... passa a ferro durante horas e no fim não lhe apetece pegar numa arma e rebentar os miolos.
Pior que isso só mesmo pensar, nem que por um picosegundo que até pode ser divertido e uma maneira de ficar absorta nos seus pensamentos e fazer algo construtivo. Atenção que eu não disse que isso me tinha acontecido! Estou só a falar hipoteticamente! É porque... uma... amiga me fez esta confidência! Não fui eu que pensei isto! Mesmo porque eu tenho dois posts acerca de como odeio passar a ferro: este e este!
Qualquer dia ainda doi por mim a passar toalhas e lençóis! Essa agora! Mmmmm... quer dizer... foi o que a minha amiga disse: que se ia sentir preocupada se um dia... se... tivesse que... passar... ... é uma grande amiga... mesmo...
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
A metafísica de passar a ferro
Há um tempo, num blogue onde se aprende umas coisas discutia-se se 1+1=2 e se não sei o quê se era simbólico ou não sei quê real. Ora eu sou uma gaja prática e o meu interesse vai no sentido de me dar o menos trabalho possível.
Diz o Ludwig:
"Se juntamos uma laranja e outra laranja ficamos com duas laranjas. 1+1=2 é uma boa maneira de descrever isto pondo de parte a “laranjeza” do problema. Se juntamos um monte de areia a outro monte de areia ficamos com um monte de areia. 1+1=1 é uma boa maneira de o descrever de forma abstracta, e é tão razoável como 1+1=2. "
O senhor professor explique-me então como é que 1 monte de roupa por passar + 2 horas a passar a ferro = 1 monte de roupa para passar + 1 montinho pequenininho de roupa passada! E olha que eu não sou assim lerda de todo a passar a ferro! Simplesmente não gosto! Se a solução for pagar para que ma passem, eu não nado em dinheiro!
Mas aborrece-me! Afinal, 1 monte de roupa suja + 1 máquina de lavar roupa = 1 monte de roupa lavada. E 1 monte de roupa lavada + 1 estendal + algum tempo (variável com as condições atmosféricas) = 1 monte de roupa seca... e enrugada! Nesse aspecto é excelente o vestidinho de viscose que comprei na Lanidor: se for seco direitinho nem é preciso passar! Só não o recomendo aos meninos: é capaz de ficar um bocado esquisito! É prático, mas esquisito nos homens.
Por isso é que a Matemática me aborrece: pode servir para ajudar a fazer pontes, aviões, linguagens de computador e outras coisas assim. Mas não resolve os problemas que afligem a humanidade, como o flagelo de engomar a roupa.
Já agora, por falar em Matemática, leiam isto que saiu hoje no Público, do qual deixo umas achegas. Quem sabe, sabe. E o Nuno Crato sabe e fala bem. E aposto que passa a ferro enquanto o diabo esfrega o olho!
"O professor Castro Caldas tem um estudo em que mostra que as crianças que decoram a tabuada e aprendem automatismos numa fase precoce desenvolvem fisicamente certas partes do cérebro.Muitos pensam que têm de fazer musculação para desenvolver os músculos, mas não necessitam de fazer exercícios mentais para desenvolver o cérebro...
Uma das conclusões desse estudo é exactamente que as capacidades do cérebro podem ser desenvolvidas. Pode-se decorar uma coisa sem importância nenhuma - os cem primeiros algarismos do número pi, por exemplo - que isso é bom. A dicotomia que se criou há uns 30 anos que considera um horror decorar a tabuada, ou as estações de comboio, e que o importante é apenas perceber, é uma dicotomia que tem sido muito prejudicial. O que é bom é decorar e compreender, e ambas se reforçam. Mais: às vezes é útil decorar alguns automatismos sem os perceber, só os vindo a entender mais tarde.
Não é preciso que a criança saiba o que é a corrente eléctrica para nós lhe ensinarmos que não pode colocar os dedos na tomada. No ensino há muitas coisas assim."
