domingo, 2 de março de 2008
Fantasporto 2008 - parte 1
Este é o primeiro do que eu creio ser uma série de posts acerca do Fantas.
O site do Fantasporto não é grande coisa e está aqui. A sala principal é o grande auditório do Rivoli, que é linda! Desalojaram de lá temporariamente o La Féria e o Música no Coração (que ainda não fui ver mas tenciono) para estender um tapete vermelho da entrada à praça D. João V, onde tem agora uma barraquinha com os patrocinadores. Incluindo o carro com o alarme mais original dos últimos tempos.
Destaco ainda o patrocínio da TMN e a possibilidade de os cidadãos mais civilizados poderem concorrer com uma curta-metragem gravada com um telemóvel, como diz aqui ou aqui. As regras dizem explicitamente "convida os teus amigos a votarem no teu filme", o que pressupõe que isso é não só permitido como incentivado. Votar e ter amigos. A ressalva de estar este concurso reservado a pessoas civilizadas é porque algumas criaturas de Deus não têm máquina de filmar no telemóvel. Como uma certa Abóbora (ou courgette) que eu cá conheço e que tem um blogue onde não se aprende nada!
Entrando pelo Rivoli dentro vê-se uma projeção no chão com o que parecem umas inocentes cápsulas de Super Bock (outro patrocinador). Mas nem tudo é aquilo que parece: quando um cristão se coloca na área da projecção as caricas ganham 4 patinhas de aranha e vão direitinhas a nós (acho que também se dirigem a ateus). O instinto ou é fugir ou pisar. No último caso a aranha fica esborrachada e sangra. Um olhar mais atento revela que o tecto não só tem um projector como uma câmara / sensor de movimento que identifica a posição da pessoa e o pisar da aranha. Espertos! Mas evito aquilo: mete-me impressão a aranha a perseguir-me!
O segundo verdadeiro momento Fantas deu-se quando estava a conversar com uns amigos à espera do filme e ouço um real grito de terror que silenciou toda a entrada do Rivoli. O grito era de uma moça que não se apercebeu de que um actor se aproximou dela de mansinho. O que não teria mal nenhum se eles não estivesse vestido com uma roupa de napa com umas fivelas, umas botifarras tipo de tropa, um gorro que só lhe deixava ver os olhos perturbados e tinha um fecho na boca, uma luvas de napa, uma fouce de cabo comprido (não sei se o nome técnico era mesmo fouce) e com restos de sangue e umas cicatrizes ainda com sangue nos braços. De facto, se o fato não dissesse TMN, eu seria capaz de ter mesmo medo!
A moça escondeu-se atrás do amigo e eu tenho que confessar que eu mesma teria tido essa reacção se fosse comigo. Como não foi, ri-me que nem uma perdida! À cautela fui sempre marcando a posição do rapazinho, a ver se a próxima a mandar um berro não era eu. Mas o tipo tinha jeito: andava muito de mansinho, arrastava a fouce pelo chão de modo a fazer um ruído irritante, sinistro e metálico e olhava para as pessoas como se quisesse cortar-lhes o pescoço! Muito bom!
Daqui a um tempo tenciono escrever mais posts sobre o Fantas. Quem puder que vá ver, que vale a pena!
REspostas ao consultório sexual - semana 5
Como se não bastasse esta genial e muito válida iniciativa da Abobrinha ter só uma miséria de dois comentários, o Herr Krippmeister foi milimetricamente afastado dos 5 designers mais votados. Milimetricamente porque a perda de pontos pô-lo a 6 pessoas de ficar em 5º, mas não ficou em 6º. Como dava muito nas vistas, ficou em 7º, que é para disfarçar! Ainda pode ser escolhido, mas o cuidado em o excluir foi demasiado para ter esse tipo de fé.
De qualquer modo, ficou a saber que tem verdadeiros amigos e admiradores, o que pode ou não curar o amargo de boca de ter ficado rotulado injustamente de batoteiro. De qualquer modo, life goes on!
