eu acredito em histórias da carochinha, Pai Natal e coelhinho da Páscoa? Isto poderia ter acontecido em Portugal??

Isto para dizer que eu até estou a falar de modo que pode ser considerado ofensivo para as meninas homossexuais, mas... é na brincadeira! Acho que é claro, mas não tenho a certeza. Não tenho nada contra nem a favor da homossexualidade: não tem nada a ver comigo! Não me faz diferença!

Claro que devia haver mais lésbicas e menos gays: questão de concorrência!

E num ambiente mais relaxado, serviu ainda para parar os cavalos de quem estava à espera de badalhoquices lesbianas e levianas. Calma!!! O mundo não vai acabar tão cedo!!! E, Herr Krippmeister... vais ter que sofrer até chegar às vizinhas... ... ... mas vale a pena!