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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

9 fufas

As lesbianas podem fazer parte do imaginário masculino, só no campo da fantasia. Sim, porque para sermos rigorosos, só interessaria aos homens no campo de mais que fantasia gajas bissexuais! Só assim se poderia fazer uma sandezinha de homem heterossexual (ou mulher-sexual) por vocação e com as hormonas aos saltos na óptica do utilizador.

Não sei se a ASAE permitiria a comercialização ou mesmo o consumo doméstico sem fins comerciais de sandes de homem heterossexual, porque poderia constituir canibalismo. Mas canibalismo ainda era naquela! O mais grave (e aí estou em crer que daria prisão e açoites em praça pública) seria se o dito homem fosse servido com creme de bola de berlim, bem barrado por todo, incluindo as partes mais molej..eje...eje. Se bem que os “berliner” (os de Berlim cidade) não têm creme. E os doces alemães em si não são grande coisa. Já as salsichas é outra história, mas não vamos desconversar, senão nunca mais chegamos às 9 fufas.

Afinal, comer um homem não é grave (acontece todos os dias e há mesmo quem goste). Deixá-lo todo chupadinho é mesmo desejável, mas há procedimentos de higiene e saúde a observar na confecção e comercialização de bolas de berlim. E neste aspecto a ASAE é inflexível. E acho bem! Isto não pode ser assim à balda!

Contudo, as fufas em si têm interesse só para mulheres. Essa lógica advém de meras considerações economicistas e de regulação de mercado: há a oferta e a procura e não saímos daqui. Eventualmente pode haver alguma necessidade de escoamento de stock, mas o mercado mulher-sexual costuma ser muito dinâmico e situações destas só ocorrem em situações excepcionais e mesmo assim é preciso uma conjunção astral muito específica. Não sei qual, mas também não interessa e eu estou aqui a tentar demonstrar uma coisa.

Ainda dentro de uma lógica empresarial temos considerações concorrenciais a ter em conta. Assim sendo, tem todo o interesse que passem muitas mulheres para o “dark side”, dado que o mercado de homens mulher-sexuais (aqueles cujo lado feminino é uma fufa cavalona e cheia de luxúria). E esta situação interessa a fufas autênticas e a mulheres homem-sexuais, dado que aumenta a luxúria dos homens disponíveis e ainda as hipóteses de comer um. Sem creme de bola de berlim, claro, porque ninguém quer problemas com a ASAE e porque dá cabo da linha e da vesicula. Mas há alternativas de baixas calorias, porque o nicho de mercado é importante. E que nicho!

Dito isto, 9 é um número excelente! Não é um número primo mas tem aspecto de o ser. E se for dito com um ar convincente passa a ser mesmo e não há discussão! É a lei da vida: uma mentira dita com um ar convincente passa a ser verdade. Por mim 9 é primo e acabou! O blogue é meu, quem manda sou eu!

9 fufas são 18 homens disponíveis no mínimo: é que 9 fufas arrastam outras 9. Ora 18 também não é um número primo, o que é uma pena, porque eu gosto muito de números primos: têm poucas calorias, muitas fibras, saciam e têm um sabor agradável a algo exótico. Para o pequeno-almoço é sempre números primos com leite magro. Não falha! E depois, houve alguém que falou de qualquer coisa com lesbianismo e incesto. Incesto que significa, como toda a gente sabe, 9 fufas num cesto com um lacinho e entregues à porta na noite de Natal.

Dado o equipamento de série das mulheres, o cesto de fufas tem que ser complementado com uma série de acessórios, o que também é bom para o comércio! Neste mundo ninguém dá nada a ninguém, e toda a gente sabe que as mulheres são de altíssima manutenção! Assim, junto com 9 mulheres com preferências sexuais exóticas (como os números primos, como já expliquei) teria que juntar-se um cesto com vibradores de vários modelos (ao fim de um tempo as gajas aborrecem-se do mesmo modelo), revistas de moda, roupa, telemóveis com saldo ilimitado, sapatos (muuuuuuuuuuuuitos sapatos), joalharia e carros femininos. Se uma delas fosse da raça “dykes on bykes”, teríamos ainda uma ou várias motorizadas. Ah, e dinheiro para combustível. Ou seja, o cabaz ficaria por um preço absurdo e mesmo assim ainda se queixariam dos homens e das outras mulheres. Ou seja, fufas são gajas na mesma, para quem tinha ilusões.