Este consultório sexual, por coincidência, tem snowboarders! Ora vamos ver!
Achoquetenhoumapranchacurta disse...
Engenheira Abobrinha
Já há anos que me quero dedicar ao snowboard, mas quando recentemente disse isso à minha namorada ela disse que eu tinha uma prancha curta. O que é que ela quer dizer com isso? O que devo fazer?Ajuda-me porque ando desesperado: ontem à noite dei uma mijadela no cacto dela e hoje estou com vontade de fazer o mesmo e afogar o filho da p***.
29 de Fevereiro de 2008 0:27
Achoquetenhoumapranchacurta
O que distingue um palerma de um palerma inovador é a capacidade de ter pensamento lateral. Ora a tua namorada, que é esperta que nem um alho, apercebeu-se de que tens uma prancha de criança! Disfarça! Diz que vais ser para o snowboard o que o bodyboard é para o surf: em vez de "snowboardares" como um macho, em pé, ficas deitado ou sentado na tua prancha curta. É o equivalente a um cavalheiro mijar como uma gaja, mas como é radical, tá-se bem!
Quanto ao cacto, lamento informar-te mas a comichão que tens deve-se ao facto de o que ofendeste conter um mecanismo de protecção que consiste em largar pequeníssimos espetos que vão entrando na pele. Vai passar, mas ainda tens muito que coçar! Ainda bem que estás com vontade de andar na neve, porque mergulhar a ferramenta em neve é capaz de aliviar qualquer coisa. Isto, naturalmente, se não estiveres a considerar ter filhos.
Dito isto, o snowboard estilo bodyboard já por si dá cabo da capacidade reprodutiva, a não ser que instales uma almofada para proteger os coisa-e-tal. E mereces o sofrimento que estás a ter, porque o cacto não tem culpa de teres complexo de prancha pequena nem de não saberes fazer compras, seu palerma!
E eu não sou engenheira! Mas gostei do respeitinho!
omeunamoradotemumapranchacurta disse...
Abobrinha
O meu namorado quer dedicar-se ao snowboard mas não se convence que comprou uma prancha de criança, o que é obviamente curto demais. Disseram-me que de repente deste em perita em snowboard, por isso lembrei-me de te pedir ajuda para lhe recomendar uma marca, dimensão e desenho para a prancha. É que eu gosto do gajo e ele é muito competente e assediável!
Já agora, na tua infinita sabedoria, não conheces nenhum livro que ensine a tratar de cactos? O meu estava muito bem e assim de repente ficou um bocado amarelado e com aspecto de quem apanhou um susto.
29 de Fevereiro de 2008 0:45
omeunamoradotemumapranchacurta
Não te preocupes com ofender o teu namorado. Mas tenta adiar a paixão dele pelo snowboard, senão ainda alguém se aleija! Palavra de perita! Se não tiveres pretensões a ter filhos, não tens com que te preocupar. A melhor prancha para ele é mesmo a tábua de passar a ferro: tenta convencê-lo de que é radical. Como já demonstrou ser inteligente, não deve ser problema.
O teu cacto está bem, não te aflijas. Pode ser um vegetal, mas tem meios de se defender. Por falar em defender, se fosse a ti optaria nestes próximos dias pelo sexo mais seguro de todos: nenhum! É que pode não ter dado arejo só ao teu cacto...
Se eu descubro que o teu namorado faz parte do júri do Burton Freeride Design Competition também não precisas de te preocupar com mais com contracepção (nem sexo) porque eu mesma lhe arranco os tomates e vegetais anexos!! Vou ainda considerar se o ponho a picar-se em cactos e depois lhe dou banho em álcool. Eu às vezes sou um bocadinho sádica!
Toda a verdade sobre o tabaco
Nunca soube o que era estar num bar ou café sem tabaco, até que no dia 1 de Janeiro do ano do Senhor de 2008 se implementou a lei do tabaco.
