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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

"Dá-me uma dentadinha no rabo, Maurício"

Uma dentadinha no rabo? Isto virou a S&M? Não exactamente (ainda não!).

Esta é a frase com que, no Madagascar 1 o rei Julian justifica a dentadinha no rabo do Alex ao Marty. Há um problema: o rei Julian e o Maurício são lemures. O Alex é um leão! Não é preciso explicar a diferença, pois não?
Isto a propósito da razoabilidade do que se pede. Não é razoável pedir uma dentadinha no rabo a um leão. Sobretudo quando ele está com fome. Sabe quem viu o filme que o Alex disfarça fingindo que não está a dar dentadinhas mas a contar as riscas e conclui que o Marty é preto com riscas brancas e não branco com riscas pretas (o que é hilariante porque a voz do Marty é a do Chris Rock). Pedir uma dentadinha no rabo ao Maurício, contudo, é inócuo! Porque é um lemur. Não um leão que já não tem quem lhe faça a manicura e lhe dê bifes no zoológico de Nova Iorque.

Sabe quem viu a história que o Alex acaba por querer comer carne. O que se resolve só por magia de desenho animado: há sempre sushi! Porque um gato não é vegetariano e, por sorte, "o gatinho gosta de peixe".

Para quem se perdeu, o que eu quero dizer é que não é razoável dizer uma coisa e querer outra. O que é razoável é pedir o que se quer o que é lógico e seguro para nós mesmos. O Crest, por exemplo, pediu um tau-tau. Qual é o pior que podia acontecer? Ouvir "não". Eu disse que sim, mas eu sou "segura" porque não o conheço e estou a 2500 km ;) Mas se ele não pedisse, não ouvia o "sim". E porque é que ele pediu? Porque queria! Em tudo o que têm que ser os outros a dar-nos (ou seja, que não depende de nós), há que pedir para se ter o que se quer. Não assumir que se vai ter por "se merecer"... se essa pessoa gostar o suficiente de nós.

Podemos pedir uma dentadinha no rabo ou fidelidade a um doce lemur: é seguro, é razoável e lógico. Mas se nos metemos com um leão... a coisa pode piar fino, porque um leão é um carnívoro feroz! Nem sequer um doce gatinho. E como se distingue um leão de um lemur? Bem, não é uma ciência exacta. Mas não é com certeza confiando cegamente em alguém só porque existe algures um príncipe encantado. Ele até existe, mas nem todos os homens o são. A maioria não é! E depois, há o príncipe encantado do Shreck... a voz dele é a do Rupert Everett... e toda a gente sabe como é o Rupert Everett...



A vida real não tem a magia do desenho animado, mas tem a magia da sinceridade e honestidade de algumas pessoas. E depois... há sempre sushi! E mesmo sushi vegetariano!
E há sempre a abordagem dos pinguins: "just smile and wave!".


NOTA: Parte do que escrevi deve fazer sentido. Mas ao menos as figuras são fixes e tem um quarentão de 49 anos... OK, é gay, mas é lindo à mesma! E o que perdeu em rigou ganhou em ligeireza!

Isto não dá para mim...

O comentário da marycarmen a este post fez-me pensar. Fez-me confusão.

Vamos por partes:

“nunca exigi ao gajo que não olhasse para outras, que não fosse beber cafés com outras, nem que não dormisse com outras, desde que nunca me mentisse”

Isto não dá para mim: eu entrego-me completamente, sinto as coisas muito profundamente. Não sou superficial por natureza e não acredito que isso seja um defeito. E não aceito que sejam superficiais comigo nem que tenham comigo outra coisa que não total respeito. E fidelidade é sinónimo de respeito. E de amor. Ninguém anda de olhos tapados, mas também ninguém anda a comer tudo o que mexe e não!

Além de que olhar para outras e tomar café com outras não é primo nem enteado de dormir com outras: tomar café é público e social, não íntimo. E eu levo a minha intimidade muito a sério! E exijo que a levem a sério! Quem pisar o risco... arrepende-se, acredita!

“não considerava que estivesse a ser encornada sempre que tal fosse apenas uma cena física e eu soubesse dela atempadamente. Tipo num prazo de duas ou três semanas”

Isto é o oposto do que eu sou. Ia dizer que não perdoo, mas o Crest provou-me que eu não digo coisa com coisa no que respeita a este assunto, por isso é melhor estar caladinha que estou bem. Olha, na volta recomendo-te que leias o que ele tem a dizer em relação ao assunto.

