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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quem verdadeiramente é o parolo dos parolos segundo as contas da abobrinha

Atenção, antes de prosseguir tenho um anúncio a fazer: cacei mais um troll! E é meu, só meu!!! Não o partilho com mais ninguém!

OK, já que pediram muito eu partilho! No post "Isto é o que acontece a quem ameaça uma Abobrinha com mau feitio...", alguém pensou que o tratamento se dirigia só ao Herr Krippmeister. E escreveu:

Anónimo disse...

Abóborazinha, minha putazinha então tu eleges uma bichona encarnada como eu como a mais "pirosa".....xõ xõ xõ

vais ser expulsa da nossa claque de "bichonas encarnadas"!

teu, ZéCasteloBranco

Para já, quem escreveu isto pensa que eu sou mãe dele. E eu não tenho filhos dessa idade! Depois, eu não faço parte de claque nenhuma. A fazer, virar-me-ia para o Sporting: esses sim são causas perdidas! (Ai, que isto vai doer) Mas está explicado como é que o equipamento do Benfica virou a cor de rosa.

Mais ainda: o Zé Castelo Branco não ganhou a sondagem de mais pirosa. Para falar verdade, quem ganhou a sondagem de parolo mais parolo foi

(rufem os tambores)
A MICAS!!!! Pelo seu contributo para a parolice nacional, presente, passada e futura! E por ter tido tão pouca importância que só conseguiu 3 votos em 38 (e isso porque eu votei duas vezes nela e o ZumZumMataMoscas votou em toda a gente!).

Teve pouca importância, mas teve direito a um post! Dito isto, um dinossauro a peidar-se teve direito a um post, por isso como critério vale o que vale! Ou seja, não vale muito! É que aqui não se aprende nada! Eu não me canso de avisar, mas ninguém me ouve!

Eu ainda estive para votar mais 21 vezes na Micas, para dar cabo de qualquer legitimidade que tivesse esta sondagem, mas assim ia ter que o trabalho de escrever acerca do verdadeiro resultado... e isso dava muito trabalho! Assim como assim, eu escrevo o que me dá na real gana, por isso não interessa!

Em segundo lugar António de Oliveira Salazar! Não conseguiu o feito naquela parolice inqualificável dos Grandes Portugueses, mas foi "desonrrorosamente" destronado pela sua pupila. Mmmmm... pupila é uma palavra traiçoeira, não sei se repararam! Não interessa! Não sei quem foi António de Oliveira Salazar nem o que fez. Como o país também não parece saber ou esforçar-se por isso, não me vou sentir culpada. Para mim será sempre o tipo que ficou em 2º na competição dos parolos mais parolos de todos os tempos.

Em terceiro lugar temos João Pedro Pais. Sei quem é mas preferia não saber! Vamos ficar por aqui...

Em quarto temos a Abobrinha! Ninguém sabe quem é, mas também o interesse parece ser pouco! Nem uma votação para mais parola consegue ganhar! Será a Abobrinha uma extra-terrestre? Eu ia dizer uma inteligência extra-terrestre, mas o adjectivo parece ser substantivamente exagerado, por isso não vamos entrar por aí!

A Floribella/Luciana Abreu tem honras de quinto lugar. Por esta altura há crianças que não se lembram dela. As outras ainda não sairam da pedopsiquiatria.

E em último temos o José Castelo Branco, alma de outro mundo, que de vez em quando desce à Terra para nos assombrar. Em todos os sentido. A única coisa positiva que fez foi dar origem a um boneco na Contra-Informação e dar-me a conhecer que os homens conseguiam usar fio dental para mais coisas do que limpar os dentes. E isso eu viveria feliz sem que mo dissessem!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Carta ao Pai Natal - parte 7

Caro Pai Natal

Tenho uma dúvida: as canções de Natal são todas parolas ou são só os parolos que as cantam? Não consigo decidir, mas doses maciças de RFM durante o dia mais música de centro comercial estão a pôr-me os nervos em franja. Eu sabia que devia ter despachado as compras em Novembro (e daí, talvez Setembro não tivesse sido pior). A possível excepção a esta regra é a "All I want for Christmas" da Maryah Carey, mas isso era se não tivesse aqueles sininhos horríveis. Baaaaaaaaaaaah!

Sinto-me inclinada para dizer que o Natal é uma época de parolice por definição! Senão repara nas imagens que te apresento. E aprende, que eu não duro sempre! Tu também não: como não existes, não tens propriamente prazo de validade! Às vezes é uma vantagem, estás a ver?

Olha, gajas de mini-saia, ar provocante e pernas de 3 metros não é receita automática para uma imagem sexy! Mesmo que algumas não tenha a certeza se é o look Mãe Natal, Capuchinho Vermelho ou Miss Esquina mais concorrida de monsanto (assegura o Herr Krippmeister que é zona de má fama, e possível origem de uma moça muito peculiar que anda sempre com a mão na massa).






A versão rústica do mesmo visual nem por isso é mais apelativa. Pelo contrário.

