Porto, Rua Sá da Bandeira, dia 3 de Maio do ano da Graça de 2008. Fermosa e não segura (estava de saltos altos e a rua é bastante inclinada) descia a rua um vegetal com forma fálica na sua forma de duas patas e sem um computador à frente.
O incómodo dos sapatos altos e a atracção fatal por outros da mesma raça ou outra diferente levaram-me a espreitar para dentro da montra da Fly London. E lá estavam eles: diferentes e confortáveis. E lá estava ele: um naco de carne com duas patas, sentado a experimentar sapatos. Um homem seguro da sua sexualidade, que não se importa de estar de rabo para a rua porque não tem medo de ser enrrabado. Gosto de homens seguros, mesmo que sejam nacos de carne com uma gordurinha a mais e mesmo com um bocadinho de nervinho. Ou seja, que tenham qualquer coisinha para trincar (músculos firmes de preferência, mas não sou esquisita).
Seguro da sua sexualidade, experimentava sapatos. E foi aí que se desenrolou o drama: ao debruçar-se para calçar um sapato mais apertado ou mais trabalhoso eis que a vejo! Triunfante, livre! A etiqueta MONSTRUOSA das cuecas do naco de carne acena-me furiosamente! Não pensei mais em sapatos e passou-me a dor nos pés!
Como interpretar este acenar? Não será como o da criancinha (15 mesitos) que um dia destes muito de manhãzinha na rua me acenou o caminho todo, sorridente. A mãe nem notou porque a menina estava virada para trás e só nós as duas naquele minuto ou dois é que existíamos. Fez-me ganhar o dia! Este era um acenar diferente, sem dúvida.
Analisemos o cenário: peludo! Muito peludo! Um tufo de pêlo também me acenava! Isto era se havia dúvidas que o homem e o macaco são primos. Via-se do pedaço de rabo pertencente ao pedaço de carne mais do que está estabelecido nas normas ISO 69 de higiene e saúde rabal. Se a ASAE entrava no estabelecimento naquela hora íamos ter um problema.
Ocorreu-me que fosse um aceno de triunfo. Uma afirmação: EU SOU! Nem que "eu sou" seja uma etiqueta de cuecas claramente sobredimensionada, o que é importante é ser-se quem se é e assumi-lo perante o mundo! Não era sequer uma etiqueta anónima mas uma etiqueta saída do armário. No caso, da gaveta.
Seria o aceno só um cumprimento efusivo? Um cumprimento normalmente implica um rosto, o que não acontecia naquele caso. Dito isto, na falta de um rosto completo havia ali elementos de um rosto. No caso, bochechas: duas, para ser exacta (o único olho estava escondido). É então possível que o produto que se me apresentava (a etiqueta) fosse só um efusivo cumprimento. Sendo assim, trata-se de um produto de nicho: um cumprimentador de rectaguarda, para salvaguardar os casos em que o proprietário não consegue satisfazer as solicitações à frente e à rectaguarda. Ou seja, podia a desinibição ser afinal simplesmente uma tendência sexual que não me interessa (não na óptica do utilizador).
Podia ser um apelo à eutanásia: quem é que quer viver num sítio daqueles? Passar a vida a interrogar-se sobre quando é que o gajo vai mandar uma bujarda? Ir à máquina de lavar quando é suposto ser lavado à mão! A vida de uma etiqueta de cuecas é perfeitamente pouco compreendida pela Sociologia moderna, se forem bem a ver! Um drama académico!
É um mistério o acenar das etiquetas gigantes das cuecas!
Eu sou uma mulher de causas. E decidi abraçar a causa das etiquetas gigantes das cuecas (eventualmente também um ou outro pedaço de rabo correspondente que valha mais a pena). No fundo, resumidamente (pois...) este é o drama pouco conhecido das etiquetas gigantes das cuecas: para que servirão, se manifestamente nem para limpar o rabo são úteis? E sim, eu sei que acabei de criar uma ocasião excelente para uma piada acerca da possibilidade de eu ter um rabo grande (pelo menos para quem ainda não desistiu de ler!). Mas aviso já que tenho uma caçadeira apontada e não tenho medo de a usar.
