segunda-feira, 28 de abril de 2008
As aventuras da Abobrinha com a homeopatia – parte 1
Disse a Palmira:
“Simplesmente não consegui acreditar que alguém fosse capaz de debitar em apenas 8 minutos esta quantidade de dislates!“
E não, não foi a respeito do meu blogue (8 minutos não chegariam nem para a cova de um dente!) mas a respeito deste vídeo. Mas 8 minutos parece-me manifestamente pouco tempo para dislates. Ainda o outro dia em Braga ouvi mais e não reclamei (mmmm... não muito...)!
Só para acompanharem a beleza da coisa, aqui está a transcrição do vídeo.
“Como refere Ben Goldacre, esta coisa está simplesmente para além da paródia, é demasiado imbecil para ser verdade!”
Palmira, não é bem assim! Não negue à partida uma pseu... uma Ciência que não conhece! Eu aderi à homeopatia e estou satisfeita. Mas o problema não é a homeopatia mas os não crentes e mesmo os sabotadores! Em honra do vídeo que a Palmira Silva fez o favor de divulgar, vou iniciar uma série de posts que retratam a minha relação com a homeopatia.
Um dos dramas da humanidade e das mulheres em particular é o excesso de massa. Massa ou arroz do prato que passa directamente para as coxas e para o rabo. E insiste em nem sempre se instalar nas mamas, pelo que têm que ser complementadas com umas almofadinhas estrategicamente colocadas ou um soutien com mais preocupações técnicas que um submarino nuclear (e com uma carga bem mais letal!). Mas é bem-feito porque os homens merecem ser enganados com isto e pior.
Ora a doutora Werner tirou-me um grande peso da consciência ao dizer que a massa praticamente não existe mas tudo é energia! Citou Stephen Hawkins e Einstein (acho que Popper também ficaria bem, mas não sei bem porquê), por isso só pode ser verdade .
Pena que a minha balança não seja tão racional e não reflita essa perda de peso/massa que saiu da minha consciência, mas estou convencida que tenho que comprar uma balanca quântica: uma que “quântico” eu me pese me dê a massa que corresponde ao que eu penso e que é sempre de top model (ou menos!). É muito à frente! Não sei onde vai guardar o resto da massa, mas poderá ser nos saltos dos sapatos que terei que usar para ter tamanho para top model. Ora com saltos de 20 cm para chegar ao 1.80 m acho que ainda posso engordar um pedaço, que tenho espaço de sobra!
As meninas das lojas de roupa também não vão em cantigas quando digo que o 34 tinha obrigação de me servir perfeitamente e que a culpa é do fabricante que não arranja maneira de activamente redistribuir o estado energético do meu corpinho que não tem quase massa, porque se a massa do mundo e de todo o universo cabe numa bola de bowling eu não posso estar gorda nunca!
Na realidade um dia destes uma das meninas das lojas sugeriu que como a energia não se cria nem se destrói mas se transforma, talvez eu devesse não transferir tanta energia na forma de alimentos (particularmente os mais calóricos) para o meu estado energético. Sugeriu ainda que eu transferisse energia do meu estado energético de não cabimento no 34 para uma máquina no ginásio! É parva a gaja! Deve estar a estudar Física ou outra porra qualquer inútil e não percebe que a homeopatia é uma Ciência superior e que explica todas as observações do mundo natural. E depois, o calórico não existe ou ela pensa que eu sou assim tão burra? Não juro que ela não estivesse a gozar com a minha cara, mas quero acreditar que não, senão estamos mal!
Na realidade fiquei grandemente impressionada com a homeopatia, pelo que voltarei a ela mais tarde para justificar outras coisas que não consigo justificar com aquilo a que mentes invejosas e de vistas curtas se chama Ciência. Porque a realidade é o que acreditamos. E se eu acredito que o meu carro anda sem gasóleo e vou longe com o estacionamento por fé, então não se torna difícil adivinhar que a homeopatia é adequada para mim!
Massa não, energia sempre! Homeopatia é o caminho!
domingo, 27 de abril de 2008
Mas vocês não têm mais que fazer?

O milagre da multiplicação do gasóleo
Num post um pedaço mais curto expliquei que uma das coisas que NÃO me aconteceu nunca foi ficar sem gasóleo. Uma pessoa lógica pensaria que isto se deve a eu abastecer constantemente a minha viatura de gasóleo (o meu combustível de eleição e o alimento exclusivo do meu veículo automóvel). Mas eu tenho motivos para crer que não é nada disso e que a realidade é muito mais complexa. O que se passa é que (tcham, tcham...) o meu carro não precisa de combustível para andar!
