Na minha experiência como cidadã e tia tenho arrancado cabelos e resistido à vontade de esbofetear pais por deixarem crianças soltas no banco de trás. O filho "não gosta" de estar preso com o cinto. E depois, "é só para ir ali". Também resisti hoje à tentação de esbofetear um pai que por pouco (e por estupidez) quase deixou o filho fugir para a estrada (apanhou-o mesmo no limite), onde passavam muitos carros. Não se safou de uma boca, mas acho que nem ouviu.
Hoje, na auto-estrada (a caminho de uma saída à noite), comecei por ver um fuminho. Pensei que alguém tinha o carro a precisar de ir à oficina, mas demorei 2 segundos a ligar os quatro piscas e aperceber-me que oficina nenhuma quereria aquele carro: tinha acabado de capotar e embater contra o separador central e alguém estava a sair de lá a custo.
Fui a terceira pessoa a parar e agarrei no telemóvel para chamar o 112. Entretanto várias pessoas pararam, estava a mãe cheia de sangue (cortes superficiais, parece-me) com duas crianças ao colo e várias pessoas forçavam a porta do carro para tirar o condutor que eu pensei estar ferido. Não estava, pelo menos que se visse.
Olhei para as crianças, que a mãe agarrava como se se agarrasse à vida. E se agarravam a ela do mesmo modo, o que até era verdade. Não tinham um arranhão! Não sei como é que aquela mãe as arrancou do carro às avessas, mas também não interessa: estavam inteiras, só com pingos do sangue da mãe! Os pais daquelas crianças não tiveram pressa de sair de casa e não cederam à tentação fácil do "o meu filho não gosta de estar preso com o cinto". Os pais, que espatifaram o carro para além de qualquer reparação, tinham salvo as suas crianças. E foi muito fácil!
Estabilizei a menina de 4 aninhos que gritava descontrolada, convenci-a de que a mamã estava bem (e o melhor é que era mais verdade que mentira piedosa) e de que os senhores da ambulância é que iam limpar o sangue da mamã, porque era assim que se fazia. Entretanto outra senhora chegou-lhe o casaco de um filho porque ela estava com frio e ficou com ela enquanto a mãe desmaiava por causa mais do choque que do ferimento. Quando vi que estava a mais, fui-me embora. Dizendo ao pai "isto nem correu muito mal".
No geral, foi um acidente sem consequências: umas nódoas negras, uns cortezitos, um susto e um carro para o lixo. Carros há muitos! Mas não aconteceu nada às crianças, que são únicas e insubstituíveis! E não creio que o seguro pague crianças. Já carros, paga.
A história seria inteiramente diferente se as crianças não tivessem cadeirinha, por isso POR FAVOR, coloquem sempre as crianças correctamente na cadeirinha em TODAS as viagens que façam! Os acidentes acontecem e não precisam de ser tragédias! Não precisam mesmo! Este não foi: foi mesmo só um miserável acidente! E eles acontecem!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Cogumelos que estão na embalagem original mais 6 dias que o prazo não matam.
Pelo menos é com isso que eu estou a contar...
... mas se eu desaparecer de circulação... já sabem porque é que foi!

Os 6 segredos de Abobrinha
Bem, eu tentei fazer-me de esquecida, mas fui nomeada pela Tulicreme, pela NI e pela Pinxexa para contar os meus segredos.
6 segredos? Ena! Os pastorinhos tinham 3: um por cada pastorinho! Daí que eu valha por dois "kits Fátima" (Nossa Senhora não vem de série com este modelo), mas não facture tanto. Pronto, já fiz a minha piada parva, já posso dormir descansada!
Bem, cá vai:
1. Tenho um ódio de morte a "música" de Mafalda Veiga, André Sardet e João Pedro Pais;
2. Tenho um carinho especial pelo Marco Paulo, José Cid e Cândida Branca Flor. Isto porque me lembram do tempo em que éramos todos parolos por definição (não havia net e a televisão era um niquinho limitada), mas alguns escaparam;
3. Nem a parolice evitada me livrou de ter um ódio de morte ao Carlos Paião. Anda agora um menino com uma voz muito interessante a cantar o "pó de arroz", mas alguém lhe devia dizer que a música é mesmo fraca. O facto de eu não me conseguir lembrar do menino que canta isso não é por mal: é mesmo senilidade;
4. Sou péssima para nomes;
5. Enerva-me quando se escreve "ç" antes de "e" ou "i". Não consigo evitar;
6. Tenho um blogue. Ah, mas isso não é segredo! Até é! É quando se conhece um menino e cai em conversa "eu tenho um blogue secreto". E ele "então diz-me qual é". E eu "é segredo"! E ele ainda não conseguiu que eu me descaísse!
