quarta-feira, 30 de julho de 2008

Francês é outra fruta!

Estava a ver as visitas ao meu blogue no statcounter quando me deparo com alguém de França que parou (por engano?) no meu tasco. Mas a ligação era em francês e eu (apesar de ser boa a línguas) não estou capaz de escrever em francês. Cusca, piquei no link e aparece-me este post traduzido para "avec".

O que é extraordinário é que isto quase parece respeitável, apesar dos erros que eu dei conta (há mais, mas eu não sou competente para os avaliar)! Ora vejam!

Après Lorena Bobbit

À Reuters:

MOSCOU (AP) - Une femme a mis le feu à son ex-mari pénis alors qu'il était assis nu à regarder la télévision et de boire la vodka, Moscou a annoncé mercredi la police. Question si l'homme ferait un rétablissement complet, un porte-parole de la police a déclaré qu'il était "difficile à prévoir."

L'attaque climaxed trois années d'âpres forcée de cohabitation. Le couple a divorcé il ya trois ans, mais ont continué à partager un petit appartement, quelque chose de commun en Russie où la propriété coûts sont très élevés.

"Il est monstrueusement douloureuse," les blessés ex-mari a dit Tvoi journal Den. «Je brûlait comme une torche. Je ne sais pas ce que j'ai fait pour mériter cela."

La morale de l'histoire:

1. Est-ce que les femmes se marient pas folle
[Esta parte acho que ficou mal traduzida]. Ou Russe. Does anyone know qui sont endommagés. [Esta ficou estranha]

2. Si vous commettre cette erreur, pas le divorce.

3. En cas de divorce de l'évolution maison
[hã?] (il est préférable de vivre sous le pont avec la "Zézinho" que sans lui dans un appartement coûteux, mais il ne s'agit que d'un avis)

4. Acendam un velinha et dire un oraçãozinha par Lorena Bobbit, qui "seulement" commencé "Zézinho" à naifada.
[Hilariante!!] Il reimplantar [não sabia que "reimplantar era francês] et apparaissent dans Playboy. Même s'il a été soumis à un traitement cruel des plaisanteries comme "comment est la pendaison." [mmmm... ao lado]

5. Parfois, je pense que je suis moitié fou, mais voir les choses bien, je ne suis plus normal qu'il existe!

Publié par Abobrinha à 15:08


E ainda os comentários:

Commentaires:

Krippmeister dit ...

Le Russe est-il xoninhas, de la valeur ajoutée ont pris bientôt: "Honey, vous venez ici que le petit Dimitri est le rubro!" [xoninhas e rubro é do mais "avec" que existe!]

Août 23, 2007 19:56
Abobrinha dit ...

Herr Krippmeister

«Je brûlait comme une torche." Je dirais que ... signifie ... parce que ... comment comptez-vous prendre la Zézinho "burnar comme un flambeau»?


Isto é grave! Francês é a língua da cultura! Alguém está apostado em fazer deste tasco cultura... ... isso é contra-natura! No mínimo! Se não é contra-natura é pelo menos contra-cultura... e aí já me agrada mais!


Agora vejam outras traduções (sim, porque a página estava TODA traduzida):

Joana pequenina - Joana peu (Quê??)

Loura e esperta que nem um alho - Byrom, et que pas une puce ail (como é???)

Mana da Joaninha - Mana's Ladybug (fogo, isto está metade-metade!)

Mata moscas, melgas e mosquitos - Mata mouches, les moustiques et melgas (brilhante!)

O meu preclaro Guru Jorge Fiel - Mon preclaro gourou Jorge fidèles (nem comento!)

Pharphalho, cara...ças - Pharphalho, ças visage ... (lindo!!)

Um pouco estranho, mas bom moço - Un peu étrange, mais bon Moço (whatever!)

X de Xim Xenhora X-XIM Xenhora (com nível!)

Títulos de alguns posts traduzidos:

Balanço da minhas férias até agora - Examen de mes vacances à ce jour (digam lá se não é chique!)

Em Lisboa há mais convívio - À Lisbonne, il ya plus de convivialité (mais: a poesia total!)

Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão? - Qui vous envoyez à vous, cordonnier, touchant rabecão?

Estou de férias... Je suis en vacances ... (vacances, essa bela localidade)

Pensar muito custa. Pensar para além do óbvio cust... - Penser bien frais. Penser au-delà de l'évident client ... (fónix! Estou quase a votar em mim mesma para Presidente da República!)