Agora quando se vai agora a um bar, a primeira coisa que salta à vista é a a falta de uma cortina de fumo. Isto permite ver com mais clareza, o que se torna um problema quando a conclusão é igual à que tantas vezes já aqui referir: há uma falta crónica de pessoas que valham a pena assediar! É muito ruim. Dramático, diria mesmo!
Nos tempos em que havia uma cortina de fumo, ao menos a coisa disfarçava! Era um pouco como ser míope: não se distinguiam os pormenores à distância. O que me levou a pensar se não seria sensato e mesmo viável começar a frequentar bares e cafés sem os óculos nem lentes de contacto: é que eu não vejo um boi a mais de 3 metros e só a cerca de meio metro vejo os pormenores. Com a luz certa, preciso de ainda mais proximidade! Por outro lado, se alguém me estiver a lançar olhares, a fazer joguinhos, não vejo! De novo, a não ser que a paisagem se altere de modo a justificar que eu leve óculos ou lentes, não faz diferença... mmm... bem... à cautela é melhor ver o que me rodeia! Posso perder alguém que valha a pena!
O cigarro, com o seu cheiro característico e pestilento de carago disfarçava ainda uma série de cheiros nauseabundos, como o característico retrete nº 3, flato nº 2 e sovaco nº 5 (este último só a fumadores, que eu sempre tive olfacto suficiente para distinguir). Neste aspecto tenho que dar razão ao Bizarro, mas o cheiro a SG Gigante nº1 também não é grande alternativa. E os fabricantes de perfumes e desodorizantes também têm que viver. E assim se incentiva a limpeza das instalações para evitar o cheiro a cagadeira.
O principal drama da falta do cigarro é que também torna mais complicado esconder que um gajo está sozinho. Quando era possível fumar disfarçava-se naquela de “sabes, eu não vim aqui para o engate! Eu vim para tomar um café ou uma cerveja e fumar vários pensativos cigarros, porque fumar é um exercício de liberdade e mesmo de cidadania. Porque com este simples gesto estou a pagar imensos impostos e a contribuir para o bem do país e mesmo do mundo”. É verdadeiramente impressionante a quantidade de coisas que diz um cigarro! Fora o óbvio “eu cheiro mal e estou a candidatar-me a um cancro”.
Estão a ver que sem um cigarro um gajo está só ao engate! Um drama que até pode ser benéfico do ponto de vista da saúde pública, mas que terá efeitos desastrosos e não contabilizados (possivelmente por ser um disparate) a médio e longo prazo em termos de natalidade.
Então e os não fumadores? E o que é que isso interessa, pode-se perguntar? Se um gajo não tem um vício, para que é que quer engatar seja quem for? Assim como assim, está a candidatar-se a santo, e os santos não andam ao engate: passam os seus dias e horas a fazer a contabilidade das suas virtudes e a tentar fixar um preço para irem fazer sala para o céu! O que lhes rouba todo o tempo!
Meter conversa torna-se complicado! Dado que nem todas as gajas levam consigo revistas de decoração (se bem que se essas quisessem ser engatadas levariam revistas de gajos nús), a frase “tens lumes?” torna-se uma impossibilidade. Neste aspecto os fumadores mais uma vez ganharam porque além de se encontrarem todos lá fora, podem trocar cromos sobre o frio que está. Palavra puxa palavra e pode abordar-se o tema de métodos e estratégias de colmatar o frio. Nomeadamente o conhecido método de ir para qualquer lado, tirar a roupa toda ou quase toda e fazer coisas que envolvem elevado gasto calórico (se feitas em condições) e consequente geração de calor. Naturalmente que aos não fumadores fica a tarefa mais desafiante de ultrapassar todas essas barreiras para ter o mesmo resultado. E a não cheirar mal!
Uma dificuldade de ser não fumadora veio de uma situação que não antecipei e me sucedeu um dia destes. Tomava eu o meu pensativo café quando entraram dois cidadãos e uma cidadã. Fiz contas de cabeça e um dos cidadãos não era o companheiro da cidadã. Estava eu a ponderar (discretamente) se o cidadão era, só pelo aspecto, merecedor de assédio, quando a cidadã se vira “ah, mas tu queres fumar”. A frase fez pender a decisão para: não tem suficiente bom aspecto para me fazer esquecer o sabor e cheiro a tabaco. E desinteressei-me.