Isso do "só físico" não compreendo! De todo! Não consigo dissociar as coisas dessa maneira: sinto desejo por pessoas com quem me envolvo! E vice-versa.

“Conclui, no fim desta trapalhada toda, que tenho a mentalidade de uma menina de 8 anos, daquelas que são fans da Ana dos Cabelos Ruivos e acreditam que os príncipes e as princesas no fim vivem felizes para sempre e têm para cima de 8 meninos, já que a compra das botinhas nunca constitui problema no orçamento familiar. Tenho a mentalidade de uma heriona romântica do séc. XIX, e não sei crescer para fora dela.”

Chego realmente à conclusão que não sou romântica. Se é isto que significa ser romântica! Eu não vejo que vantagem tenha acreditar só por acreditar em príncipes encantados e no amor tão verdadeiro que nunca vai ser traído. Entre outras coisas, porque há por aí muito sapo (sim, podem atirar com a piada de viver em sítios húmidos e escuros)! Mas há homens honestos e que se dão como eu me dou. Eventualmente hei-de tropeçar num desses, em alguém que procure o mesmo grau de envolvência que eu. E que queira essa envolvência comigo! Em exclusivo, claro! Se não tropeçar, paciência!

Mas eu NUNCA aceitarei menos do que o que mereço! E NUNCA aceitarei ser traída ou ter numa relação que seja menos do que o que quero e mereço. Sobretudo a coberto de pobres desculpas “como querer o seu espaço”, “ser só físico”, “estar magoado com um relacionamento anterior” ou “estar à procura da mulher ideal” (já ouvi esta também!).

“Sou uma pessoa extremamente misericordiosa, sem que tenha ainda recebido um retorno kármico por isso. Diz-se que a esperança é a última a morrer, por isso olha...enquanto houver vida pode ser que receba algum... “

A única coisa que há a receber seja do que for é a satisfação própria de saber que fizemos bem. Não se pode esperar que o destino se encarregue de nos premiar. Temos que ser nós a tomar o destino nas nossas mãos. Isso ou os tomates de quem nos magoou... e depois apertar até ouvir falar fininho!

Eu sou misericordiosa em relação a um gatinho, a uma criança que não sabe o que faz ou a alguém que não está de posse de todo o juizinho. Não em relação a quem magoa porque quer e quer que eu me submeta a algo que me faz sofrer. Tu acorda, mulher! Ainda vais a tempo! Respeita-te e faz-te respeitar!

Em relação ao motivo que leva alguém a perdoar um encornanço, acho que a discussão no post foi elucidativa: perdoa-se por ser superior a isso. Mas... eu não recomendo! Porque é fácil de confundir com amor doentio por outra pessoa: o tipo de amor que anula a nossa vontade própria e nos submete a outro à espera... do príncipe encantado!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Para desanuviar...

A discussão no post anterior está animada (e deve continuar), por isso tenho que ajavardar um bocadinho.

Há um tempo saí com um pessoal e falou-se a dada altura de confundir o nome da pessoa com quem se está com outra ou outro. Qual a solução? Um rapazinho com ares de grande entendido deu uma solução que me parece razoável: chamar toda a gente de "amor". Mas é muito forte, por isso alternativas razoáveis são "môr" ou um sumido "mô".

Devo dizer que me parece mais ou menos bem (excepto o nome, que me dá um bocado calafrios)! E logo comigo, que sou um horror com nomes! Mas já sabem que quando alguém vos tratar por "môr"... na volta é melhor certificarem-se de que a pessoa realmente sabe o vosso nome e não está a chutar para canto!

Para rematar, e se é que ainda restavam dúvidas de que as mulheres são lixadas, vira-se uma das moças de repente para o rapazinho que se estava a armar em sabedor: "O que é que isso te interessa? Quase não tiveste namoradas, e as que tiveste foi no máximo uma semana, por isso não dá para confundir o nome a nenhuma!". Embrulha!

"Não é possível duas pessoas que dormiram juntas ficarem amigas"

OK, para quê as aspas? Porque quem disse isto não fui eu. Na altura não me apercebi que era uma declaração de intenções, um aviso. Não percebi que não estava aberto a discussão sequer: era mesmo assim.

