Vamos refrasear: quem é suficientemente velho para se lembrar disto???
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Feriadologia
Quando era pequenina os feriados eram de dois tipos: ou se ia à missa ou não. Não se ia à escola em nenhum dos casos, mas o primeiro tipo era levemente irritante porque a manhã era perdida entre vestirmo-nos para ir à missa, ir à missa, chegar a casa e trocar de roupa, ficando parte do dia comprometido. Um feriado ao sábado era particularmente irritante porque, embora não houvesse catequese, havia... missa. Que era programa que habitualmente não fazia parte de um sábado de manhã.
Fico por saber o que é que de tão interessante eu tinha para fazer quando era catraia: a vida nos subúrbios do Porto nos anos 80 não primava pela excitação e não havia telemóveis, internet nem mesmo grandes cafés (e eu só comecei a beber café na Faculdade, para verem como eu era atrasada). Em contrapartida tinha primos e vizinhos com fartura e o pessoal arranjava programa de uma maneira ou outra, mesmo porque se podia brincar no meio da rua ou ir para o campo ou o mato de uma das famílias.
A prova de que havia programa era que os mais irrequietos arranjavam sempre um ferimento ou outro, ou porque saltavam de algum sítio mais ousado ou porque tinham andado à porrada uns com os outros, cimentando e eternizando assim a salutar rivalidade ou mesmo inimizade entre famílias vizinhas. Uma seca, resumindo! E saltávamos à corda, imaginem só! E nenhuma das meninas tinha Barbies porque eram muito caras: na altura os chineses não eram como agora e parece que as Barbies não eram tóxicas.
Belos tempos esses, em que o drama de um feriado era ter que ir à missa e não. Tempos em que eu obedecia à minha mãe e nem ela nem eu tínhamos cabelos brancos. Tempos em que eu não tinha um blogue de que ninguém sabe com um consultório sexual a que ainda não respondi porque ainda não me inspirei devidamente (fica para hoje à noite) .
Fica a dúvida de porque é que se festeja mesmo os feriados: ninguém quer saber do significado (hoje festeja-se o 25 de Abril, certo?) mas só do dia de folga/compras. Nem o facto de ter que ir à missa parece muito relevante. Ou seja, já que os feriados não têm significado e não, podia-se perfeitamente semeá-los mais irmamente pelo ano em vez de os concentrar todos. Quem realmente quisesse que o dia tivesse significado, tirava férias! Mas quem me manda a mim ser lógica?
Claro que há pior ainda: há quem fique doente não só num domingo mas num domingo véspera de feriado! Gugui... desculpa, mas parece-me que o teu sentido de oportunidade é só ligeiramente pior que o meu. Ou eu sou tão ruim que nem a gripe quer nada comigo (é capaz de ser mais isso!). As melhoras, miúda! E há feriado para a semana. Mas esse é de ir à missa, se é que isso te faz diferença (a mim não faz)!
E perguntam vocês: mas que merda de post é este? Para já, quem pensou isso revela grande fé na minha capacidade de escrever mais que disparates (um erro!). E grande valentia em ter aguentado ler isto até este ponto! Já agora fica o esclarecimento: é que destinei o dia de hoje a arrumar a casa e... apetece-me tanto arrumar como nos outros dias: não apetece! Vai daí, estou a fazer tempo! Mas tem que ser... e tem que ser mesmo!
Voltarei à antena quando a casa estiver em melhor estado e eu inspirada para responder ao consultório sexual. E perguntam vocês: e o que te poderá possivelmente inspirar para escrever badalhoquices? O cabo da vassoura? Naaaah! É mesmo a minha mente porca, activa em qualquer situação!
Até jáaaaaaaaaaaaaaaaa!
Fico por saber o que é que de tão interessante eu tinha para fazer quando era catraia: a vida nos subúrbios do Porto nos anos 80 não primava pela excitação e não havia telemóveis, internet nem mesmo grandes cafés (e eu só comecei a beber café na Faculdade, para verem como eu era atrasada). Em contrapartida tinha primos e vizinhos com fartura e o pessoal arranjava programa de uma maneira ou outra, mesmo porque se podia brincar no meio da rua ou ir para o campo ou o mato de uma das famílias.
