sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Assim de repente, o que me apetecia mesmo era injecções com urina de grávida para emagrecer!

Suponho que isto não sejam os tais desejos de gravidez, mas não deixa de ser estranho. Estranho como possa parecer, "Uma americana do Novo México assegura ter perdido mais de 19 quilos em apenas quatro meses com um tratamento à base de injeções diárias de "urina" de grávidas".

Ora bem, nouvelle cuisine é uma coisa, isto é outra, embora tenham em comum as porções reduzidas. É que quem faz esta dieta (??) também tem que ingerir menos de 1000 kcal por dia. Gaja como sou, sei que 1200 são o recomendado para perder peso e não morrer de fome, e que perder 19 kg em 4 meses é inteiramente possível (embora um pouco rápido demais) se for acompanhado por uma valente dose de exercício.

Claro que a perda de peso não tem nada que ver com a restrição calórica!! Naaaaaaaaaaaaaah! O que faz peso é injectar uma coisa que saiu do corpo de uma grávida por via "mijatória". Porque as grávidas, como se sabe, são um modelo de elegância: magrinhas como modelos! Quem disse que elas ficam gordas que nem lontras claramente estava a precisar de óculos e de uma lobotomia (a qual, dizem estudos com a mesma credibilidade que este tratamento também faz emagrecer).

Acho que este mecanismo de perda de peso é o bom velho "engana-me que eu gosto"! Mas isso sou eu aqui a pensar...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Bon anniversaaaaaaaaaaaaaire!!

Na senda de uma tradição já antiga de dois anos, esqueci-me de novo do aniversário do blogue: já foi no dia 20 e eu nunca mais me lembrei!

Vai daí, como estou sem inspiração para mais, vou repetir o vídeo que mostrei mesmo abaixo: do Zidane a desejar bom aniversário... à maneira dele!

"Va te faire enculer, sale fils de pute!"

Sempre adorei o francês. Não foi a minha escolha no ciclo, mas só porque entre um e outro não podia escolher os dois e estava completamente enfeitiçada pelo inglês. E não me arrependo: o inglês dá jeito, é prático, leva-me longe e continuo a gostar muito.

Contudo, o inglês tem limitações que não tem o francês. Como fazer com que um chorrilho de asneiras pareça ter classe e estilo. Relembrei-me disso quando li a deliciosa frase acima, que em português significa só "vai tomar no cú, filho da puta imundo". O autor? Um cidadão de nome Nicolas Anelka (só sei que é jogador da selecção francesa), que dedicou estas carinhosas palavras ao treinador. Que, rezam as crónicas, tem maus fígados e por isso levou a mal, mas eu acho não devia: soa tão bem! E, conhecendo os franceses, na volta era um elogio (se fossem ingleses, na volta seria um convite). Seja como for, não me parece tão grave assim. Mas como os franceses sempre foram uma pedra no sapato dos portugueses em futebol, estou relativamente feliz pela confusão no meios dos "les bleues". E só tenho pena do Thierry Henry, que é um querido!


Já no Matrix uma das frases célebres é "I love the French language. I have sampled every language, French is my favourite - fantastic language, especially to curse with. Nom de Dieu de putain de bordel de merde de saloperies de connards d'enculé de ta mère. It's like wiping your arse with silk, I love it."



Ainda não experimentei limpar o rabo com seda (desconfio que não será muito eficiente), mas de certeza que ao menos será pelo menos como limpar o rabo a uma raça qualquer de papel ultra-chique, ultra-fino e com uma cuidadosa selecção de cores e feitios da Renova (ou então a Renova deverá investir em fazer papel para limpar o rabo a partir de seda). Isto porque não é hora de explorar o conceito de papel higiénico reciclado, que já é outra conversa.

Em todo o caso, um povo que ao praguejar parece ter estilo só pode ser bom! Mesmo ocasionalmente a futebol. O praguejar inglês não tem o mesmo "allure", porque "up yours, dirty son a bitch" parece uma porra qualquer ouvida num pub por um barrigudo branquela, queimado do sol, em tronco nú e com um grãzinho na asa (que, para quem conhece as cervejas amaricadas dos bifes, implica litradas de mijoca até bater a sério). Ou seja, é o equivalente a limpar o rabo com um tojeiro. Além de limpar mal, arranja.