Sim, eu sei que isto é uma afirmação que desafia a lógica. Mais: é irracional... mas perfeitamente adequado para este blogue! Outros poderão até adiantar a explicação que a Abobrinha se droga com algo estranho e que querem um bocadinho, mas a triste realidade é que a única droga que eu aceito é mesmo o café. Nem álcool eu bebo! Este disparate todo é mesmo natural sem gás!
O que se passa é que, pela segunda vez na minha carreira de condutora testei os limites do depósito da minha viatura. E ela não me deixou ficar mal! Quase todas as pessoas que conheço já ficaram numa ocasião ou noutra sem combustível, mas eu não. Isso pode ser interpretado mais que logicamente por eu ser cuidadosa na minha condução e manuseamento de veículos de tracção mecânica tripulados. O mesmo cuidado só me rendeu um acidente com culpa em toda a minha carreira, aí 2 anos depois de ter tirado carta (no final do longínquo ano de 1992); diga-se que quase tive vergonha de apresentar aquilo como prejuízo. Tive só mais um acidente sem culpa em que eu estava parada e os prejuízos (de novo) foram uma vergonha!
Mas eu insisto que nada disto se deve a explicações racionais: passa-se alguma coisa com o meu carro! Refira-se que tenho o hábito de conduzir até ao início da reserva e depois atestar o depósito, para que seja possível calcular consumos com rigor (os quilómetros que percorri desde que o depósito foi atestado foram-no com a quantidade de combustível que coloquei na vez seguintes que encostei à bomba). De atestado até à reserva normalmente vão 40 litros e nunca soube qual era a capacidade do depósito... e aí é que bate o ponto: é que nos últimos tempos tenho ido até quase aos limites do depósito e nunca fiquei a pé!
Quando vim de Braga notei que tive que atestar o depósito com 48 litros porque estupidamente ia ficando sem combustível... mas não fiquei! Uma pessoa mais normal que eu poderia dizer que o depósito cheio leva tipicamente 60 litros, o que implica que eu podia ainda dar mais umas voltas, mas eu estou desconfiada que se eu consumir mais de 60 litros de gasóleo a minha viatura continuará a rolar como se nada fosse. Eu estou desconfiada que o meu carrinho é auto-suficiente! Que só gasta gasóleo para não me fazer a desfeita, para não parecer mal agradecido!
Estou tentada a fazer a experiência, mas não quero duvidar da bondade do meu bichinho. Aliás, estou convencida que se um dia testar se de facto o meu carro anda a gasóleo ele de facto pára! Não por não ser capaz de andar sem gasóleo, mas como vingança por eu ter duvidado dele. E eu não duvido do meu carrinho, tadinho!
Além de tudo, este mundo é de invejosos e depois toda a gente ia querer o meu carro para estudar o fenómeno. Iam transformá-lo num espectáculo de feira, tratá-lo como uma aberração, fazer testes dolorosos na sua carrroceria, picar os pneus em sítios sensíveis... tudo pelo meu capricho de provar que ele anda sem gasóleo. Não, eu não farei isso ao meu lindo carrinho, que me leva a todo o lado sem reclamar e se porta muito bem. Apesar de cheirar neste momento intensamente a bananas, porque eu deixei lá uma durante uma semana, que esteve para ser almoço e jantar por várias vezes. É que eu às vezes também não preciso de combustível! Mas isso acontece com pouca frequência.
Mas o meu carro é diferente: é auto-suficiente!
sábado, 26 de abril de 2008
As XX jornadas teológicas sob o ponto de vista de um vegetal com forma fálica, pouco juízo e pouco respeito pelo preço do gasóleo
Assim sendo, percorri uns quilómetros para ver as XX jornadas teológicas em Braga (isto e isto e isto). Fiel a mim mesma, perdi-me pelo caminho (os vegetais têm raizes, mas as rodas não são a nossa vocação), mas nada que me impedisse de chegar a um edifício amarelo grande de carago que se revelou a Faculdade de Teologia. Algo ali me fez lembrar Faculdade de Ciências, a Faculdade de Farmácia e a antiga Reitoria do Porto (hoje a Reitoria é onde era a Faculdade de Ciências). Com uma diferença: menos gajas.