Ou seja, 9 fufas é bem capaz de ser demais! É só um palpite! Por número primo que seja, 9 é capaz de não ser um bom número para um conjunto de fufas para alguns homens. Mesmo porque já chegamos à conclusão que 9 fufas não interessam a homem nenhum!

E depois de vos pregar com esta seca monumental, cá estão elas: 9 fufas vestidinhas com o “birthday suit”. Revisto e aumentado, claro! Ou um “buffet coma até chegar lá com o dedo”... eje... ora bem... cá está uma expressão traiçoeira. Claro que deste conjunto de fufas, todas menos um par delas são a fingir. E ainda temos uma tábua de engomar (que aqui nem parece tanto).

Se conseguiram chegar até ao fim do texto sem morrer de tédio, os meus parabéns! Eu não seria capaz!

domingo, 14 de outubro de 2007

Estou preguiçosa...

Estou com uma preguiça danada para escrever... sorry! Nem posts de fufas, nem as minhas aventuras com o cabo da vassoura (ainda não escrevi esse post, dei-me conta há pouco tempo).

Não há fome que não dê fartura, mas suponho que o oposto seja verdade também! Isto passa!

O que é que isto vos lembra?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Perguntas cretinas e duas versões de respostas

Pergunta nº 1

Numa loja de lingerie, depois de uma moça ter comprado uma série de roupa interior gira para ela mesma:

- Precisa de alguma coisa para homem?

Pergunta que ela queria fazer:

- Tens gajo ou estás desempregada? Se estiveres, eu vendo-te umas coisas, senão desampara-me a loja!

Resposta que a moça deu:

- Não, obrigada, acho que ele não precisa de nada de momento. Se precisar, depois passamos por aqui. Mas tem coisas giras!

Resposta que a moça queria dar:

- Sim, preciso: de peças para construir um em condições, porque os que vêm já montados de série vêm com um defeito ou outro, ou então nem para sucata servem! E muitos dos mais ou menos ou estão ocupados ou gays.

Mas é claro que não é nada disso que estavas a perguntar! O que queres saber é se eu estou encalhada, minha parva!

Fica sabendo que só porque te contentas com qualquer coisa e usas esse soutien tão empinado e decote à mais-valia-andar-só-de-soutien-que-era-mais-honesto como principal (único?) argumento de venda isso não te faz superior! Pelo contrário: contribuis para baixar a exigência dos homens e depois gajas mais exigentes são chamadas de esquisitas!

E sim, estou chateada pela pergunta! Se eu precisasse de "alguma coisa para homem", pedia, não achas?? Tenho boca para falar! E ficas a saber que não é só para isso que a uso, o que possivelmente é mais do que o que pode ser dito de ti! Daaah!

Pergunta nº 2

Numa reunião de condomínio, confrontando um advogado. As perguntas cretinas são feitas duas moças com muito mau feitio e muita atitude. Assunto: uma indemnização de um funcionário por um despedimento mal feito (posto de um modo muito soft!).

- Sr. Dr., mas então qual foi o motivo que alegou para o despedimento?

- Extinção do posto de trabalho.

- Mas então isso não é legal? Não é assim que se faz?

- Pois, mas a jurisprudência diz que...

- Sr. Dr., não é essa a pergunta! O que eu quero saber é se as coisas foram feitas no devido prazo.

- Sim, pois, não! Quer dizer, a jurisprudência...

- Olhe, mas não havia também lugar eventualmente a processo disciplinar, por todos os motivos que lhe explicamos depois de horas de reunião consigo?

- Sim, a jurisprudência diz que...

- Então está a dizer que se podia ir por um despedimento por justa causa, ter mesmo entrado em acordo com ele e evitar a indemnização, certo?