Não sei como se traduz a famosa frase em alemão, mas deve soar qualquer coisa como "ramstein, ramstein, ramstein, filho da puta imundestein". Não será como um tojeiro, mas aproximar-se-á de papel de jornal. Arranha, mas se feito com técnica, cumpre com o dever de limpar.

Em italiano suponho que seja qualquer coisa como "va andati a enrrabarti, filho di putini imundini", que pode ser dito no mesmo tom de "vamos ali num instantini comer uns tremocini e ver portugalini a dar mais 7 golini à Coreia do nortini". Aqui já passamos para os guardanapos de papel (de marca branca): até limpam o rabo, mas não foi para isso que foram criados.

E em português? Bem, aí depende: se for dito a esbracejar por um alguém do norte, soa como uma sinfonia. Se for por lisboetas, é capaz de não sair natural. E praguejar tem que sair natural, senão sai uma merda. Ou seja, um nortenho a praguejar não precisa de papel higiénico para limpar rabo nenhum. Nem de seda. Quando muito, de uns lenços de papel para amparar uma lagrimita marota que possa escapar de ouvir tão afinado som.

E aqui fica a minha sincera homenagem à fina arte de praguejar. Ou à selecção francesa. Ou à fina arte de escrever disparates que não significam nada, só para encher chouriços. E já agora, mais um exemplo de bom futebol francês. Ou talvez não...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Naked short-selling é...

... escolha a opção que faz mais sentido:

1. Ter um vendedor nú (naked) a vender (selling) calções (shorts);

2. Vender um produto com um lucro muito pequeno;

3. Ficar a pouco de vender algo;

4. Vender nudez;

5. Por meio de transacções financeiras sofisticadas vender títulos de bolsa que ainda não se possui, na esperança de os comprar a preço mais baixo;

6. Vender banha da cobra.

Pessoalmente hesitei entre as opções 1 e 6, mesmo porque a 5 me pareceu um disparate total. Ou seja, a resposta certa é a 5!!! Quando eu achava que a Economia já era complicada, a modos que para o incompreensível e mesmo ilógica, eis que a senhora me prova que ainda consegue ser mais parva! Se trabalhar com dinheiro que não se tem já era complicado, trabalhar com dinheiro que demorará 2 ou 3 gerações a ganhar (e pagar juros valentes) era chato, então vender o que não se tem parece ainda mais complicado!

E depois há gentinha pouco informada, como um tal de SENHOR Américo Amorim (parece que até fez uns trocos, mas não passa de um corticeiro) que diz que "se não há dinheiro não há obras", referindo-se ao nível de endividamento excessivo do país e ao bom senso. Quer dizer, o senhor não sabe claramente do que está a falar! Não percebe nada de Economia! O que é natural, porque nem licenciado é! Ou isso ou os governantes deste e de outros países (licenciados ou mais) não têm um pingo de bom senso. O que é um disparate, não é? ... digam-me que é, sim???

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O filme da minha vida. Ou talvez não!

Está a dar na Fox Next o filme "Jogo a três mãos" (no original Bull Durham, não sei porquê) e apeteceu-me deixar uma sentida homenagem ao filme que me deixou a perceber 100% mais do que aquilo que sabia sobre baseball. Fosse toda a matemática tão simples: 100% de zero continua a ser zero! Contudo, é também o filme da famosa frase "Cute? Baby ducks are cute! I wanna be exotic, misterious!".

Outra citação engraçada:

"Your shower shoes have fungus on them. You'll never make it to the bigs with fungus on your shower shoes. Think classy, you'll be classy. If you win 20 in the show, you can let the fungus grow back and the press'll think you're colorful. Until you win 20 in the show, however, it means you are a slob. "

A definição de classe: é o que o jogador da primeira liga diz que tem classe! Lógico!

O meu interesse em baseball? Nenhum! Roupa amaricada, regras parvas e uma perturbadora semelhança com o cricket. Esse sim, assustador com as suas camisolas pipis e calças ainda mais amaricadas e uma presunção sem fim!

Então porque é que escrevi isto?

Bem, era para postar isto antes no meu Facebook, mas depois apeteceu-me elaborar (a minha capacidade de síntese é uma merda) e de qualquer modo já há muito tempo que não escrevia aqui nada. E apeteceu-me pôr uma foto de um gajo com a beleza fácil e descontraída do Tim Robbins! Fica sempre bem em qualquer lado...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

E agora uma pausa para falar de assuntos importantes para a economia nacional e mundial

Ora bem, atendendo a que na ordem do dia estão temas tão magnos e candentes como a visita do Papa, a nossa eminente falência e o (vulcão com nome impronunciável), resolvi aderir à discussão.