Havia montes de gajos por lá. Pena que 80% deles tivessem cara de padres. E sim, existe uma coisa que se chama cara de padre e hoje até olhei para um deles quando fui tomar café. De facto esse estudou anos e anos para padre e estava com uma moça muito religiosa. Tão religiosa que casou com ele, no verdadeiro cumprimento do desígnio "um padre à cabeceira". Acho que ele não chegou a padre mesmo, mas da cara não se livra.
Por um momento cheguei a pensar que me tivesse enganado no sítio porque no slide de apresentação anunciava o Prof. Ludwing Krippahl. Mas seria coincidência a mais ter outra actividade com uma pessoa com um nome tão parecido no mesmo sítio e à mesma hora, pelo que assumi que seria uma gralha! E era mesmo! O auditório encheu e estariam aí umas 70-80 pessoas (mas eu sou má a fazer estimativas, pelo que aceito outro número). Em cima das cadeiras o resumo de 1 página do Ludwig, que é este texto, o que demonstra a transparência do que ele foi dizer. Do Jónatas Machado... nicles! Nem era preciso: quem lê as teorias do Perspectiva já sabe o que ele quer.
Para uma coisa anunciada às 21:00 h o pessoal não estava com grande pressa de começar. Se fosse um casamento já o noivo teria dado de frosques (e daí, já esperei 1 hora por um casamento, o que nem seria grave se não estivesse quase com uma queda de açúcar porque foi dos poucos dias que saí de casa sem tomar pequeno-almoço). Mas o que realmente estava a dar-me cabo dos nervos era a música de igreja.
Para dar início às hostilidades um mocinho com cara de padre, voz de padre e entoação de padre apresentou a iniciativa. Deixo à vossa consideração a expressão "mui valoroso" e à vossa imaginação as caras que eu fiz quando ouvi isso e de quantas maneiras tive que disfarçar o riso.
O Ludwig foi apresentado como "evolucionista radical" (falso) e o Jónatas Machado como "criacionista radical" e seguiu-se meia hora de apresentação para cada lado, com a ameaça/promessa de ser rigorosamente cronometrada.
A apresentação do Ludwig está aqui e foi excelente: clara, sucinta, desfazia pensamentos peregrinos como teoria da evolução ser darwinismo (onde o darwinismo já vai!) e a ideia de a teoria da evolução ser só baseada em fósseis. Gostei! E chamo a atenção para o facto de o Ludwig, em mais uma demonstração de transparência, ter disponibilizado a sua apresentação, estando sujeito a ser criticado. Claro que "Essa deve ser das piores apresentações que já vi. Com defensores destes, a evolução não precisa de criacionistas para nada. E as imprecisões e incorrecções seguem-se umas atrás das outras. Enfim, vê-se que não está por dentro do assunto.Já para não mencionar o facto de que parece que está a falar para uma audiência de anormaizinhos. Nem a minha professora do secundário..." (de um anónimo às 23:54 de 26 de Abril) como crítica não conta.
A apresentação do Jónatas Machado pareceu estranhamente mais longa, o que é um disparate, dado que foram ambas rigorosamente cronometradas. Mas foi mais densa. O que ele apresentou foi a "doutrina bíblica de criação" (diz ele). Os apontamentos que tirei são estranhos porque comecei com paciência e acabei com impaciência. Começou por ser uma apresentação de teologia (a palavra de Deus é verdadeira, infalível, etc), mas acho que meteu água quando citou Popper e disse que este considerava que a Ciência o era quando era falsificável. Não tenho conhecimentos para refutar isto, mas parece-me uma interpretação abusiva.
A lição de teologia evoluiu para um ataque à Ciência, com disparates como dizer que a Ciência se quer sobrepor a Deus, que no naturalismo não existe um padrão objectivo de moralidade, que há um diferenciação qualitativa entre homens e animais (e qual é ela?) e por aí adiante. Ainda disse um disparate total que foi a expressão "fé naturalista" e o famoso "ninguém viu, ninguém estava lá, só Deus" na criação do Universo. Outro disparate: "os factos não falam por si, eles são interpretados". E o disparate supremo: a Biologia confirma a Bíblia.