Pensando no que os meus pulmões e dos outros cidadãos não sofreram, desabafei para o cidadão empregado do café “bendita lei do tabaco!”. Um olhar incrédulo e mesmo reprovador do rapazinho fez-me acrescentar “assim têm que ir lá para fora” e ele não ficou muito satisfeito. Aí apercebi-me que o cidadão fumador era também mais dotado de melanina que o vulgar cidadão europeu. Por outras palavras, era de cor. Ou negro. Ou preto!
Um desabafo de saúde pública e de qualidade de vida tornou-se num desabafo racista? Ora eu não sou racista! Simplesmente aquele cidadão ia incomodar-me com o seu cigarro e não o fez. O tom de pele dele era-me perfeitamente igual. Quem entender isso como racista tem dois trabalhos: entender mal e corrigir o que entendeu. Azar! Mas por aqui se vê a minha falta de sentido de oportunidade. Para a próxima terei o cuidado de só dirigir os meus desabafos anti-tabágicos a cidadãos brancos. Evitarei orientais e minorias religiosas. Os ateus devem ser seguros (mas nos dias de hoje nunca se sabe!).
sábado, 1 de março de 2008
Obrigada
Aliás, faria isso mesmo agora, mas não me sinto badalhoca! Possivelmente por estar sentada num café sem NINGUÉM que valha a pena assediar (o que pode explicar porque é que estou de olhos no computador e não em algum objecto de assédio).
Agora queria pedir dois favores para mim:
1 - Sugestões de maneiras baratas e interessantes de chegar a Amsterdão daqui a cerca de 2 meses (ou destinos alternativos e interessantes), para eu poder planear uma semana de férias no fim de Abril.
2 - Questões para o consultório sexual / consultório sentimental. Senão tenho que as inventar eu!
Agora vou dar uma voltinha e pensar na minha vida! Bom fim de semana!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Consultório sexual - semana 5
Espero que inspirados pelo rabo do Herr Krippmeister ou por outro qualquer que eu por aqui tenha deixado, eis-nos chegados ao momento mais aguardado da semana: o momento do consultório sexual!
No consultório sexual (anteriormente conhecido por consultório sentimental, antes de eu ter feito um facelift à coisa, para efeitos de marketing agressivo) não se aprende absoluta e rigorosamente nada que valha o tempo e o esforço, mas a badalhoquice e o humor estão sempre presentes. Nem que tenha eu que inventar nicks e perguntas de fazer puxar os cabelos!
Ora questionem (e VOTEM no boneco do Herr Krippmeister, seus desgraçados!). Eu responderei durante o fim de semana.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Eu avisei que o Herr Krippmeister tinha um rabo jeitoso e que tinha fotografias disso!
Ora neste momento estou a cumprir até duas promessas (o que é completamente contra-natura para um político, o que lança dúvidas sobre se serei ou não um deles): divulgar a causa dos bonecos do Herr Krippmeister nesta competição, com a prancha preta e a branca (nesta altura estão em 2º com 2012 pontos e 15ª com 1011 pontos, respectivamente, porque o pessoal é racista e preferiu a preta) e... provar que o Herr Krippmeister tem de facto um rabo jeitoso! O que ninguém contava, porque pensaram que eu estava a regar! Mas cá está, tirado deste post e vê-se que é a mais pura verdade!

Reparem na pose elegante, no rigor do método, na harmonia dos movimentos, no espírito de sacrifício, na ousadia das manobras, que lhe valeu certamente uma série de quedas na neve fria e dura ... e na firmeza daquelas coxas e glúteos!