A prova de que havia programa era que os mais irrequietos arranjavam sempre um ferimento ou outro, ou porque saltavam de algum sítio mais ousado ou porque tinham andado à porrada uns com os outros, cimentando e eternizando assim a salutar rivalidade ou mesmo inimizade entre famílias vizinhas. Uma seca, resumindo! E saltávamos à corda, imaginem só! E nenhuma das meninas tinha Barbies porque eram muito caras: na altura os chineses não eram como agora e parece que as Barbies não eram tóxicas.
Belos tempos esses, em que o drama de um feriado era ter que ir à missa e não. Tempos em que eu obedecia à minha mãe e nem ela nem eu tínhamos cabelos brancos. Tempos em que eu não tinha um blogue de que ninguém sabe com um consultório sexual a que ainda não respondi porque ainda não me inspirei devidamente (fica para hoje à noite) .
Fica a dúvida de porque é que se festeja mesmo os feriados: ninguém quer saber do significado (hoje festeja-se o 25 de Abril, certo?) mas só do dia de folga/compras. Nem o facto de ter que ir à missa parece muito relevante. Ou seja, já que os feriados não têm significado e não, podia-se perfeitamente semeá-los mais irmamente pelo ano em vez de os concentrar todos. Quem realmente quisesse que o dia tivesse significado, tirava férias! Mas quem me manda a mim ser lógica?
Claro que há pior ainda: há quem fique doente não só num domingo mas num domingo véspera de feriado! Gugui... desculpa, mas parece-me que o teu sentido de oportunidade é só ligeiramente pior que o meu. Ou eu sou tão ruim que nem a gripe quer nada comigo (é capaz de ser mais isso!). As melhoras, miúda! E há feriado para a semana. Mas esse é de ir à missa, se é que isso te faz diferença (a mim não faz)!
E perguntam vocês: mas que merda de post é este? Para já, quem pensou isso revela grande fé na minha capacidade de escrever mais que disparates (um erro!). E grande valentia em ter aguentado ler isto até este ponto! Já agora fica o esclarecimento: é que destinei o dia de hoje a arrumar a casa e... apetece-me tanto arrumar como nos outros dias: não apetece! Vai daí, estou a fazer tempo! Mas tem que ser... e tem que ser mesmo!
Voltarei à antena quando a casa estiver em melhor estado e eu inspirada para responder ao consultório sexual. E perguntam vocês: e o que te poderá possivelmente inspirar para escrever badalhoquices? O cabo da vassoura? Naaaah! É mesmo a minha mente porca, activa em qualquer situação!
Até jáaaaaaaaaaaaaaaaa!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
"E tu conheces mulheres que não tenham um par de cornos?"
Atenção que isto não é lamechice. Este post é um desabafo causado por ter andado a ouvir com frequência a mais... conversas de cornos!
Se repararem, o título está entre aspas. Isto porque quem disse aquilo não fui eu mas um indivíduo que trabalha comigo quando eu mencionei uma amiga minha que apanhou com um par de galhetas (quer-me parecer que mais que uma vez, mas pronto, isso já é um pormenor). A resposta deixou-me de cara à banda com a ideia daquele homem de respeito e amor pela esposa. E uma outra pessoa que diz não se importar com a ideia de ser corneada. Desde que possa cornear de volta, não tem problema! Para isso prefiro a versão de um outro amigo meu: já não há amores para sempre! Mas ao menos enquanto dure, que seja verdade, e não uma ilusão de uma verdade doce!
Tenho visto gente a trair companheiros de longa e curta data e confesso que me mete impressão. Um erro acontece a qualquer um, mas uma coisa deliberada e sistemática mete-me arrepios. Se a mais pessoas metesse impressão, talvez a arte do encornanço se tornasse mais difícil um pedaço! Crime com castigo e sem perdão.
E deixo-vos com uma música fixe mas um conceito estranho: mentiras. Directamente da minha adolescência, os Fletwood Mac. Adorava os tipos porque não havia UM vocalista: simplesmente cantavam mais ou menos à vez, o que é extraordinariamente original! E digam lá se isto não se ouve bem! Música de trintões por excelência!