A isto se seguiu uma entediante apresentação de factóides distorcidos, como a formação rapidíssima de acidentes geológicos (chama-se actividade vulcânica, doutor), e a treta da semana: a fossilização à la minute. Recomendo a leitura desse post do Ludwig e a das respectivas referências, porque é uma treta a que recorre frequentemente o Jónatas Machado. Suponho que não voltará a ela (mas nunca se sabe!). Quanto à minha impressão da discussão em si, remeto para a leitura dos meus comentários a este post, onde ainda se pode ler a visão do Leandro (que também lá esteve).
Confesso que estive para dizer que não tinha ido. Aliás, era a minha firme intenção... até que li que o Ludwig tinha dito que tinha achado que tinha corrido bem! Não foi essa a minha percepção e tinha mesmo que lho dizer! Chamo ainda a atenção para o facto de que tenho razão quando digo que há jogos de palavras mais que jogos de factos: há uma tentativa de fazer o Jónatas Machado cantar vitória do debate nesta caixa de comentários, o que não é verdade. De facto, dados os comentários a esse post, só uma imaginação delirante acharia isso (e eu tenho uma grande imaginação e não fui capaz de pensar isso).
O debate em si soube a muito pouco, foi mal moderado e o Jónatas Machado tentou monopolizar o tempo. Foi igualzinho ao Perspectiva (mesmo porque é ele, sem tirar nem por), sempre cheio de "factos" e recorria aos slides para ilustrá-los. Irritante! Há quem pense que isso o descredibilizou e até é mais ou menos verdade... mas deu-lhe visibilidade, o que é perigoso!
O debate foi interrompido abruptamente com um rigor no cumprimento de horários que não existiu para iniciar e quando uma discussão interessante se estava a formar. Soube a pouco. Soube a muito pouco!
No final parece que houve uma confraternização, mas eu tinha que fugir antes que o meu coche se transformasse em abóbora.
Gostei e não dei o tempo nem o gasóleo por mal empregues. Mas espero ter contribuído com a minha visão do que se passou em Braga para que o Ludwig ganhe mais agressividade em debates futuros. Mas que os haja, porque é importante discutir estas coisas: só se pode combater o que se conhece. E o criacionismo bíblico é uma de muitas tendências de desinformação no mundo. Gostaria de dizer que é o único, mas não é.
Hoje começou oficialmente a Primavera
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Consultório sexual - semana 13
Ora o tema de hoje, 25 de Abril é... REVOLUÇÃO!!!
Coloquem todas as vossas revolucionárias questões à Abobrinha. Não se aprende aqui nada, mas ao menos muito mais ignorantes não podem ficar.
domingo, 20 de abril de 2008
REspostas ao consultório sexual - semana 12
Bem, esta semana isto foi de uma badalhoquice bestial! O tema ajudou, mas o meu público é que fez desta iniciativa um verdadeiro sussexo! E uma badalhoquice tremenda! Cá vai... segurem-se!
zeca flacido disse...
profeçora bamba estou em baixo ninguem m'ama sera que no futuro vou conseguir subir o astral e entrar na ceu ou pelo menos saborear a felicidade?
14 de Abril de 2008 15:05
Zequinha
Bem, se ninguém m’ama*, isso pode ser o motivo porque estás flácido. É só um palpite, claro! Atenção que não é para armares numa de coelho castanho: m’ama tu primeiro, prova a felicidade (curioso, é a primeira vez que lhe chamam isso) e depois então podes aspirar a ser m’amado e tens o problema resolvido. Estás com sorte porque o Jorge Fiel prometeu dedicar um post até ao fim de Maio à magno e candente problemática do minete (sobre o broche e o 69 já falou), pelo que tens até lá para convencer alguém a deixar-se ser m’amado, para depois passares à prática.
*Isto do acordo ortográfico está-me a custar um bocado, mas estou a fazer um esforço.
Mário Miguel disse...
Abobrinha,
Tens alguém neste blog com este problema.
15 de Abril de 2008 14:01

Mário
Fizeste bem em chamar a atenção, se bem que se esta intervenção já seja a título póstumo dada a precipitação do homem sem pénis (certamente o precoce mais infeliz da história). E o que é extraordinário é o teu poder de antecipação: nem eu mesma sabia que o tema ia ser “o meu pénis” e tu já parecias saber. De onde se conclui que não és parente da Cristina Candeias e arriscaria a dizer que também não és piromaníaco (pareces ser boa pessoa).