E pronto, sou assim tão pouco interessante!
6 segredos? Ena! Os pastorinhos tinham 3: um por cada pastorinho! Daí que eu valha por dois "kits Fátima" (Nossa Senhora não vem de série com este modelo), mas não facture tanto. Pronto, já fiz a minha piada parva, já posso dormir descansada!
Bem, cá vai:
1. Tenho um ódio de morte a "música" de Mafalda Veiga, André Sardet e João Pedro Pais;
2. Tenho um carinho especial pelo Marco Paulo, José Cid e Cândida Branca Flor. Isto porque me lembram do tempo em que éramos todos parolos por definição (não havia net e a televisão era um niquinho limitada), mas alguns escaparam;
3. Nem a parolice evitada me livrou de ter um ódio de morte ao Carlos Paião. Anda agora um menino com uma voz muito interessante a cantar o "pó de arroz", mas alguém lhe devia dizer que a música é mesmo fraca. O facto de eu não me conseguir lembrar do menino que canta isso não é por mal: é mesmo senilidade;
4. Sou péssima para nomes;
5. Enerva-me quando se escreve "ç" antes de "e" ou "i". Não consigo evitar;
6. Tenho um blogue. Ah, mas isso não é segredo! Até é! É quando se conhece um menino e cai em conversa "eu tenho um blogue secreto". E ele "então diz-me qual é". E eu "é segredo"! E ele ainda não conseguiu que eu me descaísse!
E pronto, sou assim tão pouco interessante!
O Processo, Kafka
Já li o livro há um tempo (valente) e não me lembro bem dos pormenores. Lembro-me que enervava a dada altura e que no fim o personagem principal foi sujeito à pena de morte (ou só assassinado?) por causa do processo que já não sabia em que ponto andava.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
The love cock
Já toda a gente deve saber que eu odeio o dia dos namorados. Mas se não for inteiramente claro, eu certifico-me em breve de que não haja dúvidas quanto a esse particular!
E dá para dizer mais um monte de porcarias à volta disto! Estejam à vontade!
Odeio lamechice, detesto lamechice (sobretudo quando cheira a falsidade ou insegurança), detesto carinhos com data marcada como manifestação de histeria colectiva... baaaaaaaaaaaaah, odeio!
Naturalmente isso estende-se às prendinhas de dia dos namorados... ursinhos com corações, caixas de chocolate em forma de coração... dá-me urticária! E essa cena do coração... seca! O amor é uma coisa do cérebro, mas só porque o desgraçado é menos estiloso, é preterido em favor do coração! E daria para fazer piadas com "cabeça".
Hoje, contudo, estava capaz de abrir uma excepção e achar piada a dar isto como prenda: o galo do amor. Aqui à venda, na loja de Serralves. Não é bonito, não o colocava em cima de móvel nenhum (mais que não seja porque quase não tenho móveis), mas dá para fazer uma troca de mimos excelente e picante (e nada daquelas lamechices que se vê neste dia):
- Meu menino, cá tens o love cock.
- Ordinária, não sabias dizer love rooster? Ou só galo do amor?
- Sabia, mas estava com esperança que fosses bom a línguas!!!!!!
E dá para dizer mais um monte de porcarias à volta disto! Estejam à vontade! A merda toda é se ele também tivesse a ideia de cobrir um galinheiro inteiro... em vez de usar o pinto em exclusividade... mas aí... começa-me a dar desejos de arroz de cabidela!
Então não és vegetariana? Tem dias que não...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Reedição do post da primeira-ministra islandesa
OK, o primeiro post da primeira-ministra islandesa correu-me um bocado mal: meti os pés pelas mãos, não consegui satisfazer os leitores tanto quanto devia e acabei a dizer que a culpa era da gaja. Ou seja, transformei-me num homem! Ainda por cima num feio e com pila pequena, porque estava mesmo a precisar de me esforçar!
Mas recuperei!
Assim, ultrapassei as piadas fáceis sobre os islandeses estarem todos rotos e terem sido enrabados e passei a um outro nível! Assim, os islandeses deixaram de ser enrabados para passarem a ser imaginativos na cama e terem a capacidade de ter orgasmos múltiplos e com mais frequência. Eu chamo a isto evolução!