Uma mente convencional dirá que uma etiqueta de roupa tem como função indicar a composição, origem, marca e instruções de lavagem. Um par de cuecas não passa de uma peça de roupa. Mas parece-me muito convencional para um peça com tanto potencial (quer vestido, a aconchegar o que deve, quer no meio do chão). Assim sendo, tenho as seguintes sugestões para futuras utilidades das etiquetas das cuecas:
1. Servir de caderninho de apontamentos. Nessa altura será eventualmente útil ter uma caneta por perto. Assim tipo um moleskine íntimo! Grande obras de literatura dali sairiam, não?!
2. Depois do E-book e do audio-book, o cueca-book. Isto seria particularmente útil para quem sofre de prisão de ventre, esse outro drama pouco conhecido! Em suma, uma merda!
3. Manual de instruções. Esta valência tem muito potencial! Não são os homens sempre a queixar-se que as mulheres não têm manual de instruções? Ora lá está: meninas, detalhem o modo de proceder! OK, isto é manifestamente um exagero (entraríamos no campo dos lençóis, e isto para cuequinha fio dental não dá). Assim sendo, coloquem só as instruções da vossa posição ou prática preferida... e renovem o stock de cuecas de vez em quando... depois de usarem e abusarem das outras... até ficarem beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem gastas! Oiéeeeeeeeeeeeeee!!
4. Kama Sutra. Isto é uma oportunidade para a indústria têxtil e um bom exemplo da cooperação entre a indústria e o Governo: o sussexo comercial faria o que as medidas governamentais não conseguem a nível de incentivos à natalidade.
E por aí adiante! Apelo a mais sugestões!
Já agora partilho convosco um detalhe que nunca revelei: o destino das etiquetas das minhas cuecas. É fácil: tesoura com elas!
E, meninos... ficam a saber que não é inteiramente mau ter receio que alguém vos ataque por trás. Sobretudo se tiverem calças com a cintura demasiado descida! Se forem primos de um macaco, então esperem até as luzes estarem mais baixas (ou até ela tirar os óculos ou lentes de contacto). Outra coisa: se quiserem construir parques infantis, prefiram o suor do corpo que vem do trabalho honesto e não cedam à tentação fácil da pornografia soft... pelo menos não antes de me enviarem umas provas para eu avaliar...
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Apanhei mais um!
Apanhei isto no post anterior:
jorge disse... Realmente não se aprende nada nesta merda!.apesar da autora estar convencida do contrário ou não fosse ela uma pedante com a mania que é a maior....!!!!
15 de Janeiro de 2008 20:41
Aha!!! Mais um! Mais um troll! Apanhei! E é meu... ... e o que é que eu faço com esta merda? Aliás, trocado por merda isto ainda dá prejuízo! E este blogue segue uma lógica de mercado. Ora se eu não tenho lucro com o meu blogue, não vou permitir também prejuízo! Senão tenho que fechar o tasco! E parecendo que não, há quem aprecie as bacoradas que eu aqui vou deixando! E se manifeste!
Amigos leitores: manifestem-se! Digam-me o que lhes vai na alma! Só as partes boas, claro, que eu vou demonstrar que a caçadeira que está ao pé do livro de reclamações está carregada e faz estragos!
Ora o que é que eu faço a esta porcaria de comentário? Se deixo na beira da estrada ninguém lhe pega e depois ainda apanho uma multa por fazer lixo! E olhem que as multas ainda são pesadas! E eu tenho mais em que gastar o meu dinheiro! E não tenho por hábito poluir!
E isto cheira mal! Aliás, não cheira: é tão insípido que nem categoria para cheiro tem! Esteticamente também não passa de um poio: como insulto não vale um caraças. Um poio sem cheiro! Nem um insulto pornográfico (tipo "não vale um caralho") isto merece! Não tem substância, não tem textura, não tem cor. Isto não passa de um peido mesmo! E dos fraquinhos!
Pedante? Vou eu aceitar o adjectivo "pedante" de um troll que nem sequer um blogue tem para eu poder dizer mal ou bem? Que não me deixa um número de telefone para que eu lhe possa responder à letra? Aliás, cá para mim nem telefone tem: deve usar os telefones públicos, de tão miserável que é! Da rua, que é onde pertence. Se for uma gaja, deve andar mas é nas esquinas a ganhar a vida!
Para mais, Jorge é um nome comum demais. E de menos! Pensando bem, é um nome muito curioso! É o nome do meu Guru, um dos grandes responsáveis por este blogue sequer existir. Já tive um troll que se auto-intitulava "fiel amigo" (mmmm... algo me diz que não estaria a fazer-se ao bacalhau). O meu Guru, contudo, é bem versado na fina arte do insulto, por isso nunca faria tão fraca figura.