O homem sem pénis devia ter-se lembrado de várias verdades populares. Nomeadamente “os olhos também comem” e “enquanto houver língua e dedo não há mulher que me meta medo”. A verdade profunda de “os olhos também comem” é importante, porque a moçoila naturalmente terá tirado grande prazer de ter sido comida com os olhos e a esmagadora maioria dos homens não comer tudo aquilo em que deita os olhos.
Segundo a OMS, um homem saudável (com ou sem pénis) come com os olhos 1 723 mulheres por dia, o que dá a bela conta de 41 823 por mês e 699 235 por ano (mas rigorosamente, podes fazer as contas!). Destas terá sorte com uma em 3 anos e em épocas de expansão económica.
Ou seja, o próprio facto de uma mulher se dignar a ser comida com outra coisa que não os olhos (e à mão) é uma improbabilidade tal que quando presenteados com um exemplar desses o que vocês têm que fazer mesmo é ajoelhar-se perante tal espécime! E se ajoelhou tem que rezar! É assim que as coisas funcionam. Se o homem sem pénis soubesse isso, tinha usado a cabeça para algo mais útil que rebentá-la. Mas agora é tarde demais.
Allanah disse...
AHHHH, EU LI NA QUINTA! TOMA! :P
17 de Abril de 2008 22:47
Mmmm (voz sussurrante e rouca)... Allanah.... tomo o quê? Sua malandra... a ler-me fora de horas e a fazer-me propostas indecentes no meu próprio blogue... gostei... sua malandra... queres o meu número de telefone?
Entre o caralhão e o caralhinho disse...
Qual é a vantagem de ter um grande penis? Um mais pequeno não faz o mesmo trabalho?
18 de Abril de 2008 1:09
Entreocaralhãoeocaralhinho
É assim, igual igual são dois camiões cheios de japoneses. O resto é mito urbano. O que se passa é que os ca... pénis vêm agarrados a um car... homem e só ele é que tem os comandos do ca... do... da... da coisa. Daí que nem dois c... dois pénis iguais façam o mesmo trabalho, simplesmente porque um pode ter um homem aos comandos e o outro pode ter um caralho que não vale os tomates de um gato (e por esta altura já sabes que o meu falecido gato era castrado, por isso estás a ver).
Quanto ao tamanho em si, o mesmo trabalho até pode fazer... o resultado é que pode não ser a mesma coisa! Outra das vantagens de ter um pénis grande é poder fazer filmes artísticos, ninguém dizer muito mal e ainda ser m’amado* por cima.
*Raios partam o acordo ortográfico!
penisminiminipenis disse...
Carissima e mui sapiente Drª Abobrinha, O meu pénis é tão pequenino tão pequenino que sempre que arranjo uma namorada acabo por ser chamado de eunuco. O que posso fazer?
Penisminipenis
Bem, eunuco é forte e é chato. Mas gostei do respeitinho. Se for suficientemente cedo pode garantir uma carreira na ópera e a fama e a fortuna (e as gajas), mas acho que não era essa a pergunta.
Aprende com o grande (por assim dizer) Vincent “coelho castanho” Gallo: sugere às tuas namoradas o uso de um dildo para os finalmentes e usa a língua e o dedo para o resto. Ou então fica-te pelos coelhos mesmo: há um com controlo remoto e à prova de água (dá jeito). Assim podes ver televisão e dar prazer à tua gaja ao mesmo tempo. Para eununo não está mal, não achar? Um último conselho: arranja muitos canais... é importante! É a que carregar sempre no mesmo e no mesmo programa cai-se na monotonia e ficas sozinho outra vez.

Anónimo disse...
All stars, Nike ou Tiger.E o Pendrive.
18 de Abril de 2008 16:31
Anónimo
Excelente!
soumultipénisofilo disse...
Cara abobrinha,
Sou tarado por pénis! Só me satisfaço tendo vários para manipular. Como gosto mesmo é um pénis no ânus, um na boca, e as minhas duas mãos cada uma com um pénis. Também gosto que me esfreguem com um pénis no meu pénis erecto. Estou sinceramente preocupado. Tenho medo de ser doente e de não arranjar namorado por ele não ser capaz de compreender que para me excitar tenho que ter pelo menos mais 4 homens no acto. O que posso fazer Dra. Abobrinha? Será que algum dia poderei ser feliz sem ter que ter todos os meu orifícios preenchidos com um pénis?