"Recentemente, numa homenagem ao grande matemático Mira Fernandes, Silva Lopes (ex-ministro, ex-governador do Banco de Portugal) disse como saber matemática o ajudou ao longo da vida...O seu discurso foi breve mas muito interessante. O essencial foi que considerou que, se não tivesse estudado Matemática com o Mira Fernandes, tivesse só feito Economia, hoje estaria aí a fazer umas contas num sítio qualquer e não teria tido a carreira que teve. Disse-nos que a sua carreira foi muito influenciada por ter sido ensinado a ter um raciocínio rigoroso ao estudar Matemática com o Mira Fernandes. Não que precisasse da matemática que então aprendeu todos os dias."
Diz o Ludwig:
"Se juntamos uma laranja e outra laranja ficamos com duas laranjas. 1+1=2 é uma boa maneira de descrever isto pondo de parte a “laranjeza” do problema. Se juntamos um monte de areia a outro monte de areia ficamos com um monte de areia. 1+1=1 é uma boa maneira de o descrever de forma abstracta, e é tão razoável como 1+1=2. "
O senhor professor explique-me então como é que 1 monte de roupa por passar + 2 horas a passar a ferro = 1 monte de roupa para passar + 1 montinho pequenininho de roupa passada! E olha que eu não sou assim lerda de todo a passar a ferro! Simplesmente não gosto! Se a solução for pagar para que ma passem, eu não nado em dinheiro!
Mas aborrece-me! Afinal, 1 monte de roupa suja + 1 máquina de lavar roupa = 1 monte de roupa lavada. E 1 monte de roupa lavada + 1 estendal + algum tempo (variável com as condições atmosféricas) = 1 monte de roupa seca... e enrugada! Nesse aspecto é excelente o vestidinho de viscose que comprei na Lanidor: se for seco direitinho nem é preciso passar! Só não o recomendo aos meninos: é capaz de ficar um bocado esquisito! É prático, mas esquisito nos homens.
Por isso é que a Matemática me aborrece: pode servir para ajudar a fazer pontes, aviões, linguagens de computador e outras coisas assim. Mas não resolve os problemas que afligem a humanidade, como o flagelo de engomar a roupa.
Já agora, por falar em Matemática, leiam isto que saiu hoje no Público, do qual deixo umas achegas. Quem sabe, sabe. E o Nuno Crato sabe e fala bem. E aposto que passa a ferro enquanto o diabo esfrega o olho!
"O professor Castro Caldas tem um estudo em que mostra que as crianças que decoram a tabuada e aprendem automatismos numa fase precoce desenvolvem fisicamente certas partes do cérebro.Muitos pensam que têm de fazer musculação para desenvolver os músculos, mas não necessitam de fazer exercícios mentais para desenvolver o cérebro...
Uma das conclusões desse estudo é exactamente que as capacidades do cérebro podem ser desenvolvidas. Pode-se decorar uma coisa sem importância nenhuma - os cem primeiros algarismos do número pi, por exemplo - que isso é bom. A dicotomia que se criou há uns 30 anos que considera um horror decorar a tabuada, ou as estações de comboio, e que o importante é apenas perceber, é uma dicotomia que tem sido muito prejudicial. O que é bom é decorar e compreender, e ambas se reforçam. Mais: às vezes é útil decorar alguns automatismos sem os perceber, só os vindo a entender mais tarde.
Não é preciso que a criança saiba o que é a corrente eléctrica para nós lhe ensinarmos que não pode colocar os dedos na tomada. No ensino há muitas coisas assim."
"Recentemente, numa homenagem ao grande matemático Mira Fernandes, Silva Lopes (ex-ministro, ex-governador do Banco de Portugal) disse como saber matemática o ajudou ao longo da vida...O seu discurso foi breve mas muito interessante. O essencial foi que considerou que, se não tivesse estudado Matemática com o Mira Fernandes, tivesse só feito Economia, hoje estaria aí a fazer umas contas num sítio qualquer e não teria tido a carreira que teve. Disse-nos que a sua carreira foi muito influenciada por ter sido ensinado a ter um raciocínio rigoroso ao estudar Matemática com o Mira Fernandes. Não que precisasse da matemática que então aprendeu todos os dias."