Já agora, vou usar uma expressão dele: pudera que este comentador de meia tijela não estar conservado em vinagre. Como um pickle!
Preclaro (alegado) Jorge: se não lhe agrada o blogue... desligue! Tenho a certeza que os Telletubies são muito educativos. Pode ser que ainda vá a tempo para aprender boas maneiras (mas duvido).
Se, contudo, estava só a pedir um pouco de atenção, teve-a. Mas recomendo que arranje um cãozinho para lhe dar atenção (de preferência um daqueles que se monta na perna). Ou um tamagoshi, mas não se desiluda muito quando ele morrer. Se quer outro tipo de atenção ainda vai a tempo de se rir, deixar de ser importante e tomar um copo. É que eu aqui tendo a não me levar muito a sério. E não tenho a mania que sou importante. Mas isso não é o mesmo que ter a mania que não sou importante. Há uma diferença subtil.
jorge disse... Realmente não se aprende nada nesta merda!.apesar da autora estar convencida do contrário ou não fosse ela uma pedante com a mania que é a maior....!!!!
15 de Janeiro de 2008 20:41
Aha!!! Mais um! Mais um troll! Apanhei! E é meu... ... e o que é que eu faço com esta merda? Aliás, trocado por merda isto ainda dá prejuízo! E este blogue segue uma lógica de mercado. Ora se eu não tenho lucro com o meu blogue, não vou permitir também prejuízo! Senão tenho que fechar o tasco! E parecendo que não, há quem aprecie as bacoradas que eu aqui vou deixando! E se manifeste!
Amigos leitores: manifestem-se! Digam-me o que lhes vai na alma! Só as partes boas, claro, que eu vou demonstrar que a caçadeira que está ao pé do livro de reclamações está carregada e faz estragos!
Ora o que é que eu faço a esta porcaria de comentário? Se deixo na beira da estrada ninguém lhe pega e depois ainda apanho uma multa por fazer lixo! E olhem que as multas ainda são pesadas! E eu tenho mais em que gastar o meu dinheiro! E não tenho por hábito poluir!
E isto cheira mal! Aliás, não cheira: é tão insípido que nem categoria para cheiro tem! Esteticamente também não passa de um poio: como insulto não vale um caraças. Um poio sem cheiro! Nem um insulto pornográfico (tipo "não vale um caralho") isto merece! Não tem substância, não tem textura, não tem cor. Isto não passa de um peido mesmo! E dos fraquinhos!
Pedante? Vou eu aceitar o adjectivo "pedante" de um troll que nem sequer um blogue tem para eu poder dizer mal ou bem? Que não me deixa um número de telefone para que eu lhe possa responder à letra? Aliás, cá para mim nem telefone tem: deve usar os telefones públicos, de tão miserável que é! Da rua, que é onde pertence. Se for uma gaja, deve andar mas é nas esquinas a ganhar a vida!
Para mais, Jorge é um nome comum demais. E de menos! Pensando bem, é um nome muito curioso! É o nome do meu Guru, um dos grandes responsáveis por este blogue sequer existir. Já tive um troll que se auto-intitulava "fiel amigo" (mmmm... algo me diz que não estaria a fazer-se ao bacalhau). O meu Guru, contudo, é bem versado na fina arte do insulto, por isso nunca faria tão fraca figura.
Já agora, vou usar uma expressão dele: pudera que este comentador de meia tijela não estar conservado em vinagre. Como um pickle!
Preclaro (alegado) Jorge: se não lhe agrada o blogue... desligue! Tenho a certeza que os Telletubies são muito educativos. Pode ser que ainda vá a tempo para aprender boas maneiras (mas duvido).
Se, contudo, estava só a pedir um pouco de atenção, teve-a. Mas recomendo que arranje um cãozinho para lhe dar atenção (de preferência um daqueles que se monta na perna). Ou um tamagoshi, mas não se desiluda muito quando ele morrer. Se quer outro tipo de atenção ainda vai a tempo de se rir, deixar de ser importante e tomar um copo. É que eu aqui tendo a não me levar muito a sério. E não tenho a mania que sou importante. Mas isso não é o mesmo que ter a mania que não sou importante. Há uma diferença subtil.
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