Não gosto de ser confrontada com factos consumados. Não gosto de não ter opção, sobretudo quando está em causa a minha intimidade, as minhas emoções, os meus sentimentos. Não gosto de ser obrigada a contentar-me com menos respeito e consideração que aquela que mereço. E depois o famoso: eu avisei-te! Porque está bom de ver o que me aconteceu com este indivíduo (foi há muito tempo).

Que amizade resta depois? Baseada em quê? Eu digo que numa relação (seja ela de que natureza for), há um esforço para mantê-la, para nutri-la. Quando não vale a pena ou não justifica, quebra-se a relação e inicia-se uma outra, de outra natureza. Não valerá a pena manter a amizade baseada no que se partilhou antes? Sim, mas...

Há duas partes numa relação: enquanto durou e quando quebrou. Alguém a quebrou, por algum motivo. E essa quebra, os motivos que levaram a ela têm que ser levados em conta quando se tenta manter a amizade. Porque deve tentar-se. Contudo, como na relação que terminou, não pode ser por cedências de uma parte. Por submissão aos termos da outra, só porque é só isso que essa pessoa tem para dar. A dignidade que se tem que ter na relação tem que se manter depois. De outro modo, talvez não valha mesmo a pena. Tavez seja melhor dar mesmo o tratamento da indiferença. Que tem um problema: não é para quem quer, mas para quem consegue.

Hoje punha eu este assunto a discussão. Chamemos-lhe o consultório sentimental e (como no sexual), estejam à vontade para usar nicks falsos. E sim, também podem javardar. Porque possivelmente a coisa não merece ser levada tão a sério. Não sei...

domingo, 6 de abril de 2008

Respostas ao consultório sexual - semana 10 (parte 1)

Esta semana o consultório propriamente dito está pouco frequentado, o que se compreende: está bom tempo e o pessoal tem mais que fazer. Eu mesma estou a responder numa esplanada, antes de ter que recolher a casa, que tenho milhentas coisas para fazer (arrumar a casa incluído).

Mas vou fazer agora a parte 1 do consultório, sendo a parte 2 comentários ao que eu mesma andei a escrever durante a semana (não sei ainda o que vai sair, mas coisa boa não é). O que não invalida que coloquem mais perguntas, que eu respondo a tudo.

leprechaun disse...

Ei! Olha que te ando a arranjar clientela... que comissão me dás, ó tão Bela?!Ora bem, para já há um empate... 1-1! Alguém gostou e outrem detestou... é assim que eu sou! :)

Vamos lá ver se as almas muito apaixonadas desempatam isto a nosso favor... formiguinhas gulosas que sugam o teu dulçor!!! :D

Entretanto, afinal até já me dizem que eu sou o próprio alarme... mas se eu não roubo nada e é só tolice pegada!Pelo menos à distância...

Rui leprechaun(...é esta a minha substância! :))

PS: Ei! E também me chutas para além do arco-íris... onde guardo o pote de ouro, tão petiz!!!

4 de Abril de 2008 17:03

Leprechaun

Isto é um consultório sexual e não consegui entender dúvida nenhuma. A não ser que este seja só mais um dos milhentos comentários que tens deixado pelo meu blogue. Por favor acalma o facho, que estou a sentir-me sufocada com tanta atenção (fora o resto). E quando eu perco o à-vontade, tendo a fazer e dizer disparates de que me arrependo mais tarde, o que queria evitar porque este blogue é público e eu não gosto de magoar ninguém.

E mais não digo porque, como dizes, há uma parte pública e uma privada e eu não quero atravessar de uma para a outra. E eu não te responderei fora dos espaços públicos. Porquê? Porque sim! Porque, como disse no blogue do Ludwig, quem manda na minha caixa de e-mail ainda sou eu!

Sobretudo, não me persigas nem aos meus leitores pelos outros blogues. Que é essa merda de me deixares recados no blogue do Jorge Fiel, carago? Tudo se quer com conta, peso e medida e passaste o exagero. E eu, que sou uma exagerada, também tenho os meus padrões para o exagero.

Anónimo disse...

quauquauqaqua!!!!!arranjastes rápido abobrinha.ahahahahahahah!!!!!!valeu-me boas risadas.

4 de Abril de 2008 18:58

Anónimo

O quê? Daqui só entendo o "qua", o que pode significar só que o preclaro é um pato. Patos há muitos! Mas se deu para rir, não interessa: o objectivo é mesmo a boa disposição e estupidez natural.