Ora bem, sabiam que os chimpanzés também usam ferramentas sexuais?

"Na revelação, publicada inicialmente na revista "Science", o investigador William McCgrew conta que estes animais usam artifícios para atrair e reter a atenção das fêmeas, com o intuito de acasalarem. "Uma das técnicas consiste em manusearem folhas, o que resulta num barulho característico", detalhou McCgrew posterioremente ao jornal "New York Times". "Imagine que está a rasgar uma folha de papel ressequida ou áspera. O som não tem nada de espectacular, mas é característico".

No mundo dos chimpanzés, os machos apanham essas folhas e sentam-se de pernas abertas, de modo a que a fêmea possa ver a sua erecção. Nessa posição, rasgam as folhas aos poucos, atirando para o chão os bocados que arrancam. "Às vezes ele precisa fazer esta operação com meia dúzia de folhas até que ela perceba", conclui o primatologista."


Ora bem... e eu a pensar que ia ler acerca de "chimpazéas" a usar vibradores, mas não: são os "chimpanzéus" que têm que fazer barulho para que elas reparem na erecção deles! De onde se conclui cientificamente que:

1. As "chimpanzéas" são míopes! Digo eu que uma erecção de jeito se vê a milhas! Mas pronto, eu não frequento aqueles meios.

2. Os "chimpanzéus" são mansos! Caramba, se elas não conseguem sequer ver a coisa, não é difícil saber que o caminho mais fácil para o truca-truca é chegar ao pé delas, pegar-lhes na mão e pô-la no (ahem) bolso deles.

3. Os "chimpanzéus" são efeminados: gajo que é gajo não se senta de pernas escarrachadas, a rasgar folhas e atirá-las para o chão!

4. Gostava de saber o que faria uma "chimpanzéa" com um vibrador. Na volta seria a extinção definitiva dos bichos. Mais que não seja porque o barulho da coisa a funcionar não deverá diferir muito do das folhas.

5. Vou sugerir bolsas e estágios para primatólogos frequentarem sex-shops, para saberem ao certo o que é uma ferramenta sexual. O recurso a test-drives está no orçamento.

6. Honestamente, acho que os primatólogos andam a esconder material!

Então o que é que aquilo de que acabaste de falar tem que ver com os temas que referiste inicialmente?

Absolutamente nada! Nem sequer posso dizer "macaquices". Dito isto, como muita gente parece dizer coisas que não têm nada a ver com nada a propósito destas problemáticas, eu diria que estou em linha com essa maneira de pensar!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Isto é tão estúpido...

... que não podia deixar de partilhar. Um ursinho verde, obeso de cuecas e a dançar...



Não, isto não é estúpido! É mesmo inqualificável! Inqualificável o vídeo e o facto de eu estar quase à 1 da matina a ver isto! God bless the internet!

domingo, 25 de abril de 2010

Nova maioridade

Quando fiz 18 anos listei a quantidade de coisas que podia fazer: ver filmes para maiores de 18, ser presa, tirar carta, fazer toda uma série de totozisses sem que tivesse que dar satisfações aos meus pais.

De acordo com os meus caríssimos leitores, hoje será o meu 36º aniversário. Como dizia o outro, é só fazer as contas: 18*2=36. Esse como primeiro-ministro deu-se mal, mas como o que quer que ele faça agora (não sei quê de refugiados) conheceu a Angelina Jolie, o que só pode ser um sinal de que está bem na vida.

Moral da história: hoje supostamente chego à dupla maioridade e estou a tentar entender o que isso quer dizer. E se é tão marcante como a primeira... ou se é mais! Ora vamos às contas!

Aos 18 anos tinha a vida inteira pela frente. A minha vida era praticamente virgem, ainda a começar. Aberta para todos os sucessos... e todos os erros. Na dupla maioridade apanho com todos os erros que cometi nestes últimos 18 anos e tenho que lidar com eles. Apanho também com os sucessos e consequências de decisões que tomei e tenho que relativizar, pôr em perspectiva uns e outros e tentar fazer sentido de tudo o que me aconteceu.

Aos 18 anos era só filha. Aos 36 sinto que também devia ser mãe, mas contra os meus desejos isso não aconteceu. Se aos 18 anos pensei que algures nos próximos 18 deveria ser mãe, na nova maioridade temo que seja impossível. E não há retorno dessa decisão ou capricho do tempo e das circunstâncias e pessoas que se cruzaram comigo durante este tempo. E eu não gosto de coisas irreversíveis nem impostas.