Hoje senti um vazio existencial muito grande... - Aujourd'hui, je me suis senti un très grand vide existentiel ...

Jorge Fiel no seu melhor - Jorge Fidèle à son meilleur (Lindo! Jorge Fidèle!!!)

Uma gaja boazona lambeu-me as mamas e eu nem seque... - Un âne boazona lambeu-moi le sein et je n'ai même pas ... (Isto parece o francês que eu por vezes falo!)

Descobri a namorada do Bizarro recorrendo a técnic... J'ai découvert la petite amie de l'utilisation de techniques de Bizarro ... (Esta não correu bem e alterou o sentido... mas fica lindo! E adoro a expressão petite amie)

O caixa de óculos - La boîte de lunettes

Fala puto, carago! - Parlant bitched, carago! (E pensavam vocês que "carago" era só calão do Porto! Afinal é franciú! Bitched não sei, mas fica giro!)

Como eu ontem molhei as calças, não me importo mui... - Comment puis-hier molhei le pantalon, je n'ai pas l'esprit très ...

E o perfil da Abobrinha

Neste momento sou um graaaaande enigma!!! - Aujourd'hui, je suis une graaaaande casse-tête! Casse-tête dá a sensação que vou partir qualquer coisa com alguma violência, por isso aprovo!


Note-se que isto são traduções de máquinas, mas até nem ficou mal atendendo a que eu não escrevo muitas vezes português de diccionário. Mas tornar o meu tasco respeitável ao traduzi-lo para francês... parece-me grave!

Balanço da minhas férias até agora

1. Armei choradeira duas vezes e em público. Uma vez porque só uma anormal (eu, quem havia de ser) mete wasabi para a boca sem acompanhamento (e gosta!) e outra porque o prato indiano que comi estava cheio de picante, mesmo como eu pedi.

2. Abobrinha: 1 - Mosquitos: 0. Ou seja, não tenho sido comida. Abobrinha: 1 - Ciganos amigos do alheio: 0. Ainda a visita vai a meio, esperemos que a coisa se mantenha assim.

3. Bairro Alto by night (Saturday night no caso). Já não morro tão estúpida porque já passei pela experiência. Dois odores familiares: ganza e urina.

4. Montes de amigos (incluindo alguns do alheio), montes de família, montes de conversa.

5. Sapatos novos do menos sexy que há mas já com muitos quilómetros. Atenção: não são crocs nem havaianas! Havaianas quase comprei, mas nunca chegaria à degradação de usar crocs. Preferia andar descalça!

6. Bebo água que nem louca, porque entre calor e caminhadas tenho que ter cuidado para não desidratar.

7. Cabelo seco ou da água ou da poluição. Seja como for, tenho que aplicar generosas quantidades de amaciador.

8. Estou quase capaz de ter uma conversa inteligente porque estou a descansar. Isto, claro, para quem acredita que sou capaz de ter uma conversa inteligente.

Eu diria que no global isto está a correr bem!

Em Lisboa há mais convívio

O pessoal diz que Lisboa é muita confusão, muita gente e mais não sei quê. Pois se há grande densidade populacional é normal. Grande densidade populacional, como o nome indica, significa que há muita "populacional" por unidade de área. Como cada "populacional" só por si causa confusão, grande densidade populacional significa que haverá grande confusão por unidade de área. Se juntarmos a isto o facto de a área de Lisboa e grande Lisboa ser assim uma coisa já para o respeitável, então é uma festa!

E sabem que mais? Eu gosto de confusão! Gostava era que menos "populacionais" andassem de carro que era para eu estacionar mais à vontade, mas pronto, não se pode ter tudo! E depois, eu gosto de andar de transporte público!

Gosto particularmente do metro. Há quem diga que o metro do Porto é sóbrio e mais não sei quê, mas eu chego a pensar que é desconsolado, austero demais. Não tem estações tão bonitas como as de Lisboa, mas suponho que vem da sua juventude: há mais que tempo para enfeitar uma obra que é muito boa, funciona muito bem e é muito confortável. Claro que não tem a dimensão do de Lisboa, mas isso nem é bom nem mau: é assim mesmo e é adequado! De outro modo seria estupidamente megalómano e andaria às moscas. E há-de estender-se ao resto dos arredores sedentos de acessibilidades e de deixar de depender do automóvel (o que nem é grave porque o gasóleo está baratíssimo).