Anónimo disse...


Linda Abobrinha...calma... surgiu a linda ideia de aconselhar-te sentimentalmente...acredito que estejas na idade correcta para mudar opiniões que sedimentaram a progressiva agressividade com que tratas o sexo oposto... remediar convém.- caso o Y interessa deves olhar (aquele olhar número 32, que guardamos a sete chaves) fixo o interessado, um olhar vale mil (bom não interessa) espero que não estejas mal.. caso o óculos atrapalhe, retire-o sedutoramente ( o seu .. o do Y é uma outra etapa)... continuaremos na proxima sexta.

5 de Abril de 2008 13:07

Anónimo

Beeeeeeeeeeeeeeeeeeem... como é? Concorrência? No meu próprio estabelecimento? Não pode ser, a ASAE ainda me fecha o tasco! Dito isto, o que é que isso interessa? Só peço duas coisas: um nick imaginativo (o mais badalhoco possível) e pontuação. A pontuação para mim é muito importante. Paneleirices, eu sei, mas é mesmo assim que eu sou!

Eu não tenho agressividade nenhuma: eu sou é uma exagerada! Quando vejo agressividade a despontar, tento afastar-me a ver se a coisa não estoura, porque é desagradável.

Se eu tiro os óculos só há um problema: não vejo nada! Com algumas pessoas, claro, isso pode ser uma vantagem.

Não acho Y um nome particularmente interessante, por isso sou capaz de não me sentir naturalmente atraída por um espécime com essa denominação de origem. Em termos cromossómicos já é outra história. Mas, como tudo, ele há cromossomas e cromossomas! E uns são mais interessantes que outros.

(acrescentado Às 21:45)

Anónimo disse...

Que tal "¿Professor Pardal¿"!!??¿¿¿

6 de Abril de 2008 16:27

Professor Pardal

Vejo que escreve de um teclado espanhol. Professor Pardal está bem! Afinfa-lhe!

leprechaun disse...

Oh... isto hoje esteve pouco concorrido, Abril está lindo e primaveril... apetece ser gentil! :)

Bem, pode ser que a nova clientela apareça para a semana... Dona Abobrinha Sultana! ;)

Mas não tive uma resposta à minha pergunta... ora bolas! Vá lá, estava bem à mostra no meio dos acessórios dispensáveis!!!

Onde está Eros à vista: no rosto ou no corpo da conquista?! Isto é, mais no 1º ou no 2º ou em partes iguais ou como quiseres, Abobrinha dos quintais!

Tell me this...Rui leprechaun(...where is bliss?! :))

PS: E claro que se pode comentar o comentário ao post original... é giro e não fica mal! ;)

6 de Abril de 2008 18:51

leprechaun disse...

Ah... já vi! Tinha-o deixado ali!!!

Ou seja, afinal devo ter publicado o comentário no sítio errado. Ei-lo então, já copiado neste lado:

Mas então ainda não há perguntas para o próximo nº da dezena?!

Hummm... há pouco eu estava a pensar que o rosto é a expressão máxima de toda a beleza e erotismo humanos. O resto do corpo é um mero complemento, bem mas como na prática sou um mero asceta talvez esta opinião não seja inteiramente consensual.

So... do you agree or not? Ou seja, será mais sensual um rosto belo num corpo até disforme ou o contrário, um corpo perfeito mas num rosto desfeito?!

Bem, exagero só p'ra rima! Além do mais, hoje já há a cirurgia estética, logo tudo se pode aperfeiçoar... havendo dinheiro para pagar!

Anyway... agrada-me que sejas assim tão bela... but please!... aparece na janela!!! :)*

6 de Abril de 2008 18:56

Leprechaun

Isto parece aquelas perguntas do tipo: gostas mais do teu papá ou da tua mamã? E merece o mesmo tipo de resposta: um olhar do estilo "tás parvo ou quê?" ou uma língua de fora.

Quanto ao "agrada-me que sejas assim tão bela"... mas conheces-me de onde exactamente? Eu posso ser uma farronca de primeira que ninguém aqui sabe!


I'll be back soon with another cartoon!

domingo, 9 de março de 2008

Respostas ao consultório sexual - semana 6

Meus caros

Afinal o consultório sexual desta semana teve freguesia, escapando ao anunciado fecho. Três fregueses não patrocinados pela casa podem eventualmente garantir a viabilidade técnica da coisa... vamos vendo!