NOTA: Eu hei-de escrever posts badalhocos em breve, asm realmente não estou grandemente inspirada. Esperem um
Se repararem, o título está entre aspas. Isto porque quem disse aquilo não fui eu mas um indivíduo que trabalha comigo quando eu mencionei uma amiga minha que apanhou com um par de galhetas (quer-me parecer que mais que uma vez, mas pronto, isso já é um pormenor). A resposta deixou-me de cara à banda com a ideia daquele homem de respeito e amor pela esposa. E uma outra pessoa que diz não se importar com a ideia de ser corneada. Desde que possa cornear de volta, não tem problema! Para isso prefiro a versão de um outro amigo meu: já não há amores para sempre! Mas ao menos enquanto dure, que seja verdade, e não uma ilusão de uma verdade doce!
Tenho visto gente a trair companheiros de longa e curta data e confesso que me mete impressão. Um erro acontece a qualquer um, mas uma coisa deliberada e sistemática mete-me arrepios. Se a mais pessoas metesse impressão, talvez a arte do encornanço se tornasse mais difícil um pedaço! Crime com castigo e sem perdão.
E deixo-vos com uma música fixe mas um conceito estranho: mentiras. Directamente da minha adolescência, os Fletwood Mac. Adorava os tipos porque não havia UM vocalista: simplesmente cantavam mais ou menos à vez, o que é extraordinariamente original! E digam lá se isto não se ouve bem! Música de trintões por excelência!
NOTA: Eu hei-de escrever posts badalhocos em breve, asm realmente não estou grandemente inspirada. Esperem um
sábado, 19 de julho de 2008
Recordações de trintona - parte 1
Recebi um e-mail com UM MONTE de vídeos de introduções de bonecada de quando eu era pequenina que tenho MESMO que partilhar convosco.
Muito tempo antes dos blogues, era assim que passava grande parte do meu tempo. Antes do aparecimento de nódoas televisivas como uma Ana Malhoa saltitona (mas já aí com as mamas praticamente à mostra) a apresentar programas para miúdos e a tratá-los como se tivessem um atraso mental profundo (mas aí não foi original).
Os putos hoje têm uma escolha interessante de programas para ver, mas quer-me parecer que a maioria só com acesso a mais canais que os 4 de sinal aberto. Se se recordam, isto era só com um ou dois canais. Deu-me uma certa saudade, confesso.
Agora chega de conversa e apreciem. Esta série ainda vai render, porque me mandaram uma série destes filmes e eu quero saboreá-los devidamente antes de os partilhar.
The Woody Woodpecker
Eu costumava a imitar o Woody Woodpecker quando era pequenina... não tinha mesmo mais que fazer, carago!
Abelha Maia
Na Faculdade tínhamos uma versão mais exótica desta canção que envolvia o Calimero a sodomizar a abelha Maia. E por falar em Calimero...
Calimero
Eu bem que tentava cantar este tema, mas não dava mesmo! Ainda hoje não percebo o que eles dizem!
E agora um momento de publicidade.
Restaurador Olex
LINDO!!!
Atenção que de onde veio isto há mais!
Muito tempo antes dos blogues, era assim que passava grande parte do meu tempo. Antes do aparecimento de nódoas televisivas como uma Ana Malhoa saltitona (mas já aí com as mamas praticamente à mostra) a apresentar programas para miúdos e a tratá-los como se tivessem um atraso mental profundo (mas aí não foi original).
Os putos hoje têm uma escolha interessante de programas para ver, mas quer-me parecer que a maioria só com acesso a mais canais que os 4 de sinal aberto. Se se recordam, isto era só com um ou dois canais. Deu-me uma certa saudade, confesso.
Agora chega de conversa e apreciem. Esta série ainda vai render, porque me mandaram uma série destes filmes e eu quero saboreá-los devidamente antes de os partilhar.
The Woody Woodpecker
Eu costumava a imitar o Woody Woodpecker quando era pequenina... não tinha mesmo mais que fazer, carago!
Abelha Maia
Na Faculdade tínhamos uma versão mais exótica desta canção que envolvia o Calimero a sodomizar a abelha Maia. E por falar em Calimero...
Calimero
Eu bem que tentava cantar este tema, mas não dava mesmo! Ainda hoje não percebo o que eles dizem!
E agora um momento de publicidade.
Restaurador Olex
LINDO!!!
Atenção que de onde veio isto há mais!
sábado, 31 de maio de 2008
Comprei cuecas do snoopy. E nem gosto do Snoopy!