Não acham que tanta dedicação merece uns votinhos LEGÍTIMOS (o oposto é com batota, o que pode ser descoberto e punido), nem que não seja só para limpar o sorrisinho de parvos dos que lhe chamam batoteiro, só porque têm complexo de "prancha curta"? Se ainda não votaram tentem arranjar, durante esta sexta-feira até às 11 da noite de cá, quem se ofereça para votar do seu próprio e-mail. É por uma boa causa: um rico rabo... digo, um rico menino e um excelente artista (era isso que eu queria dizer, mas fugiu-me a boca para a verdade).
E aqui que ninguém nos ouve, não acham que vale a pena assediar um rabo destes??
Aqui se prova mais uma vez o amor do Herr Krippmeister pela modalidade e o jeitinho que tem para comunicar... se bem que aqui também dê para ver e com outro rabo envolvido, mais do agrado de outros frequentadores deste blogue em que não se aprende a ponta de um corno!
Para as meninas, este é um post na senda do tema "gajos". Para os meninos fica a promessa de me tentar inspirar para um post sobre uma imagem que tenho de duas cidadãs com rabos muito mas muito jeitosos... capazes de derreter toda a neve de Andorra, sem emissões de gases com efeito de estufa... e isso é outra promessa para cumprir! Mesmo!
Votem no Herr Krippmeister ou arranjem quem vote... pleeeeeeeeeeeeeeeeeeeease! É que eu já não tenho margem de manobra!
A promessa de muitos posts com um nível de badalhoquice elevado em troca de um favorzinho
Não gosto de manias de coitadinhos. Detesto pessoas que por um motivo ou outro não têm sucesso em alguma coisa e em vez de fazerem alguma coisa acerca do assunto ou resignarem-se porque houve alguém que foi melhor que eles, disparam simplesmente com as seguintes afirmações:
1. é ladrão
2. Tem padrinhos
3. Teve sorte, não foi mérito
4. Fez batota
É este último que me aborrece neste momento! Para quem tem andado fora deste blogue ou em coma profundo na última semana, o Herr Krippmeister submeteu dois bonecos ao Burton Design Competition, esta preta e esta branca. Ambos os bonecos tiveram uma ascenção meteórica, mas a preta chegou a estar em 2º lugar com quase 2000 votos (se toda a gente tivesse dado 10 pontos, isto implicaria 200 pessoas a votar).
Como muitos casos de sucesso, o do Herr Krippmeister gerou invejas e uma série de participantes chamaram-lhe batoteiro (a ele e a todos os com muitos votos). Seguramente gente insegura e com a "prancha" pequena, Ora se eu não tivesse feito as contas de cabeça e tivesse chegado a um número muito inferior a 20o pessoas nem me chateava muito. Mas com a publicidade que se fez ao Herr Krippmeister e dado o seu talento, acho perfeitamente plausível que (com um votito ou outro ao lado) ele tenha conseguido aqueles quase 2000 pontos.
Ora hoje de manhã o Herr Krippmeister perdeu 700 votos de uma hora para a outra, o que me parece um exagero e me aborrece porque não é justo. O que é um "voto irregular"? Quer-me parecer algo aleatório!
O que vos peço é que verifiquem se os vossos votos foram contabilizados. A única forma que me ocorre é fazendo login e vendo se podem votar de novo ou se o voto está bloqueado. Ocorreu-me mandar e-mails em massa a perguntar se o voto foi contabilizado, mas tenho receio que a organização se aborreça e se vingue no autor (ora bem, a inteção é a oposta!). Peço-vos ainda que façam um último esforço para angariar entre hoje e amanhã votos "legítimos" (o que quer que isto queira dizer) para o Krippmeister: da mãe, do pai, da avó, dos sobrinhos, dos netos, da vizinha. Só porque ele merece e porque foi injustiçado. Em troca eu escreverei posts badalhocos. De fufas, se for preciso.
Dito isto, o boneco é bom. Mesmo que não seja "escolhido" pelo público (as aspas referem-se ao elemento de aleatoriedade que parece envolver o que é um voto "regular", estou em crer que o Herr Krippmeister será escolhido pelo júri. Se não for, devia ser.