Como se não fosse suficiente, como não tem que provar a masculinidade, a Sigurd... Sigurdat... Sigurdardo... tirr anda com um carro velho. É que o carro é muitas vezes o prolongamento da pila, ou seja, a Sigurda... coisa tem uma pila grande, o que deve ser acompanhado de uns tomates de ferro! Ou seja, é o homem certo para o lugar! Eu em contrapartida... bom, não interessa... também não é assim tão pequena!
"Num país conhecido pela abertura de espírito, o facto de ser lésbica nunca pareceu influenciar a sua carreira política. Mais comentado tem sido o facto de recusar o motorista e a limusina associados ao seu cargo, preferindo conduzir ela própria o carro sobre o qual os colegas garantem: "Já teve melhores dias." "
Conforme se vê acima (daqui), os islandeses vão recuperar da crise porque se preocupam com mais que mariquices (salvo seja) como terem uma fufa à frente do governo. Preocupam-se, sim, que ela não contribua para a indústria automóvel e não dê emprego a um motorista. Ora muita indústria (como se vê) depende da indústria automóvel, pelo que é uma preocupação válida para a recuperação económica!
... se bem que a impronunciabilidade do nome da moça também deva ser preocupação. Digo eu! Eu queria ver o José Rodrigues dos Santos a pronunciar Sigurdardottir! Ainda lhe sai um dente!
Mas recuperei!
Assim, ultrapassei as piadas fáceis sobre os islandeses estarem todos rotos e terem sido enrabados e passei a um outro nível! Assim, os islandeses deixaram de ser enrabados para passarem a ser imaginativos na cama e terem a capacidade de ter orgasmos múltiplos e com mais frequência. Eu chamo a isto evolução!
Como se não fosse suficiente, como não tem que provar a masculinidade, a Sigurd... Sigurdat... Sigurdardo... tirr anda com um carro velho. É que o carro é muitas vezes o prolongamento da pila, ou seja, a Sigurda... coisa tem uma pila grande, o que deve ser acompanhado de uns tomates de ferro! Ou seja, é o homem certo para o lugar! Eu em contrapartida... bom, não interessa... também não é assim tão pequena!
"Num país conhecido pela abertura de espírito, o facto de ser lésbica nunca pareceu influenciar a sua carreira política. Mais comentado tem sido o facto de recusar o motorista e a limusina associados ao seu cargo, preferindo conduzir ela própria o carro sobre o qual os colegas garantem: "Já teve melhores dias." "
Conforme se vê acima (daqui), os islandeses vão recuperar da crise porque se preocupam com mais que mariquices (salvo seja) como terem uma fufa à frente do governo. Preocupam-se, sim, que ela não contribua para a indústria automóvel e não dê emprego a um motorista. Ora muita indústria (como se vê) depende da indústria automóvel, pelo que é uma preocupação válida para a recuperação económica!
... se bem que a impronunciabilidade do nome da moça também deva ser preocupação. Digo eu! Eu queria ver o José Rodrigues dos Santos a pronunciar Sigurdardottir! Ainda lhe sai um dente!
E se alguém de repente lhe oferecer flores?
E se ainda por cima for... uma gaja?
Pois é, a Eu Mesma ofereceu-me ROSAS VERMELHAS. No blogue dela!
VEM A MEUS BRAÇOS, GAJA!!!
Eu disse-lhe que isto de fazer cenas de fufas dava popularidade com gajos, por isso não me desiludam. Toca a fazer comentários ordinários e/ou propostas indecentes, se fazem favor!
Pois é, a Eu Mesma ofereceu-me ROSAS VERMELHAS. No blogue dela!
VEM A MEUS BRAÇOS, GAJA!!!
Eu disse-lhe que isto de fazer cenas de fufas dava popularidade com gajos, por isso não me desiludam. Toca a fazer comentários ordinários e/ou propostas indecentes, se fazem favor!
Ó sua grandecíssima vaca!
Vaca vírgula! Senhora vaca! Vaca com nome! Isto porquê? Porque as vacas, para darem mais leite devem ter nome e tratar cada uma delas como um ser individual!