19 de Abril de 2008 23:22
Soumpenisofilo
O que recomendo é que arranjes... um barco! Sim, um barco! Enquanto estás ao comando tens as duas mãos ocupadas (vê a imagem). Se arranjares um cacilheiro, ficas já a atracar de ré, pelo que já só tens mais um orifício com que te preocupar. Mas não durante muito tempo: tens que arranjar vários marinheiros. E sabes qual é a fama dos marinheiros, não sabes? Não sei é se têm o proveito, mas se procurares bem aposto que se arranja qualquer coisinha.
Ajudou?

omeupénistemduasglandes disse...
Cara Dra. Abobrinha,
O meu pénis tem duas glandes. Isto tem-me provocado muitos dissabores, primeiro porque parece que tenho os testículos na ponta do pénis e isso assusta as minhas parceiras. Depois, se conseguir esconder assim que inicio a penetração elas começam logo a guinchar a dizer que lhes está a doer e que parece que estão a ser penetradas por dois pénis. Isto quer dizer que só consigo fornicar mulheres caídas de bêbadas e que já perderam a consciência, situação em q, tendo em conta o bafo a álcool, sempre prefiro uma boneca insuflável. Pior ainda, os meus amigos do ginásio fartam-se de gozar comigo e eu deixei de ir à sauna por causa disso. Haverá alguma solução cirúrgica para o meu caso?
19 de Abril de 2008 23:27
Omeupénistemduasglandes
Solução cirúrgica não é a minha especialidade. É a da Lorena Bobbit, mas o último cliente ficou um bocado ao dependura, pelo que não sei se recomende. E de qualquer modo acho que perdi o número dela.
Atendendo à forma que imagino que tenha o teu pénis, tenho uma solução: gelado. Sim, gelado! Arranja uma mulher que goste muito de gelado. Com muitas calorias de preferência (com Haagen Dazs nunca ficas mal; recomendo chocolate belga), porque assim vai esforçar-se mais para as gastar. É que o teu pénis deverá ter a forma de um cone duplo de gelado! Coloca uma bola em cada glande e promete um quente e frio altamente proteico (é bom que ela goste de natas) se ela se esforçar. Quando ela começar a lamber vais ver quem é amiguinha. E nessa altura, quando os teus amigos se rirem de ti na sauna, já não vai ser tão importante, pois não?

Cuidado só com uma coisa: diz-lhe que o gelado é em copo e não em cone. É que senão ela pode tentar trincar a baunilha e isso ia ser muito mau! Por outro lado, se ela gostar mesmo muito de bauninha, podes ver o teu problema resolvido... mas se calhar é melhor não!
Um café, um divórcio e meia adopção, rápido que eu estou com pressa
Com a Joaninha falava-se de liberdade nos relacionamentos. A liberdade de ficar ou de ir embora. Meti os pés pelas mãos quando o que eu queria explicar era muito simples: para mim isso não é sequer questão! Para pessoa nenhuma de bem e de bom senso isso é questão! Se a pessoa quer ir embora vai, independentemente do motivo. Independentemente de ter razão, independentemente de tudo, simplesmente acaba por se ir embora se o quiser.
Quem fica pode chorar, pode chorar muito, pode chorar mesmo muito, pode pedir muito para essa pessoa não ir, pode mesmo ter actos irreflectidos ou irracionais dos quais se arrependerá mais tarde mas isso não altera o facto de que a pessoa se pode ir embora quando quer.
Eu acho que não sou obrigada a encarar isso com naturalidade quando isso me envolve a mim, porque me apego às pessoas. Apego-me às pessoas com intensidade demais para despegar com facilidade ou superficialidade. Quando me torno superficial, então é que temos um problema. Ou o problema resolvido, conforme a perspectiva. Não é fácil e é um processo que me chega a demorar anos. Mas não se altera o facto de que há liberdade para sair fisicamente da relação, mesmo porque isso (repito) nunca foi sequer uma questão. Emocionalmente é que controlo a coisa tão bem como qualquer um: não controlo. Tão simples como isso, pelo que não entendo a dificuldade em exprimir uma ideia e um facto tão simples. Ou talvez a extrema simplicidade seja precisamente o problema. Talvez porque simplicidade e facilidade não sejam sinónimos.