Violentadoporummédicochamadovanderlei disse...

Carrissima, mui dignissima Abobrinha,

Fiz um exame à prostata, será que posso acusar o médico de violação?

7 de Março de 2008 17:55

Meu caro Violentadoporummédicochamadovanderlei

Vamos recapitular:

1. solicitaste o serviço (possivelmente até marcaste com antecedência)
2. foste "examinado"
3. pagaste e não bufaste

Ou seja, como qualquer freguês de um estabelecimento médico, foste f*** e ainda pagaste por isso. Isso não constitui violação, dado que se trata de um acto consensual do interesse de ambas as partes. Sendo que o interesse de uma das partes consistia em ter um dedo inserido num sítio por onde normalmente só sai merda (por assim dizer) e verificar uma glândula.

Se queres mesmo acusar (mmmm.... reparaste que a-cusar é uma construção curiosa) alguém de violação poder ir para os EUA. Se não funcionar podes a-cusar o médico de ter atentado contra a tua dignidade, por não te ter estimulado, colocado a mão na perninha, providenciado luz de velas e música ambiente. Não é por mais nada, mas se um gajo vai ser f***, ao menos tem que o ser com classe!

Alternativamente eu dou-te o telefone de uma urologista chamada Roseane Bundafirme e podem trocar cromos... ou mais qualquer coisinha. Não sei nada dos diagnósticos da fulana, mas devem ser bons porque o pessoal sai todo do consultório dela a sorrir, se bem que mais aliviados da carteira...

estouapaixonadopelaabobrinha disse...

Cara abobrinha,

Devo confessar que ultimamente tenho tido uns sonhos húmidos consigo. Gosto muito do seu estilo de escrita e penso como deve ser incorrer na prática do entra-sai entra-sai consigo. Podemo-nos encontrar? Imagino-a prostrada em posição submissa e eu por trás a fazer o meu serviço, ao som dos seus guinchinhos de prazer. Pense nisso!

8 de Março de 2008 13:07

Caro estouapaixonadopelaabobrinha

Esta questão cai claramente na rubrica consultório sentimental e reumatologia (um tema ainda não explorado).

Na net todos os gatos são pardos. Ninguém diria, por exemplo, que eu na realidade tenho os olhos completamente vesgos, 6 dedos em cada mão (sexdigital, portanto) e uma tara por cactos. Os 6 dedos explicam porque é que eu escrevo tanto e tão rápido.

Os sonhos são o espelho da alma (ou isso são os olhos? Não interessa!), mas no caso acho que indicam que o preclaro está a precisar de se mudar de uma casa ao pé do rio para outra mais seca. É que a humidade dá cabo do reumatismo e dos livros. A ligação deste sonho à personagem Abobrinha vem de imaginar o grande Porto e fazer a ligação para o rio Douro e à chuva. Ora Douro, água, humidade. Os sonhos não enganam! Está mesmo a precisar de mudar de casa!

O meu estilo de escrita não dá para me conhecer. Mesmo porque eu tenho vários tipos de escrita (e não se aprende nada com nenhum deles). Seja como for, não dá para ninguém se apaixonar por mim por causa dela. Porque, tudo espremido, eu não digo nada e para se estar apaixonado por alguém pressupõe conhecer a pessoa mais qualquer coisinha.

valetorno disse...

consultório, à sexta isso ate parece sex_tá, o que me parece demasiado explicito.

decididamente não há oportunidade, pra mais fenece a coisa, plo facto de ter dia (e talvez hora) marcado.

não decididamente não.

9 de Março de 2008 23:11

Valetorno

Carago, como é que eu não me tinha lembrado do sex_ta?? Estou a perder qualidades! Estou a ficar velha! Podia ser pior: podia ser como o Miguel Esteves Cardoso que consegue aguentar uma piada um bocadinho mas que depois descamba. Se ainda fosse para a porcaria, mas não: é mesmo para o bocejo! Podia ainda ser pior: podia ser o Zé Diogo Quintela que nem consegue começar a ter piada, mas avança com a segurança de quem a teve desde início. Há que dar-lhe uns pontos pela persistência. E para quem está a pensar, estou a referir-me ao Público especial de 18º aniversário, sobre o qual me debruçarei um dia destes (agora não: estou com preguiça).