Ontem fiz duas coisas que nunca pensei fazer na vida: comprar um botão que seja na H&M e comprar um "tit tube". Mas o que é que vocês querem: ficava-me bem!
Entrei na H&M como de tantas outras vezes, com a ilusão de que eventualmente poderia haver qualquer coisa para comprar lá. Já muitas vezes entrei e saí pelo mesmo caminho, convencida que as modelos e/ou os fotógrafos de moda deviam ser todos presos por publicidade enganosa: às vezes nem é a nossa figura que não é bem assim (o que é perfeitamente normal: somos todos diferentes), mas simplesmente a roupa que é tão fraquinha que não vale o esforço! Mas de algum modo fica bem nas fotografias.
Desta vez fui iludida por um vestido que vi na montra. Com o barulho das luzes ele até parecia giro, mas uma vez na mão parecia que se desintegraria se eu respirasse com muita força. Mas já que ali estava, comecei a ver roupa. Tive que fazer como o cão antes de se deitar a dormir: dar várias voltas antes de começar a encontrar qualquer coisa no meio daquilo que valesse a pena experimentar. É que parte daquilo é uns furos inferior à feira de Espinho! Muito fraquinho!
Vi o "tit tube" e peguei nele porque as cores eram o máximo. Já que ali estava, mais valia experimentar. E por € 6.90 não vai ninguém à falência! Experimentei e constatei que me ficava o máximo! Na volta o problema era dos "tit tubes" que eu tinha experimentado em Inglaterra. Ou de ter desgostado do nome na altura (ou das tits das bifas). Como sou uma exagerada, comprei dois!
Experimentei ainda uns calções que me ficaram o máximo e me fizeram decidir uma compra próxima: auto-bronzeador! É que se eu me aventuro na rua com aquilo, ainda arranjo a cegar alguém: tenho as pernas tão brancas, tão brancas que pior que isto só a neve ou a areia de uma praia tropical para reflectir a luz! Ainda arranjo a ser presa pela ASAE! O pior é que podem confiscar-me os calções, que ainda por cima me ficam bem!
Experimentei mais umas coisas que só tinha a intenção de experimentar e não comprar e dirigi-me à caixa. Foi aí que tive um reencontro com a minha infância: o Snoopy! Aliás, todos os trintões andam a ter encontros imediatos com a sua infância, mas isso fica para outra altura. Eu nem gostava por aí além do Snoopy, mas 5 pares de cuecas por € 9.90 é negócio! Se levasse 10 eram € 12.90, mas eu tenho um limite auto-imposto para o número de cuecas do Snoopy que aguento na minha gaveta de roupa interior e é de 5 (se não era, passa a ser). Estamos em plena crise dos cereais embora eu ande em dieta constato a necessidade de poupar em bens de primeira necessidade (gasóleo incluído, mas não consigo poupar grandemente). Como é óbvio, espero que nessas vossas mentes porcas se tenha feito uma ligação estranha entre cereais, vegetais, comestibilidade e o Snoopy. Se não fez, é porque o texto está mal escrito ou vocês andam a precisar de uns posts de fufas.

Saí da H&M €65 mais pobre. Não comprei nada de muito extraordinário, mas sou capaz de ter gasto pouco dinheiro em coisas pouco extraordinárias, enquanto noutra loja pagaria muito mais. Acho que vou lá voltar mais um par de vezes. Afinal, gaja que é gaja gosta de uma feirinha de vez em quando. Para a próxima acho que vou ver o departamento de roupa de ginástica, que parecia ter umas coisas engraçadas e acessíveis... que é para depois comprar coisas caras noutra lojas: não dou ponto sem nó!
O que leva uma trintona a dizer que comprou cuecas do Snoopy? Bem, digo porque posso! E porque ninguém sabe quem eu sou. E se descobrirem, eu digo que foi a Joaninha a culpada por ter publicado este post. Não me conformo: uma menina casada a escrever estas coisas!!
A segunda experiência mais perturbadora da minha noite de compras foi constatar a inutilidade de comprar umas sandálias muito giras que vi: tenho aí 3 pares que ainda mal usei este ano, por isso parece-me estourar dinheiro desnecessariamente comprar mais sapatos enquanto o tempo não se decide. Eu tenho uma teoria acerca disso, mas fica para mais tarde. No entanto a parte mais perturbadora das minhas compras nessa noite foi na Morgan, quando vi à venda um par de calças com os tomates a chegar aos joelhos... credo... os anos 80 estão de volta! E não é só o Snoopy!