"Vacas com nomes produzem mais e melhor leite. Quem o diz são os cientistas da Universidade de Newcastle, que estudaram o comportamento destes animais e chegaram à seguinte conclusão: tratar uma vaca como um ser individual, dando-lhe por exemplo um nome, faz os criadores aumentarem o seu lucro em quase 200 litros de leite anualmente"
(daqui)
Diria mais: já que lhes andam a apalpar as mamas o ano todo e nada de sexo, o mínimo que podem fazer é dar-lhes um nome!
Resta saber se o lucro do leite cobre o custo das cow-wisperers! Mas pronto, lá que é mais ético é!
"Vacas com nomes produzem mais e melhor leite. Quem o diz são os cientistas da Universidade de Newcastle, que estudaram o comportamento destes animais e chegaram à seguinte conclusão: tratar uma vaca como um ser individual, dando-lhe por exemplo um nome, faz os criadores aumentarem o seu lucro em quase 200 litros de leite anualmente"
(daqui)
Diria mais: já que lhes andam a apalpar as mamas o ano todo e nada de sexo, o mínimo que podem fazer é dar-lhes um nome!
Resta saber se o lucro do leite cobre o custo das cow-wisperers! Mas pronto, lá que é mais ético é!
A Islândia tem uma mulher mulher-sexual como primeira-ministra e eu estou deprimida
Ouve lá, então não és tu que dizes que devia haver mais mulheres mulher-sexuais?
Sim: é menos concorrência! Sobretudo se forem giras, porque há a hipótese de arrastarem uma por outra para o "dark side".
Então qual é o teu problema?
É que quando li algures "homossexual à frente do governo da Islândia" ocorreu-me o comentário "enrabados já eles foram" e assim não dá para fazer este comentário, carago!
Não há condições!
Sim: é menos concorrência! Sobretudo se forem giras, porque há a hipótese de arrastarem uma por outra para o "dark side".
Então qual é o teu problema?
É que quando li algures "homossexual à frente do governo da Islândia" ocorreu-me o comentário "enrabados já eles foram" e assim não dá para fazer este comentário, carago!
Não há condições!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A provocação da semana
Meus meninos e minhas meninas. Depois do pensamento do dia (pouco filosófico, mas muito prático), apresento-vos a provocação da semana.
Depois de consultar muitas mulheres homem-sexuais e alguns homens com a mesma orientação (homem-sexuais, portanto), concluí algo a que falta significado estatístico mas tem grande validação empírica. Algo com profundas implicações no tecido social e político nacional e que vai mudar a vossa maneira de olhar os homens (sim, porque as mulheres vão continuar a ser olhadas da mesma maneira).
E, sem mais demoras, cá vai a provocação da semana, que estou a contar que renda muitos comentários! Preparados ou não, cá vai:
"Os homens feios esforçam-se mais!"
Está dito, está dito. Se isto não está suficientementemente porco, acrescento que uma sondagem à boca das urnas (não sei a que é que isto corresponde, mas espero que vos traga imagens mentais interessantes) indica que a falta de esforço no "coisa e tal" se verifica também em homens com um grande (ahem)... talento! Talento? OK, pronto, com uma pila grande! Que gente tão miudinha! Não entendem uma indirecta, carago!
Digam de vossa justiça! Casos concretos, com ou sem detalhes, com ou sem anonimato... bora lá a abadalhocar isto, a ver se nos esquecemos da chuva!
Depois de consultar muitas mulheres homem-sexuais e alguns homens com a mesma orientação (homem-sexuais, portanto), concluí algo a que falta significado estatístico mas tem grande validação empírica. Algo com profundas implicações no tecido social e político nacional e que vai mudar a vossa maneira de olhar os homens (sim, porque as mulheres vão continuar a ser olhadas da mesma maneira).
E, sem mais demoras, cá vai a provocação da semana, que estou a contar que renda muitos comentários! Preparados ou não, cá vai:
"Os homens feios esforçam-se mais!"
Está dito, está dito. Se isto não está suficientementemente porco, acrescento que uma sondagem à boca das urnas (não sei a que é que isto corresponde, mas espero que vos traga imagens mentais interessantes) indica que a falta de esforço no "coisa e tal" se verifica também em homens com um grande (ahem)... talento! Talento? OK, pronto, com uma pila grande! Que gente tão miudinha! Não entendem uma indirecta, carago!
Digam de vossa justiça! Casos concretos, com ou sem detalhes, com ou sem anonimato... bora lá a abadalhocar isto, a ver se nos esquecemos da chuva!
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