No metro encontra-se todo o tipo de pessoas. Pessoas prestáveis e carantonhas. Uma dessas pessoas prestáveis encontrei-a na estação da Alameda e deu-me muito jeito: fui atrás do rebanho quando mudei de estação e assaltou-me de repente a dúvida de se estaria no cais certo para ir para Baixa-Chiado. A senhora foi muito prestável e não só me disse que sim como me mostrou o mapa (o que não era preciso, mas foi uma querida). Ou seja, o próximo que me disser que os lisboetas são antipáticos e pouco prestáveis leva um murro nas trombas.

Tinha feito uma amiga! Depois apercebi-me como a amizade é uma coisa preciosa. Isto porque alguns (bastantes) membros do povo a quem o Silvio Berlusconni anda a tirar impressões digitais (aka ciganos) estavam do meu lado da carruagem e os que estavam no meio dirigiram-se a eles e a mim. Um deles dirigiu-me um grande sorriso. Mais amigos? Adoro mais amigos! Sou um animal social por natureza!

Acontece que eu sou muito aberta a novas amizades e tal, mas às vezes desconfio que algumas pessoas se aproximam de mim por interesse. E depois, se o rapazinho estava tão interessado em meter conversa comigo não se iria pôr atrás de mim, pois não? Claro que podia estar a tirar medidas ao meu rabo, mas eu também não gosto de amizades só baseadas no aspecto físico. Resumindo e baralhando: à cautela apertei a bolsa e a máquina fotográfica.

A minha amiga de há pouco fez-me um sinal como quem diz "tem cuidado". Ao que eu sorri e dei a entender "eu dei-me conta". O metro parou e eu fui para o meio da carruagem, deixando os meus novos amigos desiludidos. Não percebo porquê: às vezes temos que dar espaço aos amigos! Não podemos sufocá-los com a nossa presença e as nossas necessidades. Quer sejam de um carinho, de ajuda com problemas sentimentais, quer de uma Sony digital vermelha e com bolsa rígida e uma carteira com 50 e tal euros e cartões. Acho que adultos devem compreender estas coisas e não fazer cenas. Isto porque dois desses meus amigos tentaram ir de novo atrás de mim e uma delas dirigiu-me o que eu penso que eram palavras desagradáveis numa língua que não reconheci.

Ora se há coisa que eu detesto são amuados e acho falta de educação falar em "estrangeiro" quando o outro não compreende! Vai daí, sentei-me ao pé da minha primeira amiga, que estava quase a ter um colapso nervoso porque tinha visto os meus outros amigos a tentar abrir a bolsa de uma outra moça. Os meus agradecimentos ainda ao Metro, que me tinha avisado dos carteiristas. Ou seja, falsos amigos, amigos por interesse.

Moral da história: em Lisboa há muito mais convívio. Fui assaltada duas vezes no Porto no espaço de meio ano. Sempre por solitários, o que não me parece bem. Podia discorrer longamente sobre a solidão dar origem ao crime, mas obviamente os amigos do Berlusconi não tinham problemas desses, por isso não sei bem o que diga. De qualquer modo acho salutar o esforço, o trabalho de equipa que ali se desenvolveu. O trabalho de grupo é muito necessário. No meio escolar é sobretudo necessário para um ou dois coleguinhas se sentarem à sobra de outros, mas não vamos entrar nesses pormenores tristes e que agora não interessam nada. E de qualquer modo, anda meio mundo a roubar outro meio mundo, por isso não vejo o problema!

Só fiquei preocupada quando me disseram mais tarde que corri o risco de ser agredida e ninguém me acudir. Não por falta de interesse mas por receio de levar um tiro... isto é grave! Também é grave que eu tenha compreendido.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?

Do Expresso:

"De vestido vermelho, colar de pérolas e luvas pretas, Maria de Belém Roseira deixou para trás a Assembleia da República e por uma tarde encarnou uma diva dos anos 50. A convite de Mário Galiano - que se especializou como fotógrafo de personalidades -, a antiga ministra da Saúde vai fazer parte de um livro de retratos de homenagem à mulher portuguesa, baseados nesta época marcada pelo "glamour. "

Glamour? Que glamour? Não tenho nada contra a senhora como mulher, mas não sei se isto vai correr muito bem...