Para quem verdadeiramente gosta do Snoopy e/ou quer voltar aos anos 80 (de preferência sem calças com os tomates nos joelhos) fica este site.
Entrei na H&M como de tantas outras vezes, com a ilusão de que eventualmente poderia haver qualquer coisa para comprar lá. Já muitas vezes entrei e saí pelo mesmo caminho, convencida que as modelos e/ou os fotógrafos de moda deviam ser todos presos por publicidade enganosa: às vezes nem é a nossa figura que não é bem assim (o que é perfeitamente normal: somos todos diferentes), mas simplesmente a roupa que é tão fraquinha que não vale o esforço! Mas de algum modo fica bem nas fotografias.
Desta vez fui iludida por um vestido que vi na montra. Com o barulho das luzes ele até parecia giro, mas uma vez na mão parecia que se desintegraria se eu respirasse com muita força. Mas já que ali estava, comecei a ver roupa. Tive que fazer como o cão antes de se deitar a dormir: dar várias voltas antes de começar a encontrar qualquer coisa no meio daquilo que valesse a pena experimentar. É que parte daquilo é uns furos inferior à feira de Espinho! Muito fraquinho!
Vi o "tit tube" e peguei nele porque as cores eram o máximo. Já que ali estava, mais valia experimentar. E por € 6.90 não vai ninguém à falência! Experimentei e constatei que me ficava o máximo! Na volta o problema era dos "tit tubes" que eu tinha experimentado em Inglaterra. Ou de ter desgostado do nome na altura (ou das tits das bifas). Como sou uma exagerada, comprei dois!
Experimentei ainda uns calções que me ficaram o máximo e me fizeram decidir uma compra próxima: auto-bronzeador! É que se eu me aventuro na rua com aquilo, ainda arranjo a cegar alguém: tenho as pernas tão brancas, tão brancas que pior que isto só a neve ou a areia de uma praia tropical para reflectir a luz! Ainda arranjo a ser presa pela ASAE! O pior é que podem confiscar-me os calções, que ainda por cima me ficam bem!
Experimentei mais umas coisas que só tinha a intenção de experimentar e não comprar e dirigi-me à caixa. Foi aí que tive um reencontro com a minha infância: o Snoopy! Aliás, todos os trintões andam a ter encontros imediatos com a sua infância, mas isso fica para outra altura. Eu nem gostava por aí além do Snoopy, mas 5 pares de cuecas por € 9.90 é negócio! Se levasse 10 eram € 12.90, mas eu tenho um limite auto-imposto para o número de cuecas do Snoopy que aguento na minha gaveta de roupa interior e é de 5 (se não era, passa a ser). Estamos em plena crise dos cereais embora eu ande em dieta constato a necessidade de poupar em bens de primeira necessidade (gasóleo incluído, mas não consigo poupar grandemente). Como é óbvio, espero que nessas vossas mentes porcas se tenha feito uma ligação estranha entre cereais, vegetais, comestibilidade e o Snoopy. Se não fez, é porque o texto está mal escrito ou vocês andam a precisar de uns posts de fufas.

Saí da H&M €65 mais pobre. Não comprei nada de muito extraordinário, mas sou capaz de ter gasto pouco dinheiro em coisas pouco extraordinárias, enquanto noutra loja pagaria muito mais. Acho que vou lá voltar mais um par de vezes. Afinal, gaja que é gaja gosta de uma feirinha de vez em quando. Para a próxima acho que vou ver o departamento de roupa de ginástica, que parecia ter umas coisas engraçadas e acessíveis... que é para depois comprar coisas caras noutra lojas: não dou ponto sem nó!
O que leva uma trintona a dizer que comprou cuecas do Snoopy? Bem, digo porque posso! E porque ninguém sabe quem eu sou. E se descobrirem, eu digo que foi a Joaninha a culpada por ter publicado este post. Não me conformo: uma menina casada a escrever estas coisas!!