- Bem, quer dizer, sim. Mas a jurisprudência nestes casos...

- Sr. Dr., mas então (...)

(muitas perguntas, muitas "jurisprudências" e um advogado a ficar de todas as cores depois)

- Então o que nos está a dizer é que o despedimento foi mal feito e em consequência disso estamos a pagar uma fortuna numa indemnização perfeitamente escusada, certo?

- Mmmm... quer dizer... ssssssssssssim...

- Ah! Era só isso que queríamos saber!

Informação complementar: por incompetência de falta de mau feitio de outros, além da indemnização, ainda pagamos ao advogado por serviços que ele obviamente não prestou, além de nos ter prejudicado. Há coisas fantásticas, não há?

O objectivo não era humilhar o homem: era ver se se apurava a verdade e se descobria como sair da situação. Infelizmente humilhamos o homem (lamento, mas ele prestou-se a isso, embora eu não tenha gostado de ver) e não saímos da situação. A solução foi procurar um independente da administração de condomínio, competente e interessado, com quem se pode falar!

Vá lá, algo de positivo saiu disto! Além da cumplicidade que dura até hoje com a outra moça de mau feitio. Colheita de 74 também! Logo, boa pessoa e revolucionária! Mas não fala tão alto como eu, o que é bom porque nas reuniões funcionamos bem em conjunto, mas cada qual no seu registo! Normalmente é ela quem me impede de saltar ao pescoço do administrador de condomínio! E eu que digo o que ela pensa em som mais audível!

Pergunta nº 3

Esta tem preliminares (o que é sempre bom!).

Estou eu na Ribeira do Porto, junto ao Cubo, na praça do dito cujo, na minha fase de má vida (ou boa vida, conforme a perspectiva). Tenho amigos de várias Faculdades, vários cursos, curso nenhum e os respectivos amigos. Os meus amigos, ao contrário do "je", fumam ganza e outras coisas maradas. Os amigos dos amigos a dada altura juntam-se (o que é natural, porque os outros foram fumar às escondidas) e de repente alguém diz: "Eh, pá, não acredito que nos juntamos aqui aí 6 pessoas que nem fumam tabaco nem ganza".

Imediatamente a seguir a ter dito isto, aparece um tipo rafeiro do pior que formula a pergunta cretina:

"-Queres ganza? Queres ganza" (que soa como "kés gánza, kés gánza" por causa do sotaque cerradíssimo)

Ao que a vossa abóbora de eleição responde com a mesma delicadeza que se estivesse numa loja de decoração e design na Foz perante um designer de interiores gay e cheio de trejeitos:

"- Não, obrigada, já temos!"

Bem, seria complicado explicar que nenhum de nós fumava tabaco nem ganza, não acham?

Pergunta nº 4

Outra da mesma altura de má vida. Também com preliminares.

Um amigo está a fazer Erasmus na Holanda e traz de lá uma folha de não sei o quê (não interessa o que é, só sei que se fuma. Estávamos no café Luso (quando aquilo estava aberto) e eles iam começar a fumar aquilo lá dentro.

A vossa abóbora de eleição protesta, e que não sei quê e que temos que ir lá para fora porque é proibido.

Chegados à rua, passam-me o charro.

"-Para que é isso?" - pergunto eu.

"- Então... não queres? Foste tu que insististe para virmos cá para fora!"

"- Vocês sabem que eu não fumo! Eu não disse que queria fumar isso cá fora! Eu disse que queria vir cá para fora, que era para dar mais o ambiente de ser proibido. Mas não quero isso!"

Fica ao vosso critério decidir de quem foi a pergunta cretina!

Bem, chega de histórias! Vou regressar ao que tenho que fazer, mesmo porque isto está a correr melhor! E isto já está muito comprido e o Pharphalho depois queixa-se dos "lençóis" de texto! Se bem que, se tem alergia aos lençóis... problema dele!

Para o fim de semana prometo uma leitura crítica da Cosmopolitan e da problemática dos rabos arrebitados. Isto SE E SÓ SE pintar a porra da casa!!!