Aos 18 anos não tinha uma única mazela física digna de nota que não aquelas doenças de criança que ajudam o sistema imunitário a crescer e ser gente (e felizmente toxoplasmose, o que dará jeito se eu um dia engravidar). Nem acne eu tive! Aos 36 juntei uma coleçãozinha interessante de porcarias que preferia não saber o nome. Felizmente nada que mate (pelo menos a curto e médio prazo), mas sei perfeitamente que daqui em diante é sempre a descer. E tenho que viver com isso e cuidar-me. Aprendi o que significava "até ao fim da vida". Em todo o caso, para que conste, a minha pele não "evoluiu" muito em 18 anos, o que é muito bom!

Em 18 anos o mundo mudou muito. A minha família mudou imenso: tive perdas dolorosas e acrescentos que me fazem chorar de alegria. A vida é feita de mudanças. Boas e más.

Nos meus primeiros 18 anos andei de carro sempre ao lado do condutor ou atrás. Assim que pude, tirei carta e comecei a fazer quilómetros e quilómetros, já com o cinto de segurança obrigatório. E servi de taxi algumas vezes, tendo a perfeita consciência disso. Conduzi por prazer, necessidade e escape. O carro será sempre uma parte importante na minha vida. Não vou falar do preço dos combustíveis para não ficar mal disposta.

Nos meus primeiros 18 anos andei uma vez de avião e saí do país uma vez. Nos meus segundos 18 anos deixei uma pegada de carbono importante de avião, saí várias vezes do país, sendo que só precisei do passaporte duas vezes, porque as fronteiras que o exigiam caíram pouco depois do meu 18º aniversário! Usei ainda outras moedas, sendo que as duas que tinha usado antes da minha primeira maioridade se extinguiram para dar origem a uma só. E já não precisei de cruzar a fronteira para ir ao El Corte Ingles... não tenho é a certeza se isso foi uma coisa boa! Tenciono viajar bastante nos meus próximos 18 anos, tanto no nosso país como para os outros.

Nos meus primeiros 18 anos aprendi duas línguas estrangeiras. Nos meus segundos 18 anos aprendi e praticamente esqueci uma terceira, que todos os dias quero retomar e nunca é dia. Também fingi que sabia falar italiano, o que resultou surpreendentemente bem.

Nos meus primeiros 18 anos preocupei-me em chegar ao ponto de pagar contas e ser independente. Nos segundos 18 anos a minha preocupação é não perder a inocência e despreocupação que devia ter tido nos meus primeiros 18 anos, apesar das preocupações diárias.

Com estes 18 anos em dobro mantenho uma coisa: o optimismo apesar das pancadas que a vida me deu. E a vontade de olhar para trás aos 54 anos e sorrir com a minha sorte em mais 18 anos de vida. E nos 18 que se seguirem. E eventualmente nos 18 seguintes. É que o 18 é um número primo...

Nos meus primeiros 18 anos não sabia bem quem era. Hoje já tenho uma ideia melhor, mas ainda não acabei a minha aventura de auto-conhecimento.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A verdade de La Palisse do dia

Os alimentos diuréticos são muito bons, mas um gajo depois tem que andar sempre na casa de banho...

sábado, 3 de abril de 2010

Por estas e por outras é que ser adolescente devia ser proibido

Ser adolescente é uma merda. Eu sei porque já fui adolescente: devia ser proibido! Uma pessoa devia adormecer aos 10 ou 11 e acordar aos 20, só para não fazer estas figuras.

Contudo, devia haver limites legais. E não estou a falar de mariquices como álcool e ganza: há coisas muito mais graves... como assassinato de músicas que fizeram parte da minha adolescência (lá está: voltamos ao mesmo).

Olhem para isto!



É horrível!!! Isto sim é música! Gajos com cara de maus, voz rouca, cabelo oxigenado e espetado, roupa rasgada, atitude e mais coisa menos coisa 1.50 m.



Bem me parecia que havia qualquer coisa de positivo na minha adolescência: música em condições! Tenho medo: tenho uma sobrinha a caminhar para a adolescência e tenho medo (muito medo) que ela vá engrossar as filas de totós a caminho do pavilhão atlântico para ver os Tokyo Hotel... a vida é complicada!