P.S: Só não mando o utilizador Austinwoofer para a p**** que o pariu porque já o provoquei demais.
Nota às 15:20 - É inútil! Ninguém entende o que é e não batota, dadas as oscilações na votação! É tentador manipular os resultados, mas o Krippmeister não merece isso: o desenho é bom e merece ser reconhecido por ser bom e não por ser chamado de novo batoteiro (quando nunca o foi, ainda por cima). É esperar pelo desfecho.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O ponto G da Abobrinha
Aliás, tem cada vez mais visitantes, porque de facto é bom e recomenda-se! A pessoa fica lá completamente em forma. Homens, mulheres e mesmo crianças. OK, as crianças nem sempre gostam, por isso os pais às vezes forçam-nas, o que algumas pessoas acham uma violência.
Mas é longe, tenho que dizer! Demorou um tempo a encontrar: os outros pontos G não me agradavam tanto apesar de ficarem mais à mão. Sim, eu tive outros pontos G: a maioria das mulheres já teve mais que um ponto G e os homens também. E todos pagam para ter acesso ao ponto G da Abobrinha: não há borlas para ninguém! E no fim toda a gente toma banho, senão fica a cheirar mal e pegajoso como tudo! Dá mau aspecto: toda a gente sabe o que se faz no ponto G, mas não é preciso andar a anunciar aos quatro ventos!
Mais que isso: foi a minha irmã que me mostrou onde era o meu ponto G. Ela e o meu cunhado! E como isto está a ficar muito estranho, o ponto G de que falo não é o que dizem os cientistas que se descobriu recentemente, mas o meu Ginásio! Que é grande e tem uma piscina enormesca!
Se bem que o Ginásio não tenha quase ninguém que valha a pena assediar, embora por muitos sinta amor (que interesse não sinto nenhum), é na mesma uma grande badalhoquice! Senão vejam citações de aulas diferentes e o devido contexto. O que é mais giro é que são autênticas e nem fui eu que inventei!!!!
- FECHA AS PERNAS ATÉ AO FIM!!!! - aula de natação, estilo bruços. As maiúsculas são porque isto foi dito aos berros várias vezes por uma professora com bons pulmões.
- AS MAMAS DENTRO DA ÁGUA!!! - mesma aula de natação, mesma professora aos berros para as meninas que teimavam em estar demasiado contraídas a nadar costas, ficando pelos vistos com as mamas fora de água. Eu ia afogando quando ouvi isto as primeiras vezes: é complicado nadar e rir ao mesmo tempo!
- Estás todo duro! - Mesma professora de natação para um menino que não conseguia descontrair a tentar flutuar de costas. Claro que nesta altura ele não ficava duro: desmanchava-se a rir! Foi só aí que lhe dissemos que ela era um bocadinho desbocada! Mas o menino não conseguiu flutuar na mesma: ficava duro, mas era um bocado incompetente no resto! E nem sempre duro é bom!
- Não agarrem as bolas com muita força: é só segurar. - Aula de fitball
- Não deixem cair as bolas! - Aula de fitball
- Estou toda molhada. - Comentário válido para quando a aula está a ser bem puxada, porque uma gaja transpira quem nem um animal!
- Segurem as bolas no meio das pernas. - Aula de fitball.
- Abram bem as pernas. - Várias aulas. Vários contextos.
- Agarrem o pau com as duas mãos. - Algumas aulas de ginástica localizada envolvem um pau (mesmo) para equilíbrio e sabe Deus para que mais.
- O rabo para cima. - Várias aulas. Vários contextos.
- As pernas de uma dentro das pernas de outra. - Eu juro que isto foi um exercício de alongamento e não uma cena lésbica!
- Quero isto aqui bem duro! - Várias aulas e partes de aulas de exercício localizado. Quando foi o professor que vale a pena a assediar, foi seguido de imensos comentários no balneáreo por senhoras que parece que não sairam do liceu! Comentários que não reproduzo porque sou púdica (e porque passei a tomar banho a horas diferentes delas para ver se mantinha os tímpanos até uma idade mais madura).