Mas eu concordo com o preclaro: estas coisas não podem ter dias e horas marcadas. Têm que ser espontâneas e libertadoras. Um pouco como o sexo... ou os peidos... nunca tinha pensado nisso, pois não? Cabe a si escolher o que liberta e como! Seja como for, este blogue não tem decoro mas tem desodorizante (e sou meia surda do nariz), por isso pode largar-se à vontade, à hora que lhe apetecer! Se quer largar-se à sex_ta, largue-se. Se quer largar-se noutro dia qualquer, também está certo!

Força aí! Mas não muita, senão ainda se caga e este blogue não tem papel higiénico.

valetorno disse...

ah já me esquecia, aquela da Freira da Madeira, não teve piada. Eu cá sou mais adepto das Cagarras dos Açores. Fisionomicamente são parecidas, maso nome é menos efeminado. Ponto.

9 de Março de 2008 23:17

Valetorno

Eu também achei completamente sem piada a da freira da Madeira. Aliás, eu acho que além de não se aprender a ponta de um corno, nenhum dos meus posts tem piadinha nenhuma! Ou seja, estou bem lançada para me pagarem tanto como ao Miguel Esteves Cardoso e ao Zé Diogo Quintela por vomitar palermices em papel. E a isso chama-se wishful thinking, porque ninguém paga pelas minhas alarvidades! O que pode não ser mau, por uma questão de higiene social. Se bem que se eu escrevesse num jornal, ao menos o que eu escrevesse podia ter o digno e subido destino de limpar o rabo a alguém que se tivesse largado um pouco mais. Na net nem essa utilidade tem, veja lá a tragédia!

Em todo o caso, é bom saber a opinião de um preclaro leitor, dado que os comentários ultimamente não abundam.

E este consultório sexual anda definitivamente muito anal: a-bunda-m... cagarras... caga...rras... eu acho que prefiro as freiras: cheiram menos mal, mesmo porque tenho a certeza que ao menos se lavam por baixo (convém, senão deixam o ninho todo borrado).

Vá, vejam se mudam de tema para a próxima semana!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O consultório sexual da Abobrinha - semana 1

Meus lindos

Grande parte da minha inspiração vem de vossas excelências, que fazem o obséquio de me ler e me achar piada (ou não, mas já sabem o que é o livro de reclamações). O que só prova que são boas pessoas e donas de uma paciência infinita. Em homenagem a vocês, a Abobrinha iniciará esta sexta-feira dia 1 de Fevereiro um novo espaço aberto: o consultório sentimental.

Será um espaço inspirado na "Maria", esse ícone dos anos... coisos, os anos da minha meninice, crueis porque não havia internet e a moda era do pior possível (e os cabelos? Nossa senhora!). Exemplos clássicos de dúvidas à Maria eram coisas como "sacudi as cuecas ao pé de um homem casado. Posso engravidar?". A Maria respondia às perguntas mais cabeludas das suas leitoras e escutava-lhes os desabafos.

É o que farei aqui: todas as sextas abrirei as "hostilidades" com um post intitulado "o consultório sentimental da Abobrinha" e vocês deixarão as vossas perguntas e desabafos (emocionais, políticos, sexuais, tudo). Se não deixarem, eu mesma me encarregarei de deixar nicks inventados com perguntas cabeludas. É um desafio!!! Algures durante o fim de semana deixarei a resposta às vossas questões, de modo a terem motivo para se rir logo no início da semana. Não só não me importo que as perguntas sejam totalmente anónimas como acho que isso só acrescenta piada à coisa.

O consultório é livre e gratuito, mas se quiserem contribuir para a minha felicidade e fortuna pessoal, estejam à vontade.

Estão abertas as hostilidades! E assim cheguei ao incrível número de 46 posts no mês de Janeiro... como é possível???

__________________

NOTA a 1 de Fevereiro (10:54):

Para os mais atentos, este post mudou de nome: de "consultório sentimental" passou para "consultório sexual". A badalhoquice é a mesma, o título é que é diferente. É uma das muitas estratégias de marketing da Abobrinha (tenho mesmo que começar a cobrar honorários, pá!).

Façam o obséquio de colocar questões. De preferência anónimas. Se decidirem colocar-me perguntas por e-mail eu guardarei o ferozmente o vosso anonimato, como sabe a Ana Luísa de Anadia, Rua das porcas, 23, 3º Fr, tel 965231352 por experiência própria.