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Todos os malefícios de passar a ferro
Estou chateada! Tive que desperdiçar horas da minha vida a engomar! Isso deixa-me sempre de mau humor. Para verem o desespero, ainda estive a considerar desperdiçar aí uns 150 euros num ferro todo XPTO turbo-diesel pro mix como este, só porque dizem que é mais rápido. Ou seja, porque permitirá poupar tempo!





Passar a ferro só dá chatices! Senão vejam:
1. Não se pode consultar a internet enquanto se tem o ferro na mão;
2. Gasta imensa energia, pelo que é completamente anti-ecológico;
3. Faz varizes. Pessoal, aqui a cabeça de abóbora recomenda que arranjem um banquinho baixinho e se sentem com a tábua também muito baixinha. Continua a fazer dores de costas ao fim de um tempo, mas ao menos não é tudo mau;
4. É uma seca, e mata o romantismo de uma relação;
5. Não é sexy de modo algum (se bem que voltaremos a este assunto em breve).
Foram feitas tentativas torpes para dar alguma carga badalhocal ao acto de engomar... as if! Passam por tábuas de engomar com gajos ou gajas estampadas... patético! E ainda tem uma outra pouco ergonómica, mas curiosa.



A Abobrinha sugere as seguintes medidas para reduzir a carga de trabalho das gajas (sim, porque não tenho ilusões sobre quem é que passa a roupa) e aumentar a carga badalhocal da vossa vida:
1. Façam uma lista do que pode não ser passado a ferro. Por exemplo, têm a certeza que as toalhas de banho têm mesmo que ser passadas a ferro? E alguns lençóis, não se aguentam bem?Um desperdício de energia e de tempo, se me perguntarem.
2. Comprem camisolas justas ao corpo. Não é preciso passar porque seja de que modo for, elas vão ficar justas e adoptar a forma do corpo. O que tem o efeito secundário muito agradável de que aumentará a vossa carga erótica, o que é bom porque acabaram de ganhar tempo para a explorar.
3. Comprem um soutien 1 copa abaixo da vossa. Vermelho de preferência. No caso de não terem tempo para engomar qualquer coisa que não esteja nos parâmetros descritos acima, vistam esse. Assim sendo, é mais provável que reparem que o vosso peito está a sair fora borda fora que no facto de a vossa roupa estar sem engomar. O que só tem vantagens. No caso de a roupa ir "acidentalmente" parar ao chão de alguém, a desculpa ainda é mais plausível: sabes, de estar no chão amarrotou-se!
4. Não leiam o blogue da Abobrinha. Ficam com más ideias.
5. As calças justas ao corpo podem ser uma ideia, mas para engomar ser uma opção só se acompanhadas de sapatos de salto tão alto que dê falta de ar aos gajos. Tem a desvantagem de que as gajas vão notar logo nas calças amarrotadas, o que só interessa se vocês forem fufas, o que por sua vez vos garantes mais gajos que num jogo de futebol, numa competição europeia. Se um gajo reparar, pensará logo que vocês andam ocupadas demais em outras coisas mais interessantes que engomar para terem a lata de andar com as calças amarrotadas. E tira logo o cavalinho da chuva quanto a arranjar uma empregada: se quer engomar as camisas, problema dele, porque a vossa especialidade é pô-las para o chão... à bruta!
Claro que há sempre loucos, como os 40 % de meninos americanos que confessam engomar só com o fato com que nasceram.
Alternativamente, pode-se sempre procurar ajuda especializada... e vocês sabem que vai sair daqui badalhoquice!! Londres é mais que uma cidade. É um mundo! Assim sendo, quem tem tempo para andar na faxina? Contratem a empresa deste tipo! Para as meninas temos este tipo! Se bem que, cá para nós, eu acho que ele é mais para o... eee... sabem... mas pronto, olhar não ofende! Além de que fica o conceito! É preciso ser original e inventivo, e pode ser o início de um negócio muito interessante.
De resto, nem na internet se arranja mais nada de interessante relacionado com engomar. Só um tal de extreme ironing, que ainda é mais parolo que o original, apesar de o nome prometer.
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