Estou de férias...

... estou com preguiça de pensar e de escrever. Apetece-me voltar a escrever e ler posts longuíssimos e cheios de badalhoquices mas de momento não tenho energia. Tenho mesmo que recarregar baterias... acho que mereço...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A pessoa sabe que é má pessoa quando

Entra de férias e começa a chover! Pior: quando uma gaja não trouxe sapatos fechados, só sandalinhas bamboleantes e sandalinhas semi-práticas! Isto só pode ser castigo por ser má pessoa!

Alguém se importa de verificar no calendário se estamos ou não quase em Agosto? É que parecia-me, mas agora já não juro!

Ir ou não às urgências psiquiátricas: eis a questão

Sendo o meu sentido de (des)orientação lendário (conhecido amplamente por mim e eu própria), usei um GPS numa viagem. Finda a viagem agradeci ao GPS. Porquê? Duas hipóteses: como tem voz deve ter personalidade ou então estou a ficar maluca. Podia ser motivo para ir às urgências psiquiátricas.

Acabei de me aperceber que em 2 dias não abri sequer o computador (apesar de o ter perto). Isso só pode querer dizer que não estou tão maluca como pensava.

Pensando bem, agradecer à senhora do GPS pode ter sido só cansaço, falta de experiência com o GPS e necessidade de férias! É melhor deixar as urgências psiquiátricas para quem precisa delas (e entupir as outras com gripes e caganeiras, como todos nós gostamos).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Pensar muito custa. Pensar para além do óbvio custa ainda mais.

"Portugal é um país onde há a arreigada convicção de que a liberdade é não cumprir as regras"

José Miguel Júdice (suponho que hoje em artigo de opinião no Público, mas confirmo daqui a pouco)

É assim: é verdade e eu tenho dito isto mas com mais palavras. Regras são vistas como opressão e a bandalheira como liberdade. Um país assim tem futuro, não haja dúvida!

Pode ver-se isto como reacção a anos de ditadura... mas se alguém fizer as contas, a democracia nasceu há 34 anos: a minha idade, ou seja, uma vida inteira! Ou seja, como comigo, já é altura de ser adulta e responsável e mãe de filhos. Os filhos da democracia são os cidadãos. Será a democracia estéril ou não quer mesmo ter filhos porque custam muito dinheiro e lhe tiram a liberdade?

Dito isto, não sendo a culpa toda dos políticos, também não é toda dos cidadãos. E há regras que não são razoáveis e por isso não dá vontade de cumprir. E outras que, sendo razoáveis são implementadas de forma pouco razoável e mesmo excessiva o que levanta o fantasma e adjectivo "pidesco". A realidade é mais grave que o "pidesco" (no contexto actual, claro): a realidade é que há uma falta de competência gritante de quem manda e de quem implementa as regras. É contra isso que os filhos da democracia se devem insurgir e chamar as coisas pelos nomes. Porque a ameaça maior à nossa democracia é de momento a incompetência de quem tem grandes responsabilidades.

Quando estiver com paciência faço uma lista de coisas que não funcionam por incompetência mesmo. Entretanto estejam à vontade para as escrever aqui.

Amanhã...

... quando tocar para sair entro de férias. Oficialmente, durante 1 semana.

Levo o computador, mas pode acontecer uma de duas coisas ou algo intermédio: postar como se não houvesse amanhã ou não abrir sequer o computador nos blogues. Mas é só para saberem.

Uma gaja apercebe-se de que chegou ao fundo da degradação humana quando...

... passa a ferro durante horas e no fim não lhe apetece pegar numa arma e rebentar os miolos.

Pior que isso só mesmo pensar, nem que por um picosegundo que até pode ser divertido e uma maneira de ficar absorta nos seus pensamentos e fazer algo construtivo. Atenção que eu não disse que isso me tinha acontecido! Estou só a falar hipoteticamente! É porque... uma... amiga me fez esta confidência! Não fui eu que pensei isto! Mesmo porque eu tenho dois posts acerca de como odeio passar a ferro: este e este!

Qualquer dia ainda doi por mim a passar toalhas e lençóis! Essa agora! Mmmmm... quer dizer... foi o que a minha amiga disse: que se ia sentir preocupada se um dia... se... tivesse que... passar... ... é uma grande amiga... mesmo...