- Apertem bem o rabo! - Várias aulas e partes de aulas de exercício localizado.
- Apertem bem o rabo e aguentem 8! - Várias aulas e partes de aulas de exercício localizado.
A melhor foi de um aluno e da resposta da professora. O aluno estava a fazer indoor cycling e a professora perguntou "é a primeira vez?". Comentário espirituoso do aluno "sou virgem". Resposta passados 3 décimos de segundo: "não foi isso que eu perguntei", com um sorriso de "who cares?" na cara.
A porra toda é que não sei se amanhã conseguirei fazer ginásio! Acho que me vou desatar a rir! O que é bom: vou ficar com uns abdominais... duros...
Suponho que não é boa altura para revelar que estou com o rabo dorido, pois não?
Ponto da situação em relação ao rabo do Herr Krippmeister
Podem ver as pranchas ordenadas por número de votos aqui (escolham "order by" position). Neste momento a prancha X-Black está em 15ª, com 967 pontos e a X-White em 19ª com 838 votos. Ou seja, o pessoal é racista, mas vai tendo bom gosto. O primeiro classificado tem estranhamente menos pontos agora que quando iniciei esta manobra de marketing agressivo e nem é o mesmo. Isto parece desafiar a lógica, mas quer-me parecer que terá que ver com batota.
O Herr Krippmeister merece ter a prancha dele em primeiro lugar, ou pelo menos nos primeiros 5. Isto porque uma visita rápida ao blogue dele (que não recomendo: recomendo uma visita demorada) demonstra como é um grande artista (tanto a desenhar como a escrever) e porque é que tem dores no pulso: é de escrever e desenhar muito, motivos pelos quais merece ser reconhecido. E este desenho fala: fala da expressividade dele com palavras e com bonecos e de como é bom designer. E que (correndo o risco de me repetir) merece ser reconhecido. Mais que não seja pelos amigos, o que já está a acontecer.
Vá lá, pleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeas! Votem no boneco do moço! As outras pranchas não são tão boas. É difícil arranjar mais cerca de 500 votos em 2 dias, mas não é impossível.
Prometo que se o Herr Krippmeister ficas nos 5 primeiros coloco aqui uma fotografia do rabo dele*! E olhem que ele é um bom naco de carne!
Mais marketing agressivo no KTreta, Joaninha e Free inspiration.
*Para evitar confusões, é favor ver a credibilidade que esta promessa tem, lendo o post anterior.
Toda a verdade sobre o meu rabo gordo e mais qualquer coisinha
Um dos assuntos mais discutidos e que seria um aparente tabu é o meu alegado rabo gordo! Mas ao contrário da política, eu não tenho tabus! E governo por sondagens, como qualquer político decente (e também não sou engenheira). Por essa lógica criei o consultório sexual, um sussexo, embora tenha que contribuir com grande parte das questões, que esta gente anda muito presa e não suficientemente badalhoca.
Uma das sondagens dizia respeito a essa mesma lógica de mercado, perguntando preto no branco “Que tipo de problemáticas prefiro ver abordadas pelo génio da Abobrinha?”
Numa votação em que 29 criaturas de Deus (entre crente, ateus e agnósticos) perderam tempo, as respostas foram organizadas da seguinte forma, por ordem decrescente de número de votos (num total de 49 votos, 1,7 votos por criatura, em média):
Gajos 10 (34%)
Badalhoquices, sejam elas quais forem 10 (34%)
Qualquer coisa, desde que tenha imagens fixes! 10 (34%)
Fufas 8 (27%)
Se ela se calasse é que era fina! 7 (24%)
Evolucionismo 4 (13%)
As respostas não deixam margem para dúvidas: a minha especialidade é algo vaga! As respostas “gajos”, “badalhoquices” e “qualquer coisa” ficaram com o mesmo número de votos. De perto temos “fufas”, um clássico! Um número desapontantemente baixo de votantes acha que se eu me calasse é que era fina. E se há dúvidas quanto à existência de crentes neste blogue, 4 almas simples acham que eu me devo dedicar ao evolucionismo. Não que eu não goste (e gosto muito, acho fascinante), mas não sou capaz de falar no assunto com a profundidade intelectual que o assunto merece. Dito isto, esses 4 votos podem vir de criacionistas ou de pessoal que votou em tudo ao mesmo tempo.