O look avózinha púdica (se possível) ainda é pior! E aquele batom vermelho com um vestido tão castrador... sinceramente não entendi! E o colar de pérolas... ai o colar de pérolas!



O que vale é que os homens também conseguem ser imensamente parolos. Possivelmente estes dois pensaram que tinham um desconto de casal.


Não sei o que pensar destes. Mas o cão é nitidamente do Benfica (clube de parolos por definição: falo por conhecimento de causa), dado que adoptou a coloração da nova camisola. O calção prateado ali do "pale force" é claramente uma alusão a um anterior equipamento, igualmente parolo. Mais: desconfio que os chapéus é mesmo só para enganar e isto não tem nada que ver com o Natal!


Esta imagem seria equivalente às representações de cenas de natividade pintados na porcelana chinesa (com olhos rasgados, como se Maria e José fossem chinocas), mas na última carta (última imagem) acho que demonstrei que os orientais não ficam nada a dever à parolice! E não, eu não sei o que é um Naked Christmas , mas já começas a ver os termos de busca que usei para obter estas imagens!



No rol de queixas de parolices tenho ainda que acrescentar fitas horrorosas de hiper-mercado para colocar em árvores de Natal, bolas do mais kitsh possível e iluminações domésticas perfeitamente lamentáveis e escusadas. Isso para não mencionar a feira de vaidades na televisão de "galas" e "galos" com os mesmos do costume a fazerem as mesmas figuras tristes. Com o problema que com o passar da idade ficam cada vez mais chechés e teriam obrigação de ter juízo (e de chechés estou a falar de trintões a trintões vezes 2). Mas isso agora não interessa nada. Já agora, o Natal dos Hospitais ainda é vivo? Credo, não consigo pensar em melhor motivo para se ficar bom!

Claro que Natal não é só parolice, e junto com estas... coisas... há outras fantásticas como as iluminações de Natal do Porto e a árvore que está nos Aliados (não posso falar de mais nenhuma cidade por falta de conhecimento de causa). A minha primeira tentação foi dizer que a árvore era uma piroseira, mas isso foi antes de a ver! E antes de gostar dela já tinha visto a animação que trouxe à baixa (no dia em que a árvore foi acesa eu fui a única pessoa a passar por ela e não a ver). Só por isso já valeu a pena fazê-la. Além de que foi dos poucos casos em que grande coincidiu com grande coisa. Tenho que ir ao Porto à noite para apreciar as iluminações devidamente, mas isso só deve acontecer depois do Natal. Não contes com fotografias: o meu nick é Abobrinha, não é Allanah. Para tirar más fotografias é melhor estar quieta!
E depois, juntar a família para o Natal é uma boa desculpa como outra qualquer.
Mas que fique bem assente que tu não existes, está bem? O facto de eu conversar contigo só prova o quão avançada vai a minha demência (detectada assim que nasci). O facto de não falares comigo não tem assunto nenhum: acontece-me o tempo todo. Essencialmente com homens: acham-me muito palavrosa. Não sei porquê.
Com os melhores cumprimentos
Abobrinha

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Votação

Neste momento a votação está assim:

- 32 votos no total

- Lidera sem contestação o Sr. José Castelo Branco com 18 votos (56%)

- Floribella/Luciana Abreu vai num honroso (ou horroroso) 2º lugar com 7 votos (21%)

- João Pedro Pais e Abobrinha estão empatados em 3º lugar com 5 votos, ou seja, 15%

- O Sr. Professor António de Oliveira Salazar está em 4º lugar com uns míseros 4 votos (12%)

- Ninguém deu importância à Micas. Possivelmente nem ela mesma!

A conclusão que se tira é que eu não tenho tanta sensibilidade para o Marketing como pensava. De outro modo, teria acabado com a porra da votação há muito, que já mete nojo!

Sugestões para prémios? Recordo que a votação acaba na véspera de Natal!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eu, parolinha

Eu tenho uma confissão a fazer: eu comprei o livro "Eu, Carolina". Eu justifico: além de um quê de badalhoca (no bom sentido), também tenho qualquer coisa de parola! Confesso que "Eu, Carolina" foi dos melhores livros que já li: ri-me que nem uma louca com a história e com a parolice da história e da maneira de escrever da autora. Já vi redações da 4º classe com mais nível (as minhas, por exemplo)! Para além de tudo, o livro lia-se rapidinho. E gaja que é gaja aprecia uma rapidinha de vez em quando!

Quando os "Gato Fedorendo" leram excertos do livro no programa eu pensei que eles eram uns exagerados e que não se fazia, gozar assim com uma pessoa: não acreditei que alguém fosse capaz de escrever coisas daquelas a sério! Pelos vistos também sou um bocadinho inocente!


Outro exemplo de parolice (fora a "família real", que é regra geral imbatível) foi uma criatura que disse qualquer coisa como: "gosto da sensação de ter uma coisa a mexer dentro de mim". As vossas mentes porcas a esta hora estão a pensar em tudo menos no contexto em que esta barbaridade foi dita. Quem disse isto foi... Diana Pereira, modelo grávida de Tiago Monteiro. Digo eu que não é preciso estar grávida para... bom, não interessa! Adiante!