A lei do divórcio de que fala o Ludwig e a que tão acertadamente deu o título "treta da semana: o contrato" fala desta mesma realidade (daí eu me ter embrulhado), com mais uns pozinhos de complicação. Os pózinhos são as responsabilidades parentais e económicas, mas vou focar-me essencialmente no casamento em si. E a verdadeira treta é mesmo essa: o contrato. Um casamento não é um contrato mas um assumir público e perante a sociedade de que se quer viver como casal.
A base é a mesma: não se pode prender ninguém, nem querendo muito. Duas pessoas ficam juntas quando querem ficar juntas. Quando uma, seja por que motivo for, não quer... a relação acabou por definição! Custe a quem custar, dure os anos que durar a sarar uma feridas dessas e mesmo a aceitar... acabou! A lei acompanhou o sentimento: se só está um no casamento, então ele não existe por definição. Não se pode prender quem não quer estar preso.
A abolição da culpa é outra justiça flagrante. Mas abolir a culpa não é o mesmo que dar uma desculpa para fugir às responsabilidades. E aí a justiça tem que estar atenta e ser muito rápida.
O título deste post é uma resposta a quem diz que se deve "defender os valores da família": num casal, quando eles existem, não precisam de ser defendidos. Quem quer divorciar-se rapidamente, então deve divorciar-se rapidamente porque não quer ou não merece estar casado. Porque uma relação de amor é uma relação construída por dois adultos capazes de se safarem sozinhos no mundo. A jovem do meu post anterior sabe isto. Isto é inteiramente diferente de uma outra proposta de lei sobre meia adopção de crianças. Não encontro referências, mas nem me vou preocupar com isso porque o tema é tão parvo e despropositado que nem interessa a ninguém.
É que, se não se pode prender um adulto a outro, é de toda a conveniência prender uma criança a um adulto. É nesse adulto, alguém a quem chame pai ou mãe que ele vai encontrar grande parte da solidez e estrutura para uma vida futura. Como não é sério pretender prender um companheiro a uma relação, não é sério querer soltar um filho de um pai. A liberdade que é desejável e natural numa relação entre adultos não é válida para uma relação entre um pai e um filho. Pelo que um filho não deverá ser confrontado com qualquer tipo de "meio vínculo" com a pessoa a quem quer chamar pai.
Ninguém de bem quer um divórcio rápido e porque sim (se quiser não é de bem). Mas ninguém de bem quer uma adopção superficial e sem responsabilidades. Não se pode ninguém a ser casado; não se pode obrigar ninguém a ser pai. Mas não se pode obrigar quem quer ser pai a sê-lo pela metade.
E mais uma vez escrevi um texto com o qual não estou satisfeita porque não exprime completamente o que quero dizer, com palavras a mais e muito embrulhado; com a agravante de que possivelmente me vou arrepender de o ter publicado. Mas achei que o tinha que pôr cá para fora, mesmo porque foi um texto que me doeu a escrever.
"Ele não merecia que eu fosse mulher dele"
A jovem Maria Custódia julgava-se viúva. Eu também assumiria isso se tivesse 94 anos e um escroque me tivesse abandonado há 57 anos e fosse tão novo como eu. Mas o marido estava vivo e queria o divórcio. E o que disse a senhora a isto?
"Foi um alívio, porque ele não merecia que eu fosse mulher dele. Disse-lhe isso no tribunal e ele nem respondeu."
O que é que havia a responder? Era verdade! Um tipo que desaparece de casa e ao fim de 57 anos (possivelmente por causa de heranças de outros filhos de outro casamento) ainda tem a lata de mandar o tribunal avisar a mulher que se quer divorciar dela não vale muito. Mas por óbvio que seja, não deixa de ser uma afirmação poderosa de uma senhora analfabeta e muito mal tratada pela vida.
A preocupação da senhora foi mudar o bilhete de identidade e olhar para a frente. Pode ter 94 anos, mas continua com uma frescura de espírito que mulheres e homens com uma fracção da idade dela não têm. Eu incluída.
Deu-me vontade de chorar quando li que ficou com 2 filhos para criar, chegou a passar fome e teve uma vida muito dura. Nada de extraordinário e que vem de encontro ao que diz o meu pai dos nossos anciãos: tem muito respeito por eles porque são sobreviventes de tempos muito difíceis e em que estar vivo é uma sorte. Nós (eu também) queixamo-nos de tudo e de todos quando levamos uma vidinha de aviário: protegidinhos de todas as inteméries, com o suficiente para comer e beber. E quantas mulheres têm a naturalidade de dizer o que disse aquela senhora de um homem que não as tratou bem? Quantas ficariam agarradas à santidade de um casamento que não o era e possivelmente nunca o foi?