Mas onde é que eu ia? Ah! No meu alegadamente gordo rabo! Acho curioso como pessoas que não me conhecem de lado nenhum opinaram sobre o meu rabo! Mas o tamanho do meu rabo não é tabu! Nada na Abobrinha é tabu! Já mostrei os meus sapatos, os meus pés, o meu pi-pi e a minha pi-linha, por isso o meu rabo e o seu tamanho não serão nunca tabu!
De tal modo que, em mais uma genial iniciativa da Abobrinha, organizei outra sondagem a fim de tirar a temperatura ao grau de badalhoquice e receptividade deste blogue, que só existe para vós, o meu público fiel (embora se pronunciem poucas vezes nos últimos tempos, seus desgraçados! Horrorosos!).
A pergunta era (de novo) o mais directa possível: “Como têm andado os posts da Abobrinha?”. Desta vez só 16 crentes responderam (para o caso de haver dúvidas quanto à crise de fé que assola o mundo) em 17 respostas (e ainda por cima não votaram em mais que uma hipótese! Que miséria!). Por ordem decrescente:
EU QUERO É FUFAS, CARAGO! 5 (31%)
Pá, está badalhoca como sempre! 5 (31%)
Eu cá para mim ela tem é o rabo gordo e
o resto é conversa para boi dormir! 4 (25%)
Murchitos: está a perder o talento
para a badalhoquice. 2 (12%)
Nota-se que está a ficar velha e carunchosa. 1 (6%)
Bah! Às vezes dá-lhe para ser séria e não gosto disso. 0 (0%)
É reconfortante saber que das duas uma: ou ninguém me leva a sério, ou ninguém se importa que eu de vez em quando fique séria. Ou ambas.
Uma clara minoria acha que eu estou a ficar velha e carunchosa e a perder o talento para a badalhoquice. Uma clara maioria acha que eu sou uma badalhoca, como sempre fui e reclama por fufas!
Mas um número significativo de crentes reclama que o meu rabo tem que ser gordo! Sendo este um blogue com uma lógica de mercado, acho que tenho mesmo que esclarecer esta dúvida. O público assim o exige!
Mas eu tenho para mim que quem votou estava a pensar no oposto! Aliás, a manifestar o seu agrado pelo facto de eu mostrar rabos muito interessantes e mesmo (pela primeira vez na história da literatura moderna) a versão Heineken do rabo da Simone de Beauvoir: provavelmente o verdadeiro rabo da Simone de Beauvoir! Não há certezas, mas a literatura também não é uma Ciência exacta. Nem a Abobrinha.
Abobrinha é política! Claramente! Sem tabus! Incluindo o do meu alegado rabo gordo.
Ora rabos são uma das especialidades da Abobrinha. Também mais ou menos na óptica do utilizador, dado que apresentei aqui um post alegadamente sobre paneleiros (e era, mas ao mesmo tempo não era) e um par de imagens de homens homem-sexuais. Que achei giras! Mas a Abobrinha recusa ser rotulada por um tema. E por um rabo. Gordo ou não.
Não que seja assunto tabu: não há assuntos tabu na Abobrinha! Muito pelo contrário: fala-se de tudo. Na realidade, ultimamente, sou mais eu a falar sozinha, porque vocês não comentam muito. Mas eu nunca tive problemas com isso: consigo falar por várias pessoas e consigo mesmo interromper-me a mim mesma. Como em política!
Mas onde se vê que a Abobrinha é definitivamente política é na quantidade de promessas não cumpridas e na capacidade de ser muito palavroso sem dizer rigorosa e absolutamente nada... como neste post...