Neste momento se houvesse um prémio para o maior parolo de todos os tempos, o prémio era capaz de ir para um grande português, já repetente nestas andanças. Foi até considerado o maior português de todos os tempos: o Prof. Doutor António de Oliveira Salazar!!! Na impossibilidade de o traste receber o prémio, estava capaz de o dar à Micas.

Pois este Natal (época de parolice por definição) acho que vou pedir um livro! Concretamente
"Os Meus 35 Anos Com Salazar", de Maria da Conceição Rita, aka Micas. Eis a sinopse (e olhem para a fotografia... que nojo!):

"«Salazar entrou devagar na minha vida, sem eu dar por isso, ainda na minha infância. Quiseram logo a seguir separar as nossas vidas, mas revoltei-me e não deixei. Acompanhei-o assim até ao fim da vida dele.»"

Durante 35 anos, Maria da Conceição Rita privou com António de Oliveira Salazar. Nenhum laço familiar os unia, mas com apenas seis anos, Micas, como Salazar carinhosamente a chamava, foi viver para a residência do «Senhor Doutor», por intermédio da sua familiar (por afinidade) Maria de Jesus Freire, a governanta de Salazar.

Na primeira pessoa, a pupila de Salazar conta-nos os gostos gastronómicos do seu «protector», descreve o seu quotidiano até agora desconhecido, evoca as fábulas que o Presidente do Conselho lhe contava ao adormecer, recorda tanto as lições de tabuada e História como as raras confissões políticas que ele lhe fazia em passeios nocturnos pelos jardins de São Bento, explica a forma como a economia doméstica de São Bento era dirigida."
Li o artigo sobre o livro numa revista cor de rosa quando estava no cabeleireiro e fiquei com os cabelos em pé (não ajudou ao penteado)! Antes de mais por ter lido o que li no sítio onde o li: então agora Salazar é cor de rosa chic? Bem, está no sítio certo, de certo modo!

Fiquei pasma com várias coisas: o que é que a Micas foi fazer para casa do Salazar, se nem da família era. Não diz isso em lado nenhum e eu gostaria de saber. Mas o que acontece numa dada altura, num determinado contexto pode parecer certo. O que me espanta é que ainda hoje a Micas encare isso com naturalidade, quando já tem idade para ter juízo!

Que encare com naturalidade o facto de a governanta criar galinhas no Palácio de São Bento, à revelia do Salazar (afinal, o chefe de um Império!), a bem da economia doméstica também me ultrapassa! O cúmulo da parolice: chega a dizer que se vendiam os pintos e os ovos para um grande hotel, onde um hóspede na época entre as guerras não os dispensava. O nome do hóspede: Calouste Gulbenkian! Oh, santa parolice, rezai por nós que não temos salvação possível! Ao pé disto, Phone-ix como nome de uma rede de telemóveis parece-me francamente de bom gosto!

A Micas é ainda coerente quando explica que Salazar pegou numa vassoura para lhe ensinar como se varria: da esquerda para a direita, de um lado para o outro. Eu ainda ia javardar a dizer que o homem talvez tivesse pensamentos pecaminosos com o cabo da vassoura, mas acho que já chega de porcaria!

Ainda não comprei o livro (devo comprá-lo, por curiosidade), mas tudo isto me revolta o estómago! Aborrece-me sobretudo pensar que o nosso país tenha conseguido aguentar um ditador parolo e mediocre destes tanto tempo! O que é que se passava connosco, porra? Como é que só nos sacudimos daquele regime passado tanto tempo?

De momento estou a ler o livro da Zita Seabra, mas ela não tem uma fluidez de escrita que me prenda (e ando um bocado alvoada) por isso estou a ler devagar. Mas já aprendi umas coisas e compreendo melhor o que já tinha observado na Faculdade: andei sempre com os comunas (porque eram mais divertidos e porque calhou), estranhamente, e sou conotada politicamente tanto com direita como com esquerda, por isso estou um pouco confusa. Ou não: na volta não pertenço mesmo é a nenhum! Mas também tem elementos de parolice, inocência e de uma malvadez meia escondida.

Agora o manifesto do eu, parolinha: como é que eu e a minha geração, os nascidos e/ou criados em ambiente de liberdade não somos melhores e não nos sacudimos mais? Quando afinal até tínhamos obrigação para mais! Ou temos outros grilhões? Será que a única maneira de lutar pela dignidade, pela liberdade, pelo trabalho é ir para manifs ou escrever blogues reaccionários a dizer mal de tudo e de todos? Algo aqui não está bem! Olhando para o passado vê-se o porquê de certas coisas, mas não de todas. E está visto que a minha geração precisa de um paradigma novo. De ver exactamente quais as causas por que quer lutar e como se faz a luta de forma justa e eficaz. E fazer a luta, mais que não seja contra a parolice! Já é uma boa causa!

P.S. Espero que o texto faça sentido, porque foi escrito a prestações.