A segunda experiência mais perturbadora da minha noite de compras foi constatar a inutilidade de comprar umas sandálias muito giras que vi: tenho aí 3 pares que ainda mal usei este ano, por isso parece-me estourar dinheiro desnecessariamente comprar mais sapatos enquanto o tempo não se decide. Eu tenho uma teoria acerca disso, mas fica para mais tarde. No entanto a parte mais perturbadora das minhas compras nessa noite foi na Morgan, quando vi à venda um par de calças com os tomates a chegar aos joelhos... credo... os anos 80 estão de volta! E não é só o Snoopy!
Para quem verdadeiramente gosta do Snoopy e/ou quer voltar aos anos 80 (de preferência sem calças com os tomates nos joelhos) fica este site.
domingo, 6 de abril de 2008
Adolescentes não são só birras por telemóveis
Eu sou fã de um certo e determinado jornalismo: o dos chavões e afirmações que não interessam ao menino Jesus nem à vaquinha do presépio. Porquê? Porque me fazem ir à casa de banho mais vezes a ver se o veneno sai (o que é bom porque, entre outras coisas evita o recurso a depuralina) e porque me fazem por vezes pensar se realmente as coisas assim o são.
Quando ouvi que as adolescentes andavam histéricas porque o vocalista dos Tokio Hotel tinha apanhado uma laringite e não podia actuar, pensei "tadinhas, tão palermas". O que me levantou duas questões: 1) que diabo são os Tokio Hotel e 2) E como era aqui o "je" aos 15 anos e menos. A resposta à primeira pergunta foi um pedaço menos deprimente que a resposta à segunda, por isso vou começar pela segunda para acabar numa nota positiva.
Estranhamente o que me fez começar a desenrolar o fio da minha adolescência foi ler que os Tokio Hotel eram alemães (e não japoneses, como seria de esperar). Isso lembrava-me algo. E o que me lembrou não foi nada agradável e eu preferiria ter tido uma amnésia desses tempos... mas não é assim que a mente funciona! Atenção trintões: lembram-se destas carinhas larocas?


Ah pois é! Isto eram os nossos Tokio Hotel! Lindo, não?! E lembram-se das músicas? Como se isso fosse possível, dado que aquela porra voltou a ouvir-se! Ora recordem (este já está misturado, mas a porcaria é a mesma, com a vantagem de a moda ter dado gigantescos saltos em frente)!
Quem não se recorda de grandes êxitos como "Brother Louie", "Cheri cheri lady", "You're my heart, you're my soul" e outros que me esforço por esquecer mas não vale a pena. E atenção que os tipos até tinham bom aspecto. Mas a moda dos anos 80 era muito cruel, até para gajos giros! E a pronúncia inglesa deles... eeeeeeeeeeeeeek!
Havia ainda uma tipa também alemã, a Sandra. Ela até era gira e tinha covinhas no rosto. Mas as covinhas no rosto só são giras quando a pessoa sorri com naturalidade e não quando sorri de uma maneira parva que tem como único objectivo evidenciar as covinhas no rosto! E quem se pode esquecer do famoso "Maria Magdalena"? Espectáculo!
Quando ouvi que as adolescentes andavam histéricas porque o vocalista dos Tokio Hotel tinha apanhado uma laringite e não podia actuar, pensei "tadinhas, tão palermas". O que me levantou duas questões: 1) que diabo são os Tokio Hotel e 2) E como era aqui o "je" aos 15 anos e menos. A resposta à primeira pergunta foi um pedaço menos deprimente que a resposta à segunda, por isso vou começar pela segunda para acabar numa nota positiva.
Estranhamente o que me fez começar a desenrolar o fio da minha adolescência foi ler que os Tokio Hotel eram alemães (e não japoneses, como seria de esperar). Isso lembrava-me algo. E o que me lembrou não foi nada agradável e eu preferiria ter tido uma amnésia desses tempos... mas não é assim que a mente funciona! Atenção trintões: lembram-se destas carinhas larocas?


Ah pois é! Isto eram os nossos Tokio Hotel! Lindo, não?! E lembram-se das músicas? Como se isso fosse possível, dado que aquela porra voltou a ouvir-se! Ora recordem (este já está misturado, mas a porcaria é a mesma, com a vantagem de a moda ter dado gigantescos saltos em frente)!