A jovem Maria Custódia, como muitos, não foi de baixar os braços perante as adversidades e tem uma vontade de viver muito grande, que é o que possivelmente a mantém viva. O objectivo é como o meu: chegar aos 100 anos fresca.
"Se conseguisse havia de dançar muito nesse dia"
Eu já era capaz de não dançar porque era capaz de causar estragos, mas adiante.
Deu-me de novo vontade de chorar ao ler que a senhora passa dificuldades. Mas ela é uma sobrevivente e vai sobreviver a mais este revés. Já livre de um velho da idade dela que nunca lhe fez falta em primeiro lugar.
No meu blogue pode não se aprender nada, mas com o exemplo desta senhora aprende-se muita coisa.
A metafísica de passar a ferro
Diz o Ludwig:
"Se juntamos uma laranja e outra laranja ficamos com duas laranjas. 1+1=2 é uma boa maneira de descrever isto pondo de parte a “laranjeza” do problema. Se juntamos um monte de areia a outro monte de areia ficamos com um monte de areia. 1+1=1 é uma boa maneira de o descrever de forma abstracta, e é tão razoável como 1+1=2. "
O senhor professor explique-me então como é que 1 monte de roupa por passar + 2 horas a passar a ferro = 1 monte de roupa para passar + 1 montinho pequenininho de roupa passada! E olha que eu não sou assim lerda de todo a passar a ferro! Simplesmente não gosto! Se a solução for pagar para que ma passem, eu não nado em dinheiro!
Mas aborrece-me! Afinal, 1 monte de roupa suja + 1 máquina de lavar roupa = 1 monte de roupa lavada. E 1 monte de roupa lavada + 1 estendal + algum tempo (variável com as condições atmosféricas) = 1 monte de roupa seca... e enrugada! Nesse aspecto é excelente o vestidinho de viscose que comprei na Lanidor: se for seco direitinho nem é preciso passar! Só não o recomendo aos meninos: é capaz de ficar um bocado esquisito! É prático, mas esquisito nos homens.
Por isso é que a Matemática me aborrece: pode servir para ajudar a fazer pontes, aviões, linguagens de computador e outras coisas assim. Mas não resolve os problemas que afligem a humanidade, como o flagelo de engomar a roupa.
Já agora, por falar em Matemática, leiam isto que saiu hoje no Público, do qual deixo umas achegas. Quem sabe, sabe. E o Nuno Crato sabe e fala bem. E aposto que passa a ferro enquanto o diabo esfrega o olho!
"O professor Castro Caldas tem um estudo em que mostra que as crianças que decoram a tabuada e aprendem automatismos numa fase precoce desenvolvem fisicamente certas partes do cérebro.Muitos pensam que têm de fazer musculação para desenvolver os músculos, mas não necessitam de fazer exercícios mentais para desenvolver o cérebro...
Uma das conclusões desse estudo é exactamente que as capacidades do cérebro podem ser desenvolvidas. Pode-se decorar uma coisa sem importância nenhuma - os cem primeiros algarismos do número pi, por exemplo - que isso é bom. A dicotomia que se criou há uns 30 anos que considera um horror decorar a tabuada, ou as estações de comboio, e que o importante é apenas perceber, é uma dicotomia que tem sido muito prejudicial. O que é bom é decorar e compreender, e ambas se reforçam. Mais: às vezes é útil decorar alguns automatismos sem os perceber, só os vindo a entender mais tarde.
Não é preciso que a criança saiba o que é a corrente eléctrica para nós lhe ensinarmos que não pode colocar os dedos na tomada. No ensino há muitas coisas assim."
"Recentemente, numa homenagem ao grande matemático Mira Fernandes, Silva Lopes (ex-ministro, ex-governador do Banco de Portugal) disse como saber matemática o ajudou ao longo da vida...O seu discurso foi breve mas muito interessante. O essencial foi que considerou que, se não tivesse estudado Matemática com o Mira Fernandes, tivesse só feito Economia, hoje estaria aí a fazer umas contas num sítio qualquer e não teria tido a carreira que teve. Disse-nos que a sua carreira foi muito influenciada por ter sido ensinado a ter um raciocínio rigoroso ao estudar Matemática com o Mira Fernandes. Não que precisasse da matemática que então aprendeu todos os dias."