Quem não se recorda de grandes êxitos como "Brother Louie", "Cheri cheri lady", "You're my heart, you're my soul" e outros que me esforço por esquecer mas não vale a pena. E atenção que os tipos até tinham bom aspecto. Mas a moda dos anos 80 era muito cruel, até para gajos giros! E a pronúncia inglesa deles... eeeeeeeeeeeeeek!
Havia ainda uma tipa também alemã, a Sandra. Ela até era gira e tinha covinhas no rosto. Mas as covinhas no rosto só são giras quando a pessoa sorri com naturalidade e não quando sorri de uma maneira parva que tem como único objectivo evidenciar as covinhas no rosto! E quem se pode esquecer do famoso "Maria Magdalena"? Espectáculo!
Não sei o que é pior neste vídeo: se a roupa, os cabelos, a luva solteira, a maquilhagem, se a voz falsamente rouca... há muito por onde escolher! Sei que eu com 13 anos já sabia distinguir uma parola quando via uma.
A Sandra protagonizou sem querer um dos episódios da minha adolescência (13, 14 anitos) em que me dei apercebi que era do contra. Foi quando uma amiguinha minha estava a babar-se com aquela música e eu disse que era um horror. Palavra puxa palavra, argumento puxa argumento e ela remata com "tu não percebes nada de música". Dados os padrões não me importei muito. Fiquei mais chateada quando constatei uns 2 anos mais tarde que um pão da minha turma admirava José Cid, mas eu na altura estava mais preocupada com outras coisas.
Não era preciso depuralina naqueles dias: o lixo estava na televisão e na "Bravo" e na "Europe Television" (lembram-se do Adam Curry?) e não algures em parte incerta dentro do nosso corpo e a precisar de um suplemento 100% natural mas tóxico para o fígado (o que não tem potância porque o fígado não é muito preciso para nada). Por isso é que nós não passávamos os dias em frente à televisão: não valia a pena! E não havia blogues, por isso a nossa existência era muito limitada.
Não era preciso depuralina naqueles dias: o lixo estava na televisão e na "Bravo" e na "Europe Television" (lembram-se do Adam Curry?) e não algures em parte incerta dentro do nosso corpo e a precisar de um suplemento 100% natural mas tóxico para o fígado (o que não tem potância porque o fígado não é muito preciso para nada). Por isso é que nós não passávamos os dias em frente à televisão: não valia a pena! E não havia blogues, por isso a nossa existência era muito limitada.
E estes adolescentes? OK, podem ser birrentos (e nós não éramos?), podem ter a mania (e nós não tínhamos?), podem ter telemóveis e blogues (o que os coloca em clara vantagem). Mas têm bom gosto!
É que isto são os Tokio Hotel. Inicialmente reclamei que homem que é homem não pode usar mais maquilhagem que eu, mas saltaram-me à cabeça nomes como Robert Smith (The Cure), Marilyn Manson (que adoro!) e parei de refilar. É que ainda havia outros, mas uns quantos estão no "dark side". E estes meninos ainda são putos, por isso ainda estão muito a tempo de se vestirem como homens grandes. Mas ainda são tão novinhos que me despertam mais instinto maternal que outra coisa.
Acontece que eu conhecia os Tokio Hotel antes de saber o nome e andava a trautear esta música. Que é comercial e tal, mas é gira! E ainda há o "Scream". Eu posso argumentar que "shouting out loud" é um pouco redundante (eu quando grito normalmente não é baixo, mas também tenho dificuldade em falar baixo de todo), mas soa bem e com o barulho das luzes não se nota.
Por isso a todos os teenagers: larguem o telemóvel e mostrem do que são feitos! Ah, e deixem de ver o Morangos com açúcar: engorda e não se aprende nada!
Acontece que eu conhecia os Tokio Hotel antes de saber o nome e andava a trautear esta música. Que é comercial e tal, mas é gira! E ainda há o "Scream". Eu posso argumentar que "shouting out loud" é um pouco redundante (eu quando grito normalmente não é baixo, mas também tenho dificuldade em falar baixo de todo), mas soa bem e com o barulho das luzes não se nota.
Por isso a todos os teenagers: larguem o telemóvel e mostrem do que são feitos! Ah, e deixem de ver o Morangos com açúcar: engorda e não se aprende nada!
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